Artigos, Terapias Integrativas

Cristais: Luminares Cósmicos para Transformação Interior

Os cristais são seres e consciências minerais que conquistaram sua luz própria. A semelhança de determinados seres humanos que se auto-iluminaram, tornando-se um exemplo vivo da luz e verdadeiros mestres de seus semelhantes, os cristais também são mestres do reino mineral, doando sua luz através de força, do amor e da sabedoria a quem delas necessitar.

A energia cósmica é a mesma energia gerada por um cristal, é a essência da luz divina materializada em um mineral. Quando vemos a imagem de um ser humano que atingiu a consciência de si – portanto, o que chamamos de iluminação – observamos que a luz se irradia do seu corpo, principalmente nas mãos, no coração e em torno da cabeça. Esses seres transformaram suas células, tornaram-nas de passivas para ativas através da geração e da irradiação da luz e da pura energia de vida.

Realmente, um ser auto-iluminado irradia luz física de seu corpo, mas não um brilho projetado pela mente, mas irradiado da alma. Ilumina e encanta, assim, aqueles que dele se aproximam, de uma forma natural, amorosa. Por sua vez, há muito tempo os cristais também vem fascinando os seres humanos com sua resplandecente luz divina.

Foto Kirlian: 1. Cristal gerador de Ametista; 2. Cristal gerador de quartzo verde.

Trazidas por consciências de outros Planos dimensionais e transmutadas a duras penas no interior da Terra, tais gemas cristalizam a própria luz divina instaladas nos corpos físicos encontrados no seio da natureza. E o contato com esses corpos luminosos desperta-nos as mesmas características.

Na ordem física, os opostos se atraem e os semelhantes se repelem. Porém, na ordem espiritual, estas circunstâncias se invertem: semelhante atrai semelhante, luz atrai luz. Se buscarmos poder e riquezas materiais nas pedras, encontraremos um vazio que culmina em pobreza e fraqueza, mas se nelas buscarmos sabedoria e clareza, nossa jornada interior ilumina-se, porque assim como os cristais estamos evoluindo em busca do despertar de nossa consciência e luz divina. Essa busca representa a verdadeira riqueza e poder interior.

O ator, como o nome já diz, é um ser ativo, criativo – ele cria a ação transformando uma ideia, um sonho em realidade. Já o personagem é passivo – ele sofre a ação, transformando a realidade numa idéia, num sonho. O ator, como o cristal, brilha através de sua própria vida, projeta a sua imagem naquilo que está à sua frente, enquanto o personagem, opaco, busca seu brilho naquilo que reluz à sua volta e, como um espelho, busca a sua imagem naquilo que está à sua frente. A felicidade – como a luz – é uma questão de incidência do ângulo com que vemos a vida. Podemos vê-la com os olhos do ego ou com os olhos do espírito, e ela nos responderá na mesma proporção, oferecendo o destino e o carma para o ego, e a liberdade para o Espírito.

Seres cósmicos e crísticos, os cristais se libertaram de seu carma, de seu destino denso e opaco, para tornarem-se moradores da própria luz da consciência, moradas da luz. São estrelas que caíram na Terra e/ou que brotaram dela, trazendo códigos de luz e amor para serem ativados em nosso DNA, e a mensagem de que é possível lapidarmos nosso ser por completo para nos tornarmos, um dia também, luminares cósmicos do Espírito. Mais que mensageiros e mestres, os cristais são a própria ferramenta viva para esta transformação interior. Temos o Espírito e o Cosmos às nossas mãos. Sejamos gratos, respeitosos e amorosos para com essas consciências cristalinas que muito sempre tem a nos ensinar e nos relembrar. Namaste! ❤

Fonte Complementar – Cristais: Os Mestres da Luz – Guia Terapêutico Espiritual dos Minerais, Cristais e Pedras Preciosas

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Artigos, Constelação Familiar, Terapias Integrativas

Ensinamentos sobre o Pai: Visões da Constelação Familiar, Psicologia e Terapias Integrativas

“Naturalmente, os pais também têm suas falhas. Também eles, como todos os seres humanos, estão limitados em suas possibilidades devido a sua origem e a sua história e, principalmente, por sua culpa pessoal (…) Isso não os diminui, mas sim os engrandece, pois pais imperfeitos transmitem mais a realidade da vida do que pais perfeitos. Se de um lado não tornam a vida fácil para os filhos, por outro lado os preparam de modo mais abrangente para a vida real. Quem concorda com seus pais da maneira como são, os respeita da maneira que são, os aceita também com aquilo que eles lhes impõem e dele exigem, ganha através disso toda a força que lhe puderem prover.” Bert Hellinger 

O LUGAR DO PAI

Através da perspectiva das Constelações Familiares, o objetivo aqui é trazer reflexões e discorrer sobre qual é o lugar do pai no desenvolvimento da pessoa, assim como nos problemas e perturbações dela relativo à figura paterna.

As Constelações Familiares compreendem um caminho, uma forma de trabalho que visa desfazer nós sistêmicos, alinhando o sujeito com o potencial da ancestralidade dele. A partir disso, vemos que a força e os nós – geralmente o que chama-se de emaranhados – derivam da uma ancestralidade cuja linha geracional mais próxima são os pais, que também os carregam herdados dos seus ancestrais e assim sucessivamente, na linha de ascendentes.

O foco é nos padrões de comportamento que, pela repetição ou pela natureza energética peculiar forte, foram herdados pelos descendentes – nesse contexto inicial: os filhos. Alguns comportamentos, apesar de pontuais, são altamente perturbadores mesmo que não tenham sido vistos como padrões. Desse grupo, ocorre o ceifar da vida de outrem – fratricídio, parricídio, filicídio, entre outros – ou a própria vida, o suicídio.

A exclusão afetiva, pela negação do cuidado e da proteção, assim como o deserdamento e o abandono são comportamentos energeticamente também muito fortes. Outro tipo de herança sistêmica é aquela que deriva de comportamentos corriqueiros, mas repetidos, cuja essência perturba as ordens sistêmicas, tais como elas são apresentadas por Bert Hellinger – criador do trabalho de Constelação. A linha grupal-sistêmica da ancestralidade cruza a linha individual do sujeito, fazendo com que ambas se influenciem mutuamente. Essa ligação entre pessoa e ancestral se atualiza na relação dos pais com os seus filhos, sendo a mãe o ente com papel fundamental no início da vida de outro ser humano.

Nesse sentido, as Constelações Familiares concordam com o que a Psicologia traz sobre o papel que a mãe exerce no cuidado do bebê que, nas primeiras fases do desenvolvimento – bebê e criança pequena – tem lugar central por ser uma relação simbiótica bastante intensa. Por causa da extrema dependência que essa relação produz, isso a torna também bastante frágil. A dependência total, iniciada no período da gravidez, continua após o nascimento e é reforçada pela amamentação. Essa profunda dependência relacional propicia grande probabilidade de interrupção do “movimento de alcançar” do bebê, que culminará na posterior relação com o pai e esse mesmo movimento relativo a tudo o que essa criança precisará alcançar, conquistar, executar e construir na fase adulta: o progresso pessoal.

Na perspectiva do desenvolvimento normal, a relação do bebê com o pai é bem menos intensa, visto o pai ser incluído, na percepção do bebê, apenas posteriormente – quando o bebê se tornou capaz de perceber aquilo que está fora da relação dois-em-um que, até então, tinha com a mãe. Se o bebê-maior consegue perceber o pai, é porque – a partir da mãe – já construiu um sentido de realidade exterior e é capaz de fazer uma tentativa natural de expandir a qualidade dessa ambiência de busca do cuidado que ela lhe dispensa, para além dela própria e em direção, por exemplo, ao pai.

A relação com a mãe culmina na capacidade do bebê poder ser. Então, o pai entra quase como que um terceiro para a criança, uma instância de continuidade da mãe, que precisa estar alcançável para vivenciar cuidado e provisão. Isto é, o bebê faz o movimento do alcançar do pai por causa da qualidade da relação que teve com a mãe, de forma que o resultado que deriva dessa relação com o pai culminará em alguém que é capaz de ser e fazer no mundo.

É comum que o bom-humor das mães acompanhem o “perigo” de se deixar o bebê-maior aos cuidados do pai: não raras as vezes que elas surpreendem o pai jogando o bebê pro alto, nas costas dele e agarrado ao seu pescoço, sentado na locomotiva de um trenzinho elétrico fazendo um tour pela casa, rolando com o bebê e o cachorro juntos, sentado no tablado do curral, enfiado dentro de uma sacola, pintando a cara dele com aquarela, girando o menino dentro de um lençol, montado com uma sela improvisada no cachorro, todo coberta de lama, etc; estando os dois – para o horror da mãe – em um estado de êxtase feliz!

A relação com o pai é do tipo que comporta um colo mais duro, natural aos homens que se entregam ao bebê-maior por meio de brincadeiras que o ajudam a compor um sentido de mundo mais exterior, um modo de ser mais concreto, objetivo e manejável. É um colo menos físico, menos indiferenciado do que o da mãe. O pai apresenta bem mais o mundo externo pela ludicidade amorosa que permite ao bebê-maior uma experiência diferente, que o faz se sentir capaz de manejar o entorno, de integrar uma capacidade pessoal de forma prática e interventiva sobre o ambiente, dando um direcionamento pessoal à sua ação, sem receio da própria potência.

As constelações mostram que tais tipos de experiências fornecidas pelo pai ajudam a integrar o princípio masculino no bebê. No bebê-mulher e no bebê-homem. E que esse princípio irá se desdobrar em sentimento de autoconfiança, autonomia, capacidade de aprendizagem, capacidade de trabalhar e de gerar renda, mudança, praticidade e busca de melhoria. De que adianta a esposa ter um marido que cuida da casa, que consegue trocar a fralda da criança, mas que não possui as características anteriores? Essa resposta cabe às esposas responderem junto aos seus maridos e encontrarem uma forma de equilíbrio, assim como cabe ao marido trabalhar-se como criança e homem relativo à figura do seu próprio pai, a fim melhorar e equilibrar, da mesma forma, a sua relação com o filho.

No sentido dos problemas que podem advir, se o pai não corresponde ao gesto do bebê-maior, ele fragiliza o sentido de mutualidade que a criança espera, uma vez que sendo o representante do mundo exterior, ganha o sentido de um mundo intangível, imutável e incontrolável. Se o padrão herdado pelo pai é de homens que se desresponsabilizaram pelo cuidado dos filhos, algo que tenha se repetido vezes por vezes nas gerações anteriores, o resultado será um padrão sistêmico de recorrência de desemprego, insuficiência de renda, medo da mudança, alcoolismo, uso de drogas, incapacidade criativa, abandono material dos filhos.

Consequentemente, esse padrão vai ser complementado com parceiras submissas a esses homens insuficientes, ou com “mulheres-Amélias” que se responsabilizam por eles na tentativa de compensar a falta do homem capacitado que – ao invés de ser homem grande – é um menino-frágil porque, semelhante aos ancestrais, não teve um pai que fez diferente na história sistêmica familiar, que brincou com ele, que lhe transmitiu o sentido de praticidade. É a sobreposição da história ancestral com a história pessoal.

CRIANÇAS FELIZES

Então, como fica o lugar do pai, uma vez que se fala muito mais sobre o lugar feminino? O pai tem uma demanda, tem protagonismo, ou pelo fato de a mãe ocupar este lugar, o seu papel é complementar?

“Sim, o pai está em segundo lugar. Mas, hoje em dia, os pais estão muitas vezes excluídos, e o pai que está excluído põe a mãe triste, fá-la infeliz. Para a mãe estar feliz, ela tem que respeitar e amar o pai e isso nem sempre é simples, porque os homens são diferentes, e temos de os amar assim como são – diferentes.

E as crianças precisam do pai, para a felicidade é necessário que elas possam ter o pai. Então, as crianças felizes são aquelas que são olhadas pela mãe e a mãe, através desta criança, ama também o pai; e o pai olha para os filhos e, através deles, ama também a mãe. Essas crianças são crianças felizes.” – Bert Hellinger

SUBSTITUTOS DOS PAIS

Eventos importantes, tais como a morte do pai nos primeiros anos da vida da criança, inviabilizam tais experiências construtivas. Inclusive, por ressonância, elas podem atrair as dificuldades vividas pelos ancestrais e descritas acima porque, bem ou mal, o sistema familiar tenta se reequilibrar e oferece ao órfão a paternidade que foi possível aos ancestrais do pai falecido, mesmo que ela tenha sido insuficiente. São sobreposições energéticas sutis que as constelações trabalham, camada após camada.

O princípio masculino que deve habitar ambos os sexos precisa, primeiro, ser encontrado externo à criança-maior. O pai deveria ser o encarregado disso, mas nesse caso ele também o herdou – às vezes mal – das gerações anteriores. Assim, podemos perceber que a visão sistêmica inclui uma constante troca entre o âmbito individual e o âmbito coletivo, sendo em ambos os flancos alvo dos trabalhos constelares.

É bom ressaltar que o assunto é complexo e cada caso é um caso à parte, e que quando da referência do princípio masculino, a alusão aqui é à função paterna, ao invés da condição de ser ou não ser macho. Apesar da anatomia corporal do macho carregar uma sabedoria essencial biológica, facilitadora da expressão do masculino, esse princípio tem pouco a ver com orientação sexual. Bem sabemos que existem pessoas de linhagem feminina e pessoas de linhagem masculina, quer sejam heterossexuais ou não. É possível casais homoafetivos desempenharem satisfatoriamente tais funções, inclusive porque a maioria dos problemas apontados ocorrem no contexto da paternagem feita em uniões heteroafetivas.

Também não podemos nos esquecer dos substitutos dos pais – avôs/avós, irmãs/irmãos, tias/tios, mães/pais adotivos, e outros que tenham feito parte da nossa infância e assumido seus lugares – que podem ser suficientemente bons e capazes de incluir, em seus sistemas, a criança órfã de um pai morto ou de um pai irresponsável. No entanto, isso gera uma condição mais complexa porque a criança pertencerá a mais de um sistema familiar: o biológico e o acolhedor, sendo isso, indubitavelmente, uma condição mais difícil já que a figura do pai, mesmo que substituída por outra pessoa, ainda assim não é substituída pelo “vazio” deixado pelo pai biológico.

Assim, o problema da interrupção do “movimento de alcançar” da criança – relativo ao lugar do pai – tem a ver com a própria criação que teve, a capacidade de acolhimento da criança que foi e o padrão sistêmico do masculino herdado pela ancestralidade. Mesmo havendo mais fatores implicados, as constelações familiares focalizam os problemas de ordem transgeracional sem prescindir da contribuição da psicoterapia pessoal nesses casos, visto que o problema ocorre também no plano individual, na vida atual da pessoa.

Por essa razão, uma constelação familiar é um complemento diante de um trabalho que envolve uma transformação interior maior, que pode ser formada por outros apoios e técnicas terapêuticas para se conseguir alcançar o centro de equilíbrio novamente. A forma para alcançar esse centro depende do tempo e das escolhas de cada um no caminho, e deve ser respeitada. A cada passo, através do movimento de desemaranhar-se desses nós familiares, vamos iniciando uma nova jornada para trilhar o próprio caminho, o próprio destino, e encontrar o propósito pessoal e divino, desapegando-nos dos padrões e das repetições herdadas que, muitas vezes, levam a trilhar um caminho que não é nosso sem que percebamos.

ENSINAMENTOS SOBRE O PAI – VÍCIOS

Quando o pai é excluído do coração – Por Bert Hellinger

“Torna-se viciado aquele a quem falta algo. Para ele, o vício é um substituto. Como curamos um vício em nós? Reencontrando aquilo que nos falta. E quem ou o que falta no caso de um vício? Geralmente é o pai.

Ninguém é capaz de sentir-se inteiro e completo sem seu pai. Sendo assim, o vício é a ânsia de reencontrar o que foi perdido e, com ajuda, sentir-se são e restabelecido. Contudo, por ser apenas um substituto, o vício não é capaz de satisfazer essa necessidade. Por isso prossegue. E prossegue sem o pai. Como podemos ajudar um viciado? Como ele pode ajudar a si mesmo? Ele leva aquilo que foi perdido para dentro de seu vício, desta forma tornando-o supérfluo.

O vício mais difundido em nosso tempo é, em muitos países, o fumo. Nem mesmo o fato de estar escrito “fumar mata” nos maços de cigarro assusta a maioria das pessoas. Para elas, ainda mais mortal é o sentimento de que algo lhes falta em seu profundo interior.

Como é possível para um fumante levar o pai que lhe falta para dentro de seu vício?
Primeiramente, o que o ajuda é fumar com prazer, pois seu ato de fumar o conscientiza do quanto sente falta de algo. Quando deseja ou precisa fumar, sente o quanto lhe faz falta, por exemplo, seu pai.

Na visão da Constelação, uma forma de trabalhar essa inclusão do pai é: assim que se prepara para tragar o cigarro, imagina seu pai. Então, traga a fumaça profundamente em seus pulmões olhando para seu pai, dizendo-lhe internamente:
TOMO VOCÊ EM MINHA VIDA E EM MEU CORAÇÃO. E FUMA ATÉ SENTIR SEU PAI DENTRO DE SI.

Algo similar vale para o álcool. Aquele que se tornou doente devido a este vício brinda com o pai antes de beber. Então bebe, lenta e profundamente, sorvendo seu pai a cada gole, até sentir-se preenchido por ele e vivenciá-lo profundamente. Essas são formas de ir reduzindo o vício, substituindo-o lentamente pelo pai que internamente falta.

E as mães? Como elas ajudam seus filhos viciados?
Elas reconhecem que, para seus filhos, são apenas uma metade e nunca a totalidade. Ao invés de manter seus filhos longe do pai, os guiam com amor até ele. Este movimento começa quando elas veem e amam, em seus filhos, também o pai.

SEPARAÇÃO CONJUGAL E FILHOS ENVOLVIDOS

O que acontece com um filho que se envolve ou é envolvido pelos pais nos assuntos deles como casal ou no processo de uma separação? Essa resposta pode chocar alguns, mas esses filhos podem corrre risco de morte.

Primeiramente, devemos lembrar de uma lei sistêmica bem simples, mas que violamos com frequência: A Lei da Ordem. Essa lei natural diz: num sistema familiar a ordem é dada pela chegada, ou seja, quem chegou primeiro tem precedência sobre aquele que chegou depois. Nas famílias, os pais chegaram primeiro e os filhos depois, na ordem em que foram gerados, pois sabemos também que as crianças abortadas pertencem a essa ordem e tem o seu lugar na família. Quando essa ordem é violada, ocorrem sérias consequências para aqueles que a violam, entre as mais comuns o fracasso na vida profissional, afetiva e financeira.

Quando um filho é envolvido ou se envolve na história de seus pais como casal, seja em assuntos da intimidade desse casal ou em processos de divórcio, tomando partido de um ou de outro ou ainda sendo usado como ferramenta de chantagem e manipulação, esse filho, inconscientemente, vai sentir um peso muito grande que não vai suportar carregar, exatamente por estar saindo da sua posição de filho – que seria abaixo dos pais – e se colocando ou sendo colocado em igualdade ao casal – muitas vezes até acima do casal, como se ele precisasse e pudesse resolver algo por eles. Isso é uma catástrofe.

Movido por um “amor cego e infantil”, segundo termo de Bert Hellinger, esses filhos vão se responsabilizar em querer realmente resolver algo para os pais como casal, pois os ama profundamente. Esse mecanismo infantil e inconsciente está dizendo : “Eu no lugar de vocês”, “Eu resolvo por vocês”, consequentemente: “Eu morro por vocês”.

Nesse caso, os filhos são capazes desses sacrifícios, pois a imagem infantil deles é que dessa forma eles podem salvar ou resolver algo, em verdade eles não resolvem. Situações como esta resultam em envolvimento com dogras correndo sérios riscos de overdose, acidentes de carro, prática de esportes radicais que também envolvam certa pulsão de morte, são algumas dessas expressões inconscientes. Em alguns casos, algumas doenças auto-imunes como câncer, lúpus, infecção por HIV, esclerose múltipla, artrite reumatóide degenerativa, tireóide auto-imune, psoriase e vitiligo crônicos também podem estar relacionados.

A solução para o equilíbrio de todos, para que não saiam dos seus lugares, seria os pais não permitirem que os filhos participem de assuntos do casal, inclusive tornando-os como seus confidentes, de forma a não envolvê-los, em hipótese alguma, em decisões ou manipulações de uma separação conjugal, como se eles tivessem que escolher um lado. Como auxílio a esses pais, é importante que busquem um apoio psicológico e terapêutico, que trabalhem também suas crianças e seus bebês interiores, já que esses profissionais estarão preparados para exercerem um papel que os filhos não devem ocupar.

Para os filhos, aquele casal representa apenas o seu PAI e a sua MÃE que lhe deram a VIDA, como ele pode dividir ou excluir uma das partes da qual ele é feito sem nenhum tipo de dano? Isso só é possível quando lhe são preservados os pais, uma vez que esses jamais deixarão de ser seus pais. Quando se tenta excluir um pai ou uma mãe, o filho vai ser sempre fiel àquele que está sendo acusado ou criticado. E não importa a idade do filho, se ainda é uma criança ou se já é um adulto, porque essa atitude é uma forma de compensar aquele que está sendo excluído.

INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS SUGERIDAS

1. Constelações Sistêmicas e Familiares; 2. Terapia de Renascimento – Rebirthing; 3. Terapias Integrativas que visem o restabelecimento bioenergético dos corpos físico, emocional, mental e espiritual, entre elas: Reiki, Terapia com Florais e Homeopatia, Fitoterapia, Aromaterapia e Cristalterapia, Acupuntura, Massagem Ayurvédica e Chinesa, Técnicas Terapêuticas e Orientais, Jin Shin Jiutsu, Meditação e Respiração Consciente; Yoga, Biodança, Tai Chi, Qui Kung e Atividades Aeróbicas, preferencialmente ou quando possível em contato com a natureza. Focar em práticas como essas para romper com os padrões herdados no corpo físico através da expressão corporal, objetivando desbloquear as travas emocionais que somatizamos no corpo e modificar/ reprogramar os comportamentos e padrões também herdados ou construídos a partir daqueles que herdamos; 4. Coaching; 5. Thetahealing – para trabalhar crenças, comportamentos e padrões enraizados; 6. Psicólogos e Psicoterapeutas, Terapia Cognitiva, Psicologia Transpessoal, Gestalt Terapia, entre outros.


Fontes Complementares:

  • Textos e Entrevistas de Bert Hellinger – é considerado um dos maiores filósofos do nosso tempo. Suas descobertas no campo da terapia familiar transformou a vida de milhares de pessoas e continua hoje, mais de 40 anos após sua criação, a encontrar aplicação em diversas outras àreas que envolvem o relacionamento sistêmico.
  • Livros de Bert Hellinger: 1. Constelações Familiares; 2. As Ordens do Amor; 3. Liberados Somos Concluídos; 4. Ordens da Ajuda; 5. No Centro Sentimos Leveza; 6. A Fonte não precisa perguntar pelo caminho
  • Informações de outras fontes sobre Constelações Familiares e Psicologia

Leia também: Vínculos do Destino: A Fonte não precisa perguntar pelo caminho/ Constelação Familiar: Encontrando o seu lugar na árvore ancestral da vida / Ensinamentos sobre a mãe: Visões da Constelação Familiar e Terapias Integrativas / Trauma pode ser transmitido entre gerações: como encontrar caminhos para a cura

Artigos, Orgânicos: Produtos e Alimentação, Terapias Integrativas, Xamanismo

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“Apaixonada por fórmulas, experiências e elementos da natureza desde os 4 anos de idade, onde o conhecimento registrado na alma já começava a aparecer, as brincadeiras prediletas envolviam misturas com flores, plantas, cristais colhidos na fazenda dos avós, frascos, água e muita cor. Na escola, as aulas favoritas eram as experiências nos laboratórios de química e biologia. Através desse histórico, incentivada e rodeada desde criança pela medicina naturalista e a homeopatia, especializando-me na fase adulta ao conhecimento adquirido, diria que a idealização e criação dos Purificadores Kaeté é certamente uma extensão da minha essência! Permaneço dedicando-me a esta linda jornada que trilho com profundo amor e gratidão. Namastê!”

Luciane Strähuber – Idealizadora e Criadora dos Purificadores Kaeté

Saiba mais: História dos Purificadores Kaeté/ Depoimentos de quem usou e adorou!

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Práticas Integrativas em Saúde: SUS integra 10 novas modalidades em 2018

O Ministério da Saúde liberou a oferta de 10 novas Práticas Integrativas nos atendimentos pelo SUS. São elas: Apiterapia, Aromaterapia, Bioenergética, Constelação Familiar, Cromoterapia, Geoterapia, Hipnoterapia, Imposição de mãos, Ozonioterapia e Terapia Floral. O Brasil é o país com o maior número de abordagens integrativas inclusas no sistema público de saúde e, no último dia 12 de março, sediou o primeiro congresso internacional da temática no mundo.

Agora, as terapias integrativas totalizam 29 modalidades, e estão presentes em 9.350 estabelecimentos de saúde e em 3.173 municípios brasileiros. Em 2017 foram 14 modalidades liberadas: Arteterapia, Medicina Ayurveda, Biodança, Dança Circular, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa e Yoga. Já em 2016, foram 5 práticas inclusas: Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia, Antroposofia e Termalismo. Como referência, em 2017 foram registrados mais de 1,4 milhão de atendimentos individuais.

PRÓS E CONTRAS

Em contrapartida, o Conselho Federal de Medicina (CFM) alegou falta de prioridades nos recursos do SUS para aprovação dessas práticas, além da falta de comprovação científica. De fato, sabemos que são inúmeros os recursos que se fazem necessários no sistema público, entretanto, penso que precisamos analisar os resultados por diferentes ângulos e procurar um equilíbrio entre as partes, já que existem inúmeras evidências de pacientes que, ao incluírem estes tratamentos em sua rotina, apresentam melhorias em vários níveis – físico, emocional, mental – e se liberam da utilização de medicamentos, realizados com o acompanhamento e consentimento do próprio médico.

Hoje, como educadora da terapêutica integrada – também terapeuta de vários sistemas aqui mencionados, atuante na área há mais de dez anos – tive muitos casos de pacientes com este quadro, cuja medicação era reduzida lentamente até não ser mais necessária, e onde o trabalho terapêutico realizado com o paciente era, quando necessário, também acompanhado pelo médico em questão. Essa é a parte importante no processo: reconhecer que tanto a medicina alopática quanto as terapias integrativas são necessárias para a saúde integral e podem ser complementares, cujo foco principal é o ser humano.

A dificuldade aqui é trazer para o Ocidente práticas que já são reconhecidas como medicinas no Oriente. Acredito que não há nada de errado em o Conselho de Medicina refutar a medida no que tange à pesquisa científica. Precisamos, de fato, de maior campo de pesquisa para que essas práticas sejam reconhecidas pela “mente lógica ocidental”, mesmo que os resultados mostrem a sua comprovada eficácia. Da mesma forma, precisamos desenvolver, aplicar, constantemente aprimorar e avaliar todas estas práticas para que, quem sabe um dia, possam estar atuando lado a lado à medicina convencional, promovendo a redução da “medicalização da vida” – como se não pudéssemos viver sem o uso de medicamentos – e permitindo vivermos em maior harmonia conosco e com o todo ao nosso redor. Autocuidado também é autoconhecimento.

Segundo o Ministério da Saúde: “Evidências científicas têm mostrado os benefícios do tratamento integrado entre medicina convencional e práticas integrativas e complementares. Além disso, há crescente número de profissionais capacitados e habilitados, e maior valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte dessas práticas”. Em relação a questão financeira, o Ministério diz que os recursos para as atividades são enquadrados pelo piso da atenção básica. “Na Atenção Básica, o pagamento é realizado pelo piso da atenção básica (PAB) fixo (per capita), ou por PAB variável, que corresponde ao pagamento por equipes de saúde da família, agentes comunitários e núcleos de saúde da família, ou ainda o programa de melhoria do acesso e da qualidade (PMAQ). Dessa forma, os procedimentos ofertados através da Portaria nº145/2017 estão dentro do financiamento do PAB e não geram recursos por produção”, esclarece.

NASF – NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA

Segundo o NASF, o campo das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) contempla sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos , os quais são também denominados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de Medicina Tradicional e Complementar/ Alternativa (MT/MCA) (WHO, 2002). Tais sistemas e recursos envolvem abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.

Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens compreendidas nesse campo são: a visão ampliada do processo saúde–doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado. A inclusão da PICs nas ações de estratégias de atenção em Saúde da Família, portanto, está de acordo com os princípios de universalidade, integralidade e equidade que estruturam o SUS. Essa inclusão pressupõe o acesso democrático aos serviços de saúde, por todos os cidadãos e em toda a rede assistencial do sistema, com ênfase na Atenção Básica, considerando o indivíduo na sua totalidade, respeitando as peculiaridades e necessidades individuais e coletivas.

HISTÓRICO DAS PIC’S

Entrevista muito pertinente com Prof. Dr. Nelson Filice de Barros, Coordenador do LAPACIS (Laboratório de Práticas Alternativas, Complementares e Integrativas em Saúde) – Departamento de Medicina Preventiva – Faculdade de Ciências Médicas – UNICAMP.

CADASTRO NACIONAL DE PROFISSIONAIS E ATUANTES NAS PIC’S

Se você é um profissional ou atua na área de práticas integrativas no Brasil, a Coordenação Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CNPICS), do Departamento de Atenção Básica/SAS do Ministério da Saúde, constituirá uma base de dados com profissionais, pesquisadores, instituições, entidades e serviços relacionados às PICS atendendo demanda da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) e da Comissão Intersetorial de Práticas Integrativas do Controle Social no SUS (CIPICS – SUS) do Conselho Nacional de Saúde.

A base de dados será importante ferramenta para intercâmbio entre profissionais e instituições nas diversas áreas, divulgação de informações, constituição de grupos de trabalho, definição de prioridades de pesquisas, entre outras.

Existem três possibilidades de cadastro:
– PROFISSIONAIS: a todos os profissionais que atuam com alguma prática integrativa e complementar, esteja ela vinculada ou não ao SUS;
– INSTITUIÇÕES: a todas as instituições que oferecem algum serviço em práticas integrativas e complementares, serviços assistenciais, de ensino e pesquisa, de gestão, etc.
– OUTROS: aos cadastros que não forem contemplados nos itens anteriores.

Formulário para cadastro no site: Formulário DataSus / Outras informações: pics@saude.gov.br / 61-3315-9034 ou 61-3315-9053

Leia Também: Práticas como Meditação, Reiki e Naturopatia são Integradas aos Procedimentos do SUS em 2017

Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Artigos, Feminino Sagrado, Sustentabilidade Ambiental, Terapias Integrativas

Tinturas para cabelo 100% naturais – Parte 2

Dedico este artigo ao pessoal que acompanha o Blog e aos que passam por aqui em busca de informação boa e séria! 😉 Tendo em vista este ser um dos assuntos mais acessados e discutidos através de comentários, mensagens e e-mails, sigo complementando e atualizando as informações que publiquei no artigo anterior: Tinturas para Cabelo 100% Naturais Com o aumento da demanda por produtos cada vez mais naturais, orgânicos, livres de transgênicos, testes em animais e quimical free, crescem as opções de produtos no mercado, assim como cresce a procura por cursos online sobre o assunto.

No final deste artigo, sugiro alguns Canais bem interessantes – para quem não tem muito tempo a perder – com receitas caseiras, naturais e à base de ervas, especiarias e tinturas provenientes de extratos vegetais da natureza. Do meu ponto de vista, são bem objetivos, trazendo receitas simples e fáceis de fazer em casa. Entretanto, mesmo se tratando de receitas naturais, sugiro que você converse com um especialista ou busque informação em canais especializados para não danificar os seus cabelos, já que dependendo do caso, não são recomendadas certas misturas. Então, vamos aos esclarecimentos.

RECEITAS CASEIRAS

A dica que deixo aqui é buscar uma receita que esteja de acordo com o seu tipo de cabelo, mas avaliando também a condição em que ele se encontra atualmente – se é seco, normal, oleoso ou misto; se está desidratado, ressecado, quebradiço, com pontas duplas ou queda excessiva; se tem mechas, luzes, alisamentos, tonalizante, tintura química, descolorante, etc. Escolha, assim, a opção de receita para o seu tipo de cabelo + condição de cabelo, lembrando: um tratamento natural/ caseiro requer disciplina e tem resultados gradativos. Pode ser mais permanente no caso da henna em pó – pura ou misturada a algum outro extrato natural – ou da henna em creme. Se o cabelo for comprido demais, a dosagem também é diferente.

TINTURAS EM PÓ

Respondendo os e-mails e comentários recebidos sobre as tinturas em pó: todas as tinturas naturais em que usamos pó – sejam as do mercado ou mesmo os elementos que compramos para fazer em casa – geralmente tem a tendência de ressecar os fios. Com isso, sugiro que junto à mistura seja acrescentada 01 a 02 colheres (sopa) de um óleo vegetal extra virgem de sua preferência – indico o de coco ou de oliva – ou glicerina vegetal em creme (sem parabenos ou petrolatos) – ou ainda a mesma quantidade de uma máscara capilar de sua preferência, a mais natural possível. No caso das misturas contendo limão ou outro elemento mais ácido: mais cautela ainda para quem tem cabelos secos ou ressecados, algum processo químico ou em função de exposição à água do mar, piscina, sol. E no que se refere à canela, não indico para quem tem pele sensível ou rosácea, pois causa alergias, além de ressecar os cabelos.

Outro esclarecimento: no caso da Henna Surya em creme, ela não tem na sua composição apenas a henna como muitos pensam, mas sim uma lista de extratos de plantas que, dependendo da coloração que se deseja, possuem mais ou menos elementos das plantas listadas, são elas: Açaí, Acerola, Achillea, Amla, Aloe Vera, Arnica, Avelã, Babaçu, Camomila, Castanha do Brasil, Guaraná, Jenipapo, Juá e Malva. Como ainda tenho recebido comentários de pessoas que duvidam que seja totalmente natural – e com razão pela quantidade de produtos que não fazem jus ao que está descrito no rótulo – trago minha experiência que confirmou isso.

Há alguns anos atrás, através de um naturopata, bioquímico e cientista que possui um grupo de estudos na Unicamp, tive a confirmação que os testes realizados confirmavam que o produto era natural, sem amônia, sem parabenos e sem metais pesados. Hoje, não saberia dizer se a fórmula foi modificada, a não ser realizando novos testes. Entretanto, uso a henna creme de vez em quando como tratamento para os cabelos e, no meu caso – tendo os cabelos normais – é de fato um ótimo tratamento. Para quem quiser pesquisar mais a respeito da henna, existem tutoriais especiais em Canais do You Tube apenas falando sobre as colorações com Henna. Muitos, inclusive, indicam misturar dois tons para se adquirir o tom desejado e, principalmente, para quem tem mais de 50% de cabelos brancos.

PH DO CABELO X PH SUBSTÂNCIAS NATURAIS: OS BASTIDORES DO PORQUÊ AS RECEITAS NEM SEMPRE FUNCIONAM

Trazendo o olhar para os “bastidores” dessas dicas, trouxe algumas tabelas advindas de sites profissionais para cabeleireiros, que indicam o valor do Ph do cabelo comparado a certos produtos que estão por aí dizendo que fazem milagres, quando na verdade não é o que ocorre na prática – no caso do vinagre e do bicarbonato de sódio, por exemplo. Dependendo do tipo de cabelo e da quantidade usada, passam a ser um grande problema ao invés de uma solução, porque os Ph’s muito alcalinos ou muito altos podem danificar os cabelos. O vinagre e o bicarbonato, por exemplo, podem gerar queda de cabelo se usados na quantidade errada – já ocorreu comigo. No caso do vinagre, o ideal é o de maçã.

O Ph normal do cabelo humano fica em torno de 4,5 a 5,5, ou seja, ligeiramente ácido. Assim se forma o manto ácido, que tem como função impedir a proliferação de fungos e bactérias no couro cabeludo, evitando irritações. Fios com pH neste grau são saudáveis e têm as cutículas fechadas (aderentes e lisas). O pH, ou Potencial de Hidrogênio, é a escala que mede o grau de acidez ou alcalinidade de uma substância, podendo variar de 0 a 14.

Os cosméticos capilares com Ph alcalino são usados para modificar a estrutura externa e interna dos cabelos, abrindo as cutículas a fim de penetrar nos fios. O Ph ácido reforça a fibra capilar, age como adstringentes e neutraliza os tratamentos feitos com cosméticos alcalinos. Ao utilizarmos produtos muito ácidos (pH entre 1 e 2), assim como produtos muito alcalinos (pH acima de 10), os cabelos “incham”, pois as cutículas se abrem e é desta forma que os tratamentos químicos – alisamentos, permanentes e colorações – são mais eficazes.

Na maioria dos shampoos o pH oscila entre 5 e 7, para que o nível de acidez da oleosidade do cabelo em condições normais seja mantida, e isso é importante para impedir a sobrevivência de bactérias no couro cabeludo. O pH da água salgada é alcalino, por isso, cabelos com química devem evitar água do mar. Shampoos com pH entre 4.5 e 5.5 são indicados para pessoas que têm permanente, possuem o cabelo fraco ou tingido.

 

TIPOS DE CABELOS: AGENTES ÁCIDOS E ALCALINOS

O pH do cabelo determina o índice de acidez ou alcalinidade do fio. O fio de cabelo tem carga NEGATIVA, por isso ele retém partículas de carga positiva. O que hidrata naturalmente o fio de cabelo é o SEBO OU ÓLEO DO COURO CABELUDO.

Consequentemente, as dicas aqui são muito bem vindas para compreendermos o processo. Produtos contendo mais ou menos óleo, resultam em:

+ ÓLEO = pH ácido: deixa o cabelo macio, hidratado/ – ÓLEO = pH alcalino: deixa o cabelo seco, poroso. Tudo que retira a oleosidade natural do fio de cabelo é considerado um agente ALCALINO. Tudo que devolve a oleosidade natural é considerado um agente ÁCIDO.

* Agentes ácidos: Hidratações líquidas, produtos que contenham Óleos Vegetais ou Animais ou Umectantes;
* Agentes alcalinos: Escova, Química, Progressiva, Prancha, Secador, Produtos Cosméticos mal elaborados, etc.

Conclusão: Cabelo seco é um cabelo com PH ALCALINO/ * Cabelo oleoso é um cabelo com PH ÁCIDO/ * Cabelo normal é um cabelo com PH ÁCIDO/ * Cabelo danificado é um cabelo com PH ALCALINO/ * Cabelo ressecado é um cabelo com PH ALCALINO.

COSMETOLOGIA NATURAL

Aqueles que desejarem aprofundar o conhecimento podem buscar cursos especificamente para cabeleireiros – há cursos gratuitos e com valores acessíveis na web – mas minha ênfase é para a Cosmetologia Natural, Ecológica e Orgânica, porque esta segunda opção traz bases ótimas para você conhecer mais a fundo sobre bioquímica, produtos que devem ser usados, produtos tóxicos a serem evitados e fórmulas balanceadas de maneira correta para cada tipo de cabelo. Dessa maneira, você tem como saber se uma receita que se diz milagrosa vai mesmo funcionar para o seu tipo de cabelo, estendendo esse conhecimento para tudo o que diz respeito à sua pele, corpo, saúde e meio ambiente.

Um curso muito completo – mais profissionalizante no que se refere a você criar sua própria Linha de Cosméticos – que já disponibiliza alguns vídeos para você ir inteirando-se do assunto, você encontra no site da Cosmetologia do Bem. Mas, para quem quer apenas usar fórmulas em casa e livrar-se das químicas tóxicas, as sugestões propostas também fazem a sua parte. Infelizmente, como não podemos confiar nos órgãos reguladores – Anvisa e Inmetro – que autorizam a utilização de até 6% de chumbo – acetato de chumbo – nas tinturas, a melhor opção mesmo é utilizarmos o que a Mãe Natureza nos traz de melhor! Ficam as dicas com base na minha experiência. Que sejam super úteis para você também! Namastê! ❤

Luciane Strähuber – Educação Terapêutica Integrada

Fontes Complementares: ECabelos: Cabeleireiro Online/ “Cabeleireiro Online PH dos Cabelos”, “Como tratar o cabelo com Henna” e “Cosmetologia Natural e Ecológica” ou “Cosmética Natural e Ecológica/ Orgânica” (Vários Sites e Canais pesquisados com estes temas)

Canais Sugeridos: Pensando ao Contrário; Manual da BelezaCosmetologia do Bem

Artigos, Constelação Familiar, Feminino Sagrado, Terapias Integrativas

Ensinamentos sobre a MÃE: Visões da Constelação Familiar e das Terapias Integrativas

“A maior herança de uma mãe para uma filha é ter se curado como mulher” – Christiane Northrup

Cada filha leva consigo a sua mãe. É um vínculo eterno do qual nunca poderemos nos desligar. Porque, se algo deve ficar claro, é que sempre teremos algo de nossa mãe. Para termos saúde e sermos felizes, cada uma de nós deve conhecer de que maneira nossa mãe – seja a mãe biológica, de criação, uma tia, uma avó ou mesmo outra pessoa que a tenha representado em sua vida – influenciou nossa história e como continua influenciando. Mesmo que tenhamos sido criados por “outras mães”, a mãe biológica é a que, antes de nascermos, ofereceu nossa primeira experiência de carinho e de sustento.

Na Visão da Constelação Familiar, não existe outra mãe capaz de substitui-la, porque os filhos receberam a vida dessa mãe. Por esse motivo, é a melhor e a única possível sob este ponto de vista. A vida vem de longe, o quão longe não sabemos. Ela se perde em algo não reconhecido e desconhecido por nós. Mesmo assim, a vida que flui por essas gerações é sempre a mesma. Não faz diferença como foram os pais, todos são iguais naquilo que receberam e transmitiram. Afinal, todos nascemos de uma mãe. 

Quando a MÃE LIBERA o FILHO, promove empoderamento da força do clã. Quando o FILHO HONRA SEUS PAIS, prospera e a vida flui. Então, o que é essa conexão com a mãe? Como podemos saber se alguém está ou não bem conectado a ela? Segundo Bert Hellinger – criador deste belo, profundo e visceral trabalho chamado de Constelação Familiar – pode-se perceber que esta pessoa está “cheia” quando bem sintonizada com a mãe. Ela tem pouco a exigir e muito a dar. Alegra-se com o que recebe e serve a outros com alegria. É uma fonte de inspiração para os outros. Isso porque a mãe é, antes de mais nada, o modelo básico da revisão do servir a outros. É a mãe quem serve na família, e o faz com desvelo e ternura.

Se aprendemos essa postura básica, então estaremos aptos a servir também outros com alegria, pois todo trabalho representa o serviço a outros. E o sucesso deriva da pressão natural produzida nos demais em retribuir o que damos a eles na forma de nosso servir. Isso representa aquele que tem sucesso, o líder nato: outros fazem de boa vontade aquilo que lhes é pedido, e vice-versa. Assim, um passo fundamental na escalada ao sucesso parte da revisão da relação como nossa mãe – O sucesso em nossa vida tem a cara da mãe! O progresso tem a cara do pai. 

E o que vem a ser tal revisão? Consiste em tomar a mãe em nosso coração tal como ela é: com amor, sem queixas, exigências, temores, recriminações, acusações ou reclamações. Consiste em concordar que ela é também uma mulher comum, imperfeita, e portanto sujeita a erros, e mesmo assim, nossa mãe. Para isso, Hellinger diz: “precisamos primeiro desistir de ser uma pessoa especial e concordarmos em ser uma pessoa comum, pois como pode alguém especial ser filho de pessoas comuns? Ser efetivamente capaz de assumir uma postura de total Gratidão a ela é a base do sucesso. Esse é o primeiro curso da ação, a base de tudo o mais”.

Essa premissa não significa que tenhamos que perder nossa individualidade e liberdade, mas compreendermos que o amor possui uma ordem, citado por Hellinger numa perfeita analogia: As Ordens do Amor. Este fluxo de amor, assim, segue uma ordem dentro da hierarquia familiar, como uma cachoeira e seus vários declives, representada pelas posições que tomamos em nossa família, isto é: os filhos são pequenos perante os pais, que são grandes; os pais são pequenos perante seus pais, que são grandes, e assim por diante. Nessa reflexão, quando saímos do nosso lugar para ocupar o lugar de outro na família, por muitas razões, independente aqui de qualquer julgamento, perdemos força provinda desta cachoeira e deixamos de desempenhar o papel que deveríamos em nossa vida e dentro da família.

Este apanhado de textos e reflexões, enfim, tem o objetivo de trazer nosso olhar para dentro de nós e também para nossas raízes, a fim de nos conhecermos ainda mais na medida que seguimos nossa jornada, uma vez que encontramos de fato a paz interior quando iluminamos nossas raízes e compreendemos o que é nosso e o que é do outro. Só ocupando nosso lugar dentro da hierarquia familiar ganhamos força e podemos seguir adiante, permitindo a formação do nosso Self e de uma nova família.

“Nossas células se dividiram e se desenvolveram ao ritmo das batidas do coração; nossa pele, nosso cabelo, coração, pulmões e ossos foram alimentados pelo sangue – sangue que estava cheio de substâncias neuroquímicas formadas como resposta a seus pensamentos, crenças e emoções. Quando sentia medo, ansiedade, nervosismo, ou se sentia muito aborrecida pela gravidez, nosso corpo se inteirou disso; quando se sentia segura, feliz e satisfeita, também notamos.”  – Christiane Northrup

A RELAÇÃO COM A MÃE – MÃES E FILHOS

Entrevista a Bert Hellinger realizada por Esther Lak, em Novembro de 2005 – Tradução do espanhol por Eva Jacinto

Como podemos ser felizes ou encaminharmo-nos para a felicidade?

A felicidade começa muito precocemente, começa com a mãe e é mantida na relação com ela. O caminho da felicidade interrompe-se quando perdemos o contato com a mãe, também com o pai, é claro, mas este está em segundo lugar. Pode observar-se, às vezes faço-o quando estou a ver televisão: olhamos para os atores ou para os que estão a falar na televisão e então a minha mulher pergunta “que relação tem este com a mãe dele?”. Pode ver-se de imediato: os que estão em conexão com a mãe brilham, têm uma expressão de alegria e são amados pelos outros, isto nota-se facilmente. Quando alguém vem dizer que não se sente feliz, eu pergunto-lhe sobre a sua mãe, pelo relacionamento que tem com ela. Tenho no meu coração a mãe desta pessoa, imediatamente presente com respeito, e como eu a respeito, posso levá-lo até ela e em breve começa também a irradiar, a brilhar. Este é um caminho para a felicidade.

A relação com a mãe é reparável? Para muitos ela é uma relação de conflito.

Os conflitos são necessários. Muitas relações com a mãe estão bloqueadas porque temos ~expetativas em relação a essa pessoa que vão para além do que se pode esperar de um ser humano. Se os pais fossem perfeitos, se a mãe fosse a ideal, não seríamos capazes de viver, não teríamos a força para viver. Somos capazes de viver porque os nossos pais têm falhas. Isso é o que nos introduz na verdadeira vida, ou seja, amamos os nossos pais assim como eles são, exatamente como eles são, e assim tornamo-nos felizes.

Estava a pensar se tudo o que recebemos dos nossos pais, as coisas que nos ferem, por exemplo, se tudo é perdoável?

Um filho que perdoa está ao mesmo tempo a acusar os pais. Está a colocar-se acima deles e assim perde-os, bem como ao seu destino e à sua felicidade. Se posso admitir tudo o que acontece, dizer-lhe sim, o sucedido converte-se numa força; quando o rejeito ou o perdoo, fico frágil, coloco-me acima e ao mesmo tempo permaneço pequeno.

Então, a aceitação não significa colocar-se por debaixo numa situação?

Não é o mesmo que aceitar, estou a dizer-lhe sim, quando aceito sou passivo, quando digo sim sou ativo e ao dizer que sim algo se transforma, enquanto que ao aceitar nada se transforma. Esta é uma diferença muito importante.

Se existisse em mim um brilho, pelo tipo de relacionamento que tenho com a minha mãe, o que aconteceria com a minha mãe em relação a mim?

Ela, como é evidente, está também feliz; sobretudo porque se abre o coração da mãe e o seu amor pode fluir para ti, as duas vão estar felizes. Um homem disse-me certa vez que a mãe dele o odiou quando ele era pequeno. Ela morava muito perto do local onde estávamos a fazer o seminário e então eu disse-lhe “vai visitá-la”. No dia seguinte ele voltou, estava radiante e eu disse-lhe “mas o que é que fizeste?”, “fui visitá-la e disse à minha mãe: eu estou feliz por me teres dado à luz…”, e a mãe brilhava, irradiava e ele também. Tão fácil é a felicidade.

Como nos preparamos então para ser boas mães ou sermos as mães que queremos brilhar nos olhos dos nossos filhos?

Muito simples: amar a nossa própria mãe. Agora você também brilha…

Para fechar esta nota, queria perguntar sobre como fica o lugar do pai, uma vez que falávamos somente do lugar feminino. O pai tem uma demanda, tem protagonismo, ou pelo fato de a mãe ocupar este lugar o seu papel é complementar?

Sim, o pai está em segundo lugar. Mas, hoje em dia, os pais estão muitas vezes excluídos, e o pai que está excluído põe a mãe triste, fá-la infeliz. Para a mãe estar feliz, ela tem que respeitar e amar o pai e isso nem sempre é simples, porque os homens são diferentes, e temos de os amar assim como são – diferentes.

E as crianças precisam do pai, para a felicidade é necessário que elas possam ter o pai. Então, as crianças felizes são aquelas que são olhadas pela mãe e a mãe, através desta criança, ama também o pai; e o pai olha para os filhos e, através deles, ama também a mãe. Essas crianças são crianças felizes.

FALTA DE MÃE – FILHOS ÓRFÃOS OU EXCLUÍDOS

Trazendo um exemplo do trabalho de Constelação Familiar, um marido que trai a esposa – com várias outras mulheres – pode ter a origem deste comportamento na falta ou na ausência da mãe. Realizando a constelação neste exemplo específico – levando em consideração de que cada caso é único – apareceram: três gerações anteriores de homens órfãos de mãe.

Neste caso, como funciona a dinâmica no inconsciente do homem: “Vou encontrar a mãe que partiu precocemente”. Assim, quem procura amantes, procura a mãe. E o que completa a reflexão neste exmeplo: “A mãe continua presente em cada filho.”

LEALDADE AOS PAIS

Libertar-se da lealdade aos pais não significa deixar de amá-los. Libertar-se desta lealdade é tornar-se adulto. “Os filhos, se desejam viver, precisam deixar que seus pais se vão; isto é, os filhos precisam livrar-se do sentimento de culpa quando abandonam a lealdade a seus pais no que tange à ligação infantil com eles, desse modo deixando de corresponder, talvez, a seus desejos e ideias.

Isso é particularmente difícil para os filhos quando os pais projetam carências sobre os filhos, porque os seus próprios pais – avós desses filhos – não estavam ou não estão disponíveis da maneira como desejavam.” (Stephan Hausner)

“Quando os pais resolvem a vida de filhos (adultos) não os estão ajudando, na realidade os estão tornando incapazes.” (Bert Hellinger)

AVÓ MATERNA

Esta senhora é muito importante para você. Por quê? 

Uma vez que é essencial na transferência de informação e programas de genética.

Acontece que, quando ela estava grávida de sua mãe, o feto já tem os ovócitos formados. E esses ovócitos vão deixar os 400 óvulos que terão sua mãe durante sua vida reprodutiva. Um desses óvulos tomará o seu nome – lindo! Portanto, este óvulo carrega informação da sua avó.

Quais as informações que você quer dizer? 

Por tudo o que a avó viveu, sentiu e como ela viveu. Se fosse o momento adequado para ter filhos, se desejasse a gravidez, se ela estava protegida por seu marido, quais foram seus amores, conflitos de identidade, sonhos e projetos de vida. Quais eram também as necessidades biológicas de sua avó durante a gravidez de sua mãe.

Tudo isto e muito mais é a informação que está impressa em todas as células do feto. Então, você também herda da avó informações de quando ela estava grávida de sua mãe.

Você já ouviu falar, por exemplo, que a genética, às vezes, pula uma geração?

Pois é exatamente isso. Do óvulo que foi gerada, você carrega informação da avó materna.

Mas, porque da avó e não do avô? Porque a avó tem o óvulo, enquanto que o avô tem o espermatozóide. Mas, é o óvulo que contém parte da informação genética mitocondrial, que está na membrana da célula.

No caso do avô, as informações mitocondriais estão na cauda do espermatozóide. No momento da fecundação a cauda é deixado de fora. Na mitocôndria é onde está registrada a informação a níveis de programas que se herdam, por essa razão, as informações da avó ficam mais presentes e do avô não.

Para muitos, essa informação é uma grande descoberta. Ao tornar-se consciente da vida da avó percebe-se que muitos dos seus medos eram medos dela. Ao compreender sua vida e honrá-la – da mesma forma que honra a mãe – é possível sentir-se “magicamente” livre de muitas coisas que estariam impedindo você de avançar, como uma energia estagnada que permanecia no caminho e que agora flui.

O LEGADO QUE HERDAMOS DE NOSSA MÃE

Qualquer mulher, seja ou não seja mãe, leva consigo as consequências da relação que teve com sua progenitora. Se ela transmitiu mensagens positivas sobre seu corpo feminino e sobre a maneira como devemos trabalhá-lo e cuidá-lo, seus ensinamentos sempre irão fazer parte de um guia para a saúde física e emocional.

No entanto, a influência de uma mãe também pode ser problemática quando o papel exercido for tóxico, devido a uma atitude negligenciada, ciumenta, chantagista ou controladora. Quando conseguimos compreender os efeitos que a criação teve sobre nós, começamos a compreender a nós mesmas, a nos curarmos e a sermos capazes de assimilar o que pensamos de nosso corpo ou a explorar o que consideramos possível conseguir na vida.

A ATENÇÃO MATERNA

Quase todos nós temos a necessidade de sermos vistos por nossas mães, buscamos sua aprovação. Na origem, esta dependência obedece às questões biológicas, pois precisamos delas para existir durante muitos anos; no entanto, a necessidade de afeto e de aprovação é forjada desde o primeiro minuto, desde que olhamos nossa mãe para sabermos se estamos fazendo algo certo ou se somos merecedores de uma carícia.

Assim como indica Northrup – autora do livro Mães e Filhaso vínculo mãe-filha está estrategicamente desenhado para ser uma das relações mais positivas, compreensivas e íntimas que teremos na vida. No entanto, isso nem sempre acontece assim. Com o passar dos anos, esta necessidade de aprovação pode se tornar patológica, gerando obrigações emocionais que propiciam que nossa mãe tenha o poder sobre nosso bem-estar durante quase toda a nossa vida: “O fato de que nossa mãe nos reconheça e nos aceite é uma sede que temos que saciar, mesmo que haja certo sofrimento do ego para conseguir isso.  Isso supõe uma perda de independência e de liberdade que nos apaga e nos transforma.”

CRESCENDO COMO MULHER E FILHA

“Não podemos escapar desse vínculo, pois seja ou não saudável, sempre estará ali para observar nosso futuro.”
 A decisão de crescer implica limpar as feridas emocionais ou qualquer questão que não tenha sido resolvida na primeira metade de nossa vida. Esta transição não é uma tarefa fácil – podendo levar anos para ser completa enquanto ciclo de desapego, transformação e cura – porque primeiro temos que detectar quais são as partes da relação materna que requerem solução e cicatrização.

Disso depende nosso senso de valor presente e futuro. Isso acontece porque sempre há uma parte de nós que pensa que devemos nos dar em excesso para a nossa família ou para o nosso parceiro para sermos merecedoras de amor.

A maternidade e, inclusive, o amor de mulher continuam sendo sinônimos culturais na mente coletiva. Isso supõe que nossas necessidades sejam sempre renegadas ao cumprimento ou não das dos demais. Como consequência, não nos dedicamos a cultivar nossa posição, sentimentos e mente de mulher, senão a moldá-las ao gosto da sociedade na qual vivemos.

As expectativas do mundo sobre mulheres nessa condição de cobrança e pressão podem ser muito difíceis, talvez semelhante a um verdadeiro veneno que, ao longo da vida, obriga a esquecer nossa individualidade. Estas são as razões que fazem tão necessária a ruptura da cadeia de dor e cicatrização íntegra de nossos vínculos, assim como as lembranças que temos deles. Devemos estar cientes de que estes vínculos se tornaram espirituais há muito tempo e, portanto, cabe a nós fazermos as pazes com eles.”

A MÃE DA MÃE – Por Marcela Feriani

Lindo texto sobre a importância do apoio da Mãe – ou de outra mulher próxima – à “Mãe de primeira viagem”, à mulher que torna-se Mãe.

“Enquanto os olhos do mundo estão no bebê que acaba de nascer, a mãe da mãe enxerga a filha, recém-parida. O papel de avó pode esperar, pois é a sua menina que chora, com os seios a vazar.

A mãe da mãe esfrega roupinhas manchadas de cocô, varre o chão, garante o almoço. Compra pijamas de botão, lava lençóis sujos de leite e sangue. Ela sabe como é duro se tornar mãe.

No silêncio da madrugada, pensa na filha, acordada. Quantas vezes será que foi? Aguentará a manhã com um sorriso? Leva canjica quentinha e seu bolo favorito.

Atarefada, a mãe da mãe sofre em silêncio. Em cada escolha da filha, relembra suas próprias. Diante de nova mãe, novo bebê, muito leite e tanto colo, questiona tudo o que fez, tempos atrás. Tempo que não volta mais.

Se hoje é o que se tem, então hoje é o que é. Olha nos olhos, traz pão e café. Esse é o colo, esse é o leite. Aqui e agora, presente.

A mãe da mãe ajuda a filha a voar. Cuida de tudo o que está às mãos para que ela se reconstrua, descubra sua nova identidade. Ela agora é mãe, mas será sempre filha.

Toda mãe recém-nascida precisa dos cuidados de outra mulher que entenda o quanto esse momento é frágil. A mãe da mãe pode ser uma irmã, sogra, amiga, doula, vizinha, tia, avó, cunhada, conhecida. O fato é que o puerpério necessita de união feminina, dessa compreensão que só outra mãe consegue ter. O pai é um cuidador fundamental, comanda a casa e se desdobra entre mãe e filho, mas é preciso lembrar que ele também acaba de se tornar pai, ainda que pela segunda ou terceira vez.”

Fontes Complementares:

  • Textos e Entrevistas de Bert Hellinger – é considerado um dos maiores filósofos do nosso tempo. Suas descobertas no campo da terapia familiar transformou a vida de milhares de pessoas e continua hoje, mais de 40 anos após sua criação, a encontrar aplicação em diversas outras àreas que envolvem o relacionamento sistêmico.
  • Livros de Bert Hellinger: 1. Constelações Familiares; 2. As Ordens do Amor; 3. Liberados Somos Concluídos; 4. Ordens da Ajuda; 5. No Centro Sentimos Leveza; 6. A Fonte não precisa perguntar pelo caminho
  • Livros Consultados e Recomendados: 1. Mães e Filhas: o vínculo que cura, o vínculo que fere – Dra. Cristiane Northrup; 2. A Sabedoria da Menopausa – Dra. Cristiane Northrup/ 3. Mulheres Visíveis, Mães Invisíveis – Laura Gutman/ 4. A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra – Laura Gutman – (Obra polêmica que requer senso crítico para filtrar o necessário. Sugiro leitura de outras obras como complemento desta, com o intuito de expandir o ponto de vista para tecer opinião própria)
  • Informações de outras fontes sobre Constelações Familiares e Terapias Complementares e Integrativas

Leia tambémConstelação Familiar: Encontrando seu lugar na Árvore Ancestral da Vida Ensinamentos sobre o Pai: Visões da Constelação Familiar, Psicologia e Terapias Integrativas / Vínculos do Destino: A Fonte não precisa perguntar pelo caminho/

Artigos, Terapias Integrativas

Lua Azul, Lua Vermelha e Super Lua: Oportunidade de Transformação Emocional

Compartilho aqui um texto bem esclarecedor sobre este dia especial, energeticamente vendo-o como uma oportunidade de transformação pessoal e emocional. Muito além do que realizar rituais mentais, prontos ou “esteriotipados”, sugiro o exercício do sentir, da interiorização, da sintonização com o espaço do coração, da respiração consciente, da meditação nesta energia que está potencializada e que pode ser direcionada a seu favor. Siga sua intuição e crie o seu próprio momento: “um ritual do sentir”. Afinal, um ritual cheio de sentir é mais do que uma cerimônia, é um portal que nos conecta a outras consciências ancestrais e à nossa sabedoria interior.

Junto dessa vibração podemos ancorar através do nosso útero, do espaço sagrado e multidimensional do nosso coração, as intenções mais verdadeiras diante do que se quer e do que não se quer mais – do que desejamos deixar ir, desapegar, modificar e, conscientemente, nos liberar e libertar – focando, principalmente, em situações que porventura ainda estão pendentes em sua vida, repetindo-se como um disco arranhado, e exercitando a entrega aos ciclos de morte e renascimento na jornada.

Ao longo do dia de hoje e durante o período que esta energia estará sendo irradiada, você poderá viver “o inesperado”. Segundo as conexões de Christine Day junto aos Pleiadianos, este é um momento para milagres! A energia está nos preparando para que possamos abrir nosso coração e ancorar o que precisamos. Deixe ir e permita que o aspecto sagrado “além dos véus” apoie você agora.

Portanto, aproveite o momento! Como sugere a autora do texto que segue: “Oportunidade esta que é tão grande que, se bem aproveitada, pode realmente tirar de dentro de você – e tirar de verdade do seu caminho – questões e sentimentos velhos e encalacrados. Só que desta vez para valer mesmo! (…) Como fazer isto de verdade e de uma vez por todas? Ajudaria muito entender seus processos a fundo e conhecer a verdadeira origem de cada questão para conseguir se livrar delas efetivamente. Pois, não adianta tentar tirar a dor de garganta se não curar a infecção!”

Medite nessas dicas toda vez que houver um plenilúnio, uma Lua Cheia no céu. Ela é uma representante das nossas águas emocionais, nosso sentir, nossas habilidades e dificuldades em fluirmos nelas. E como diziam e ensinavam os Xamãs do passado: sabermos “conversar” com a lua sobre nossas emoções, no silêncio de nós mesmos, é uma forma de obtermos as respostas que precisamos – soluções para antigas perguntas sobre nós – e tomar ações sábias para a transformação do nosso emocional. Namastê! ❤


Texto de Claudia Lazzarotto – Astróloga Kármica/ Via Clã Sacerdotisas da Terra

Na Lua Cheia de hoje, 31 de Janeiro de 2018, teremos um verdadeiro espetáculo Lunar, pois coincidirá com a ocorrência de mais três fenômenos simultaneamente: A Lua de Vermelha (ou de Sangue), a Lua Azul e a Super Lua!! Pois vamos por partes, então:

Lua de Sangue (ou Lua Vermelha) ocorre quando temos um Eclipse Lunar Total onde Sol e Lua se sobrepõe totalmente, fazendo com a Lua adquira um aspecto avermelhado. Suas emanações energéticas são muito mais intensas do que as de um eclipse Lunar parcial, pois com a sobreposição total destes astros, propicia um fluxo direto de energia pelo canal que se forma entre eles e o Planeta Terra.

Lua Azul, é como chamamos a segunda Lua Cheia de um mesmo mês, isto ocorre quando temos eventuais diferenças entre o calendário gregoriano e o calendário Lunar.

Super Lua, acontece quando a Lua na rota de sua órbita está no Perigeu, ou seja, mais próxima do planeta Terra, e por isto, para nós terráqueos, nestes momentos ela fica maior e mais brilhante.

Mais raro que qualquer um destes eventos lunares individualmente, é a ocorrência de todos simultaneamente. Isto sim é um verdadeiro presente para a humanidade!!
Um Eclipse por si só já movimenta uma carga imensa de energia e tem poder enorme de trazer mudanças e inovações, quando este eclipse é total esta força é em si muito ampliada e quando acontece juntamente com todos estes fenômenos, faltam palavras para dimensionarmos o alcance da avassaladora força desta energia.

Esta coincidência gigantesca gera, ao mesmo tempo, uma enxurrada energética sem dimensões e abre um portal enorme para que ela passe e chegue até nós. E se não bastasse….
Temos ainda importantes conjunções neste incrível acontecimento astral, como a dos Nódulos Lunares, o Sul com o Sol e o Norte com a Lua. A conjunção de Vênus com o Sol e também a conjunção do Planeta Terra com a Lua neste alinhamento.

Nódulos Lunares regem nosso Plano Divino, o Sol nosso Eu absoluto, a Lua nosso emocional, com todos os registros de tudo que vivemos, e Vênus o amor!
Estar tudo isto junto no eixo de Leão, que rege o Amor puro Universal, e Aquário que rege a Liberdade, já seria uma oportunidade mágica de transmutar qualquer processo kármico doloroso. Acontecendo ao mesmo tempo três fenômenos lunares, a magnitude desta oportunidade fica magistralmente incalculável.

É um momento quase inédito para libertar a si do seu próprio passado, libertar você, o que, e a quem andou deixando registros de dor, de mágoa, tristeza, revolta, e inundar de luz, de amor amplo universal e absoluto. Inundar a si mesmo de novas esperanças, novas expectativas, de vida nova.
Mas, como sempre tem um mas, nada disto acontecerá sem o seu comprometimento com esta nova postura, sem a sua sintonia com esta energia, com esta abertura e com esta oportunidade. Oportunidade esta que é tão grande que, se bem aproveitada, pode realmente tirar de dentro de você – e tirar de verdade do seu caminho – questões e sentimentos velhos e encalacrados. Só que desta vez para valer mesmo!!

Como fazer isto de verdade e de uma vez por todas? Ajudaria muito entender seus processos a fundo e conhecer a verdadeira origem de cada questão para conseguir se livrar delas efetivamente. Pois, não adianta tentar tirar a dor de garganta se não curar a infecção!
E assim é na vida e na evolução dentro dos Ciclos Kármicos Evolutivos: não adianta querermos soluções e realizações se não aprendermos o que viemos aqui para aprender, não entendermos, absorvermos, enfim…evoluirmos…não vamos de jeito nenhum pular etapas e chegar aos resultados.

Seria como se formar e tirar o diploma sem estudar. Seria o mesmo que comprar um diploma. Você até teria o diploma, mas não seria um profissional qualificado. No processo evolutivo nem adianta tentar; mesmo que alguém venda falsas expectativas, elas logo desmoronam e você volta para o mesmo ponto onde parou, num vai e volta sem fim.

Então, não seria melhor encarar os fatos de frente e resolver tudo de verdade para ultrapassar esta etapa de fato?

O Cosmos está fazendo a parte dele como sempre e nos dando uma excelente oportunidade de assim fazermos. Depende, também, como sempre, do livre arbítrio de cada um de nós em aproveitar ou não esta ocasião.
A diferença é que, em eventos astrológicos desta magnitude nos dão a garantia de que os esforços aplicados agora terão garantia de resultados alcançados.

Para entender, toda a incomensurável energia gerada é guiada por este gigantesco portal e juntos podem levar tudo que você ali colocar. Como numa faxina na alma!! Podemos jogar fora todo o lixo e abrir espaço para uma vida renovada cheia de presentes felizes! Basta saber querer…você sabe o que quer?