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Terapias Integrativas são recomendadas como Tratamento Complementar na Covid-19

Ao longo do mês de junho deste ano, correram pela internet notícias de que o Conselho Nacional de Saúde (CNS) havia recomendado o uso das Práticas Integrativas como tratamento medicamentoso do Covid. Contudo, em nota explicativa pública, o Conselho esclareceu que a sua recomendação se referia às terapias integrativas como tratamentos auxiliares para os casos leves, atuando sem excluir o tratamento médico necessário.

Reafirmou também a importância da verdade em meio a um cenário onde notícias falsas podem comprometer a saúde da população. Ao mesmo tempo que deu aval às terapias alternativas, o Conselho foi contra uso da cloroquina (hidroxicloroquina) por falta de evidências científicas quanto ao seu uso seguro para a saúde.

Desde o início da pandemia no país, várias instituições vem produzindo material de divulgação com foco na informação, no combate e na prevenção. Além do Conselho, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) apoia o uso das práticas alternativas nesse contexto, tendo parceiros como a Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). São estas instituições também contribuintes dos cursos e webpalestras online sobre as Práticas Integrativas em Saúde, disponíveis gratuitamente na plataforma AVASUS para qualquer pessoa que tenha interesse em estudar e informar-se.

A Fiocruz também possui um observatório sobre as Práticas (ObservaPICS) e lançou recentemente a coleção Cuidado Integral na Covid-19 – coletâneas com informações de diferentes terapias integrativas que teriam tido sucesso em cenários similares de sofrimento (ao final do artigo, você encontra as primeiras publicações para baixar).

A primeira publicação é sobre a Terapia Floral, orientações para auxiliar no medo, na ansiedade, na depressão, na sensação de impotência perante o desconhecido e no equilíbrio das emoções: uma prática reconhecida pela Organização Mundial de Saúde há 70 anos, com resultados evidentes no autocuidado, equilíbrio mental e emocional. Já a segunda coleção trata sobre Aromaterapia, sendo um suporte complementar com foco no uso adequado das plantas medicinais e dos óleos essenciais.

VISÃO E ESCLARECIMENTO DO CONSELHO

Segundo a conselheira Simone Leite, coordenadora da Comissão de Práticas Integrativas do CNS, a recomendação aos gestores vem no sentido de reforçar a importância do uso dessas terapias nesse momento em que ainda não existe cura para a Covid-19: “Os florais, a automassagem e a acupuntura são complementares à assistência. Todas essas práticas já estão no rol do Ministério e são amparadas por evidências científicas.”

Leite afirma que não há contradição nas recomendações do CNS sobre o uso da cloroquina e das práticas integrativas. “A cloroquina em si é um tratamento que não tem eficácia comprovada. As práticas integrativas são complementares ao atendimento.” A conselheira exemplifica: “você pode ter um paciente com Covid que está com dores. Uma massagem pode ser feita nele. Ela vai complementar o tratamento. A gente não quer competir com a alopatia de jeito nenhum”.

Na recomendação, o CNS afirma apoiar-se em evidências cientificas produzidas por entidades como a Rede de Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas das Américas e o CABSIN (Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa), sobre o uso das práticas neste momento de pandemia.

Este consórcio elaborou um “mapa de evidências”, onde incluiu 127 estudos realizados em 12 países. Há uma revisão sistemática feita pela China, com foco específico na Covid-19, tratando do uso da fitoterapia no manejo de sintomas. Contudo, houve a solicitação de novos documentos para preencher as lacunas de mais evidências e estudos científicos relativo às práticas integrativas, focando naquelas que estariam funcionando melhor dentro desse cenário com procedimentos preventivos e tratamentos complementares.

Para Simone Leite, a recomendação do CNS também será muito importante no pós-Covid, uma vez que as práticas integrativas podem ajudar as pessoas a melhorar o estado geral de saúde: “A gente tem muito trabalho científico sobre o reiki à distância, meditação, plantas medicinais e o uso de chás. Muita gente usa, muitos médicos recomendam e a gente tem muito estudo com as indicações e contraindicações.”

Leite diz que embora a ozonioterapia ainda não faça parte do rol de terapias integrativas do SUS, já existem estudos em andamento para que ela também possa ser usada durante a pandemia. A conselheira afirma que o Ministério da Saúde prepara uma cartilha em que endossará a recomendação do Conselho sobre o uso das práticas integrativas no contexto da Covid-19. Na opinião de Leite, as críticas da comunidade científica às práticas integrativas ocorrem por desinformação. “Vem crescendo muito o número de médicos, de enfermeiros e outros profissionais da saúde trabalhando nisso, fazendo estudos.”

Segundo Leite, vários municípios brasileiros estão aprovando leis para garantir a oferta dessas práticas à população, que no âmbito federal são reguladas apenas por normas do Ministério da Saúde. Também tramita no Congresso um projeto de lei federal. “No Ceará, onde há anos estão implantados a fitoterapia, o uso de plantas medicinais e o reiki, diminuíram em 40% o uso de psicotrópicos com o uso das práticas integrativas. Você é diabético, pode tomar um chá, e isso pode diminuir a quantidade de medicamento que você usa.”

NOTA EXPLICATIVA PÚBLICA

“O Conselho Nacional de Saúde (CNS) reforça aos veículos de comunicação que a recomendação n° 41/2020, publicada em 21 de maio, pede ao Ministério da Saúde (MS) que proceda ampla divulgação das evidências científicas referentes às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) durante a pandemia. Em nenhum momento há orientação, por parte do CNS, em propor as PICS como tratamento medicamentoso em substituição aos protocolos definidos internacionalmente pela comunidade científica para Covid-19. 

Ao mesmo tempo, o CNS criticou, em nota técnica publicada dia 22 de maio, o documento do MS sobre a Cloroquina e a Hidroxicloroquina, que carece de respaldo técnico-científico para a indicação de tais medicamentos na prevenção ou nos estágios iniciais da doença. A justificativa é simples: até o momento, não existem evidências robustas sobre estes medicamentos que possibilitem a indicação de uma terapia farmacológica específica com os mesmos. O CNS também levou em conta os resultados de pesquisas que demonstram a possibilidade de severos efeitos colaterais.

Portanto, reivindicamos que os veículos de comunicação não publiquem a narrativa equivocada, que dá a entender que o controle social na Saúde está propondo PICS no lugar da Cloroquina e Hidroxicloroquina ou no lugar de qualquer outro medicamento. Isso abre margem para mais difusão de fake news sobre o tema e induz ao erro.

As PICS, durante a pandemia, são aplicadas para melhoria da qualidade de vida, com resultados evidentes no autocuidado, equilíbrio mental e emocional em tempos de isolamento, podendo ser utilizadas pelas equipes que assistem os pacientes, familiares e profissionais; e não como método de cura, como tem sido induzido em algumas matérias publicadas recentemente.

A recomendação das PICS pede que o MS disponibilize a produção de materiais de comunicação para gestores, trabalhadores e usuários com informações atualizadas sobre o uso adequado das PICS neste momento, considerando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, de 2006.

Incluem-se as evidências científicas produzidas pela Rede de Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) Américas, pelo Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (Cabsin) e pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/Opas/OMS) sobre o uso das práticas neste momento de pandemia. O CNS segue reafirmando a importância da verdade em meio a um cenário onde notícias falsas podem comprometer a saúde da população.”

Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fontes complementares: Coleção de Cuidado Integral – Nº 1: Terapia Floral: Equilíbrio para as emoções em tempos de pandemia | Coleção de Cuidado Integral – Nº 2 : Aromaterapia: O Poder das Plantas e dos óleos essenciais |Nota Explicativa do Conselho: CNS nunca recomendou Práticas Integrativas em Saúde como tratamento medicamentoso de Covid-19 | Recomendação do documento oficial CNS (Conselho Nacional de Saúde) | Folha de São Paulo: Conselho de saúde recomenda florais, homeopatia e reiki para ajudar no tratamento do Covid-19 | Nota Pública do Conselho: CNS alerta sobre os riscos do uso da Cloroquina e Hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19

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Homeopatia: Uma Terapêutica Preventiva em Tempos de Pandemia

Junto às Terapias e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, a Homeopatia já está sendo uma grande aliada nas ações de prevenção ao Covid, uma vez que existem compostos específicos para auxiliar no fortalecimento do sistema imunológico e no equilíbrio da saúde integral do ser: física, mental e emocional. A Índia desponta nesse quesito e, quem sabe, seus resultados possam servir de exemplo para o Brasil, tendo em vista nosso país já ter abraçado a medicina tradicional indiana (Ayurveda) nos tratamentos alternativos e complementares em saúde.

Voltando um pouco na linha temporal histórica, a Homeopatia foi uma terapêutica criada no século XVIII, em 1796, pelo médico alemão Samuel Hahnemann. Mesmo com de mais de 300 milhões de usuários pelo mundo, ainda é pouco conhecida, seja por mito, preconceito ou falta de conhecimento. Esse método terapêutico surgiu quando Hahnemann decide deixar de lado a medicina da época, por entender que as práticas utilizadas não cumpriam a totalidade e o real papel da missão que ele assumira: aliviar o sofrimento e curar pessoas.

Foi traduzindo um texto do Dr. Cullen sobre Cinchona Officinalis (uma árvore da América do Sul chamada Quinquina ou “Casca do Peru”, de onde provém o quinino), cuja visão discordava das opiniões do autor, que Hahnemann resolveu fazer uma experimentação em si mesmo. Ao ingerir pequenas gramas de quinina, teve sintomas semelhantes aos da malária, cessados após suspender o uso. Através desta e inúmeros outros testes, surgia a “Teoria dos Semelhantes”, dando-se início o legado precioso do “Pai da Homeopatia”.

A “Lei dos Semelhantes” nos ensina que toda substância capaz de provocar determinados sintomas numa pessoa sadia também é capaz de curar sintomas semelhantes em uma pessoa doente. Nesse contexto, é importante mencionar que o medicamento homeopático não promove a cura propriamente dita, mas sim ajuda o organismo a realizá-la, uma vez que é naturalmente capaz de restabelecer a saúde desde que esteja equilibrado.

Há um termo chamado de Homeoprofilaxia: profilaxia = medida preventiva de saúde com o uso de homeopatia. Quando se fala nessa ação diante de casos diagnosticados positivos para Covid ou outras viroses, não estamos falando em vacina, nem tampouco em evitar o contágio. Mas sim quanto ao seu uso como fortalecedor do organismo, estimulando a energia vital e o equilíbrio bioenergético, responsável por manter nosso organismo em harmonia, assim como vitalizando nossas funções orgânicas.

A homeopatia age como um grande ativador do sistema imunológico, fazendo com que o organismo busque a normalidade, ou seja, a saúde. Nós fomos criados saudáveis e quando algo desequilibra essa “balança orgânica” – incluindo aqui aspectos psicossomáticos, do ambiente onde vivemos, da família e pessoas com as quais convivemos, dos efeitos de estresse, insônia, angústia e medo, ansiedade e depressão, entre outros – o resultado é o aparecimento de sintomas desarmônicos e, em consequência, o surgimento de doenças.

Hahnemann teve participação importante em epidemias, onde com sucesso viu sua técnica fortalecer a saúde e evitar inúmeras mortes na época. Neste contexto, instituiu-se o conceito do “gênio epidêmico”, onde sua busca passa pelo apanhado de sintomas apresentados com maior incidência na população em análise. Estes sintomas mais comuns são parâmetros para a escolha do medicamento que mais abranja sua totalidade. Atualmente, frente à pandemia do Covid, grupos de homeopatas do mundo todo estão trabalhando na busca por este medicamento.

Um país de destaque na prevenção com uso de homeopatia é a Índia. Lá a homeopatia representa grande parte da terapêutica. O governo indiano promove, desde fevereiro deste ano, a distribuição de medicamentos homeopáticos à população, trabalhando a homeoprofilaxia, obtendo resultados expressivos no quesito contágio e também na recuperação de enfermos – lembrando que a Índia é o segundo país mais populoso do planeta (em torno de 1,39 bilhões), fazendo fronteira com a China (1,41 bilhões), epicentro do Covid.

Diversos protocolos no mundo estão em fase de implantação e acompanhamento. Aqui no Brasil, profissionais homeopatas ligados a AMHB (Associação Médica Homeopática Brasileira), ABRAH (Associação Brasileira de Reciclagem e Assistência em Homeopatia), ABFH (Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas), IHGG (Instituto Hahnemanniano George Galvão), entre outros, estão trabalhando fortemente na busca da melhor alternativa terapêutica.

O conceito de “gênio epidêmico” envolve uma série de fatores que podem ainda ser influenciados pelo tempo e pela região de atuação do vírus, sejam ambientais, nutricionais ou genéticos, além da possível mutação viral. Esta é, sem dúvida, a maior dificuldade dos homeopatas: chegarem a um consenso de medicamento único.

Os homeopatas no Brasil estão trabalhando com um grupo de 5 a 6 medicamentos que atendem aos requisitos deste conceito. Entretanto, por se tratar de uma epidemia que ainda está longe de ser conhecida na sua totalidade, muito estudo ainda precisa ser feito para se chegar ao medicamento único. Torcemos para alcançar esse objetivo!

Considerando as opções que temos no atual modelo terapêutico da medicina alopática, onde a corrida por uma vacina, medicamentos alopáticos e tratamentos diversos tentam ser validados, o uso da Homeoprofilaxia no Covid se constitui importante aliada na saúde geral das pessoas. A homeopatia pode ser utilizada concomitantemente com qualquer outro tratamento, assim como por qualquer pessoa, de qualquer idade.

A Homeopatia no Brasil é considerada uma especialidade médica, farmacêutica, veterinária e odontológica, certificada nos seus respectivos conselhos e instituições de classe. Contudo, já existem no mercado cursos de especialização e pós-graduação para aqueles que desejam formar-se como homeopatas prescritores ou não-médicos, de forma a estarem habilitados para exercer a profissão com responsabilidade e segurança. A diferença é que, neste segundo caso, não estão envolvidos os tratamentos de doenças crônicas e graves – casos em que somente médicos estão aptos – por essa razão, a ênfase dos tratamentos homeopáticos é sempre trabalhar com a prevenção.

Também já existem no mercado medicamentos homeopáticos autorizados pela Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) para serem prescritos por profissionais habilitados sem necessidade de prescrição médica, uma vez que seus compostos possuem dosagens mínimas e seguras para o uso da população. Esses medicamentos podem ser encontrados prontos, produzidos por laboratórios especializados como: Weleda, Boiron, Schreber, Klein ou Vidora e Almeida Prado, ou devem ser prescritos para serem aviados em farmácias de manipulação. Da mesma forma, o Sistema Único de Saúde (SUS) já conta com a modalidade de Homeopatia dentro do rol das Práticas Integrativas e Complementares de forma gratuita.

Assim, enquanto o objetivo de alcance de um medicamento homeopático único permanece em estudo e análise, sigamos trabalhando com a vasta e poderosa alquimia que o “Pai da Homeopatia” nos deixou como legado. Sigamos unindo a sabedoria e os princípios norteadores das medicinas tradicionais, preventivas e ancestrais com o conhecimento profícuo da ciência da atualidade.

Luciane Strähuber – Terapeuta, Consultora e Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte complementar da notícia: Blog Farmácia Quiron

Quer saber mais e realizar um tratamento terapêutico e homeopático preventivo? Entre em contato para uma consultoria e aconselhamento terapêutico. Terei o prazer em atender você nesse momento desafiador.

Matérias, Terapias Integrativas

Florais: Como saber qual a melhor fórmula para você?

Sempre que conversamos com alguém que tem o primeiro contato com um tratamento floral ou que deseja fazer uso de uma fórmula floral para equilibrar-se, surgem dúvidas a respeito de como saber qual o composto mais adequado para o seu caso.

Existem no mercado inúmeros Sistemas Florais, diferenciados entre si pela forma como foram sintonizados e reunidos, pelo país e a região onde as flores são colhidas, bem como pela sua forma de extração, elaboração e manipulação. Uma mesma flor e planta, por exemplo, colhidas em países e regiões diferentes não terão a mesma vibração e bioquímica, tendo em vista o tipo de clima, o solo, a geologia, as águas, entre outros fatores.

As flores também são estudadas e adaptadas à nossa realidade através de arquétipos, com o intuito de facilitar a abordagem no tratamento terapêutico para cada caso. Por essa razão, a importância de consultar um profissional com conhecimento na área, formação e experiência terapêutica é importante.

Contudo, na falta de um terapeuta floral ou um homeopata – a homeopatia também possui fórmulas derivadas de flores, onde estas estão classificadas como “personalidades homeopáticas”- com formação profissional e experiência adequada para orientar, capazes de avaliar o caso para prescrever o melhor tratamento, é possível escolher as flores de acordo com sua intuição e o seu sentir: as flores são consciências vivas da natureza que também dialogam conosco por meio e em sintonia a dimensões mais sutis da nossa consciência humana.

Assim, com o objetivo de trazer esclarecimento para quem deseja fazer uso das fórmulas florais que já se encontram prontas no mercado – hoje mais encontradas em farmácias de manipulação – para aquele que tem a vontade de montar seu composto ou confeccionar o seu próprio floral caseiro, relaciono aqui algumas perguntas e respostas que podem ajudar na busca da fórmula floral mais adequada ao seu momento de vida. Essa busca pode ser tanto para o equilíbrio físico, quanto para a harmonização do emocional, do mental ou mesmo do campo espiritual.

Lembrando sempre: os florais são ferramentas complementares dentro de um processo maior, de um tratamento terapêutico único, diferente para cada pessoa. Recomendo sim que você siga o seu coração e a sua intuição para que as consciências dévicas das flores falem com você por sintonia de propósito, mas também indico a busca pelo constante trabalho interior, já que as flores, assim como nós, são apenas parte de uma mesma planta.

Como parte desta mesma planta, também temos as folhas, o caule, os galhos e as raízes. Precisamos olhar para elas à semelhança do que fazemos conosco: trabalhar o todo para obter resultados mais profundos e duradouros ❤

1 Posso escolher florais para mim mesmo(a)?

Sim, este pode ser o início de um rico e profundo processo de se perceber, se sentir e se conhecer. Faz parte dos processos de autoconhecimento as experimentações para conosco, onde somos a nossa própria “cobaia”. E também essa ação pode ser uma parte na sua rotina de cuidado consigo, em seu processo de desenvolvimento pessoal, sendo uma ferramenta para trabalhar a autoconfiança e a autoestima.

2. Qual a diferença entre escolher para mim ou ter ajuda de um profissional? Quando devo procurar um(a) Terapeuta Floral?

O melhor resultado dos florais depende essencialmente de uma escolha precisa, que toque no âmago das questões: em poucas palavras, florais bem escolhidos trazem resultado. Ao escolher florais para si, sua experiência pode ser rica e gratificante, onde você pode se dedicar a ela pelo tempo necessário ao seu processo de autoconhecimento.

Fique atento ao fato de que, para uma seleção precisa, você vai precisar fazer o exercício do observador interno: olhar para si e reconhecer suas próprias questões, tanto aquelas que fortalecem quanto aquelas que limitam. E também vai precisar querer explorar o universo dos florais, ampliando seu repertório para continuar fazendo escolhas adequadas – isso requer tempo, paciência e resultados a médio e longo prazo.

3. Quando solicitar um outro olhar?

Quando você sentir que precisa de alguém que consiga enxergar sua jornada com mais objetividade, com uma visão mais global e integrada, que ofereça apoio no seu processo e que possa ser testemunha do seu progresso, vale muito ter o apoio de um terapeuta.

Considere o fato de que, em geral, nós somos muito duros conosco, nos cobrando e nos exigindo por inúmeras razões sociais, por padrões e crenças familiares que herdamos e que, muitas vezes, nos fazem sair da nossa rota ou perder a perspectiva. Por isso é essencial aqui poder pedir auxílio para receber um outro olhar.

Observe que um bom Terapeuta Floral se dedica ao estudo e à pesquisa constantes sobre essa prática terapêutica, sempre progredindo e buscando desenvolvimento pessoal e profissional. Isso ajudará você a estar confiante de que está sendo bem orientado e de que não vai “perder o rumo”, tendo o apoio necessário.

4. Como usar as essências florais?

4.1 Orientação básica e ritmo

A orientação básica é a ingestão de 4 gotas sublinguais, 3 a 4 vezes por dia. Dependendo do caso, as gotas podem ser espaçadas para 7 a 8 gts, 2 por dia (pela manhã, ao acordar, e à noite, antes de dormir), principalmente para aqueles que tem uma rotina corrida e tendem a esquecer as tomadas durante a tarde.

Talvez você sinta vontade de tomar as essências mais vezes ao longo do dia. Sinta-se livre para tomar sua fórmula repetidas vezes, até mesmo de hora em hora – esse último caso em geral é indicado para momentos de crise, traumas ou mudanças.

Não existem doses excessivas ou efeitos colaterais com este tipo de preparado vibracional. No entanto, o uso repetido e mais frequente encoraja a ter de passar por uma “limpeza” mais rápida do campo vibracional e dos temas que estão sendo abordados, seja através de um tratamento ou por meio do seu processo de autoconhecimento.

Isso pode ser desejável principalmente no início de um ciclo com as essências florais, como também pode parecer “indesejável”, podendo ocorrer algum tipo de catarse antes de certa melhora, assim como qualquer outro processo de cura.

Esse processo de catarse ou “limpeza” geralmente dura pouco, ocorrendo mais a nível emocional e mental, sendo percebido em pessoas mais sensíveis através de sonhos, insights, meditações e observação de mudanças no comportamento, nas emoções e na forma de ver e reagir ao momento presente.

4.2 Cuidados e Higiene

Os florais podem ser ingeridos pingando 4 gotas sublinguais ou diretamente na língua, através do conta-gotas, com o cuidado de não encostar para evitar uma contaminação que irá interferir na conservação da solução.

Podem também ser ingeridos pingando as 4 gotas num copo com um pouco de água. Fica a seu critério, uma vez que as duas formas são igualmente eficazes. A diferença na forma sublingual é a de que a vibração das flores entrará em contato mais rápido com seu campo áurico e eletromagnético.

Você pode levar seu floral na bolsa, caso precise toma-lo mais vezes ao dia, apenas evite o excesso de calor para maior conservação, assim como a exposição constante a aparelhos celulares e similares, como forma de preservar o campo vibracional e a energia das essências. Se for do seu interesse, já encontra-se para vender no mercado as bolsinhas anti-radiação para florais.

4.3 Horários importantes: ao dormir e ao acordar

Lembre-se que o melhor momento para tomar o floral é antes de dormir e logo ao acordar. Esses são momentos em que estamos especialmente mais sensíveis e receptivos às suas interferências e frequências vibracionais.

5. Duração de um ciclo com os mesmos florais: quando é hora de mudar?

Ao começar a usar as suas essências, você está iniciando um ciclo. Um ciclo em geral é sentido como “vivo” e “atuante” ao longo de 4 a 8 semanas (de 1 a 2 meses), mas isso varia de acordo com os temas e questões abordadas para cada pessoa. Algumas vão sentir a diferença nos primeiros dias de uso, outras vão precisar de mais tempo.

Depois deste período que completa um ciclo, geralmente é interessante uma mudança na seleção dos florais, com foco mais preciso na sua evolução e nas questões que vão se clarificando. Os maiores benefícios da Terapia Floral resultam de um processo dinâmico e vivo.

6. Continuidade no uso dos florais

Um processo contínuo, ao longo de alguns meses, é a forma através da qual as essências nos oferecem maior alinhamento e  leveza, ancorando mudanças duradouras e surpreendentes.

Um processo sequencial no tratamento com as essências florais aumenta o nosso comprometimento conosco, a nossa capacidade de estarmos envolvidos plenamente com as nossas vidas, expressando e compartilhando aquilo que temos de melhor – afinal é o que as flores representam.

7. Faça um diário: registre sua experiência

Você pode registrar e ilustrar a sua experiência tendo um diário ou agenda de anotações, assim ficará mais fácil perceber as mudanças ao longo do seu processo.

Uma dica: procure fazer uma tabela anotando numa coluna o que você deseja modificar, desbloquear e fortalecer; na outra, anote ao lado de cada objetivo a mudança alcançada. Como tendemos a ver mais os nossos defeitos e fracassos, esse exercício vai ajudar você a reconhecer também as suas qualidades e os seus sucessos – lembrando que o caminho do sucesso é formado por vários fracassos, tão importantes que são quanto o mero objetivo alcançado.

E se for do seu interesse, você pode entrar em contato e solicitar uma consultoria terapêutica aqui, cujas fórmulas florais farão parte de um tratamento terapêutico personalizado.

8. Acompanhamento, ajustes, mudanças e suporte

Sinta-se à vontade para contatar e escrever, fazendo perguntas, deixando seu depoimento e/ou expondo suas dúvidas e observações relevantes ao processo.

É importante solicitar ajuda específica quando houver mudança significativa no seu momento presente e nos desafios que a vida traz. Isso porque muitas situações, tais como perdas, experiências traumáticas ou grandes mudanças podem requerer apoio externo quando sentimos que não conseguimos sozinhos, e terem um melhor apoio com florais escolhidos especialmente para a situação vigente.

9. Quantos florais posso tomar ao mesmo tempo? Quantos florais posso misturar? Eles podem ficar juntos num só vidro?

Saiba que existe uma resposta simples e outra mais aberta e aprofundada nesse quesito, que diz: a arte de combinar florais transcende restrições e limites, e se torna maestria profissional.

Precisamos aproveitar a bênção oferecida pelas forças da Natureza, mas também precisamos aprofundar nosso olhar para ir além e entrarmos em contato com a medicina e os ensinamentos que recebemos diretamente das consciências que dela fazem parte. E essa parte, não aprendemos só nos livros, mas em profunda sintonia com a alma das flores e do seu bioma.

9.1 Linhas mestras sobre quantos florais “misturar” ou “combinar”

Ao escolher florais para si, comece usando apenas um só, para poder identificar as mudanças realizadas por ele em você, e siga com no máximo 5 ou 6 florais ao mesmo tempo. Isso ajudará você a ter clareza e ordem no processo: o uso de poucas essências florais de cada vez nos permite perceber com mais nitidez sua eficácia, seus efeitos e resultados.

9.2 Posso colocar florais de sistemas diferentes num só vidro?

Sim, podem ficar todos num mesmo vidro e podem ser de sistemas ou conjuntos diferentes: as flores gostam de se reunir! No entanto, se você estiver seguindo um determinado programa ou tratamento, que tem uma sequência determinada por um pesquisador(a) de florais – geralmente aquele que se sintonizou para a criação daquele sistema de florais – respeitar a intenção e o foco do processo, seguindo as orientações fornecidas, irá favorecer os resultados desejados.

Foto Kirlian – Captação da aura e da energia das flores e plantas

9.3 Nas mãos do profissional, a arte de combinar florais transcende limites

Nas mãos de um experiente Terapeuta Floral as essências, como as múltiplas cores nas mãos de um artista, se tornam precisos instrumentos na delicada arte da combinação de Florais.

Para um Terapeuta Floral, combinar as necessidades da alma da pessoa com a alma das flores é atividade abordada com reverência: aprendemos a cada atendimento, aprendemos em grupo, aprendemos incessantemente através de nós mesmos e daqueles com quem convivemos, com profundo amor, humildade e gratidão diante dos lindos resultados que ocorrem através de nós, unindo planos dimensionais e indo além do que nos concerne nesse plano físico.

O Terapeuta Floral estuda as nuances e atributos de cada floral com o qual trabalha, conhecendo sobre a planta e sua tradição, o ambiente onde ela cresce, sua família botânica, as crenças e sabedorias antigas ao seu redor, sua cor, forma, estrutura e demais características.

Além de compreender e aprender a Linguagem da Natureza, também estuda profundamente as Jornadas Interiores da Alma – começando pelas suas próprias – conhecendo suas importantes passagens evolutivas, suas dificuldades e seus impasses no processo. E é na interrelação disso que a fórmula se faz, se mostra.

Nesse processo alquímico e sagrado, sintonizado à geometria perfeita da Mãe Natureza, o número de essências numa fórmula não é o mais importante, uma vez que o foco está na maestria envolvida na combinação e no preparo das essências florais.

O Terapeuta Floral que atinge esse nível do processo sabe, como qualquer alma alquimista, que aqui somos guiados para elaborar – muitas vezes canalizar – a fórmula em total sintonia ao paciente, que por si só já é perfeita porque contém uma estrutura luminosa e transformadora, uma parte da energia da criação da vida planetária. Namaste!

Luciane Strähuber – Terapeuta Floral e Educadora da Terapêutica Integrada

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