Filmes, Vídeos e Documentários, Matérias, Terapias Integrativas

“O oposto do Vício não é a sobriedade, mas a falta de conexão humana!”

Luz fim do túnel 1 editada

Fazem muitas décadas que as drogas foram proibidas e, ao longo deste período em que novas drogas surgem, professores e governos nos contaram histórias sobre vício que se mantiveram enraizadas em nossas mentes, tão verídicas ou óbvias que transformaram-se em crenças evidentes. E será que existe verdade absoluta sobre as coisas? É aí que precisamos exercitar nosso senso crítico!

Nesse contexto, através da jornada de Johann Hari, com suas palavras transcritas no texto abaixo, são descontruídas muitas crenças a respeito do vício, e a conclusão é: o oposto do vício não é a sobriedade, mas a falta de conexão humana! 

Podemos refletir profundamente a respeito disso e nos perguntar: quem de nós nunca conviveu com um “viciado” ou dependente químico para saber que isso faz todo o sentido? Quem nunca teve um familiar, amigo ou colega que usou ou se viciou em algum tipo de droga? Quem nunca conviveu com os dois tipos de caso: aqueles que conseguiam largar o vício e aqueles que se mantinham dependentes dele? Quem nunca observou que a maior parte dos dependentes químicos tinham problemas nos relacionamentos com os pais ou familiares? Quem nunca percebeu que os métodos convencionais em clínicas de recuperação não funcionam 100% porque, muito antes da desintoxicação química, o que falta é amor e atenção a este ser humano, assim como sua reintegração à sociedade? Quem nunca percebeu que não basta excluir esta pessoa da família ou da sua vida porque o que ela mais precisa é de integração?

Respostas para essas perguntas ou reflexões todos os que conviveram dentro desta realidade sabem, mesmo que parcialmente. Tendo sido uma situação próxima ou não, simples ou complexa, sabemos que fácil não é para nenhum dos lados porque não existem soluções milagrosas ou fórmulas prontas, principalmente, quando o vício adquire outras formas que não seja o aspecto químico; principalmente, quando você se depara com o fato de que você pode ser o vício de alguém.

Como terapeuta auxiliando muitos casos ligados à vícios de várias formas – não vendo apenas a dependência química, mas a dependência emocional que cria o vazio existencial – e tendo tido este exemplo vívido e vivenciado no meio familiar, deixo aqui estas palavras para que elas possam ser o estímulo, a mola propulsora para que possamos modificar nossas crenças, trabalharmos e curarmos nossos traumas, buscarmos nosso autoconhecimento e essência, e podermos conviver com uma visão mais oxigenada do vício ou com aquele “ligado” ao vício.

Isso porque lhe faltam ligações de amor e lhe sobram, muitas vezes, ligações de solidão, medo e até culpa por atos que estão além do seu próprio controle e equilíbrio emocional. Plantemos, então, através dessa nova forma de ver o vício, sementes de amor, compaixão e perdão em nossos e nesses corações!
Johann-hari-ted-talk-addiction

Assista ao vídeo (Legendado em português): http://www.ted.com/talks/johann_hari_everything_you_think_you_know_about_addiction_is_wrong?language=pt-br

O vídeo com depoimento de Johann Hari no TED Talks, traz mais respostas a todas essas perguntas. Johann tem visto, em primeira mão, os métodos atuais falharem, à medida em que viu pessoas amadas lutarem contra o vício. Por essa razão, escreveu um livro e começou a imaginar porque tratamos os dependentes químicos desta forma, se poderia haver algo melhor a ser feito. Como ele compartilha nesta palestra profundamente pessoal, seus questionamentos o levaram a uma volta ao mundo, e a descobrir formas surpreendentes e esperançosas de repensar um velho problema da sociedade.

Aqui, algumas frases do discurso profundo e impactante de Hari: “O professor Peter Cohen argumenta que os seres humanos têm uma necessidade profunda de estabelecer laços e conexões. É como nos satisfazemos. Se não conseguirmos nos conectar uns com os outros, vamos nos conectar com o que encontrarmos (…) Isso não é relevante só para os viciados que amo. É relevante para todos nós, pois nos força a pensar de maneira diferente a respeito de nós mesmos. Precisamos de conexões e de amor (…) Mas, essas novas evidências não são apenas um desafio político. Elas não nos forçam somente a transformar nossas cabeças. Elas nos forçam a transformar nossos corações! (…) É muito difícil amar um viciado. Quando olho para os viciados que amo, é sempre tentador optar pela estratégia durona recomendada – falar para o viciado tomar jeito ou então cortá-lo de sua vida. A mensagem é que o viciado que não parar com as drogas deve ser rejeitado. É a lógica da guerra contra as drogas importada para nossas vidas. Mas, na verdade, aprendi que isso só agrava o vício – e você pode perder a pessoa para sempre. Voltei para casa determinado a me aproximar como nunca dos viciados da minha vida – dizer para eles que os amo incondicionalmente, consigam eles parar ou não.”

E mais uma dica imperdível que deixo aqui, neste mesmo contexto, é a Série de TV: MR. ROBOT. A primeira temporada foi lançada em 2015 e a segunda inicia agora, neste mês de julho, já estreando com nota altíssima segundo a crítica coletiva.

mr-robot

A Série traz uma visão extremamente inovadora e crítica, sob a ótica de um viciado, sociopata e, acima de tudo, um ser humano com profundos problemas emocionais de abandono, perdas e violência na infância, um jovem programador que trabalha como engenheiro de segurança cibernética durante o dia e como hacker clandestino à noite.

É uma proposta visceral que, além de possibilitar o desenvolvimento do senso crítico com um profundo apelo emocional e realista, leva você a questionar tudo ao seu redor: sua vida, suas crenças, seus valores, a sociedade, a velocidade de informação sem cunho “nutritivo”, os padrões de comportamento e pensamento impostos, as ferramentas de alienação e anestesia da Era virtual e dos meios de comunicação de massa. Prepare-se e sinta o chamado! Assista de coração aberto e oxigene sua mente, com a consciência de que só aprendemos algo novo, sem julgamentos, quando estamos preparados para “desaprender” ou desapegar daquilo que sabemos! 😉

Texto de Johann Hari na íntegra (uma parte está no vídeo): http://www.brasilpost.com.br/johann-hari/descoberta-a-provavel-cau_b_7597010.html

Site (em inglês) para adquirir o livro: ‘Chasing The Scream: The First and Last Days of the War on Drugs’ (Perseguindo o grito: os primeiros e os últimos dias da guerra contra as drogas, em tradução livre)

 

 

 

Anúncios
Constelação Familiar, Matérias, Terapias Integrativas

Trauma pode ser transmitido entre gerações: como encontrar caminhos para a cura

memoria-genetica

“A saúde publica precisa urgentemente levar em conta as respostas transgeracionais humanas (….) Acredito que não entenderemos o aumento nas desordens neuropsiquiátricas ou a obesidade, diabetes e as perturbações metabólicas sem esse tipo de abordagem multigeracional”

Uma informação nada nova para quem trabalha o ser humano de forma holística: corpo-mente-espírito, mas não menos pertinente!

Trabalhos dentro do campo das Terapias Holísticas, aliados a técnicas de Gestalt-Terapia e Constelação Familiar – em grupo ou individual – podem trazer respostas profundas, compreensões mais claras e soluções para a origem dos traumas.

Se você se identifica com essa informação, procure um trabalho de Constelação Familiar em sua cidade. Acredito que todos que nos permitimos vivenciar um trabalho como este – aqueles que já viveram esta experiência participando como terapeuta ou como paciente sabem quão profundas são – curamos não apenas a nós mesmos, mas também as gerações futuras, possibilitando que o caminho que seguirão seja mais leve e fluídico, sem “pesos”.  Hoje, este tema está bastante difundido, com a possibilidade de encontrarmos grupos e terapeutas que realizam esse belo ofício também de forma gratuita.

Precisamos, igualmente, de políticas públicas que possibilitem a inserção dessas abordagens terapêuticas, principalmente para aqueles que não podem pagar por uma consulta particular. Que essa informação possa ser disseminada para que novas e viáveis iniciativas também surjam no campo da saúde pública! 😉

Um estudo feito por cientistas americanos aponta que o comportamento humano pode ser afetado por episódios vivenciados por gerações passadas por meio de uma espécie de memória genética. As pesquisas mostraram que um evento traumático pode afetar o DNA no esperma e alterar os cérebros e o comportamento das gerações futuras.

O estudo, publicado na revista científica Nature Neuroscience, indica que camundongos treinados para se esquivar de um determinado tipo de odor passaram essa aversão a seus ‘netos’. Especialistas dizem que os resultados são importantes para as pesquisas sobre fobia e ansiedade. Os animais foram treinados para temer um cheiro similar ao da flor de cerejeira. A equipe, composta por cientistas da Emory University School of Medicine, nos Estados Unidos, averiguou, então, o que estava acontecendo dentro do espermatozóide dos camundongos.

Os cientistas constataram que o trecho do DNA responsável pela sensibilidade à essência da flor de cerejeira estava mais ativo na célula reprodutiva masculina. Tanto a prole dos camundongos quanto os descendentes destes demonstraram hipersensibilidade à flor de laranjeira e se esquivaram dela, mesmo que não tenham passado pela mesma experiência. Os pesquisadores também identificaram mudanças na estrutura dos cérebros desses animais.

As experiências vivenciadas pelos pais, mesmo antes da reprodução, influenciaram fortemente tanto a estrutura quanto a função no sistema nervoso das gerações subsequentes“, concluiu o relatório.

DNA Azul cósmico

ASSUNTOS FAMILIARES

As descobertas oferecem evidência de uma “herança epigenética transgeracional”, ou seja, de que o ambiente pode afetar os genes de um indivíduos, que podem então ser transmitidos a seus herdeiros.

Um dos pesquisadores, Brian Dias, afirmou à BBC que tal característica “pode ser um mecanismo pelo qual os descendentes mostram marcas de seus antecessores”. “Não há dúvida de que o que acontece com o espermatozóide e o óvulo pode afetar as gerações futuras”.

O professor Marcus Pembrey, da Universidade College London, afirmou que as descobertas são “altamente relevantes para as fobias, ansiedade e desordens de estresse pós-traumático” e fornecem “fortes evidências” de que uma forma de memória pode ser transmitida entre gerações.

Diz ele: “A saúde publica precisa urgentemente levar em conta as respostas transgeracionais humanas”. “Acredito que não entenderemos o aumento nas desordens neuropsiquiátricas ou a obesidade, diabetes e as perturbações metabólicas sem esse tipo de abordagem multigeracional”.

 

Matérias, Orgânicos: Produtos e Alimentação, Xamanismo: Sabedorias Ancestrais

O poder ancestral de cura da Erva-Mate

Chimarrao-1“Amargo doce que eu sorvo, num beijo em lábios de prata, tens o perfume da mata, molhada pelo sereno…E a cuia, que passa de mão em mão, traduz o meu chimarrão, em sua simplicidade, a velha hospitalidade da gente do meu rincão”. 

Pela forte sintonia e conexão que possuo com a erva-mate e todo o potencial de cura que ela carrega em si, decidi trazer mais informações relativo ao seu uso através deste Post. Muitas podem ser as formas de utilização da erva, que vão além do famoso, caloroso e difundido chimarrão aqui no Sul do Estado, ou mesmo o delicioso tererê, consumido frio com limão e hortelã ou maracujá.

Sejam pelas suas propriedades medicinais e terapêuticas, sejam pelas suas atuações energéticas, ainda existem aspectos históricos, lendas e significados ancestrais vinculados aos rituais realizados com a erva em algumas tribos indígenas. A palavra “Mate” deriva do termo mati, na língua indígena quéchua, que também significa “Mãe Universal”. A cuia, chamada de “Congonha”, deriva do tupi kõ’gõi, que significa “o que mantém o ser”, designando o recipiente onde é bebido o chimarrão.

O ciclo de erva no Brasil iniciou quando o Paraguai se isolou dos outros países, proibindo a exportação de erva-mate para fora do país. Isto fez a Argentina e o Uruguai substituírem a erva-mate importada paraguaia pela brasileira, desenvolvendo, assim, o cultivo da planta no Paraná e em Santa Catarina. A descoberta da erva iniciou pelos índios guaranis, da região nordeste da Argentina. No Séc. XVI, os guaranis passaram este conhecimento aos colonizadores espanhóis, que o disseminaram por todo o Rio do Prata. A erva chegou a ser proibida no sul do Brasil durante o mesmo século, sendo considerada “erva do diabo” por padres jesuítas. A partir do século XVII, os mesmos passaram a incentivar seu uso com o objetivo de afastar as pessoas das bebidas alcoólicas.

chimarrão_lareira

Por volta de 1690, Anton Sepp, jesuíta austríaco, ao encontrar índios na Banda dos Charruas conta: “(…) um deles pediu apenas um pouquinho de uma erva paraguaia que não é outra coisa senão as folhas secas de determinada árvore, moídas em pó. Esse pó os índios deitam na água e dele bebem (…)”Outra parte da história diz que, em viagem ao sul do Brasil, o viajante e médico alemão Roberto Avé-Lallemant relatou em meados de 1858: “É o Mate a saudação da chegada, o símbolo da hospitalidade, o sinal da reconciliação. Tudo o que em nossa civilização se compreende como amor, amizade, estima e sacrifício, tudo o que é elevado e bom impulso da alma humana, do coração, tudo está entretecido e entrelaçado com o ato de preparar o Mate, servi-lo e toma-lo em comum.”

Essa segunda descrição, do meu ponto de vista, é a que melhor descreve o significado da erva-mate, pois em algumas tribos se dizia que ela era considerada a erva da alegria, aquela que nos sintoniza com o que temos de melhor, que nos traz força e coragem para enfrentar momentos de escolhas, decisões, mudanças e desafios, não sendo à toa que alguns índios tomavam-na para trazer energia antes da caça. Na Fitoenergética, uma forma de trabalhar a atuação das ervas energizando-as e consagrando-as para harmonizar nossos corpos mental, emocional e espiritual, possui o significado de ajudar a suportar os problemas da vida, ter força e coragem de se expor e mostrar-se para as situações que se apresentam, sem receios, mesmo abalado por dificuldades, honrando suas origens ancestrais.

Quando se fala em honrar nossos ancestrais que se encontram na Luz da consciência, sejam os ancestrais indígenas ou aqueles que fizeram parte de nosso história aqui em outras vidas, consiste em consagrar a erva para qualquer momento que estejamos usando-a, entrando em sintonia às frequências das consciências elementais e dévicas da natureza que regem o espírito da planta e que, através dela, nos auxiliam a equilibrar tudo o que estejamos necessitando, com amor e respeito. Quando essa sintonização acontece, as propriedades da erva são potencializadas em todos os níveis – físico, mental, emocional e espiritual – e os resultados, por sua vez, trazem a expansão de consciência, o discernimento e a clareza mental para aspectos que estejamos buscando transformar em nós.

Outra forma de utilização, que muitos talvez não conheçam, mas que faço uso com ótimos resultados, são os banhos de erva-mate para revitalizar o corpo e energizar a aura. Da mesma forma que você prepararia um chá, dissolva em 1 copo de água quente 4 a 5 colheres (sopa) de erva-mate moída. Misture bem, deixe descansar um pouco para o excesso de borra ficar no fundo do recipiente. Coe e coloque em um recipiente com mais ou menos meio litro d’água morna, que pode ser a própria água do chuveiro. Acrescente 2 gotas de óleo essencial de lavanda, se quiser, misturando também ervas de sua preferência para auxiliar no processo de limpeza energética, como alecrim, sálvia, arruda, manjericão, entre outras que desejar. Derrame um pouco deste preparado no centro da cabeça e em todo o corpo, lentamente. Após, retire o excesso do corpo, secando sem esfregar para que as ervas e os óleos penetrem na pele. Procure usar toalhas escuras ou coloridas, tendo em vista que pode manchar toalhas mais claras.

No que se refere às lendas, entre as que tenho conhecimento e outras que pesquisei, penso que esta linda história fez bastante sentido, sintonizando com o significado que os indígenas atribuíam à erva considerada sagrada:Lenda erva-mate

Erva-mate_flores e frutos

Entre as propriedades da erva, análises e estudos detectaram a presença de muitas vitaminas e sais minerais. Sua forma de uso pode ser através da erva verde ou tostada, moída ou pura folha, no preparo de chás e chimarrão. Suas principais características são:

  • É um moderado diurético e leve laxante
  • Estimulante das atividades físicas e mentais
  • Auxiliar na regeneração celular
  • Contém vitaminas – A, B1, B2, C, D e E
  • É rica em sais minerais como cálcio, ferro, fósforo, potássio, manganês
  • É vasodilatador, atua sobre a circulação acelerando o ritmo cardíaco
  • Auxiliar no combate ao colesterol ruim (LDL), graças a sua ação antioxidante
  • Por ser estimulante afrodisíaco graças à saponina presente na erva, um componente da testosterona
  • É rica em flavonóides (antioxidantes vegetais) que protegem as células e previnem o envelhecimento precoce, tendo um efeito mais duradouro pela forma especial como se toma o mate
  • Previne a osteoporose, fortalecendo a estrutura óssea
  • Contribui na estabilidade dos sintomas da gota (excesso de ácido úrico no organismo)
  • É rico em fibras que contribuem para o bom funcionamento do intestino
  • Auxiliar em dietas de emagrecimento
  • Atua beneficamente sobre os nervos e músculos, combatendo a fadiga
  • Regulador das funções cardíacas e respiratórias

Para aqueles que, além de uma boa erva, primam pela saúde, sustentabilidade e preservação ambiental, sugiro algumas marcas orgânicas que relaciono abaixo. A erva-mate orgânica vendida à granel você também encontra em lojas de produtos naturais, tão maravilhosas quanto as de pacote, pois geralmente tem maior fluxo de saída e, por essa razão, podem ser mais verdes e novinhas.

Erva-mate_logo Mate Herbal Erva-mate_Mate Herbal

Erva-mate orgânica tribal

 

 

 

 

 

 

 

 

Ervas-mate Yacui Orgânica

Assim, deixo aqui meu sincero desejo de que a partilha, as conexões e as experiências com a erva-mate sejam mais belas, profundas e especiais através dessas informações! Salve Grande Mãe Natureza, Salve as infinitas possibilidades de cura, sabedoria e amor que recebemos dos teus Reinos de Luz! Ahow!

Luciane Stráhuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Artigos, Matérias

Fast Food: opção rápida X opção saudável

saude-no-copo

Você já se perguntou, quando vai a uma loja de Fast Food, se essa seria uma opção saudável para você? Se você está nutrindo o seu corpo, sua mente e seu espírito, ou apenas “alimentando-o”? Reside aí a diferença entre “calorias cheias” – presentes em alimentos que nos nutrem com vitaminas, minerais, proteínas e ácidos graxos essenciais – e “calorias vazias”, presentes em alimentos que apenas “enchem nosso estômago”, mas “esvaziam” nosso reservatório de energia vital, de força, disposição e entusiasmo.

Nas últimas décadas, a exigência de muitas pessoas por uma vida mais saudável aumentou, deixando de ser esta uma segunda ou terceira opção na escala de prioridades da rotina. Muitos Fast Food’s foram obrigados a se adaptar à tal necessidade: MC Donald’s criando alguns tipos de saladas, smoothies e optando por sucos de frutas mais naturais;  a franquia Subway, com sua variedade de sanduíches e complementos; o crescimento vertiginoso das Temakerias, incluindo opções para vegetarianos; a franquia Saúde no Copo, uma das mais badaladas por contar com imensa variedade de sucos e vitaminas, sanduíches, wrap’s, pratos quentes, açaís, saladas e combinados saudáveis de muito bom gosto, e a diversificação de pizzas mais leves e nutritivas, com opções de queijo de búfala e tofu ao invés de mussarela.

salada

Entretanto, mesmo com todas essas opções saudáveis, vamos procurar refletir o que ainda pode estar nas “entrelinhas” e como podemos nos adaptar a essa tendência tirando proveito dela para nosso equilíbrio, nutrição e bem estar. Procuremos priorizar o tempo da refeição, da mastigação, agradecendo o alimento e percebendo-o como uma fonte de energia que nosso corpo irá receber e metabolizar para todos os sistemas e níveis do nosso Ser, assim como o combustível para um carro. Se o mercado está mudando em vista da mudança das necessidades do ser humano, cabe apenas a nós modificar essa realidade e evoluí-la!

E aqui, uma reflexão: “Tenha medo, Tenha muito…Corra muito, Trabalhe muito…Respire pouco, Pense pouco…Coma muito, Coma rápido, Coma mal…”. Você se identifica com as frases acima? Já sentiu alguma dessas sensações em sua mente? Isso é subliminarmente “entoado”, muitas vezes, como um mantra em nossas mentes, e só não percebemos mais porque está implícito ou sendo criado em baixas frequências sonoras, assim como ondas de rádio que não percebemos pelo ouvido humano, mas que nosso inconsciente capta e registra automaticamente. As mensagens subliminares encontradas nas propagandas de determinados Fast Food’s são comprovadamente criadas para estimular o apetite, a pressa, a venda e o consumismo, contribuindo para que o sistema de super-aceleração da rotina ocidental se perpetue.

Portanto, observe, crie seus “filtros de informação” diante do que é oferecido a você através de imagens, frases prontas, slogans, cores e formatos antes de optar por uma loja de Fast Food. Escolha aquilo que o trinômio corpo-mente-espírito ficarão radiantes em receber! Trate seu corpo com amor, pois ele é o seu templo! 😉

Matérias, Terapias Integrativas

Florais: A Cura que vem da Natureza

1) A terapia floral existe há aproximadamente quanto tempo?

A terapia floral está inserida nas terapias holísticas, fazendo parte da medicina vibracional, complementar ou alternativa, e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde. Trata desarmonias emocionais, mentais e espirituais, que se refletem nas mais variadas formas de sintomas em nosso corpo físico. É um instrumento preventivo e terapêutico amplamente utilizado na promoção do bem-estar e na saúde como um todo.

O primeiro sistema de florais foi desenvolvido pelo médico Edward Bach, entre 1930 e 1936 na Inglaterra, hoje conhecido como Florais de Bach.

2) Existe algum índice quanto a procura, há uns 10 anos atrás e a procura hoje em dia? Ao meu ver, acredito que aumentou.

Não tenho conhecimento da publicação de um índice específico, mas no que se refere à minha experiência pessoal com florais desde 2004, verifico que a busca pela terapia floral aumentou muito e consideravelmente.

Um exemplo disso foi a criação dos BioFlorais, Sistema de terapia floral da região de Atibaia (SP), com essências elaboradas dentro dos princípios metodológicos e filosóficos ensinados pelo Dr. Edward Bach e desenvolvidas pelo método solar, com o uso da Radiestesia e Radiônica. Elas são disponibilizadas hoje em compostos prontos para diversos problemas, tanto para pessoas quanto para animais, em inúmeras farmácias de manipulação, o que não dispensa a avaliação de um terapeuta floral que já tenha experiência e estudo na área para a realização de um diagnóstico mais aprofundado, pois a terapia floral busca tratar a causa do problema, e não apenas o sintoma.

Do meu ponto de vista, este crescimento é muito positivo, uma vez que os sintomas mais superficiais podem ser detectados pela própria pessoa, como ansiedade, estresse, depressão, medo, conforme foi o objetivo de Edward Bach quando publicou livros mencionando cada essência e sua atuação, possibilitando assim a acessibilidade do conhecimento a respeito dos florais.

O índice de procura dos Florais aumentou tanto que a Anvisa tentou criar entraves para o uso desta ferramenta de cura, procurando torná-los seus objetos de registro em alguns Estados, mas sem sucesso, uma vez que não são considerados remédio ou medicamento que necessitem de registro, e porque continuariam sendo procurados pela população, tendo em vista seus resultados e eficácia.

O primeiro Estado a introduzir a terapia floral no sistema de saúde pública foi o Rio de Janeiro. Após, em 2004, foi São Paulo. Em 2008, foi legalizada em Pelotas (RS). Já em 2009, em Campo Grande (MS).

Cabe ressaltar que a implantação de leis municipais legalizando as Terapias Naturais, em todos os Estados, está prevista na Portaria Ministerial 971, de 03/05/2006, a qual aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Mais informações interessantes e pertinentes você encontra no site da ARTEFLOR, de Brasília.

3) A rotina das pessoas anda muito corrida, as pessoas não saem tanto para se divertir, ficam focadas em trabalho e estudo, isso também é reflexo da procura por terapia?

Acredito que sim. A rotina diária da sociedade ocidental e capitalista em que vivemos está cada vez mais exigente e competitiva, fator que aumenta os índices de cobrança dentro da empresa e para consigo mesmo, não havendo, muitas vezes, tempo para si, para a família, para “respirar”, muito menos para silenciar a mente. Este ritmo frenético, onde todos correm contra o relógio, nos dissocia de nossa real essência enquanto seres humanos, nossa conexão com a natureza, que é parte de nós pela bioquímica que nos rege. Desta forma, as terapias holísticas e integrativas, assim como a terapia floral, tem o objetivo de resgatar esta conexão, tratando o ser humano como um todo, criando o entendimento de que ele é o Todo e o Todo reflete em si.

4) Que público mais procura, mulheres/homens, qual a idade?

As mulheres procuram mais que os homens. Geralmente, quando é um casal, a esposa procura primeiro e o marido, depois, seguindo-se dos filhos, da família e dos animais de estimação. Em minha experiência clínica, diria que mulheres e homens na faixa de 25 a 60 anos. A terapia floral também possui resultados mais profundos em crianças e bebês, sem contra-indicações.

5) Poderíamos também afirmar que a terapia floral nos trata espiritualmente?

Sim, uma vez que a terapia floral busca trazer o equilíbrio do ser humano em todos os níveis: corpo, mente, emocional e espírito.

Muitos problemas de saúde, por exemplo, possuem causas psicossomáticas e espirituais. Nesse sentido, o floral é capaz de aumentar a frequência energética e vibratória da pessoa, ampliando seu campo de proteção, sua intuição, percepção e clareza diante daquilo que é necessário mudar, evoluir, melhorar, e isso também está ligado ao corpo espiritual ou à consciência superior, pois a trilogia corpo-mente-espírito não está dissociada, apenas para fins de estudo e conhecimento.

Pelo fato das essências florais serem vibracionais, é possível sua atuação nos corpos mais sutis como o espiritual, além do emocional e do mental. O ser humano, assim como os florais, também é vibracional, vibrando em frequências de energias específicas, como as ondas de rádio, por exemplo.

Os florais são preparados líquidos, naturais, artesanais, geralmente de infusões solares de flores silvestres ou do campo.
Quando usamos uma essência floral, somos inundados pelas forças etéricas (qualidades) da flor e que eram por ela irradiadas, numa grande profusão de beleza e vitalidade. Por esta razão, quando estamos em contato com a excelência dessas energias, nosso padrão vibratório eleva-se.

6) Tratamento com florais, o que você gostaria de destacar?

Gostaria de ressaltar a importância de um terapeuta floral no acompanhamento de um tratamento com florais para aqueles que buscam resultados mais profundos, pois mesmo com o objetivo de tratar a causa, muitos problemas também estão ligados a questões inconscientes ou que não conseguimos ver, que necessitam de um olhar mais aperfeiçoado para serem resolvidas no seu núcleo de atuação.

De outro modo, sabemos que a auto-indicação segue o princípio norteador do “cura-te a ti mesmo”, que é parte da filosofia de cura do Dr. Edward Bach, a qual entendia que todo ser humano tem o poder de cura, porque todos somos criaturas de Deus, com imenso potencial de amor, simpatia e compaixão pelos que nos cercam e por nós mesmos. E por essa razão, podemos escolher para nós e para aqueles a quem amamos as essências florais necessárias capazes de ajudar um processo de cura (Os remédios florais do Dr. Bach – Ed. Pensamento), desde que:
– estejamos envolvidos em um processo de autoconhecimento;
– busquemos um contato com nosso manancial interno de amor, compaixão e simpatia,
– estudemos sobre o uso e ação das essências florais.

Assim, o terapeuta ainda se faz necessário naqueles momentos em que não nos sentimos suficientemente confiantes para escolher as essências de que mais necessitamos, e isto pode ocorrer sempre que não correspondemos às condições básicas citadas acima; quando gostaríamos de percorrer uma jornada de cura acompanhados pelo auxílio deste profissional ou quando não estamos tendo clareza sobre nosso próprio processo de cura, algo comum quando temos problemas crônicos ou em fases de choque, susto ou traumas (na fase de infância ou adulta), provocados por mudanças ou acontecimentos drásticos e inesperados.

7) Quantos tipos de florais existem e o que podemos curar?

Hoje, existem inúmeros Sistemas Florais: Bach, Saint Germain, Minas, da Califórnia, do Alaska, Bush Flower Essences, Living Essences, da Holanda, Desert Alquemy, Joel Aleixo, Filhas de Gaia, Butiazal, Golfinhos, Raff, Angélicos, Florais do Sul, entre muitos outros. Não há como mensurar todos os sistemas existentes, tendo em vista que, de tempos em tempos, vemos um novo Sistema sendo formado e canalizado, o que é muito positivo porque a diversidade de flores que existem no mundo é vasta, e cada sistema de florais têm suas características peculiares de cura devido ao ecossistema de onde provém.

Os florais podem curar desequilíbrios energéticos em âmbito mental, emocional e espiritual, consequentemente, refletindo sua atuação no corpo físico. A cura oferecida pelas essências florais não é semelhante àquela dos remédios ou tratamentos alopáticos, mesmo porque os florais não são remédios, não tem contra-indicação ou efeitos colaterais, e não substituem os tratamentos médicos, uma vez que sua ação não se produz diretamente no corpo físico, mas em nossa mente e emoções, agindo em nós através de nossos campos sutis de energia, estimulando nossa saúde.

A terapia floral assim, pode ser complementar aos tratamentos médicos, psicológicos, psiquiátricos, fisioterápicos, fonoaudiológicos, entre outros, reforçando e estimulando a cura ou o equilíbrio possível. De outra forma, como as essências florais têm qualidades de cura singulares, se torna um recurso terapêutico a ser usado de forma única.

As essências florais vêm sendo comumente usadas:
– quando há questões relacionadas à feminilidade a serem cuidadas: TPM, cólicas menstruais, distúrbios da sexualidade ou da menopausa, relações afetivas, problemas decorrentes das diversas funções simultâneas que a mulher assume na sociedade (esposa/ mãe/dona de casa x solicitações profissionais), capacidade intuitiva, razão x sensibilidade, etc.;
– quando há questões, relacionadas à masculinidade, a serem cuidadas: equilíbrio da objetividade e do raciocínio lógico com a sensibilidade, equilíbrio da agressividade, relações familiares, questões emocionais, afetivas e profissionais, distúrbios da sexualidade, etc.;
– em fases de mudanças ou de transformação pessoal onde são necessárias força e disposição como, por exemplo, no período da adolescência; aposentadoria; mudança de cidade, de casa, de emprego, de escola; na fase de escolha da profissão ou no período pré-vestibular; término de relacionamento afetivo; em tempos de luto e de perdas etc.;
– quando queremos empreender mudanças pessoais ou profissionais em nossas vidas;
– sempre que se queira desenvolver novas virtudes e habilidades, necessárias para lidar com os desafios da vida, aceitá-los ou transcendê-los;
– por aqueles que desejam romper com crenças, atitudes e padrões que limitam o seu viver bem, em harmonia e em equilíbrio;
– para momentos de exaustão e cansaço;
– em tempos de stress, dúvidas ou inseguranças;
– para distúrbios de auto estima;
– para cuidar de quem cuida de criança pequena, de idoso, de alguém doente ou convalescente;
– para auxiliar os que sofrem de melancolia, tristeza, depressão ou solidão;
– por aqueles que sentem medo ou ansiedade;
– para os que se sentem desencorajados, desesperançados, pessimistas, sem entusiasmo ou desmotivados;
– para favorecer o autoconhecimento e o desenvolvimento dos potenciais interiores;
– para os que querem melhorar sua comunicação verbal, gestual ou escrita;
– para os que querem ampliar a criatividade ou o uso da intuição;
– quando se está preso a traumas, choques, sustos do passado recente ou remoto;
– para os que carregam mágoas, raivas e ressentimentos e desejam se sentir livres dessas amarras emocionais;
– para o período da gravidez e no pós-parto, sendo usadas também no período anterior à gravidez, ajudando a preparar futuras mães e pais;
– para distúrbios de aprendizagem, atenção, concentração e foco;
– para melhorar a relação entre pais e filhos, entre irmãos e entre familiares de forma geral;
– para as questões inerentes à maternidade e à paternidade;
– entre tantas outras possibilidades.

8) Podemos considerar que florais “curam” ou amenizam e nos conscientizam de algo?

Acredito que as essências florais podem curar, sendo uma potente e eficaz ferramenta dentro das terapias holísticas e medicina vibracional ou complementar.

A cura oferecida pelas essências florais é, acima de tudo, a de nos ajudar a resgatar nossa real essência, a lembrar de quem verdadeiramente somos e da força interior que reside dentro de nós para superar, conduzir, equilibrar ou transcender os sofrimentos e desafios pessoais e da vida, de forma simples, natural, real, nos reconectando com a Natureza da qual fazemos parte para que nos transformemos na melhor versão possível de nós mesmos, e possamos, no nosso ritmo pessoal, ir corrigindo defeitos e deslizes de personalidade, ego e caráter, desenvolvendo e enaltecendo nossas potencialidades, virtudes e dons inerentes à nossa Natureza, divinamente humana.

(Luciane Strähuber – Terapeuta Floral | Matéria para Revista ELÉVE – 2012)