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Um Avanço: Espiritualidade é disciplina na Faculdade de Medicina

“A espiritualidade não pode reduzir-se a mais uma terapia que os médicos podem receitar, da mesma maneira, por exemplo, que receitam antibióticos para uma infecção. A espiritualidade e a oração tem sentido em si mesmas e por si mesmas. Não são meros meios para melhorar a saúde; Nem a oração necessita ser justificada pela medicina, nem a medicina pela religião. Ambas são atividades genuínas e valiosas que se justificam a si mesmas, em sua própria esfera (…) Pessoas são seres bio-psico-sociais-espirituais, que se realizam na comunidade de pessoas e na comunidade dos povos do mundo.” (J. Ferrer)*

Essa notícia vem trazendo a confirmação de uma necessidade crescente: tratar o ser humano de forma integral. A busca pela união da medicina com a espiritualidade data de milênios, se levarmos nosso olhar através da história da humanidade por diferentes povos e tradições. Contudo, ainda vivemos cenários mercadológicos conflituosos, cujo interesse é o de mantê-las separadas – muito embora não estejam de fato.

Com o avanço das tecnologias, fomos esquecendo do essencial, de que somos seres multifacetados, multidimensionais. E agora, no pico da revolução tecnológica, vemos essa busca voltando com mais força porque ela prevê novamente uma ação de inclusão, de integração, de reconexão com o Ser e com a necessidade do pertencer e partilhar. Qual seria a razão de nossa existência e propósito se não pudéssemos compartilhar o que temos de melhor, o que nossa alma veio oferecer enquanto dons e talentos?

De um ponto de vista terapêutico, vejo que as tecnologias são capazes de gerar inclusão se somos capazes de torná-las ferramentas para unir e gerar colaboração, sem que nos tornemos dependentes delas. As dicas de seo positivo, as estratégias de marketing e os inúmeros  cursos de coaching no mercado ensinam tudo para ser o top, um influenciador nas mídias sociais, estar no topo do ranking do Google ou ter uma página com milhares de visitas e likes. Mas, em meio a isso, o essencial está ficando para trás e muitos estão se vendo depressivos, isolados pelas redes sociais e pelos aplicativos de relacionamento porque tudo gira em torno de um like, do ser reconhecido e ser aceito, como se as emoções pudessem ser rotuladas ou determinadas apenas por “curtir” ou “não curtir”.

Algumas faculdades das áreas da saúde no Brasil já possuem iniciativas que contemplam essa união. Em São Paulo, na faculdade de medicina de Taubaté, a disciplina de Medicina e Espiritualidade deixou de ser optativa para oficialmente fazer parte do currículo. Num comparativo a outros países, ainda estamos engatinhando para chegar a um ponto de equilíbrio entre ciência e espiritualidade, vivendo numa sociedade ainda mais competitiva do que igualitária, mais focada no ter e parecer do que no ser.

Contudo, através de um olhar otimista, se sairmos um pouco do meio acadêmico-científico e olharmos os vários pequenos grupos, podemos ver iniciativas louváveis acontecendo por parte de pessoas comuns – a força da colaboração e da união sendo construídas para criar algo novo, algo que vá de encontro a esse objetivo, seja em sua própria comunidade, em seu bairro, em sua cidade ou mesmo em sua casa ou ambiente de trabalho.

Médicos em oração antes de cirurgia

Exemplo disso estão sendo: o aumento das práticas de meditação nas escolas, hospitais cada vez mais preocupados em cuidar do cuidador, a fim de estender este equilíbrio aos seus pacientes – principalmente no que se refere aos núcleos de pacientes com câncer; universidades em parceria às faculdades da área da saúde que promovem painéis e encontros sobre o tema; notícias sobre médicos que incluem em seus tratamentos alimentos orgânicos, medicina ortomolecular, medicina oriental e terapias complementares para incentivar a melhoria da saúde geral e também promover a redução de medicação alopática.

Além disso, vemos a procura cada vez maior pelas práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde (SUS) do nosso país – Leia mais: Práticas Integrativas: Cresce 46% a procura no SUS – e ainda ações para resgatar a sabedoria de cura da medicina natural e integrá-la novamente à nossa rotina. Todo esse movimento vai além de religião, de crenças ou de panacéia popular, trata-se de resgatar uma parte esquecida de nós: o Ser. Sem o Ser, sem o que é essencial, estamos desconectados da alma, centralizados apenas no Eu, e assim distantes da espiritualidade que nos rege.

Enfim, fazendo a nossa parte de forma consciente, com responsabilidade e comprometimento, mesmo que seja um pequeno passo, já temos um bom começo. Ainda que o tradicionalismo das faculdades de medicina perdure por essas paragens do Sul, aos poucos estamos presenciando avanços importantes fazendo jus à essa união, a exemplo de instituições como a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o Hospital Divina Providência da capital gaúcha. Esforços provindos de outras universidades e faculdades de saúde como enfermagem, fisioterapia, farmácia, veterinária, psicologia, entre outras, também são destaque. Um pequeno passo em direção a mudança é um grande passo em direção ao progresso!

José G. Ribeiro – Professor da Faculdade de Medicina da UFF (Foto: O Globo)

Mais informações sobre a notícia na UFF/ Rio de Janeiro – Artigo de Luiza Fletcher – 07/02/2019

“Todos já ouvimos falar, pelo menos uma vez, que os estados emocional e espiritual influenciam diretamente no tipo de vida que levamos, e apesar das opiniões acerca desse assunto serem controversas, a Medicina resolveu apoiar essa crença. Aspectos importantes para viver plenamente englobam aprender a cuidar do interior, perdoar, liberar sentimentos e pensamentos negativos e despertar a consciência. Essas práticas estão diretamente relacionadas ao entendimento espiritual.

Com o apoio desses conceitos, uma nova disciplina optativa foi introduzida no currículo da faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro: Medicina e Espiritualidade. “Na Europa e nos Estados Unidos, cerca de 80% das faculdades já têm essa cadeira no currículo. No Brasil, ainda estamos devagar”, diz José Genilson Ribeiro, coordenador da disciplina na universidade.

Também explica como funciona o ensino: “Acreditamos que a doença começa na alma, instala-se no corpo físico, e que é preciso tratar o paciente de maneira integral. Não basta tratar o efeito da doença, mas os aspectos totais. Muitas pessoas têm mágoas e não conseguem perdoar. Isso as deixam presas em suas dores, o que dificulta a melhora física”, assegura.

Os professores que lecionam Medicina e Espiritualidade são guiados pela ideia de “medicina integrativa”, seguindo a proposta da Carta de Ottawa, de 1986, que tem o objetivo de contribuir com as políticas de saúde em todos os países de maneira igualitária. De acordo com o documento, a verdadeira saúde é uma consequência do bem-estar físico, psicológico, familiar, social e espiritual.

Um ponto muito importante disso tudo é que os alunos têm a oportunidade de aplicar os conhecimentos sobre a disciplina fora das salas de aula. Eles podem atender pacientes gratuitamente pelo Núcleo de Estudos em Saúde, Medicina e Espiritualidade (Nesme) da UFF, local de trabalho de profissionais de medicina, psicologia e arteterapia.

Carlos Roberto Figueiredo, um estudante da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ e fundador da Liame – Liga Acadêmica de Medicina e Espiritualidade, fala um pouco sobre o ensino da espiritualidade: “Criamos a Liame em 2014, com base no aumento do interesse acadêmico-científico pelo tema de saúde e espiritualidade. Em 1998, foi proposta pela OMS a inclusão da dimensão espiritual do ser à sua definição de saúde, convidando-nos a repensar o paradigma científico frente ao diálogo com o sentido espiritual da vida.”

Carmita Abdo, psiquiatra, diretora da Associação Médica Brasileira (AMB) e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), diz que o ponto de vista da disciplina é comprovado e contextualiza sua opinião: “As emoções levam a modificações de substâncias no organismo. Quando liberamos ocitocina e endorfina, elas nos levam à melhora na imunidade e às sensações de bem-estar. O contrário ocorre com sensações negativas, que liberam substâncias que baixam a imunidade. Com o perdão não é diferente. Quando perdoamos alguém temos a sensação de alívio, de gratificação, o que é revertido em ocitocina”, diz.

Certamente, essa é uma matéria muito importante para a formação de médicos mais conectados aos seus pacientes, capazes de promover não apenas uma cura física, mas também auxiliá-los na busca por uma cura espiritual.”

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte complementar: * Citação de Referência: Ferrer, J. Medicina y Espiritualidad: redescubriendo uma antigua alianza. In: Bioética: um diálogo Plural (Homenaje a Javier Gafo Fernández). Madrid: Ed. Univ. Pontificia Camillas, 2002./ * Resenha completa da Citação: Jennifer Braathen Salgueiro, PhD (GPPG/ Hospital de Clínicas de Porto Alegre/RS) – Bioética e Espiritualidade: https://www.ufrgs.br/bioetica/ferrer.htm

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Artigos, Terapias Integrativas

Práticas Integrativas e Complementares em Saúde: Cresce 46% a procura no SUS

Segundo dados do Ministério da Saúde no Brasil, o número de atividades coletivas como yoga e tai chi chuan aumentou nos últimos dois anos, passando de 216 mil para 315 mil, entre 2017 e 2018. São 29 práticas integrativas disponíveis no SUS até o momento.

O uso das Práticas Integrativas no Sistema Único de Saúde (SUS) vem crescendo a cada ano, como complemento de tratamentos em saúde. Nas atividades coletivas como yoga e tai chi chuan, o crescimento foi de 46%. Passou de 216 mil para 315 mil, entre 2017 e 2018. Por isso, o Ministério da Saúde, a partir da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, passou a ofertar um rol de 29 dessas práticas.

A quantidade de procedimentos relacionados a essas práticas – como uma sessão individual de auriculoterapia ou uma sessão de atividade coletiva – registrada nos sistemas entre 2017 e 2018 mais que dobrou, passando de 157 mil para 355 mil, um aumento de mais de 126%. O reflexo desse aumento também pode ser visto no quantitativo de participantes nessas atividades, que cresceu 36%. Passou de 4,9 milhões de participantes para 6,67 milhões no período.

Quando o SUS começou a implementar a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em 2006, eram apenas cinco práticas disponíveis à população: medicina tradicional chinesa/acupuntura, homeopatia, medicina antroposófica, termalismo e fitoterapia. Atualmente esse rol conta com 29 práticas. Na última incorporação, o Ministério da Saúde adotou mais 14 práticas. Entre elas biodança, dança circular, musicoterapia, reiki, shantala, quiropraxia, yoga, entre outras.

Centro de Saúde em Brasília – DF

RECONHECIMENTO 

As Práticas Integrativas e Complementares – PICS, como são chamadas no Brasil, são reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os documentos da OMS orientam os países a adoção dessas práticas nos seus sistemas nacionais de saúde. No Brasil, elas foram reconhecidas e tiveram a ampliação solicitada no SUS em diversas Conferências Nacionais de Saúde, maior espaço representativo de gestores, trabalhadores, profissionais e usuários. Diversos conselhos profissionais de saúde reconhecem e orientam o uso ético por seus profissionais. Incluem-se os conselhos de enfermagem, odontologia, fisioterapia, farmácia, agronomia, veterinária, entre outros.

A indicação desse tratamento complementar ocorre no âmbito da Atenção Básica, nas Unidades Básicas de Saúde do SUS e também no atendimento especializado, nas unidades hospitalares e centros especializados. Além de ampliar a diversidade da oferta, o número de estabelecimentos que atuam nessa linha também deram um salto de 13%. Passaram de 22.164 em 2017 para 25.197 estabelecimentos em 2018.

Os atendimentos podem ser individuais, quando realizados por profissionais de saúde com formação superior que utilizam as práticas como complemento ao tratamento. Dependendo do tipo de procedimento, as consultas também podem ser realizadas por profissionais capacitados de nível médio. A oferta dessas práticas não é obrigatória pelos municípios, uma vez que depende de profissionais capacitados para tal.

PESQUISA CIENTÍFICA

Diversas plataformas de estudos científicos como a Cochrane e o Pubmed publicam os benefícios das práticas integrativas como complemento das ações em saúde. Há estudos de revisões sistemáticas sobre o uso da meditação para redução de risco cardiovascular, por exemplo, e também para melhorar casos de depressão. Outras pesquisas mostram que as práticas complementam e trazem benefícios junto ao tratamento de câncer de mama. Revelam também o benefício da acupuntura na melhora da dor em casos de fibromialgia.

Para os interessados em aprofundar seu conhecimento e manter-se atualizado, os sites das principais universidades e faculdades na área da saúde também fornecem dados abertos de estudos científicos e teses que corroboram com os resultados positivos dessas práticas. Bibliotecas virtuais de institutos e associações ligadas à prática integrativa de interesse – homeopatia, por exemplo – são outra ferramenta de pesquisa que pode ser usada como alternativa.

Abaixo, sugiro os principais bancos de dados para a pesquisa científica. Neles, você encontra publicações nacionais e internacionais.

* Rede BiblioSus/ Biblioteca Virtual em Saúde/ MS / * Biblioteca Virtual em Saúde/ Brasil – Práticas Integrativas / * Portal Acadêmico – Práticas Integrativas em Saúde

* Bases de Dados Científicas: ColecionaSUS | Comunicação Científica em Saúde | LILACS | Revistas Científicas | MEDLINE |
SciELO – Livros | SciELO – Periódicos | SciELO – Brasil | SciELO – Saúde Pública | SciELO Livros – Fiocruz

Leia mais:

Meditação em movimento:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30071662
Clinical practice guidelines on the use of integrative therapies as supportive care in patients treated for breast cancer
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25749602
Meditation and Cardiovascular Risk Reduction
https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/JAHA.117.002218
The Effectiveness of Aromatherapy for Depressive Symptoms: A Systematic Review
https://www.hindawi.com/journals/ecam/2017/5869315/?fbclid=IwAR1M4nAksDvhB9-NscRjRNvrCUE0c9gt1TbWtju7ZYykU96icJEYItZ2fJo
Acupuncture therapy for fibromyalgia: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30787631
Blood Pressure Response to Meditation and Yoga: A Systematic Review and Meta-Analysis
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28384004/

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte Complementar: http://portalms.saude.gov.br

Artigos, Constelação Familiar, Feminino Sagrado, Livros Espiritualistas e Transcendentais, Terapias Integrativas

Abortos: Incluindo os Excluídos – Visões da Psicanálise e da Constelação Familiar

No trabalho das constelações familiares as crianças abortadas pertencem ao sistema familiar, mesmo que não tenham se desenvolvido plenamente até o nascimento ou que tenham existido por um pequeno período de tempo. Apenas o fato de terem existido na família configura a necessidade de fazerem parte do sistema, e por isso precisam ser incluídas para que haja ordem e equilíbrio.

Nesse sentido, não importa se o aborto foi espontâneo, se foi provocado ou se houve a decisão consciente de fazê-lo. Segundo os preceitos da constelação sistêmica, uma lei natural – a Lei do Pertencimento – não faz julgamento moral. O pertencimento ocorre desde a fecundação e não apenas pelo nascimento, como a maior parte das pessoas pensa.

Levo o olhar um pouco mais adiante, observando também a conexão da alma dessa criança com os pais, que ocorre muitas vezes anos antes do nascimento propriamente dito. Em atendimentos a casais e muitas mulheres que desejaram engravidar, acompanhei casos em que foi preciso trabalhar antes a harmonia da ligação do casal com a alma da criança – algumas delas nem vieram a nascer, mas por terem sido reconhecidas, voltaram para o seu lugar em paz. Após o período necessário de ajuste, de reconhecimento deste ser, foi possível para esses casais se sentirem em harmonia para que uma outra criança viesse depois, seja por meio de gravidez, de adoção ou fecundação in vitro.

Antes de terem consciência da necessidade de incluir a criança excluída – seja em relação a culpas ou compromissos de vidas passadas, seja por abortos advindos das ancestrais que foram escondidos, reprimidos, obrigados ou negados por tabus, crenças, ideologias e padrões da época – esses casais se sentiam “presos” de alguma forma, principalmente no que tange à mulher, com inúmeras tentativas fracassadas de gravidez.

Na constelação, há uma frase que diz: “Uma pessoa está em paz quando todas as pessoas que pertencem à sua família tem um lugar em seu coração.” Essa é aquela paz que mora no silêncio interior, que brota de dentro sem esforço porque ela simplesmente é em nós; é a força, a leveza e a fé que recebemos das nossas entranhas, das nossas raízes para seguir adiante, dar os próximos passos em direção às mudanças e ao progresso. E isso conseguimos quando estamos em nosso lugar na hierarquia familiar.

Essa criança que não nasceu, portanto, só precisa de um lugar na família: o seu lugar, para assim não ser uma “sobrecarga” aos filhos que vierem depois, uma vez que a tendência dos que vem depois é assumir o destino daquele que foi excluído quando esse ato de pertencer não ocorre por parte do casal. Quando a inclusão não acontece, há desequilíbrios no sistema familiar tanto para o casal quanto para os filhos que precedem. Nesse cenário, a ordem do pertencimento dos filhos também será afetada, à semelhança da base estrutural de um prédio, de uma progressão geométrica ou de uma cascata. Em todos esses exemplos, existe uma ordem que possibilita a criação de formas harmônicas.

Outras situações comuns que também estão dentro da lei do pertencimento e que precisam ser consideradas:

Gravidez tubária ou ectópica: quando o óvulo fecundado implanta-se de forma equivocada em outras estruturas que não o útero. A forma mais comum é a gravidez tubária, que ocorre dentro das trompas de Falópio. Em 98% dos casos, o ovo não percorre todo o caminho até o útero e acaba se alojando precocemente na parede de uma das trompas. Nos 2% restantes, a implantação do ovo ocorre em outras estruturas como ovário, colo do útero ou cavidade abdominal;

Gestação anembrionária ou “ovo cego“: quando um óvulo fertilizado se implanta no útero, mas o bebê não se desenvolve. Ao fazer uma ultrassonografia, no primeiro trimestre da gestação, o saco gestacional aparece vazio, sem embrião dentro. É o chamado “ovo cego”, que resulta em um aborto espontâneo;

Pílula do dia seguinte: método de emergência e não-preventivo. Pode ser usado para evitar gravidez após a relação sexual não segura. Apesar de ser interpretada como uma solução prática para evitar a gravidez indesejada, esse recurso é indicado apenas para casos emergenciais e deve ser usado com cuidado, já que traz efeitos colaterais a curto e longo prazo. Conheci mulheres que engravidaram com a pílula do dia seguinte principalmente porque abusaram do seu uso, desregulando assim seus ciclos e período fértil;

Fecundação em vitro com congelamento de embriões. Esses embriões congelados também pertencem.

Observa-se que quando a fecundação acontece, mesmo que não tenha sequência na completude do processo, ela está dentro da lei do pertencimento. Nas constelações familiares olha-se com muito respeito para todos esses casos, sem qualquer tipo de julgamento, cuja base para uma solução possível é dar a essas crianças um lugar no coração. “O amor preenche o que a ordem abarca. O amor é a água, a ordem é o jarro. A ordem ajunta, o amor flui. Ordem e Amor atuam juntos.”

MAMÃE, VOCÊ ME ACEITA COMO EU SOU?

Transcrevo o trecho maravilhoso do livro de Barbara Joose sobre o tema, palavras que representam profundamente a voz dos excluídos, gerando reflexões importantes acerca de como a negação da existência dessas crianças afeta todo o sistema familiar e as futuras gerações:

O tema sobre o qual faço esta reflexão é difícil e polêmico. Coisas de se abrir ao coração para não deixa-lo quebrar…Quando eu entrava, e entro em contato, numa constelação familiar, com as reações dos abortos provocados, uma frase emperrava em minha garganta. Não consegui traduzi-la até poucas semanas atrás: – Mamãe, você me aceita (como eu sou)?

Como na constelação fica evidente que tudo o que foi criado não perde sua existência, aquilo que chamamos de óvulo fecundado (na barriga ou congelado), feto, embrião de uma semana, existe como entidade total para alma familiar e não precisa da legitimidade social para ter este direito, mas para ter seu lugar. Esta frase, então, “mamãe, você me aceita (como eu sou)?” estava na garganta da mãe que aborta, da criança abortada, dos irmãos dela e do pai da criança abortada. Todos perguntam à sua própria mãe se ela concorda com sua existência.

A pergunta neles parece que fica assim:

Mãe que aborta à sua mãe: “Mamãe, você me aceita? Como filha, mulher, esposa, filha do meu pai, mãe dos meus filhos? Dona dos meus atos, etc…?”

Pai da criança abortada à sua mãe: “Mamãe, você me aceita? Como filho, homem, pai, filho do meu pai, etc…?”

Irmãos da(s) criança(s) abortada(s): “Mamãe, você me aceita? Como filho, mesmo tendo tirado outro? O amor que tenho por você, independente do que faz? Como irmão do meu irmão morto? Como teu filho que tem o irmão morto no coração, etc…?”

Criança abortada: “Mamãe, você me aceita? Mesmo que tenha me tirado? Com todo seu sentimento de culpa, eu mereço seu olhar, seu amor, minha inclusão, etc…?”

Esta percepção me levou àquele bolo na garganta, muitas vezes o “globo histérico” – somatização da chamada neurose histérica. Será que nele estão tingidas as cores emocionais e as implicações desta pergunta à mãe? O que este bolo indigesto tem a ver com o movimento interrompido em direção à mãe? Qual a solução? (Um grande soluço).

Fui fazer um pequeníssimo resumo da trajetória da histeria, seus sintomas e hipóteses de sua etiologia por meio de um livro ótimo* – coloco ao final deste texto para quem quiser ler. Minha intenção era entender um pouco desta tão famosa “doença” da alma com suas perturbações emocionais e paixões reprimidas, e relacioná-la com minhas percepções atávicas – se isso existe – dos efeitos do aborto provocado em um sistema familiar.

Nesta sinopse, destaquei a hýstera (útero, matriz), onde todos são gerados; o desejo sexual e de procriação sufocados que se transformam em sintomas físicos ‘pedindo ajuda’ (histeria); a investigação dos sintomas de angústia expandida aos homens, tanto como nas mulheres, causada pela repressão de seus desejos e paixões, e os anseios da alma; a relação corpo-mente recolocada em questão por meio desta “doença”, levando ao conceito de inconsciente pessoal (Freud), extrapolado ao inconsciente coletivo (Jung). Tudo isso desafiando qualquer negação da pluridimensionalidade humana. Ou seja, se a existência é multidimensional, não há só uma forma de abordá-la e uma só linguagem para entendê-la ou se fazer entender.

Quero dizer, assim, todos os anseios reprimidos – sem voz – pediriam legitimidade em sintomas na garganta? No sistema reprodutor? Na tireoide? Nos pulmões? No corpo, como na histeria? Buscariam campos de representação nas relações sexuais, nos encontros de amor? Nas relações pais e filhos? Nosso corpo e relações seriam o campo privilegiado para partes excluídas nossas (e de nossa família) se manifestarem por meio “doenças e curas”? É que a vida e o corpo multidimensional, suas dores e amores, são muito criativos ao se fazer notar quando não sabemos escutá-los.

E esta voz abafada, essas representações e sintomas pertencem a quem? Quem é a “dona” do útero ferido? Do desejo reprimido? Da angústia? Dos anseios da alma? Sou eu que tenho o sintoma ou também pertence a algum ancestral ou à alma familiar? O que se tem visto nos movimentos de alma durante a Constelação é que quando há um aborto provocado, mesmo que ele seja um segredo, o irmão nascido, o pai, a mãe e a criança abortada se sentem em conexão intensa, como se existisse de fato uma criança ali, porque existe. Não estou reafirmando a visão espírita, estou apenas sublinhando o que Hellinger já disse: o que foi criado não desaparece jamais.

“Por que ele/a não pôde vir? Por que foi abortado?” Não é, então, o essencial. O que a garganta fechada de todos os envolvidos quer dizer, sem dizer, é: “Você me aceita? Eu posso existir?”. Este bolo gutural ganha dimensão pujante nas irmãs vivas, que muitas vezes praticam o aborto, seguindo a sina familiar. Por conta disso, pode haver um bloqueio na relação com a mãe, e isso a impede de ir até ela criando um movimento interrompido em direção à mãe.

No caso, o/a filho/a não consegue ir à mãe por não se sentir aceito, mesmo que seja. “Se meu irmão não foi aceito, por que eu seria?” Aqui ele/a pode estar julgando a mãe, ou se identificado com o irmão morto, ou os dois. Esta dificuldade impossibilita que se tome a matriz. Esta situação gera no filho excluído pelo aborto mais um sofrimento: não bastou não vir, seu destino torna outros menos felizes. Por outro lado, a mãe também pode ser dura consigo mesma, e como forma de compensar sua responsabilidade e implicações do seu ato dificulta o caminho do seu filho até ela. Bem, não só o aborto pode endurecer um coração.

Voltando ao assunto, não sei se serei compreendida, mas em última análise e sem julgamentos, nenhum motivo justifica um aborto provocado. Mas os motivos existem, desde emaranhamentos familiares complicadíssimos até ilusões sobre o que se quer da vida. Então, será mesmo que o que levou a mulher a esta ação não a ajudaria a encarar seu filho morto nos olhos, coloca-lo no coração e retomar sua vida para algo bom, sem desejar a antiga inocência, mas com a carga do que fez ou teve que fazer?

Aquilo que te (me) fez abortar, busque! Ao menos assim, pode-se olhar para o/a filho/a morto neste ato dolorosíssimo e cheio de implicações, e saber que ele (o ato) não foi em vão para a mãe, nem para o filho. Dizer que é só um embrião, não ajuda em nada. Discutir quando a vida começa, também não dá conta das implicações do aborto na alma, além de desconsiderar o mundo dos mortos – local onde a existência mantém tudo o que já foi criado, mesmo um “embrião”.

E também desconsidera a mulher, o útero e o feminino, o que esta dimensão de cálice pode revelar além do racionalismo científico e dos dogmas religiosos. Como sou uma mulher e tenho útero, sei que teço meus filhos, obras, visões, deste mundo invisível e insondável. Há práticas xamânicas que se sustentam neste órgão e suas visões, por isso a repressão de sua sabedoria e não só de seus desejos pode sim virar histeria. Histeria coletiva! Não foi por isso que se queimaram as bruxas? Elas sabiam demais!

Que tudo isso não seja incentivo para se abortar, nem um peso maior do que já é para quando “não há escolha”. Que seja um estímulo para buscar o saber também pelo irracional e não só pela razão, para criar um mundo capaz de acolher o mistério, assim como aplaude a luz. Tanto para mãe, quanto para os envolvidos na família onde há aborto provocado, resta, quando chegar a hora – geralmente quando já não se aguenta mais tanta angústia, falta de ar (histeria?) – NÃO interromper ainda mais o movimento em direção à matriz. E ainda tem que se ultrapassar o medo e a raiva gerados por todos os bloqueios no caminho.

Sabe aquela raiva que se tem do/a parceiro/a sem nem saber o por quê? Pode ser a raiva de não ter conseguido chegar à mãe projetada nele/a. Ressalto isso porque, segundo Hellinger, “o movimento interrompido em direção à nossa mãe, bem como suas consequências, reflete-se igualmente em nossas relações de casal”, em nosso caminho profissional e em tantas outras empreitadas. No caso dos relacionamentos amorosos, por exemplo, “em vez de nos aproximar de nosso parceiro ou parceira, nos retiramos e esperamos que o outro venha ao nosso encontro (…)” Ele nos instrui, então, a prestar “atenção para identificar até que ponto o movimento interrompido em direção a nossa mãe se mostra de forma parecida, ou inclusive idêntica, à nossa relação de casal”

Mesmo que a mãe não possa amar como se gostaria por conta da culpa, por problemas ancestrais que a levaram a ser difícil, o/a filho/a deve agora ousar esta aproximação, ao menos interiormente. Mesmo que a mãe já esteja morta, ou tenha que se manter a uma distância saudável dela, tomar a mãe no coração transformaria o bolo na garganta chamado “mamãe, vc me aceita como eu sou?” em sua solução: “SIM, EU CONCORDO COM VOCÊ EXATAMENTE COMO É, MAMÃE! E agora eu a tomo e vou até você, interiormente, ultrapassando toda raiva e medo por tanta rejeição!”

Isso transbordaria para as relações e o mundo. Já não se quereria mais ser o que não se é para agradar ao pai, à mãe, aos professores, ao parceiro/a e aos outros. Já não se reprimiria mais os anseios da alma, seus desejos e as suas paixões para o mundo nos aceitar. Há algo em aceitar a mãe (e o pai) tal como é que faz crescer para além dos limites outrora repressores. Portanto, como diz Hellinger, as três palavras essenciais são: GRATIDÃO (pela vida recebida), SIM (eu concordo com você exatamente como é) e POR FAVOR (palavra mágica que se abre ao coração).

HISTERIA: UM PEQUENO RESUMO

Na Grécia antiga, a histeria que vem de hýstera e se traduz como matriz ou útero, segundo Hipócrates pode ser entendida como sintomas da repressão de um ser vivo dentro do corpo da mulher – o útero – que tem desejos próprios de sexo e procriação. A falta de relações sexuais e de gerar filhos pode levar ao sufocamento e à sensação de angústia, uma vez que o útero se desloca se seus desejos são violentamente frustrados, pressionando outros órgãos que afetam a respiração.

Na Idade Média, a histérica se transformou em “um ser possuído”, objeto, então, de competência jurídica e religiosa. Basicamente, tratava-se do comportamento das bruxas e da bruxaria e de seu julgamento” (Ramos, 2008:23). Na Renascença, que rompeu com a Idade Média buscando inspiração na Grécia antiga, a retomada da histeria é pelo viés da sua renaturalização, como sintomas de repressões que o vaso feminino possa sofrer, ou da cura médica (Ramos, 2008: 22-25).

No século XIX, o médico francês Pierre Briquet publica um livro intitulado “Tratado clínico terapêutico da histeria” e tem como pressuposto a histeria como sintomas da perturbação emocional da disfunção do cérebro. Relaciona estes sintomas também aos homens (Ramos, 2008: 24). O útero foi para as cucuias e o cérebro começou a receber todos os créditos e descréditos da existência emocional humana. Mas, os homens ganham algum status emocional – e isto é sempre bom!

O neurologista Jean-Martin Charcot, seguidor de Briquet, se atém ao aparecimento desta doença por conta das vivências de fortes emoções e da predisposição. Por meio da hipnose, produziu um tipo de “histeria de laboratório” e, por conta dela surgiam doenças físicas como dores musculares, paralisias, as contrações, as anestesias, transtornos alimentares, redução do campo visual, entre outras.

Com isso ele reafirma a ideia de Pinel sobre doenças mentais que estariam ligadas à “alma”, à dimensão psicológica ou das paixões. Em suas pesquisas enfatiza, também, a histeria masculina. Parecido com a neurastenia (astenia – fraqueza; neuro – cérebro) estudada pelo neurologista George Beard, com seus sintomas de angústia, depressão, fraqueza muscular (Ramos, 2008: 27-28).

Tanto Charcot como Briquet não viam relação da histeria com o desejo erótico. Já para outros estudiosos da época, os sintomas histéricos tinham relação com violação sexual, a exposição às cenas impressionantes desta temática e à insatisfação sexual como os antigos gregos pressupunham (Ramos, 2008: 29).

Diz-se que, graças à histeria e aos estudos sobre a obra de Charcot, Freud inaugura a psicanálise. Ele chama de conversão somática a transformação de elementos psicológicos em sintomas físicos por processos misteriosos. Este mistério retoma a questão corpo-mente (Ramos, 2008: 31) e um novo objeto de estudos ganha destaque – o inconsciente pessoal.

Com Jung, por fim, o inconsciente pessoal se abre ao coletivo, às caudas ancestrais e à riqueza cultural. Com o inconsciente coletivo aparecendo em sonhos, nos mitos, nos eventos sincrônicos da vida, é revelado o campo onde se alojam os tesouros e dragões da nossa história milenar.

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fontes complementares – Livros: Mamãe Você me ama?” – Barbara M. Joose / “Meditações de Bert Hellinger”; “As Ordens do Amor”; “A Fonte não precisa perguntar pelo caminho” Ambos de Bert Hellinger / *Histeria e psicanálise depois de Freud” (UNICAMP) – Gustavo A. Ramos.

Leia mais em: Vínculos do Destino: A Fonte não precisa perguntar pelo caminho / Encontrando Seu Lugar na Árvore Ancestral da Vida

Artigos, Feminino Sagrado, Matérias, Terapias Integrativas

Banhos Energéticos: Reorganizando a Geometria Sagrada do seu Ser

Os Banhos Energéticos, Harmonizadores ou Fortalecedores são práticas milenares, usadas como tratamento e cura em diferentes culturas e tradições. Sua história é tão antiga quanto as sacerdotisas, as curandeiras, as benzedeiras, as raizeiras, as xamãs. Nesse cenário também temos como personagens aquelas ancestrais nossas que já receberam das gerações passadas os sábios saberes: aqueles que não aprendemos nos livros, aqueles que recebemos de nossas mães, avós, bisavós, e elas daquelas antes delas, repassados como conhecimentos “dos antigos” – como dizia uma de minhas avós.

Também são aqueles passados como aprendizados, dons e talentos necessários à sobrevivência – como é o caso dos descendentes de imigrantes que se instalaram aqui no Brasil,  por exemplo – ou ainda acessados por nós através da intuição, da prática do autoconhecimento, de meditações e insights, de jornadas e transformações interiores, uma vez que tudo isso está gravado em nosso DNA.

Com o advento da modernidade, o universo cada vez maior de poluição em vários níveis e a radiação eletromagnética, fomos perdendo a conexão com essa fonte sagrada e disponível para nós a qualquer hora, em qualquer tempo. Fomos até mesmo esquecendo que ela existe, que está bem dentro de nós, esperando para ser reconhecida no silêncio e na quietude da nossa consciência.

Ao mesmo tempo, algumas de nós vieram para honrar este legado, relembrar e passar adiante as sementes de sabedoria que em nós foram plantadas – que assim como pelas nossas ancestrais, por nós também foram fertilizadas em outras existências. Somos parte de uma árvore de sabedoria ancestral que merece ser honrada e protegida, cujas sementes temos o dever e a responsabilidade de evoluir às futuras gerações.

Por meio de minhas experiências pessoais, estudos alquímicos e científicos, trabalhos de campo com a prescrição de diferentes banhos e suas formas de uso para alunos, pacientes, amigos e conhecidos, os resultados se mostram sempre produtivos, positivos e eficazes. Certamente, podem não trazer a cura de um desequilíbrio se este possui raízes mais profundas, uma vez que os banhos são complementos para tratamentos de saúde, além do que nada nem ninguém cura outrem. Somos responsáveis e co-criadores de nossa existência, de nossa saúde e de nossos desequilíbrios. Contudo, eles podem se mostrar grandes aliados. Geralmente, trazem alívios em momentos de estresse, clareiam aquilo que estava nublado, energizam o que estava desvitalizado, descarregam o que estava eletrificado, libertam o que estava aprisionado.

Nada disso é mágica nem esoterismo, é ciência, bioquímica, alquimia e magia que a sagrada natureza nos deixou como presente: o equilíbrio para todas as desarmonias do ser humano. Intrínseco ao uso das ervas, flores, raízes, sementes, folhas, óleos essenciais e outras aplicações, esconde-se uma geometria perfeita, harmônica, sábia e nutridora, invisível aos olhos físicos mas capaz de nos reordenar, reorganizando assim a geometria do nosso corpo físico, mental, emocional e dos corpos mais sutis. Como resultado desse conhecimento milenar, vimos o surgimento de muitos sistemas de florais, da fitoterapia e fitoenergética, da homeopatia, da aromaterapia, do escalda-pés, dos banhos de imersão – hidroterapia, entre outras práticas correlacionadas, capazes de nos restabelecer as forças vitais, o equilíbrio do emocional, da mente e do espírito.

Através de receitas práticas e simples, sugiro abaixo alguns banhos que podem fazer a diferença em diversos casos. Nas situações em que o desequilíbrio energético e psicossomático for mais profundo, lembremos do princípio de que energia densa se tira com elementos densos – a cura do semelhante pelo semelhante – ou seja, para descarregar o corpo depois de uma jornada estressante não basta somente um banho com ervas ou flores, por exemplo. É preciso antes retirar do campo eletromagnético a energia densa e elétrica para, depois, harmonizá-lo e alinhá-lo novamente. Então, um banho de sal grosso antes pode ser bem vindo; um escalda-pés com ervas específicas, raízes ou argila, assim como um banho que envolva o elemento terra – a argila ou a borra de café esfregada levemente na pele.

> Leia mais sobre: Escalda-Pés: Uma Prática Milenar, Terapêutica e Restauradora

Sem dúvida, as formas naturais de descarregar e recarregar nosso ser são mais eficazes quando em contato direto à natureza. Exemplos vivos disso são as pessoas que tem acesso aos banhos de mar ou que podem desfrutar de banhos de rios, cachoeiras, lagos e lagoas. Sempre é interessante observar como esses ambientes nos acalmam e recarregam nossas baterias. Qualquer contato com águas e ecossistemas limpos e saudáveis tem a capacidade de nos reestruturar em vários níveis, incluindo sempre a nossa ajuda e comprometimento. Mas, para os que moram em cidades grandes e não tem este acesso, essas dicas podem ser muito úteis.

Alguns banhos aqui foram apreendidos por meio de experiências próprias, ensinamentos de irmãos de jornada; alguns por minha alma através de conexões conscienciais e outros em sintonia a meus ancestrais mais distantes. Assim, desejo que essas combinações alquímicas sagradas ajudem você a relembrar onde se encontra essa fonte tão sábia de vida dentro de você. E quando no silêncio da noite ou nos momentos em que a alma chama, as obras antigas provindas de sua sabedoria ancestral – que podem se apresentar como livros grossos, de folhas envelhecidas e nomes desconhecidos, exalando aromas dos mais exóticos – se apresentem para você, à semelhança da surpresa de adentrar numa imensa biblioteca, jamais antes imaginada e totalmente ao seu dispor. Namaste!

1.BANHOS ENERGÉTICOS E VITAIS

* BANHO DE CAFÉ (Borra)

Este banho tem muitas propriedades. Além de ser um maravilhoso esfoliante natural para a pele do corpo, mantém uma camada hidratante que não necessitará de hidratação intensa após o seu uso. Isso porque o café possui óleos vegetais em sua composição, além de óleos essenciais e minerais que complementam o processo.

Em âmbito energético, é ótimo para nos conectar à força da terra, retirar as células mortas que também representam aspectos antigos acumulados no registro da pele – representada pelo emocional, trazer vitalidade e levantar o ânimo. Pode ser um auxiliar para nos devolver aquela energia depois de um dia cheio de compromissos ou para começar uma rotina diária.

Ingrediente: borra do café passado (sem adoçar)

Preparo:

  1. Após passar aquele cafezinho gostoso, seja apenas para você ou para os que convivem no seu ambiente, não jogue a borra do café fora. Retire-a do filtro e coloque num recipiente de vidro ou louça bem fechado na geladeira. Você pode guardá-la para usar depois – de preferência no mesmo dia – ou usá-la logo após ter passado o café.
  2. Depois do seu banho normal de higiene, sintonize com a força da terra que o café representa, coloque nelas suas intenções para o que necessita naquele momento.
  3. Pegue pequenas porções e vá passando no corpo, massageando com delicadeza e mentalizando a força e a vitalidade da terra sobre você. Procure realizar o processo de esfoliação primeiro. Depois que todo o corpo for massageado, retorne para debaixo do chuveiro e retire aos poucos.
  4. O ideal é não utilizar nada na pele depois deste banho, permitindo que a frequência energética do café permaneça agindo na aura.
  5. Para quem tem pele sensível, a massagem deve ser bem sutil, evitando o rosto.

> Importante: Este banho só terá as propriedades energéticas mencionadas se for realizado com a borra do café passado. Não é válido para café solúvel de qualquer marca, pois estes tendem a perder muito das suas propriedades naturais em função do processo extremamente acidificante de produção.

Se houver possibilidade de comprar o café moído na hora ou moer as sementes em casa, melhor ainda. Dependendo da torra, muitos cafés em pó comprados prontos nem sempre conseguem preservar todas as suas propriedades. Assim, prefira os cafés chamados “tradicionais” ou orgânicos, cujo processo de torra é menos intenso.

> Banho ideal para ser feito no período do dia, por ser muito estimulante e poder interferir no sono.

> Atenção: Para quem tem alergia à cafeína, evitar o uso desse banho. Para os hipertensos, procurar não deixar a borra muito tempo em contato com o corpo, uma vez que a cafeína penetra na pele e chega à corrente sanguínea da mesma maneira.

* BANHO DE ERVA-MATE (Folhas ou erva em pó)

Outra forma de utilização da erva-mate que muitos talvez não conheçam, mas que faço uso com ótimos resultados, são os banhos com essa erva para revitalizar o corpo, alinhar a mente e energizar a aura.

Ingrediente: 4 a 5 colheres (sopa) de erva-mate orgânica – fina ou grossa.

Preparo:

  1. Da mesma forma que você prepararia um chá, dissolva em 1 copo de água quente 4 a 5 colheres (sopa) de erva-mate moída. Misture bem, deixe descansar um pouco para o excesso de borra ficar no fundo do recipiente.
  2. Coe e coloque em um recipiente com mais ou menos meio litro d’água morna, que pode ser a própria água do chuveiro.
  3. Opcional: Acrescente 2 gotas de óleo essencial de lavanda, se quiser, misturando também ervas de sua preferência para auxiliar no processo de limpeza energética, como alecrim, sálvia, arruda, manjericão, entre outras que desejar.
  4. Derrame um pouco deste preparado no centro da cabeça e em todo o corpo, lentamente. Após, retire o excesso do corpo, secando sem esfregar para que as ervas e os óleos penetrem na pele.
  5. Procure usar toalhas escuras ou coloridas, tendo em vista que os elementos usados naturalmente mancharão tecidos mais claros.
  6. Banho ideal para ser feito mais no período do dia, por ser estimulante.
  7. Se o seu objetivo for um banho mais calmante, pode ferver a erva para que evapore a teína – alcalóide semelhante à cafeína. Alguns pacotes de erva-mate são vendidos já com o acréscimo de ervas calmantes como camomila, melissa, erva cidreira, entre outras, que podem ser usadas como complemento para este banho mais calmante.
  8. Se preferir banhos mais estimulantes, evite ferver a erva. Você pode optar pelos pacotes de erva-mate vendidos com chá verde, por exemplo, outra erva estimulante e altamente vitalizante.

> Leia o artigo completo sobre a história, a tradição e as formas de uso dessa erva sagrada: O Poder Ancestral de Cura da Erva-Mate

2. BANHOS DE LIMPEZA, DESCARREGO E FORTALECEDORES

* BANHO DE 7 ERVAS

Os banhos de 7 Ervas podem ter combinações de plantas variadas de acordo com o que a pessoa necessita, entretanto algumas ervas são a base para que este tipo de banho tenha a função de descarregar e revitalizar.

Ingredientes – 1 punhado pequeno de cada uma dessas ervas: arruda, guiné, alecrim, sálvia, alfazema, eucalipto e espada de São Jorge picada. Podem ser usadas outras ervas como: Levante, comigo-ninguém-pode, folhas de pitanga, folhas de onda do mar, lavanda, cravo, entre outras.

Preparo:

  1. Você deve fazer um preparado com 1 punhado de 7 das ervas relacionadas para 1/2 litro d’água.
  2. Coloque as ervas em água e ao iniciar fervura, desligue. Deixe descansar em infusão, até esfriar.
  3. Coe as ervas, mentalizando e decretando tudo o que necessita que este banho trabalhe.
  4. Derrame este preparado contornando todo o corpo, sobre toda a cabeça e também no seu centro – purificando os chacras coronário, o chacra coordenador, localizado na porção de traz da cabeça, assim como a nuca e a região externa dos ouvidos. A limpeza dos ouvidos tem o objetivo de trazer a clareza de pensamento e afastar a confusão mental.
  5. Dar preferência para realizá-lo à noite, antes de dormir, preservando assim a energia das plantas por mais tempo na aura.

Observação: Antes do banho de ervas, você pode realizar um banho com sal grosso marinho (1 colher sopa) diluídos em 1/2 litro de água. Isso recomendo para quando a pessoa está muito elétrica ou “carregada”. Nesse caso, o ideal é que o banho de sal não seja colocado na cabeça ou realizado sozinho, uma vez que o sal é formado por pequenos cristais chamados de piezoelétricos, ou seja, condutores elétricos.

Essa capacidade natural, portanto, os torna semelhantes a um pára-raios, atraindo tanto as energias qualificadas quanto as não qualificadas. Por essa razão, após o banho de sal ou bicarbonato, faça um banho de ervas para selar e alinhar o seu campo de energia. Outra possibilidade é utilizar o sal marinho no corpo como esfoliante, nesse caso podendo ser o mais fino. A preferência pelo sal marinho e não os refinados é porque ele tem preservados seus minerais, além de conter menos sódio. 

Existem outros tipos de sais medicinais no mercado, como o sal rosa ou sal do Himalaia, que hoje é fácil de encontrar, e o sal negro de origem indiana – usado na medicina ayurvédica com uma combinação de sal e ervas específicas. Nesses casos, pelas suas estruturas moleculares e bioquímicas serem diferentes, seus cristais não atuam da mesma forma que o sal marinho. Você também pode preparar o seu sal de banho, se quiser, reunindo a ele elementos, ervas, especiarias e óleos essenciais para complementar.

Importante: Muitos me perguntam: – Mas, porque não se pode colocar o sal grosso marinho na cabeça se tomamos banhos de mar? A diferença que existe aqui é que o banho de sal grosso contém apenas os cristais de sal, enquanto que o banho de mar contém sal, minerais, algas, oligoelementos, substâncias de origem vegetal, mineral e marinha cuja geometria é tão perfeita que chega a ser em torno de 95% semelhante à composição do nosso plasma sangüíneo – um verdadeiro plasma marinho.

Para saber mais sobre a atuação da água do mar em nosso organismo, vide pesquisas e experimentos do biólogo, fisiologista e naturalista René Quinton (1866-1925) – francês, contemporâneo de Darwin e de Tesla, precursor da Teoria dos Oligoelementos que é usada hoje pela medicina ortomolecular, curou-se de uma tuberculose ao viver numa cidade litorânea. Passou a estudar e pesquisar a água do mar por anos, auxiliando na cura de muitas doenças, percebendo através de suas teorias que guardamos em nosso organismo e células uma relação profunda com a água do mar, sendo ela e seus derivados marinhos capazes de nos reestruturar as energias e o equilíbrio.

* BANHO DE VINAGRE

Nesse tipo de banho, recomendo utilizar os vinagres derivados da uva. O vinagre branco deve ser usado para homens – sendo este mais ácido – e o vinagre tinto para mulheres, sendo este segundo mais propício para a frequência feminina.

O vinagre de maçã ou de arroz, nesse caso, possuem frequências mais sutis por serem menos ácidos. Podem ser usados para o caso de trazer uma assepsia do campo áurico quando a pessoa deseja apenas tirar um cansaço de um dia agitado.

Já no caso dos vinagres à base de uva, pela sua acidez são mais potentes para limpar o campo eletromagnético de energias “mais acidificantes”, principalmente no nível mais mental. Caso você tenha acesso a vinagres com Ph ainda mais ácido que os de uva – as porcentagens de Ph estão relacionadas na embalagem – como alguns derivados de frutas cítricas, também podem ser utilizados para este fim. Quanto mais cítrica for a fruta, mais ácidos serão os vinagres.

Ingrediente: 1 a 2 colheres (sopa) de vinagre para 1/2 litro de água.

Preparo: 

  1. Misturar o vinagre na água morna, podendo ser a do chuveiro, e derramar ao redor de todo corpo, incluindo a cabeça.
  2. Após, retire o excesso do corpo e já tenha preparado outro banho dos que menciono abaixo para selar e alinhar sua aura.

> Importante: Com exceção do banho de 7 ervas, os demais aqui relacionados requerem outro banho após o seu uso, com o objetivo de selar e fortalecer o campo magnético. Face a isso, você pode fazer um banho de mel, flores, ervas ou acrescentar algumas gotas de óleo essencial de lavanda ou outros mais calmantes de sua preferência. Lembrando que os óleos essenciais de flores naturalmente possuem as frequências vibracionais mais elevadas.

Observação: Tendo em vista as diferentes crenças e religiões, se você preferir não usar o vinagre na cabeça, o mesmo banho que você usará para selar o campo eletromagnético pode ser feito logo após.

Entretanto, para que a limpeza mental de fato aconteça, sugiro utilizar alguma erva seca como defumação antes do banho de selamento: a sálvia oficcinalis (a que encontramos como chá ou tempero em folhas) ou a sálvia branca, por exemplo. Pode ser feito um banho apenas com esta erva também.

Esta é uma erva maravilhosa para nos alinhar e purificar as dissonâncias em níveis mentais, assim como emocionais e espirituais. Ela é capaz de nos “deseletrificar” do excesso de radiação eletromagnética em vários níveis.

Nesse caso, você pode usar as próprias folhas para defumação – o que é ideal. Pode usar também um incenso de carvão ou pó de bambu que contenha a erva e óleos essenciais. Incensos que sejam confeccionados com resinas artificiais e sintéticas não terão o mesmo efeito. Sugiro marcas como Inca, Fênix, entre outros artesanais de sua confiança.

3. BANHOS HARMONIZADORES E ALINHADORES

* BANHO DE ROSAS

Os banhos com pétalas de rosas podem ser utilizados para diversos fins. A rosa em si possui uma vibração energética muito elevada. No que se refere à produção do seu óleo essencial, está no topo das flores de maior vibração energética, não sendo à toa ser chamada de “A Rainha das Flores”. Em casos gerais, podemos utilizar as pétalas de tons mais claros – brancas, lilases, cor-de-rosa clara, salmão – para banhos mais calmantes. Já as de tons vermelhos, magentas, alaranjados e amarelas marcantes para banhos mais fortificantes e energizantes.

Ingredientes: 1 punhado cheio de pétalas de rosas (secas ou in natura)

Preparo: 

  1. Colocar as pétalas em água. Ao levantar fervura, desligar. Deixar em infusão por 1h, até esfriar.
  2. Você pode coar as pétalas ou não. No chuveiro, este banho pode ser usado da cabeça aos pés, sem restrição.
  3. Caso tenha banheira e preferir ficar em imersão, não é necessário fervê-las. Você pode utilizar uma quantidade maior de pétalas e colocá-las diretamente dentro de água morna. Pode ainda acrescentar óleos essenciais se quiser, dependendo do seu intento, seja para acalmar, equilibrar ou vitalizar.
  4. Fique em imersão o tempo necessário para que as pétalas soltem seus aromas e óleos na água, penetrando na pele e atuando na aura.
  5. Pode ser realizado em qualquer período do dia ou da noite.

> Dica: Se você quiser, pode fazer preparados alcoólicos ou hidroalcoólicos com as pétalas de rosas – isso se aplica também ao de 7 ervas –  deixando-as em infusão em álcool de cereais ou em álcool comum. Esses preparados duram por anos e você também pode usá-los para banhos em porções menores, sempre que precisar. Falarei mais a respeito desse tipo de receita em outro artigo.

* BANHO DE MEL (PURO), COM PERFUME OU ÓLEOS ESSENCIAIS

O Mel por si só já é um elemento alquímico completo. Além de ser uma fonte rica em nutrientes e conhecido pelas suas propriedades medicinais, sua frequência vibracional é alta. Um banho de mel sozinho é capaz de nos alinhar como um todo, uma vez que possui uma geometria harmônica difícil de ser corrompida, tanto que pode ser usado como conservante em conjunto a ervas e especiarias, em especial na produção de xaropes e tônicos. Nesse contexto, o mel faz jus à comunicação perfeita do reino das abelhas, assim como tudo o que é produzido por elas – pólen, própolis, geléia real.

Ingrediente: 1 colher (sopa) de mel para 1/2 litro ou mais de água

Preparo:

  1. Misture a colher de mel em água fria ou morna até dissolver.
  2. Você pode utilizar este banho sozinho, com o objetivo de alinhar e reorganizar o seu campo áurico como um todo.
  3. Se desejar fazer um banho mais atraente, para trazer mais vitalidade e ânimo, você pode acrescentar algumas borrifadas de um perfume que você use e goste.
  4. Derramar o preparado da cabeça aos pés. Pode ser usado tanto de dia quanto à noite.

Observação: De outra forma, para um banho mais energético você também pode misturar elementos de tons rosados-magenta, avermelhados, alaranjados ou terrosos como: canela, açafrão, curry, urucum, calêndula, hibiscos, rosas ou flores vermelhas, entre outros; ou ainda acrescentar 2 gotas de algum óleo essencial cujas propriedades são vitalizantes: patchouly, ylang-ylang, cravo, canela, pitanga, pimenta rosa, entre outros.

Importante mencionar que um banho contendo raízes – no caso do açafrão, do curry, do gengibre amarelo ou branco (raiz do Lírio do Brejo), do ginseng, do bambu, entre outras raízes de plantas – da mesma forma pode ser usado para nos “enraizar” naqueles dias em que nos sentimos fora do eixo ou precisando de mais foco. Pode também auxiliar a retirar do nosso campo emocional padrões e formas-pensamento enraizadas. Nesse último caso, é necessário realizar um tratamento mais prolongado e consciente, uma vez que não desapegamos de padrões e crenças de forma rápida. Você pode fazer uso desse recurso através do escalda-pés – vide link do artigo relacionado na introdução dessa matéria.

> Saiba mais sobre Receitas Caseiras com Óleos Essenciais

* BANHO CALMANTE

Ingredientes: camomila, erva-cidreira ou capim-cidró, melissa, manjericão, folhas de maracujá, flor de jasmim ou flor de laranjeira ou cascas de laranja doce. Você pode optar por 2 gotas do óleo essencial de laranja doce e/ou os óleos derivados das ervas e flores em questão.

O foco aqui é a camomila, por ter inúmeras atuações para a harmoniza da saúde em vários níveis. É uma flor abençoada e coringa. Contudo, a marcela ou macela, tão conhecida por nós, também é uma flor especial com várias atuações, podendo ser tanto calmante quanto uma excelente purificadora e alinhadora do mental.

Preparo:

  1. Colocar em 1 litro de água um pequeno punhado das ervas mencionadas. Se não tiver todas elas, use as que tiver.
  2. Colocá-las em infusão em água morna. Deixar descansar por 30 minutos a 1 hora.
  3. Após seu banho normal de higiene, derrame este preparado contornando todo o corpo, da cabeça aos pés.
  4. As flores, folhas e cascas podem ser coadas, se quiser, para deixar menos resíduos na toalha.
  5. Banho ideal para ser realizado à noite, antes de dormir. Auxiliar nos casos de ansiedade, estresse e nervosismo.

* BANHO DE HARMONIZAÇÃO GERAL

Esse banho foi recebido como aprendizado através dos ensinamentos de pretos-velhos. Deve ser realizado em 3 etapas. Já o ensinei em vários cursos e os resultados são maravilhosos. O ideal aqui é que você o faça por 3 dias seguidos, quando precisar de um alinhamento mais profundo e para ter uma atuação mais prolongada no campo áurico. Pelo fato da união destas três etapas serem formadas pelos cinco elementos da natureza – cachaça adoçada (fogo e terra); água do mar (água, minerais e elementos vegetais); flores (ar e éter) – é um banho completo para harmonizar e alinhar corpo, mente, emocional e espírito.

1º. Banho de cachaça

2º. Banho de água do mar

3º. Banho de flores (amarelas, brancas e vermelhas)

Ingredientes:

* 3 golfadas de cachaça adoçada: O açúcar aqui é bem importante, porque o álcool (elemento fogo) é combinado com a cana-de-açúcar (elemento terra), uma alquimia que tem tanto o objetivo de descarregar energias mais densas quanto de nos enraizar.

* 1 copo (em torno 300ml) de água do mar.

* 4 flores amarelas, 3 flores brancas e 1 flor vermelha (Qualquer espécie de flor). Se forem rosas, separar as pétalas. As cores nesse caso contribuem para o alinhamento dos corpos físico, mental, emocional. Por serem também o elemento éter, alinham da mesma forma o espírito.

* Junto à água das flores pode ser acrescentada 1 colher (chá ou sopa) de mel puro.

Preparo:

  1. Coloque as flores em um recipiente com água e reserve. Deixe descansar por mais ou menos 30 minutos a 1 hora, para que as essências naturais e frequência energética das flores magnetize a água. Acrescente água do chuveiro para o banho, se necessário.
  2. Em uma jarra para suco (vidro ou plástico) separe a cachaça na quantidade mencionada. Misture-a com um pouco de água do chuveiro para banhar-se.
  3. Em um copo separe também a água do mar. Misture-a com 1/2 litro de água do chuveiro para banhar-se.
  4. Consagre todos os ingredientes, elementos e flores com intenções amorosas, harmoniosas e positivas, ancorando as Consciências espirituais de sua devoção. Com respeito e gratidão a todos os elementares, consciências elementais, dévidas, minerais, cristalinas e vegetais das substâncias utilizadas, peça à Mãe Natureza que eles possam retornar aos seus reinos e dimensões sem qualquer prejuízo.

Sequência de banhos:

* 1º o banho de cachaça adoçada: do pescoço até os pés. / * 2º o banho de água do mar: da cabeça até os pés./ * 3º o banho de flores: da cabeça aos pés, derramando as pétalas por todo o corpo.

Observações:

* Não enxaguar o corpo entre um banho e outro; * Reunir as pétalas do chão em gratidão e colocar num jardim, canteiro verde ou recipiente com lixo orgânico, pedindo à Mãe Natureza que transmute todas as energias dissonantes em Luz e Amor; * Seque o corpo sem muita fricção, permitindo que as substâncias penetrem na pele e permaneçam na aura; * Se sentir sono após o banho, descanse e medite. Isso significa que está ocorrendo um alinhamento energético; * Banho ideal para ser realizado antes de dormir. É provável que você sinta necessidade de descansar e silenciar.

Por fim, todos os banhos aqui sugeridos devem ser realizados após o seu banho normal de higiene, cujo preparado em geral é utilizado primeiro na cabeça, depois contornando todo o corpo e, por último até os pés. Aqueles que possuem o uso de folhas, ervas e flores podem ser coados antes. As plantas podem ser tanto secas quanto naturais. Ao finalizar o banho, procure descartar os elementos na natureza, num jardim, num vaso de plantas, numa compostagem ou mesmo no seu lixo orgânico, agradecendo à mãe natureza e suas consciências puras e sagradas para que retornem aos seus reinos preservando suas energias.

Use também a sua intuição, sintonizando e criando um banho de acordo com o que você precisa. Certamente, ter um guia de ervas, conhecimentos alquímicos e aromaterápicos para saber quais as melhores combinações sempre é bom, mas caso não tenha apenas lembre que existe uma sabedoria interior e ancestral que vai guiar você para que retorne ao seu centro. Os banhos relacionados são apenas alguns exemplos, mas as combinações e possibilidades são infindáveis.

Desejo a você belas experiências, muitas bênçãos de vida e vibrações elevadas de paz, amor, gratidão e alegria!

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Saiba mais: Conheça os Banhos Energéticos da Kaeté Alquimia e acesse as diversas Formas de Uso 

Artigos, Terapias Integrativas

Compromisso e Liberdade: Em Direção ao Equilíbrio

Esse assunto traz uma grande pertinência, inicialmente porque pode parecer controverso estabelecer um equilíbrio nesse relacionamento entre compromisso e liberdade. Da mesma forma, um olhar mais amplo sobre essa relação é necessário para compreendermos os porquês de sermos influenciados por ciclos maiores, pelos movimentos planetários e galácticos, através dos quais também somos parte. Esses ciclos maiores regem e interagem com os nossos ciclos menores, assim como células de um corpo ou engrenagens que se complementam para formar uma estrutura maior.

O objetivo de trazer essa reflexão vem ao encontro de todos estarmos sob a influência do ciclo de Saturno, planeta que leva em torno de 28 a 30 anos para se deslocar através de todo zodíaco e que, portanto, está regendo um ciclo maior sobre a Terra desde 2017. Fazendo parte deste cenário, temos Saturno neste ano de 2019 em um signo de terra, Capricórnio. Neste signo, Saturno está em casa porque é o seu regente. Portanto, temos uma força, um impulso e compromisso duplicados sobre nós no que se refere à “aterramento”, ao enraizamento, às responsabilidades e compromissos que nos propusemos para alcançar realizações materiais e espirituais em nossas vidas.

Dentro da astrologia, Saturno lida com o amadurecimento do indivíduo e seu respeito e adequação à estrutura social vigente, suas regras e valores internos junto a consolidação da realidade. Trata ainda do superego, da “sombra” jungiana que acompanha o ser humano, a luta que travamos contra nossos medos, crenças e limitações para evoluirmos. Além de mostrar nossos receios, revela também o sentimento de culpa que podemos carregar. Ele traz a força que consegue separar o joio do trigo e “dá conforme a obra”. Para isso, precisamos trabalhar muito antes de tentar impressioná-lo, mas também quando o fazemos seguindo o fluxo da entrega, da disciplina e da paciência, nossas realizações serão tão firmes e fortes quanto um carvalho, recompensadas conforme as leis universais de ação e reação.

Saturno também julga nossos atos passados, bem como a vida presente, dando resultados de acordo com isso. Segundo a astrologia cármica, a qualidade dos atos ou ações feitas por uma pessoa em sua vida passada passa pelo filtro de Saturno, aplicando o posicionamento e aspectos corretos do astro nessa vida. Geralmente, é o planeta mais temido ou respeitado pelas pessoas que seguem a astrologia. Mas, no fundo, não há o que temer com Saturno. Sua influência mais difícil se dá apenas quando não agimos corretamente ou não entendemos e aceitamos onde devemos nos esforçar mais. Nesse caso, Saturno está sempre pronto a nos ensinar uma lição, aplicando as restrições necessárias, endireitando o caminho e fazendo as coisas funcionarem como devem em qualquer sinal de desequilíbrio – a médio e longo prazo.

Num significado simbólico, este planeta é conhecido como Cronos: “O Senhor do Tempo”, “O Planeta do Karma”, “O Cobrador”, “O Velho Sábio”, “O Grande Maléfico”, “O Eremita”, “O Pai Severo”, entre outros. Evoca palavras-chave como: restrição, obstáculos, imposição de limites, regras, amadurecimento, colheita, construção, disciplina, aceitação de deveres, sabedoria, respeito, experiência, paciência, rigidez, rigor, severidade, justiça, frieza, dogmatismo. No seu melhor, ajuda a consolidar esforços e no seu pior restringe-os. É o oposto de Júpiter, que significa primariamente expansão.

A tendência nesse período é pairar no ar um espírito limitador, restritivo, austero e controlador perante liberdades dadas sem que se tenha feito o uso da responsabilidade – liberdade sem responsabilidade é libertinagem. A realidade nua e crua tende a se apresentar, assim como máscaras a cair e verdades a se revelar. Ajustar contas, cair na real, reparar os danos, receber o karma para resolver antigas pendências, levantar os véus da ilusão e aparar as arestas poderão ser temas bastante recorrentes.

De fato, pode ser um período de muito mais responsabilidades e ajustes. A obrigação de ser feliz a qualquer custo, de ser “o tal”, o “top dos tops” pode entrar em uma corrente descendente, dando lugar a uma postura mais séria, de maior competência e de menor culto ao ego – exemplo disso é o movimento cada vez maior de pessoas saindo das suas redes sociais, optando por estilos de vida mais saudáveis e menos estressantes, voltando aos valores e saberes antigos em contato com o essencial.

Sob a regência de Saturno, para se ter algum destaque o sucesso vem com merecimento de causa. Durante este ciclo, poderemos nos deparar com uma mudança geral nas estruturas vigentes – também no que diz respeito as nossas estruturas pessoais, familiares, sistemas de crenças, valores, carreira, caminho – forçada pelos nossos próprios atrasos, pelos desvios que tomamos ao longo do tempo ou mesmo por coisas que negamos e que agora precisamos olhar, bem de frente. Saturno gosta de ajustes e não tolera irresponsabilidade. Somos chamados, então, para sermos mais maduros e responsáveis por nosso próprio amadurecimento material e espiritual.

Pode assim ser um ciclo de mais contenção e menos expansão, o que não significa que seja menos ativo e criativo. Significa menos superficialidade e mais profundidade, menos as coisas do ego e mais atenção ao chamado interior, ao propósito da alma. Diferentemente do ciclo anterior, cujo período foi regido pelo Sol – com o surgimento das redes sociais e a viralização das selfies, por exemplo, que levaram os egos às alturas duas frases que mais representam um ciclo saturnino são: “com grandes poderes vem grandes responsabilidades” e “a colheita é boa quando o plantio é bom” ou vice-versa.

Em suma, diria que é um período importantíssimo para desenvolvermos tudo o que adiamos, negamos ou colocamos para debaixo do tapete. Um momento para nos comprometermos conosco, para aprendermos sobre limites e oportunidades, para desenvolvermos a ação no recolhimento, a entrega com prontidão e sempre a liberdade com consciência, mesmo em meio a limitações que podem ser transformadas em combustível para darmos passos mais firmes e fazermos escolhas mais acertadas.

Fazendo jus a isso, numa linguagem simbólica mas prática, com um olhar perspicaz e criativo, transcrevo textos muito elucidativos, que nos apontam como se mostram e de que forma interagem o compromisso e a liberdade em nosso mapa natal – portanto em nossa vida – nos trazendo elementos e pistas para desenvolvermos um relacionamento equilibrado com ambos. Alcançar e viver a liberdade é, portanto, responsabilizar-se, comprometer-se consigo em todos os níveis do ser. Namaste!

COMPROMISSO E LIBERDADE – Por Anna Maria Costa

“Liberdade é mais difícil do que compromisso. Pois, o que você fará com a sua liberdade? Compromisso você já sabe (sabe?) o que é. Mas, o que é liberdade? Compromisso é fácil, seja em relacionamentos, trabalhos, etc. Liberdade exige autenticidade. Autenticidade de Todos os Planetas do seu mapa natal (MN).

Não basta ser autêntico com o Sol. Mas com Todos, All of them, Tutti. O planeta mais difícil do seu MN chama-se Vênus. Nunca foi Saturno.
Pessoas não sabem se relacionar, nem mesmo foram educadas para isso. E daí, os problemas afetivos, familiares, profissionais, na saúde e nas guerras. Isso vem da ‘Desharmonia’. Eris.

Saturno é um excelente planeta: O Realizador. Materializa seus interesses, conforme posição no MN. Se você tem problemas com Saturno é porque ele não materializou o que você queria ou materializou o que você não queria. Saturno tem a foice. A foice simboliza cortar um problema para que algo cresça. Cronos – o Tempo – não é o que lhe assusta. Quem assusta é Vênus-Aphrodite.

Vênus com seu desejo de ser amada e de ter conforto material. Ela também é Freya, a deusa nórdica da fertilidade material e da magia. Que usa o belíssimo colar Brísingamen ou Aurora Boreal, para mostrar sua beleza e seu poder de ter o que quer, seja lá como for. A dona da prosperidade e que está representada na primeira runa Fehu, para mostrar que se abrem os trabalhos com as evocações de Bem Estar e prosperidade.

Corrupção é um substituto do amor. Quem ama de verdade e é amado de verdade jamais se corromperá porque já tem a Grande Fortuna. Liberdade, folga para Ser o que se É, isso é Urano. Urano, o Pai Criador. Criar e soltar sua obra, e a obra que siga, que vá livre do próprio criador. Assim também pensava o deus Frey. A potência sexual. Sem liberdade não há potência sexual. E isso está na runa Ingwaz, a semente. A semente de Urano. Aquele que vem, semeia e segue adiante.

Século 21: exige que você rompa barreiras e amplie seus limites – Era de Aquário, Era de Urano, que também verá a violação de quase tudo.
Pois tudo será diferente. Se você é capaz de ver, você é capaz de prever. Se você prevê, você investe ou se cuida. Uma outra estratégia será necessária. Andar sobre as ondas elétricas: elas são agudas, não são arredondadas. Podem quebrar paradigmas. Por isso, você deve ir para o Novo, com deslumbramento e terror. Se você olhar o mundo atual é o que verá: deslumbramento e terror.

Você tem duas máscaras: 1. A diária que se chama Ascendente (ASC); 2. A das horas importantes e visíveis para todos, que se chama Meio do Céu (MC). Desde a infância você foi treinado para a máscara social do MC. E pressionado pelo signo regente do MC. Só que um dia vem Urano. A função dele é ir contra a mesmice. Se você sai da mesmice você tem abundância. A abundância dada pela liberdade de criar, como fazia Frey. Onde você tem Urano no MN, as regras serão quebradas. E não é Saturno que ficará chateado, afinal ele foi um dos primeiros a quebrar as regras quando castrou o pai Urano, sob conluio com mother Gaia.

Quem se chateia é Vênus. Porque? Porque se você não se sente bem vindo, não se sente aceito, Vênus ficará insuportável, como fez com Psyche. Mas se você se sente aceito, recebido com as flores da primavera e com os animais selvagens a seus pés – como acontecia quando Vênus passava; se você expulsou seus complexos – aliás, porque você tem complexos? – aí, meu bem, você não tem problemas com as Coisas Novas, com as Novas Regras. Afinal, Vênus é filha de Urano. Não se incomoda com o inconvencional. E quando está num signo convencional, fica com aquele gostinho de uma novidade, nem que seja uma roupa ou um sapato novo.

Urano traz o progresso, como o celular por exemplo, Android ou Iphone pouco importa. Saturno faz do progresso uma regra. No início de qualquer novidade há crítica, desconfiança, falsas informações, concorrência, etc. Assim foi com todos pioneiros e inventores, pois criatividade incomoda. Quem cria tem a mente livre. Não esqueça: Urano e Saturno regem Aquário (liberdade). Urano veio antes com sua loucura de liberdade criadora. Saturno veio depois e registrou tudo que foi criado. Onde você tiver Urano tem quebra de paradigmas, uma palavra que Urano não suporta. Onde você tiver Saturno tem regulamentação e distribuição comercial para todos. Saturno gosta de bons negócios.

Othala

A runa Othala é amiga de Saturno. Ela representa propriedades, agricultura. Repara que Frey também é uma divindade da riqueza da terra. Não é a toa que, para Urano e Saturno, após a queda de braço, podem ser amigos. Principalmente depois que Saturno teve a experiência de ser traído pela própria mulher Rhea, como Urano foi traído pela consorte Gaia. Tal pai, tal filho. Enfim, quem não quer mudar perde o jogo. Principalmente na Era de Aquário, quando a inteligência será esticada como uma corda, até onde puder aguentar. Não dar acesso à inteligência é querer acabar com o progresso. Por isso, a Educação será uma grande cobrança da Era de Aquário.

Saturno, filho de Urano, pensa no futuro. Claro. Se ele destronou o pai, quem lhe destronará? Saturno é previdente. E olha em frente. Se você quer subir a montanha tem que olhar para cima. E para os lados. Saturno tem o máximo de controle. Onde você tiver Saturno no MN tem que pensar no futuro. Ambição é = futuro. Sem ambição não há futuro.

Será que você ainda acredita que Saturno quer estabilidade? A única estabilidade que ele quer é a de continuar subindo e com controle. Não lhe interessa a estabilidade de ficar parado ou aposentado. Cronos jamais se aposentou. Mesmo preso no Hades, durante a guerra dos Titãs, aproveitou como Mandela a estudar, aprender, anotar, atualizar-se, e tal e coisa. Saturno, jamais está satisfeito. A prova disso é que engoliu todos os filhos. Empanturrou-se e ficou de barriga grande. Não se esqueça de analisar os mitos. Mitos têm códigos interessantíssimos. Bem, ele não conseguiu engolir Júpiter, o sortudo.

Saturno nunca foi devagar. É um tremendo mal entendido ou contra-informação – e disso, o Mundo está cheio. Saturno é um grande construtor. E não se constrói um hotel em Dubai em 2 minutos. Urano é Criador. Gaia é Cuidadora. Aí chegamos à Parentagem. Isto é, ao ato de criar e cuidar, de agir como pai e mãe. Compromisso é ter foco. Quem não tem foco, não consegue se comprometer. Pois o compromisso exige que algo continue. Continue subindo, realizando. Liberdade é saber se separar do que lhe atrapalha. O que você precisa e quer está no seu MN. Não há recompensas fora do MN: ele é decisivo, é seu chip.

8 bilhões de chips por aí e e você acha que a Astrologia vai acabar? Nunquinha! Há um potencial de pelo menos 50% dos 8 bilhões se interessarem por conhecer seu mapa, quando perceberem que mapa é coisa super séria.

Conhecer Astrologia é decifrar chips. Seu futuro é seu MN. Ame-o e não o deixe. Nenhum trânsito jamais lhe trará o que Não está no seu mapa. Se não for do seu Destino sofrer um acidente, jamais um trânsito de Marte provocará um acidente em você, embora você possa ser testemunha de um acidente. Ou ralar a perna, coisa comum. Não há NADA no seu MN a ser corrigido. E, muito menos a ser evitado.
Não ouse fazer diferente. Seria Hybris, arrogância. E logo atrairia Nêmesis, vingança justa. Seu mapa chama mapa. É para ser seguido. Obedeça-o.”

A INFLUÊNCIA DE SATURNO NO MAPA NATAL – Via Astrolink

Saturno representa a organização de nossa individualidade e propicia a estruturação de uma identidade mais estável. Porém, essa identidade é diferente da essência que o Sol nos confere, pois ela é voltada para a sociedade – ou para o que consideramos como regras sociais. É também como agimos dentro do âmbito da coletividade. O meio em que vivemos e que as outras pessoas ajudam a nos moldar, assim como os valores, regras e convenções sociais as quais concordamos em participar.

É a energia que faz a pessoa trabalhar dentro de seus limites. É o planeta que tem capacidade de ensinar algumas lições muitas vezes consideradas ásperas, mas extremamente úteis ao longo da vida. Após as passagens e interações de Saturno no nosso mapa astral, geralmente nos tornamos mais disciplinados e sérios em nossa abordagem para com a vida. Saturno significa lapidação e dificuldades, mas também o poder de concretizar grandes (e mais consistentes) coisas na vida, fazendo-nos enfrentar dificuldades, sofrimentos ou obstáculos para que possamos aprender a virtude da resiliência.

A casa astrológica onde Saturno se posiciona no mapa astral é onde está o nosso dever, onde precisamos dar mais atenção em nosso tempo de vida. É onde as coisas podem ser mais difíceis, mas ao mesmo tempo mais sólidas caso consigamos agir com responsabilidade, disciplina e maturidade, onde podemos nos tornar sábios. Saturno se torna o juiz da casa onde se posiciona e só dará resultados se trabalharmos com afinco, desempenhando corretamente as ações necessárias dentro dos temas relacionados.

ASPECTOS HARMÔNICOS E DESARMÔNICOS

O lado positivo de Saturno traz qualidades relativas ao amadurecimento pessoal, além de coragem em tempos difíceis, como será nosso potencial de resiliência, a capacidade de controlar as emoções e os desejos, além de um senso de sacrifício. Assim, o indivíduo ganha capacidade de se tornar mais lúcido, humilde e prudente.

Saturno garante mais organização e poder mental aliados à paciência e empenho, coisas que ajudam na capacidade de trabalho, no senso de dever e na adaptação às rotinas do dia a dia. Com uma boa influência de Saturno, a pessoa sabe aproveitar melhor o seu tempo, suas habilidades e energia, se adaptando perfeitamente às regras e aos padrões sociais.

Já seu lado desarmônico traz sentimentos de inferioridade e inadequação, falta de confiança em si, insegurança que inibe o indivíduo e abre portas para o pessimismo, negativismo, fatalismo e hesitação. Sentindo-se impotente, a pessoa pode se abater, ficar melancólica e fazer críticas depreciativas sobre si e suas ações, adquirindo um caráter submisso ou condescendente. Passa a se preocupar demais com o que os outros pensam, dependendo bastante de aprovação social, admiração ou reconhecimento. Dependendo da tensão de Saturno, o indivíduo pode ainda se tornar mais avarento, possessivo, egoísta ou demasiadamente ambicioso. Essa ambição tende a fazer com que ele se torne um workaholic, por exemplo, se doando demasiadamente ao trabalho.

Quando a pessoa embarca nessa onda desarmônica sem conseguir se desvencilhar, pode se achar melhor que os outros e não aceitar ser contrariada. O problema é que esse tipo de comportamento acaba afastando todos ao seu redor. Para se defender, a pessoa pode acabar se tornando insensível, desconfiada e rancorosa. Tende a ficar intolerante e achar que é moralmente superior, atitudes que podem vir acompanhadas de criticismo, censura, inflexibilidade, intolerância e por fim inveja. Na verdade, o indivíduo precisa da aprovação e reconhecimento dos outros, mas não baixa a guarda com receio de não ser admirada.

ENERGIA RELEVANTE

Saturno diz que o espírito antes livre, agora é forçado a viver a realidade terrena sob suas condições. Sua liberdade total foi tirada e transformada em parcial, agora ele está sujeito a regras e limitações. As possibilidades antes infindáveis agora estão confinadas a uma vida cheia de deveres, situações específicas e rotineiras. Saturno representa justamente essa situação, simbolizando aquilo que devemos cumprir com noção das nossas limitações.

Quaisquer forças que separam, limitam, restringem e criam fronteiras são simbolizadas por Saturno. São essas forças que estruturam, definem, organizam, disciplinam e controlam a realidade material, mostrando a importância que as coisas e os comportamentos têm e as ações que causam. O planeta fala sobre controle e adequação – causa e efeito. Ao contrário de Júpiter, onde forças de integração e expansão se sobressaem. Saturno trata da contração, do processo de delimitação e estruturação das coisas (…) As energias do planeta nos encorajam a perseverar e disciplinar a nós mesmos, a desenvolver paciência e resistência, assumir nossas responsabilidades e cumprir nossos deveres, nos deixando com uma sensação de dever cumprido no processo.

A posição de Saturno no signo mostra como uma pessoa deve assumir a responsabilidade e desenvolver maturidade e disciplina. Pela regência natural de Capricórnio, Saturno é um importante fator na determinação da carreira. A posição de Saturno no mapa astral pode oferecer importantes indícios sobre o tipo de trabalho mais adequado para uma pessoa e a carreira que pode vir a seguir. Um indivíduo com Saturno fraco, por exemplo, pode encontrar mais dificuldades para avançar em sua carreira, além de ser mais possível que, ao enfrentar pequenos problemas, sinta que na verdade está enfrentando um grande e pesado fardo.

De qualquer forma, pode se dizer que nossas maiores conquistas podem ter Saturno envolvido. A superação do atleta, a descoberta de um cientista desacreditado, a vitória de quem nunca foi muito bem nos estudos. Não é raro nos depararmos com exemplos de vontade e determinação de pessoas que não desistem assim que surge a primeira pedra no caminho. Saturno mostra onde temos que nos empenhar mais, os problemas ou limitações que sempre são atraídos, onde temos mais dificuldade, precisando nos esforçar para superar os obstáculos e alcançar objetivos.

SUPERANDO OBSTÁCULOS

Pode parecer incoerente, mas Saturno tem o poder de gerar ganhos mais reais do que Júpiter e Vênus, considerados planetas benéficos e suaves. Tal afirmação pode ser entendida como “a capacidade de entender a importância das dificuldades, da carreira e da responsabilidade“, garantindo assim uma noção mais real do quão positivo é agir com resiliência onde mais precisamos.

Na maioria das vezes, Saturno apenas atrasa as coisas, mas nunca nega. Às vezes, este atraso pode até ser considerado algo bom. Dependendo do lugar onde Saturno está posicionado ou aspectado, gera ganhos advindos de coisas e projetos mais estruturados, onde a pessoa se sinta mais merecedora dos resultados que obteve ao invés de tê-los adquiridos por sorte ou de forma muito fácil.

Os aspectos de Saturno são muito importantes em um mapa, pois os temas das casas e signos afetados por eles tornam-se importantes locais de atenção, onde precisamos trabalhar duro para desfrutar dos resultados (…) Saturno nos signos e casas mostra como uma pessoa busca status e reconhecimento, revelando as áreas em que tenta realizar algo de valor aos olhos dos outros. Ao ter sucesso e evoluir, ela escala mais um degrau e Saturno está logo atrás para lembrá-la de carregar o seu próprio fardo, agora com mais experiência.

É o planeta que lida com questões especialmente importantes para o nosso caminho, fazendo-nos encontrar ordem e segurança, além da já citada sensação recompensadora do dever cumprido. É com ele que aprendemos que Roma não foi construída em um dia, que a realização de uma ideia exige tempo e trabalho. Somente através do esforço e foco desenvolvemos discernimento, força de vontade e paciência, características fundamentais para a verdadeira evolução da consciência.

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Artigos, Terapias Integrativas, Xamanismo

A Medicina do Cavalo: O Resgate do Poder Interior

Poderoso cavalo, que traz o poder de correr pelas amplas planícies, traga-me a visão clara, traga-me o reequilíbrio dos meus escudos e a conexão com a sabedoria ancestral do meu espírito, e juntos dancemos na chuva púrpura do sonho.

É a medicina do poder interior, da ação, da força, da liberdade. O cavalo simboliza as jornadas xamânicas e a projeção astral, uma vez que através delas os xamãs são capazes de voar pelos ares para alcançar os céus e dialogar com o Grande Espírito.

É evocado para trabalhar a liberdade de espírito, a força para progredir, o dom da clarividência – esta última no sentido de trazer foco, clareza mental e compreensão da jornada para sintonizarmos com nosso propósito, o que no xamanismo representa a busca da visão. Esta compreensão o cavalo nos ensina dia-a-dia, a cada passo no caminho, dado de forma firme e paciente. É uma grande medicina capaz de nos mostra como carregar nossa carga – tudo aquilo cujo compromisso material e espiritual nos dispomos – com calma e dignidade, fibra e resistência. Nos adverte de possíveis perigos, guiando na superação de obstáculos. Nos ensina a mantermos nossa liberdade em todos os níveis.

Quando evocamos o espírito do cavalo, podemos utilizar de meios de movimento no plano físico que sejam análogos ao seu trotar, através dos quais possamos sintonizar. Esses meios podem representar: fazer um percurso de corrida, andar de bicicleta em meio a natureza, dirigir uma moto ou um carro exercitando a presença nessa medicina ou mesmo cavalgar com o animal, procurando em qualquer um desses momentos pedir para estar em sintonia com seu espirito. Pode ser evocado com respeito para focalizar novos estudos e pesquisas ou para iniciar algum projeto.

Importante aqui é conectar conscientemente com o espírito do cavalo e sua alma grupo, estando aberto e atento para perceber a linguagem de resposta, ocorrendo por meio de sinais simbólicos na rotina, através de sonhos, de insights, de meditações, de memórias de outras existências ou desta vida para os que tiveram ou tem contato com cavalos. De outra forma, o retorno pode vir através de outras formas de linguagem que sua alma escolherá para se comunicar com você.

Essa medicina nos auxilia a aumentar o poder pessoal, a acessar nosso próprio poder interior e saber como usá-lo com sabedoria. Ajuda-nos a encontrar o nosso lugar no mundo, a tornar-nos independentes não apenas no nível da matéria, mas também no nível do espírito, nos ajudando a nos libertarmos, muitas vezes, de antigos obstáculos. Quando encontramos nosso propósito e desenvolvemos nosso poder interior, a liberdade e a paz habitam qualquer espaço do nosso ser, no passado, no presente e no futuro.

O espírito do cavalo nos ensina isso, a transcender o tempo e o espaço para trazermos a força motriz, a sabedoria e o senso de oportunidade para conquistarmos nosso lugar, mesmo que leve tempo – um tempo regido pela alma e pelo coração – porque o cavalo segue por caminhos que até mesmo o mais forte dos homens sucumbiu. Portanto, a lição é que nosso espírito encontre seu próprio ritmo, trilhe sua própria jornada de encontro à sabedoria interior para caminhar com beleza, leveza e graça.

Ao mesmo tempo, nos impulsiona a conhecermos os nossos limites, principalmente ao sairmos “a galope”, muitas vezes sem prestar atenção ao que está o nosso redor. Isso representa não nos deixarmos dominar pelo ego, assim como procurar evitar qualquer abuso de poder. Lembremos da compaixão, da bondade e do amor pelos outros, uma base de toda a sabedoria regida por esse animal totêmico. Na tradição dos Guerreiros do Arco-Íris, somente unidos são capazes de chegar ao Grande Espírito, galopando nas asas do cavalo alado do destino e levando consigo todos os ensinamentos dessa medicina sagrada há milênios.

No Xamanismo Ancestral, são levados em consideração os animais selvagens, não domesticados, de forma a conectar com sua força verdadeira, original. Nessa linhagem de trabalho, nada representa melhor o espírito de liberdade do que os cavalos selvagens. Para os xamãs de uma forma geral, eles são considerados elos, veículos seguros para viajar tanto no mundo físico quanto no espiritual.

Esse animal também está relacionado ao planeta Marte, cujas escrituras sagradas dos Vedas exterioriza o arquétipo de Agni – Deus Fogo. No xamanismo, devemos aprender a trabalhar, equilibrar e nutrir nosso fogo interior para que, enquanto caminhamos em meio a terras férteis ou áridas, não nos esqueçamos da alegria de viver e de criar, do prazer de cantar e dançar, da força que temos em estar no nosso lugar cumprindo nosso propósito para compartilhá-lo com aqueles que amamos e nos são importantes. O fogo rege os rituais, as celebrações e as cerimônias sagradas e, como o cavalo, é um elo entre o plano da matéria e do espírito, um elemento sagrado que nos ensina a partilharmos o conhecimento que adquirimos ao longo da jornada.

Segundo o livro das Cartas Xamânicas, um guia maravilhoso para exercitarmos o estudo das diversas medicinas dos animais e aprender a colocá-las em prática em nossa rotina, a simbologia do cavalo nos é mostrada através de uma lenda que diz:

“Roubar cavalos é roubar poder, afirmava um ditado repetido com frequência pelos antigos índios, ilustrando a estima que devotavam ao cavalo (…) O Andarilho dos Sonhos, um poderoso xamã, estava caminhando pela planície para visitar a nação Arapaho. Ele carregava seu cachimbo e a pena amarrada em seu longos cabelos negros apontava para o chão, indicando que ele era um homem de boa paz, até que ao transpor uma elevação, ele percebeu uma manada de cavalos selvagens correndo em sua direção.

O Garanhão Negro aproximou-se de Andarilho dos Sonhos e perguntou-lhe se ele empreendera sua jornada em busca de uma resposta, dizendo-lhe: – Eu venho do vazio, onde reside a resposta. Monte em meu dorso e conheça o poder de atravessar as trevas para encontrar a luz. O Andarilho dos Sonhos agradeceu o convite do garanhão negro e aquiesceu em visitá-lo quando seu poder se fizesse necessário.

A seguir, o Garanhão Amarelo aproximou-se do Andarilho dos Sonhos e ofereceu-se para conduzi-lo ao leste, onde reside a iluminação, pois assim ele poderia partilhar as respostas que lá encontrasse com os outros, instruindo-os e iluminando-os. O Andarilho dos Sonhos agradeceu, afirmando que não deixaria de usar os presentes de poder que lhe oferecera ao longo de sua jornada.

O Garanhão Vermelho então se aproximou, empinando-se alegremente, e falou com o Andarilho dos Sonhos a respeito das alegrias contidas no equilíbrio entre o trabalho, o poder e as doces alegrias dos divertimentos. Ele advertiu Andarilho dos Sonhos que prestasse atenção àqueles que entremeavam suas lições com o humor. O xamã agradeceu e prometeu-lhe que não se esqueceria de usar sempre o dom da alegria.

Quando o Andarilho dos Sonhos já estava próximo de seu destino e já podia perceber ao longe a nação Arapaho, o Garanhão Branco destacou-se da manada para permitir que o Andarilho dos Sonhos pudesse montá-lo, pois ele era o portador que carregava as mensagens de todos os demais cavalos da manada, representando a sabedoria do poder. Personificação do escudo mágico bem equilibrado, este magnifico cavalo reitera que nenhum abuso de poder será capaz de conduzir à sabedoria. O Garanhão Branco disse ao seu cavaleiro: – Andarilho dos Sonhos, você empreendeu esta jornada para aliviar o sofrimento de seus irmãos, para partilhar o cachimbo sagrado e curar a Mãe Terra.

Você adquiriu a sabedoria por meio da humildade, pois soube reconhecer que é um instrumento do Grande Espírito. Assim, enquanto eu o carrego em meu dorso, você carrega todo o seu povo em suas costas. Em sua grande sabedoria você sabe que o poder não é concedido a quem não o merece, mas unicamente àqueles predispostos a empregá-lo com discernimento e equilíbrio. O Andarilho dos Sonhos, o xamã, foi curado e transformado pela visita dos cavalos selvagens e compreendeu que sua missão, ao chegar na nação Arapaho, era a de compartilhar os presentes de sabedoria que recebera ao longo do caminho.

Ao compreender o poder do cavalo, você irá sentir-se compelido a confeccionar um escudo de equilíbrio. O verdadeiro poder é a sabedoria e esta somente é obtida quando se mantém viva a lembrança de tudo o que ocorreu com você ao longo de sua jornada aqui na terra. A sabedoria brotará dentro de você quando lembrar-se de jornadas percorridas com outros mocassins. A compaixão, a bondade, o amor e a disposição em ensinar e compartilhar os dons e os talentos que lhe foram concedidos constituem as verdadeiras sendas para o poder.”

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte complementar: Cartas Xamânicas: A Descoberta do poder através da energia dos animais – Jamie Sams e David Carson

Artigos, Orgânicos: Produtos e Alimentação, Purificadores Alquímicos, Terapias Integrativas

Purificadores Alquímicos: Conheça a Nova Linha LUMIA

A Nova Linha LUMIA de Purificadores Alquímicos da Kaeté surgiu com o objetivo de nos conectarmos mais conscientemente com os princípios feminino e masculino que nos formam: as nossas raízes, a começar pelo nosso vínculo materno e paterno – tanto por parte dos filhos com seus pais quanto por parte dos pais com seus filhos. O resgate desses princípios independe de gênero, de raça, da adoção ou criação por parte de outras pessoas, uma vez que todos nascemos da união do princípio feminino e masculino.

Além de trabalhar o vínculo mãe-filho(a) ou pai/filho(a) no âmbito biológico e vice-versa, também nos auxilia no despertar do vínculo mãe-pai-divinos/espírito e alma: o princípio feminino e masculino sintonizado à nossa família espiritual e cósmica. O alinhamento desses princípios no âmbito biológico e espiritual faz com que compreendamos ainda mais os porquês da nossa mutidimensionalidade.

Quando somos capazes de equilibrar e curar os vínculos com nossas raízes através das quais nascemos, seremos capazes de expandir ainda mais nossos galhos em direção ao sol, rumo à luz da consciência, para estarmos cada vez mais presentes naquilo que idealizamos, escolhemos, fazemos, pensamos e sentimos, assim sendo capazes de focalizar e concretizar nossos ideais e propósito.

O despertar desses princípios inicia na medida que obtemos mais consciência sobre quem somos, sobre a nossa relação com aqueles que nos deram a vida e com os que nos cercam, sobre as nossas luzes ou qualidades e dons, sobre as nossas sombras ou vazios internos, nos moldando, nos transformando e nos aprimorando a cada desafio que encontramos no caminho, a cada passo.

Através dessa clareza e entrega, conseguimos ir adiante em nossa jornada, ir além do mundo que vivemos com nossa família terrena para acessar a conexão com outras famílias universais e planos multidimensionais que regem nosso ser, começando pela harmonização do vínculo materno/ paterno biológico e seguindo pela sintonização com nossa consciência materna/ paterna espiritual e cósmica.

Tendo em vista a presença de elementos alquímicos na fórmula – incluindo-se florais, óleos essenciais, homeopatias e extratos naturais de ervas, raízes e plantas – específicos para expandir a percepção e trabalhar as ligações com relação à nossa mãe e ao nosso pai – é possível que venham a ocorrer recordações de fases da vida, da infância ou até intra-uterinas. Isso pode ocorrer por meio de sonhos, insights e processos meditativos, levando a uma potencialização da nossa percepção, intuição e sensibilidade.

Poderão ser acessadas memórias que foram guardadas, bloqueadas, negadas ou reprimidas e que, a partir do trabalho de transformação interior e o exercício da presença – o nosso observador interno – virão à tona para constituir uma resposta, uma liberação, uma libertação através da compreensão consciente, possibilitando uma cura ou simplesmente uma revelação que esteja buscando no seu caminho agora.

Assim, ao conseguimos harmonizar esse princípio feminino e masculino desde as nossas raízes, isso se reflete na forma como nos relacionamos com o todo, nossa vida começa a fluir com mais leveza, mais equilíbrio e prosperidade. Nossa árvore bem enraizada poderá expandir mais a sua copa, seus galhos, dando frutos mais fortes e sadios, flores mais iluminadas e perfumadas. Desejo a você uma profunda, sábia e bela viagem pelas suas raízes para resgatar as partes de si! Namaste! ❤ 

LUMIA MATER: AROMA FLORAL, LEVEMENTE CÍTRICO E ADOCICADO. CALMANTE, ACONCHEGANTE, ENERGIZANTE E HARMONIZANTE.

Auxilia na cicatrização das feridas emocionais, no enraizamento interior, no resgate do auto-amor e do princípio feminino do ser. Tônico e “Zelador do coração”, trabalha: o equilíbrio emocional e hormonal, autoconfiança, auto estima, auto-realização e o desabrochar pessoal. Age sobre: emoções reprimidas, crises existenciais, confusão emocional, sentimentos de medo, insegurança, abandono, rejeição, imaturidade, crenças e padrões que limitam, ampliando a visão interior. Ajuda resgatando o poder e a sabedoria interior, a energia vital e direciona para o propósito real. É antidepressivo, ansiolítico, calmante, protetor cardíaco, psíquico e áurico.

Contém: Base Alcoólica de Raiz de Açafrão da terra (orgânico), Extrato de Rosas e Aloe Vera; óleos essenciais de Mai Chang, Gerânio Bourbon, Funcho e Laranja Amarga; óleos essenciais e aromáticos de Ylang Ylang e Erva-Doce; Fórmula Floral Árvore da Vida: Jacarandá, Alfazema, Flor da Espada de São Jorge, Flor da Bananeira, Jasmim-manga, Açucena branca, Lírio da Paz, Rosa Rosa e Romã; Homeopatia Crataegus Oxiacantha DH7 (Espinheiro Branco).

LUMIA PATER: AROMA AMADEIRADO, LEVEMENTE CÍTRICO E PICANTE. ESTIMULANTE, CONFORTANTE, MARCANTE E VITALIZANTE.

Auxilia no resgate do “sopro da vida”, da expressão e da comunicação harmônicas, do auto-amor e do princípio masculino do ser. Atua no enraizamento interior e desperta dons adormecidos e talentos natos. Tônico geral, traz clareza, foco, ação e coragem frente às decisões da vida. “Aquecedor do coração”, trabalha: autoconfiança, auto estima, auto-realização e força interior em direção ao progresso pessoal. Age sobre: confusão mental, emoções reprimidas, inexpressão, insegurança, abandono, rejeição, imaturidade, crenças e padrões que limitam, ampliando a visão interior. É antidepressivo, refrescante, leve afrodisíaco, protetor psíquico e da vitalidade.

Contém: Base alcoólica de Raiz de Gengibre (orgânico), Extrato de Rosas e Aloe Vera; óleos essenciais de Gengibre, Gerânio do Egito, Erva-Doce, Funcho, Laranja Amarga e óleos aromáticos de Patchouly e Gengibre-Mandarina. Fórmula Floral Árvore da Vida: Jacarandá, Alfazema, Flor da Espada de São Jorge, Flor da Bananeira, Jasmim-manga, Açucena branca, Lírio da Paz, Rosa Rosa e Romã; Homeopatia Crataegus Oxiacantha DH7 (Espinheiro Branco).

“Apaixonada por fórmulas, experiências e elementos da natureza desde os 4 anos de idade, onde o conhecimento registrado na alma já começava a aparecer, as brincadeiras prediletas envolviam misturas com flores, plantas, cristais colhidos na fazenda dos avós, frascos, água e muita cor. Na escola, as aulas favoritas eram as experiências nos laboratórios de química e biologia. Através desse histórico, incentivada e rodeada desde criança pela medicina naturalista e a homeopatia, especializando-me na fase adulta ao conhecimento adquirido, diria que a idealização e criação dos Purificadores Kaeté é certamente uma extensão da minha essência! Permaneço dedicando-me a esta linda jornada que trilho com profundo amor e gratidão.” 

Luciane Strähuber – Criadora dos Purificadores Kaeté e Educadora da Terapêutica Integrada