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Ovos de Páscoa: O Verdadeiro Legado das Tradições Ancestrais

Com esse artigo, venho honrar o legado deixado por nossos ancestrais e relembrar a sacralidade das tradições do ovo de páscoa ao longo da história, incentivando uma infância mais livre da necessidade de consumo de chocolate com preços abusivos nessa época.

Ao trazermos a memória dessas tradições à luz, também lembramos da importância de colocarmos nossas intenções de renovação, recomeço e renascimento para um novo ciclo, permitindo nos transformar e nos desprender do que não nos serve mais – colorir e pintar um ovo colocando nossas intenções tem o mesmo poder de um objeto imantado: é arte, é magia, é vida!

O ovo é considerado uma das mais perfeitas formas naturais. Em diferentes culturas simboliza o começo de tudo, o início do universo. Os sacerdotes Druidas escolheram o ovo como símbolo de suas crenças. Outra corrente acredita que o ovo é símbolo pascal inspirado no costume chinês de colorir ovos de pata, para celebrar a vida que dele se origina.

Ovos também eram cozidos e comidos durante os festivais do antigo Egito, Pérsia, Grécia e Roma, além de serem presenteados em homenagem à chegada da florida primavera, depois de um inverno branco no hemisfério norte. Estas culturas tinham o ovo como emblema do universo, a palavra da suprema divindade, o princípio da vida.

Lembrando dos antigos povos pagãos europeus, que nesta época do ano homenageavam Ostara ou Eostre – Deusa da Primavera – que segura ovos em suas mãos e observa um coelho, símbolo de fertilidade. A deusa em si e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Os ovos eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro por representarem essa fertilidade, sendo enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. Eram a representação do ovo cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra.

Muitas são as tradições e crenças, com variações dependendo da cultura. Crianças tchecas, por exemplo, acreditam que uma cotovia as traga presentes na Páscoa; as suíças e as alemãs contam com o galo ou a cegonha. Já no Brasil, a tradição do coelho e dos ovos de páscoa data do início do século XX, trazida pelos imigrantes suíços e alemães. Algumas tradições ainda tem o costume de colocarem dentro dos ovos pintados amendoins e sementes caramelizadas – presente que recebi muitas vezes na infância e que fazia parte das celebrações de meus ancestrais alemães.

O ovo de Páscoa é um emaranhado de combinações de tradições cristãs, judaicas e pagãs. Os ovos pintados e coloridos eram distribuídos entre as pessoas em alguns povos do hemisfério norte para comemorar a passagem do inverno para a primavera. Esse costume antigo encontrou-se com o rito de morte e ressurreição de Jesus Cristo que, por sua vez, aconteceu na Páscoa Judaica (Pessach), outra comemoração com o mesmo sentido de passagem e libertação para um novo ciclo.

Artista Sorábia (Povo Eslavo) pintando ovos

Os ovos passaram a ser feitos de madeira, argila ou com ouro. Até que, com a revolução industrial e o surgimento de uma boa oportunidade de negócios, a indústria do chocolate passou a fabricar ovos. Cada vez mais atraentes, decorados com papéis multicoloridos e recheados com surpresas tentadoras.

Longe dos princípios tradicionais da Páscoa, o chocolate atende a demanda das indústrias, mas não tem ligação direta com os significados milenares das tradições pascais. A comunicação publicitária então investiu na fantasia da fábrica misteriosa do coelhinho, assim como a fábrica misteriosa do bom velhinho, para gerar impulsos de consumo, em especial nas crianças. Hoje, já existem ovos de Páscoa que, vazios de nutrientes, são vendidos cheios de brinquedos, numa incoerente cultura para o significado real dessa época.

Mas, não se desespere, não é preciso acabar com as fantasias infantis, o delicioso sabor do chocolate ou as tradições de doar e receber para celebrar uma Páscoa sem consumismo. Estas são algumas alternativas para fazer uma Páscoa cheia de sentido e respeito, um verdadeiro rito de passagem:

– Faça com as crianças receitas caseiras de chocolate, biscoitos ou bolos, e distribua para seus amigos e familiares;

– Pinte ovos de galinha invocando as tradições originais e ancestrais;

– Use a história da Galinha Ruiva para ilustrar o plantio, colheita e moenda do trigo, e finalize assando um belo pão para compartilhar com a família, como fez Jesus Cristo;

– Prefira comprar ovos de chocolate – caso não consiga resistir à tentação – de produtores locais, doceiras e artesãos. Assim, o dinheiro circula e chega às mãos das pessoas reais, de carne e osso, não apenas aos cofres das grandes corporações.

TINGIMENTO NATURAL

Existem receitas diferentes na internet para o método de pintura. Uma delas sugere que a base da receita de tintura natural seja feita com: 1 colher de sopa de sal + 1 colher de sopa de vinagre + 3 xícaras de água. Misture os ingredientes e acrescente aquele que vai promover a coloração.

Para tingir os ovos é importante que o recipiente com a tintura possibilite a imersão do ovo. Ele precisa ser cozido anteriormente, para não trincar a casca; coloque um pano no fundo da panela e adicione um pouco de vinagre na água.

O tingimento trata-se de uma experiência prazerosa. A cada ovo você obterá um novo resultado. Testando a quantidade do ingrediente utilizado como corante e o tempo de imersão na tintura, você vai percebendo o tom desejado.

Além das tinturas sugeridas na imagem, você também pode optar por aquelas derivadas de ervas e outras plantas para dar uma tonalidade mais forte, incluindo especiarias. Incluem-se: marcela, cúrcuma, mostarda em pó, canela em pó, urucum, espinafre, couve, salsa.

Que possamos, então, relembrar dos costumes, tradições e sabedorias ancestrais não para que fiquemos presos a eles, mas para que através deles saibamos reconhecer também nossas mortes e renascimentos, nossos ciclos de vida-morte-vida, assim como nos antigos ritos de passagem. Namaste!

Fonte complementar: Wikipedia, fontes históricas e informações do perfil “Infância Livre de Consumismo”.

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

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Um Avanço: Espiritualidade é disciplina na Faculdade de Medicina

“A espiritualidade não pode reduzir-se a mais uma terapia que os médicos podem receitar, da mesma maneira, por exemplo, que receitam antibióticos para uma infecção. A espiritualidade e a oração tem sentido em si mesmas e por si mesmas. Não são meros meios para melhorar a saúde; Nem a oração necessita ser justificada pela medicina, nem a medicina pela religião. Ambas são atividades genuínas e valiosas que se justificam a si mesmas, em sua própria esfera (…) Pessoas são seres bio-psico-sociais-espirituais, que se realizam na comunidade de pessoas e na comunidade dos povos do mundo.” (J. Ferrer)*

Essa notícia vem trazendo a confirmação de uma necessidade crescente: tratar o ser humano de forma integral. A busca pela união da medicina com a espiritualidade data de milênios, se levarmos nosso olhar através da história da humanidade por diferentes povos e tradições. Contudo, ainda vivemos cenários mercadológicos conflituosos, cujo interesse é o de mantê-las separadas – muito embora não estejam de fato.

Com o avanço das tecnologias, fomos esquecendo do essencial, de que somos seres multifacetados, multidimensionais. E agora, no pico da revolução tecnológica, vemos essa busca voltando com mais força porque ela prevê novamente uma ação de inclusão, de integração, de reconexão com o Ser e com a necessidade do pertencer e partilhar. Qual seria a razão de nossa existência e propósito se não pudéssemos compartilhar o que temos de melhor, o que nossa alma veio oferecer enquanto dons e talentos?

De um ponto de vista terapêutico, vejo que as tecnologias são capazes de gerar inclusão se somos capazes de torná-las ferramentas para unir e gerar colaboração, sem que nos tornemos dependentes delas. As dicas de seo positivo, as estratégias de marketing e os inúmeros  cursos de coaching no mercado ensinam tudo para ser o top, um influenciador nas mídias sociais, estar no topo do ranking do Google ou ter uma página com milhares de visitas e likes. Mas, em meio a isso, o essencial está ficando para trás e muitos estão se vendo depressivos, isolados pelas redes sociais e pelos aplicativos de relacionamento porque tudo gira em torno de um like, do ser reconhecido e ser aceito, como se as emoções pudessem ser rotuladas ou determinadas apenas por “curtir” ou “não curtir”.

Algumas faculdades das áreas da saúde no Brasil já possuem iniciativas que contemplam essa união. Em São Paulo, na faculdade de medicina de Taubaté, a disciplina de Medicina e Espiritualidade deixou de ser optativa para oficialmente fazer parte do currículo. Num comparativo a outros países, ainda estamos engatinhando para chegar a um ponto de equilíbrio entre ciência e espiritualidade, vivendo numa sociedade ainda mais competitiva do que igualitária, mais focada no ter e parecer do que no ser.

Contudo, através de um olhar otimista, se sairmos um pouco do meio acadêmico-científico e olharmos os vários pequenos grupos, podemos ver iniciativas louváveis acontecendo por parte de pessoas comuns – a força da colaboração e da união sendo construídas para criar algo novo, algo que vá de encontro a esse objetivo, seja em sua própria comunidade, em seu bairro, em sua cidade ou mesmo em sua casa ou ambiente de trabalho.

Médicos em oração antes de cirurgia

Exemplo disso estão sendo: o aumento das práticas de meditação nas escolas, hospitais cada vez mais preocupados em cuidar do cuidador, a fim de estender este equilíbrio aos seus pacientes – principalmente no que se refere aos núcleos de pacientes com câncer; universidades em parceria às faculdades da área da saúde que promovem painéis e encontros sobre o tema; notícias sobre médicos que incluem em seus tratamentos alimentos orgânicos, medicina ortomolecular, medicina oriental e terapias complementares para incentivar a melhoria da saúde geral e também promover a redução de medicação alopática.

Além disso, vemos a procura cada vez maior pelas práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde (SUS) do nosso país – Leia mais: Práticas Integrativas: Cresce 46% a procura no SUS – e ainda ações para resgatar a sabedoria de cura da medicina natural e integrá-la novamente à nossa rotina. Todo esse movimento vai além de religião, de crenças ou de panacéia popular, trata-se de resgatar uma parte esquecida de nós: o Ser. Sem o Ser, sem o que é essencial, estamos desconectados da alma, centralizados apenas no Eu, e assim distantes da espiritualidade que nos rege.

Enfim, fazendo a nossa parte de forma consciente, com responsabilidade e comprometimento, mesmo que seja um pequeno passo, já temos um bom começo. Ainda que o tradicionalismo das faculdades de medicina perdure por essas paragens do Sul, aos poucos estamos presenciando avanços importantes fazendo jus à essa união, a exemplo de instituições como a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o Hospital Divina Providência da capital gaúcha. Esforços provindos de outras universidades e faculdades de saúde como enfermagem, fisioterapia, farmácia, veterinária, psicologia, entre outras, também são destaque. Um pequeno passo em direção a mudança é um grande passo em direção ao progresso!

José G. Ribeiro – Professor da Faculdade de Medicina da UFF (Foto: O Globo)

Mais informações sobre a notícia na UFF/ Rio de Janeiro – Artigo de Luiza Fletcher – 07/02/2019

“Todos já ouvimos falar, pelo menos uma vez, que os estados emocional e espiritual influenciam diretamente no tipo de vida que levamos, e apesar das opiniões acerca desse assunto serem controversas, a Medicina resolveu apoiar essa crença. Aspectos importantes para viver plenamente englobam aprender a cuidar do interior, perdoar, liberar sentimentos e pensamentos negativos e despertar a consciência. Essas práticas estão diretamente relacionadas ao entendimento espiritual.

Com o apoio desses conceitos, uma nova disciplina optativa foi introduzida no currículo da faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro: Medicina e Espiritualidade. “Na Europa e nos Estados Unidos, cerca de 80% das faculdades já têm essa cadeira no currículo. No Brasil, ainda estamos devagar”, diz José Genilson Ribeiro, coordenador da disciplina na universidade.

Também explica como funciona o ensino: “Acreditamos que a doença começa na alma, instala-se no corpo físico, e que é preciso tratar o paciente de maneira integral. Não basta tratar o efeito da doença, mas os aspectos totais. Muitas pessoas têm mágoas e não conseguem perdoar. Isso as deixam presas em suas dores, o que dificulta a melhora física”, assegura.

Os professores que lecionam Medicina e Espiritualidade são guiados pela ideia de “medicina integrativa”, seguindo a proposta da Carta de Ottawa, de 1986, que tem o objetivo de contribuir com as políticas de saúde em todos os países de maneira igualitária. De acordo com o documento, a verdadeira saúde é uma consequência do bem-estar físico, psicológico, familiar, social e espiritual.

Um ponto muito importante disso tudo é que os alunos têm a oportunidade de aplicar os conhecimentos sobre a disciplina fora das salas de aula. Eles podem atender pacientes gratuitamente pelo Núcleo de Estudos em Saúde, Medicina e Espiritualidade (Nesme) da UFF, local de trabalho de profissionais de medicina, psicologia e arteterapia.

Carlos Roberto Figueiredo, um estudante da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ e fundador da Liame – Liga Acadêmica de Medicina e Espiritualidade, fala um pouco sobre o ensino da espiritualidade: “Criamos a Liame em 2014, com base no aumento do interesse acadêmico-científico pelo tema de saúde e espiritualidade. Em 1998, foi proposta pela OMS a inclusão da dimensão espiritual do ser à sua definição de saúde, convidando-nos a repensar o paradigma científico frente ao diálogo com o sentido espiritual da vida.”

Carmita Abdo, psiquiatra, diretora da Associação Médica Brasileira (AMB) e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), diz que o ponto de vista da disciplina é comprovado e contextualiza sua opinião: “As emoções levam a modificações de substâncias no organismo. Quando liberamos ocitocina e endorfina, elas nos levam à melhora na imunidade e às sensações de bem-estar. O contrário ocorre com sensações negativas, que liberam substâncias que baixam a imunidade. Com o perdão não é diferente. Quando perdoamos alguém temos a sensação de alívio, de gratificação, o que é revertido em ocitocina”, diz.

Certamente, essa é uma matéria muito importante para a formação de médicos mais conectados aos seus pacientes, capazes de promover não apenas uma cura física, mas também auxiliá-los na busca por uma cura espiritual.”

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte complementar: * Citação de Referência: Ferrer, J. Medicina y Espiritualidad: redescubriendo uma antigua alianza. In: Bioética: um diálogo Plural (Homenaje a Javier Gafo Fernández). Madrid: Ed. Univ. Pontificia Camillas, 2002./ * Resenha completa da Citação: Jennifer Braathen Salgueiro, PhD (GPPG/ Hospital de Clínicas de Porto Alegre/RS) – Bioética e Espiritualidade: https://www.ufrgs.br/bioetica/ferrer.htm

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O conceito de Educação Livre e Cidade-Escola: Um Sonho Possível

Cidade-Escola Ayni, em Guaporé – RS

Além do método Waldorf de educação, com alegria estamos vendo outras formas de ensino surgindo ao redor do mundo, algumas chamadas de Educação Integrada, Educação Viva, Educação Livre, “Kindergarten” e “Forest School” – estes últimos são métodos pré-escola ou ainda são usados para complementar a formação escolar.

Esses métodos tem o objetivo de conectar mais as crianças a espaços na natureza, com o intuito de desenvolver autoconfiança, autoestima, conhecimentos de sobrevivência, cooperativismo, responsabilidade, habilidades pessoais e de comportamento e relacionamento. Para quem teve o privilégio de aventurar-se no mato e conviver mais em meio à natureza na infância sabe o quanto essa experiência é capaz de calçar bases fortes, determinando nossa forma de realizar escolhas, tomar atitudes, lidarmos com mudanças e nos relacionarmos com o mundo.

Essa forma de educar engloba um estilo de vida diferenciado que cada vez mais famílias estão buscando para seus filhos e futuras gerações, integrando políticas de educação e sustentabilidade que a partir de inserções em micro contextos tendem a influenciar o seu entorno. 

Países como Portugal, Espanha, Finlândia, Noruega, Suécia, Dinamarca e Canadá já são referência no uso de alguns desses métodos. Mas, algumas escolas na América Latina e no Brasil também estão inovando e nascendo a partir desse conceito. Uma delas chama-se AYNI. Imagine uma escola sem aula, nem provas, mas que atende todas as leis e regras do MEC! Utopia? Não, realidade aqui no Sul do Brasil, na cidade de Guaporé! Um projeto lindo, um futuro que já está aqui.

Em Guaporé, na cidade onde nasceu, o empreendedor Thiago Berto constrói e co-cria o ambiente da Cidade-Escola Ayni junto a aprendizes e voluntários de diversos países, inspirando a ressignificação da rotina de vida e da pedagogia. O método utilizado está sendo chamado de Educação Livre ou Educação Viva.

A escola nasceu de um sonho, de uma jornada de vida e autoconhecimento em uma viagem de três anos que Thiago realizou pelo mundo, tendo a oportunidade de visitar 40 projetos de educação de diferentes países – lista relacionada a seguir. Já para sua estruturação, estão sendo usadas técnicas de bioconstrução e premissas de permacultura, cujos espaços e instalações são criados com formas mais orgânicas, integradas e respeitando o meio ambiente.

A Ayni atende todas as leis e as regras do MEC – importante enfatizar isso. Não tem aula, nem prova, mas com liberdade para escolher o que aprender e a importante participação e formação dos pais das crianças no processo. Segundo a equipe, o método de avaliação é a felicidade! Não tem divisão de turmas, mas conta com oficinas de música, teatro, artesanato, circo, entre outras. Também não tem aquele sino estridente que interrompe os pensamentos entre um estudo e outro.

Outro fator do projeto: a escola é gratuita! São recebidas crianças de dois anos e meio a 13 anos de idade, e não há mensalidades. “Os pais são convidados a realizar doações mensais em um compromisso de 12 meses”, explicou Thiago. As crianças preservam sua essência a partir de brincadeiras e descobertas, sem perder a conexão com a natureza e o sentido de comunhão. “Crianças não tem cartão de crédito!”. O dinheiro virá de empreendimentos como hotel, teatro e restaurante dentro da área planejada e em processo de construção.

Além de uma escola de meio período – a ideia é que as crianças frequentem a escola normal, e no outro período o projeto planeja outras iniciativas nesse grande complexo: um hotel cujo serviço será todo feito por pessoas com síndrome de Down, um restaurante que servirá apenas alimentos orgânicos, uma loja de produtos naturais, e programas de férias para crianças. A população da cidade está animada com o projeto e apoiando sua realização.

A palavra AYNI é uma palavra Quechua – idioma dos Incas e o terceiro idioma mais falado na América do Sul – e significa cooperação e solidariedade. Mais que uma palavra é uma forma de viver que se manifesta em relações sociais de ajuda mútua e reciprocidade: Eu te ajudo, construímos sua casa, juntos construímos a de um outro amigo, ele nos ajuda a construir a minha. Segundo a escola, a escolha do nome é uma homenagem e uma referência com honra ao povo e região andina pela importância na história da criação do projeto.

Mais uma iniciativa que coloca o sonho de um futuro mais harmônico, cooperativo e sustentável em prática, e o mais importante: permitindo que as nossas crianças expressem o que são e o que estão destinadas a se tornarem! 

ESCOLAS E PROJETOS DE EDUCAÇÃO QUE INSPIRARAM A AYNI

  1. EUA: Clearwater School – Seattle / EUA; Sunnyside School – Portland / EUA; Circle of Children Village School – Eugine / EUA; Playmountain Place – Los Angeles / EUA; Escola da comunidade Avalon Gardens – Arizona / EUA 
  2. Argentina: Espacio Sagrado Buda – Comunidade Bruda Traslasierra – Cordoba / Argentina; Comunidad Amatreya – Alta Gracia / Argentina
    Escuela de la Nueva Cultura – La Cecilia – Santa Fé / Argentina; Avioncitos de papel – Cordoba / Argentina; Escuela Comunidad Aruma – Buenos Aires / Argentina; Escuela Tierra Fértil – Buenos Aires / Argentina 
  3. Uruguai: Escuela Kalimaita (Educação para o ser) – Neptunia / Uruguay; Escueladel Bosque (Educação livre)- La Paloma / Uruguay
  4. Portugal: Escola da Ponte – Porto / Portugal 
  5. EspanhaMontessori Canela – Barcelona / Espanha; Associación Montessori Malaga / Espanha; Escuela Espai del Aigua – Barcelona / Espanha; Escuela La Pinya – Barcelona / Espanha; Escuela Ecoaldea Minchal / Espanha 
  6. MéxicoEducare – Escuelas para el êxito – Guadalajara / México; 
  7. Peru e Chile: Grupo de pais de Guadalajara que fazem Homeschooling AldeaYanapay – Cusco / Peru; Escuela Agrotecnologia de Pirque – Santiago / Chile; Escuela Kupulwe (Pedagogia Reggio Emilia) – Santiago / Chile; Escuela Libre Futuro en Camino – Santiago/ Chile
  8. Equador: Escuela Katitawa – Salasaca / Equador 
  9. Itália: Centro de Estudos Pedagogia – ReggioEmillia
  10. Escócia: Findhorn Foundation / Escócia 
  11. Brasil: Escola Caminho do Meio – Porto Alegre/ Viamão / Brasil 
  12. América Central: Homeschooling Stand Center – Belmopan / Belize 

PARA QUEM QUER SER VOLUNTÁRIO 

https://www.worldpackers.com/pt-BR/positions/6091

OUTRAS ESCOLAS PIONEIRAS

Em Bali (Indonésia), desde 2008 a escola chamada de Green School é referência para crianças de vários países.

Na Suíça, uma escola de educação infantil foi pioneira implementando o método Kindergarten unido ao “Forest School” – Escola da Floresta – desde 1880, embora tenha origem na Dinamarca, França e Alemanha. Hoje, é referência para outros países incluindo o próprio nome “Forest Kindergarten”. No Brasil, é conhecido como jardim de infância ou pré-escola – sendo uma forma de educação infantil que complementa a formação em escolas particulares e públicas. Saiba mais: Como surgiu o Método Kindergarten? 

O QUE É O MÉTODO FOREST SCHOOL?

Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

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Verdades Essenciais: Jornadas Inspiradoras e Desmistificadoras

Foto: Eco-casa sustentável em forma de domo, na Noruega, construída por uma família que intitula-se: Os Seguidores do Coração – The Heart Followers.

A tendência mundial tecnológica parece caminhar em direção ao abismo quando observamos tantos dispositivos enraizando-se cada vez mais na rotina e na casa das pessoas, incluindo-se a obsolescencia programada – coisas feitas para durar cada vez menos, programadas para morrer – que mais incentivo ao consumismo e lixo tem gerado para o planeta. Essas tecnologias fazem parte de um grande cérebro capaz de ditar falsas verdades, formas de pensamento e comportamento, assim como incitar emoções destrutivas, determinar e até prever as suas escolhas através do que você consome.

Expostos que estamos a toda essa poluição eletromagnética, às antenas que crescem em proporção, aos chemtrails – rastros químicos que cruzam os céus nublando a luz do sol e o brilho das estrelas, às notícias de caos e incentivo ao medo, ao isolamento e cada vez menos contato humano substituído pelas mídias sociais, é possível dizer que aqui reside o fim de um mundo, caso visitasse o planeta uma consciência de outro sistema.

Todo tipo de mídia – principalmente as direcionadas à massa – trazem algum tipo de mentira construída em meio a verdades escondidas. Estejamos atentos ao que nos é oferecido todos os dias como “alimento” que só parece saudável, quando o que parece colorido, brilhante e cheio de vida em verdade é tóxico, em níveis que talvez nem sejamos capazes de imaginar.

Mas, em meio ao caos também existe a ordem: uma programação de frequência vibratória que reside na criação de todas as coisas, assim como a vida está intrinsecamente ligada à morte e ao nascimento, às transformações e aos renascimentos. A semelhança do que vemos em uma floresta ainda virgem – sem a intervenção humana – onde os ciclos de vida-morte-vida acontecem equilibradamente, vemos também através de projetos cheios de vida que se criam em meio ao caos. Esse é o foco das almas guerreiras que estão ousando desconectar cada vez mais desse sistema imposto e criando suas próprias realidades.

Esses núcleos são aqueles compostos por pessoas que querem fazer diferente, que estão buscando rotas alternativas e caminhos ligados à autosustentabilidade para deixar de depender de um sistema capitalista em degradante falência, criando outro sistema que nasce de dentro dele.

São aqueles grupos que destinam seus esforços a modelos de educação livre, à alimentação saudável e orgânica, à agroecologia e seus princípios, à proteção e preservação da natureza, dos animais e do meio ambiente, à utilização de recursos renováveis de energia e produção de água potável, ao benefício e engajamento de comunidades locais, ao uso de tecnologias sustentáveis, ao minimalismo no que se refere ao uso do que é necessário e salutar, sem os exageros da sociedade de luxo.

Foto: Casa sustentável de uma família norte-americana – transformada em mini-fazenda com horta orgânica – que em meio a uma região urbana produz toneladas de alimentos orgânicos do seu próprio quintal.

Se você se encaixa nesse perfil, participa de algum grupo que está inserido nesse movimento e já faz a sua parte, mesmo que seja começando a tornar-se consciente e responsável pelo que você consome: notícias, informação, alimentação, produtos, emoções e ideias, então esse artigo sintoniza com você. Toda forma de consumo, mesmo em meio a situações de caos, fazem uma imensa diferença dentro do que estamos nutrindo para o nosso presente e do que estamos criando para o nosso futuro.

Que possamos, então, nos nutrir de coisas férteis e táteis – capazes de nos manter mais presentes – de nos alimentar de verdades essenciais que fazem o nosso ser e coração vibrar, de notícias e informações que nos tragam alegrias e soluções ao invés de apenas problemas, medo, pânico e mais caos.

Que estejamos bem aterrados e enraizados, reconhecendo e não nos fazendo de rogados ao ter que enfrentar problemas quando eles se apresentam, mas que também tenhamos o coração como o nosso termômetro. Que ele seja o nosso centro para que, quando precisarmos, possamos descansar nossa mente em paz, exercitando a nutrição positiva em nosso dia-a-dia e buscando por soluções que vibrem com as verdades que escolhemos, não as que nos são impostas – muitas vezes de forma subliminar.

O objetivo dessa lista de documentários, portanto, é ser um complemento dessa busca, dessa jornada que muitos já estamos trilhando através da construção de um novo paradigma. Um modelo que gradualmente vem surgindo através dos que não se identificam mais com aquilo que é oferecido, da forma como é oferecido.

Que essas histórias e jornadas inspirem você nesse caminho, assim como me inspiro todos os dias ao nutrir o que construo no agora e que será o alimento do futuro. Compartilhe essas inspirações com seus grupos de convívio, nutra os seus sonhos e, se souber de mais projetos como estes, multiplique! Namaste! ❤

  • GMO-OMG (2013)
  • DEMAIN (AMANHÃ – 2015)
  • THE TRUE COST (2015)
  • A REVOLUÇÃO DO ALTRUÍSMO (2015)
  • THE HEART FOLLOWERS (Hjertefolgerne)
  • HE NAMED ME MALALA (MALALA – 2015)
  • EMBRACE (ABRACE – 2016)
  • HAPPY PEOPLE: A YEAR IN THE TAIGA ( PESSOAS FELIZES – 2010)
  • INTO THE VOLCANO (VISITA AO INFERNO – 2016)
  • LO AND BEHOLD: REVERIES OF THE CONNECTED WORLD (EIS OS DELÍRIOS DO MUNDO CONECTADO – 2016)
  • THE MINIMALISTS (OS MINIMALISTAS – 2016)
  • ON YOGA: ARQUITETURA DA PAZ (2017)
  • EXPEDITION HAPYNESS (2017)
  • BLOOD ROAD (2017)
  • PACIFICUM: RETURN TO THE OCEAN (2017)
  • UNDER AN ARTIC SKY (2017)
  • NATIONAL PARK’S ADVENTURE (2017)
  • DAUGHTERS OF DESTINY (FILHAS DO DESTINO – 2017/ SÉRIE-DOCUMENTÁRIO
  • VILAGE VISAGE (2017)
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Absorventes Ecológicos e Reutilizáveis: Quebre os Tabus, Liberte seu Corpo

Já ouvi muitas histórias sobre os tabus da menstruação, mas as que gostaria de partilhar aqui são relativas a algumas de minhas ancestrais, porque sempre refleti sobre os prós e contras de ser mulher naquela época. Por um lado, as mulheres eram reféns de todos os tabus sobre o tema, tendo que baixar a cabeça e aceitar sem questionar o que lhes era ensinado; por outro lado tinham mais saúde ao usarem panos de algodão costurados para este fim, por exemplo, ao invés dos absorventes tóxicos sendo vendidos hoje.

Recordo da conversa com uma de minhas avós me dizendo que a primeira vez que menstruou achou que estava morrendo 😮 Só depois de ter contado à sua mãe é que compreendeu o que significava. Com doze ou treze anos de idade, recebeu da mãe um vestido novo e do pai um bouquet de flores – fato que se sucedeu de forma semelhante comigo no dia da primeira menstruação.

Mesmo tendo tido esse belo ritual de passagem, algumas recomendações foram recebidas a seguir – orientações estas que permaneceram ao longo da vida dessa ancestral, até que a neta veio e quebrou o tabu. Durante o período menstrual, algumas delas diziam respeito a: não lavar a cabeça, porque o sangue poderia subir à cabeça – ainda não se sabe de onde esta informação surgiu… – guardar o pacote de absorventes em lugar discreto – homens não podiam ver; não fazer atividades muito intensas no período, colocar o absorvente no lixo enrolado em jornal ou papel higiênico – porque era feio alguém ver o sangue menstrual ao abrir o lixo, incluindo os homens que não poderiam vê-lo, jamais. Um dos homens da família conta que escondia-se atrás da cortina quando a irmã estava menstruada, passando longe, porque via “aquilo” como doença. Momento hilariante sempre que lembramos! 😉

Bom, sabemos que a medicina e a crença popular sempre tem um fundo de verdade porque são baseadas nas experiências de vida das nossas ancestrais. Mas, nem tudo precisa ser seguido à risca, e certas crenças precisam ser adaptadas à atualidade para que possamos evoluir nosso ser, nosso corpo e permitirmos que as tecnologias sustentáveis, que já são tantas, sejam utilizadas a favor dos nosso ciclos femininos e sagrados.

Observando as tecnologias que surgiram nestes últimos tempos, com a chegada dos absorventes orgânicos e veganos – Natracare, e dos absorventes ecológicos/ reutilizáveis, penso que demos um salto significativo neste campo, de alguma forma retomando, cada vez mais, a conexão com a natureza e a liberdade dos nossos corpos, assim como na época de nossas avós no que se refere ao uso de panos de algodão. Abaixo, um exemplo clássico e comparativo da evolução dos protetores convencionais para os orgânicos.

Legenda: Carefree – com cheiro, não biodegradável, com aditivo químicos e pouca capacidade de absorção/ Natracare – sem cheiro, biodegradável, feito de algodão orgânico, óleos essenciais e compostos naturais; com alta capacidade de absorção, evitando vazamentos.

Ainda que os absorventes orgânicos sejam uma ótima opção para quem quer fugir dos tóxicos, tendo 98% de sua composição biodegradável – vide link do artigo acima sobre a marca NATRACARE – não são de conhecimento de muitas mulheres. Isso porque são importados da Suécia, não são encontrados em qualquer lugar e possuem um custo mais alto do que o convencional para quem não pode pagar. Sigo desejando que surja uma empresa com fabricação aqui no Brasil, assim baratearia o custo pela metade.

Já, a outra opção, uma marca brasileira que está conquistando muitas mulheres – testada, utilizada e aprovadíssima do meu ponto de vista – é a KORUI (a palavra significa “nova vida”, crescimento): empresa que fabrica produtos de higiene íntima, incluindo tanto absorventes ecológicos e reutilizáveis quanto calcinhas absorventes, ambos feitos à base de fibra de bambu, camadas internas com 100% de algodão e tecidos impermeáveis e respiráveis. São ecológicos, livres de compostos plásticos, látex, géis, fragrâncias, elementos químicos e tóxicos ; são veganos – sem testes em animais e produtos derivados – mas não são orgânicos porque a camada externa é feita de poliéster e poliuretano.

Fiz uso de ambos – orgânicos e reutilizáveis – por um bom tempo e posso dizer que os reutilizáveis tem uma grande vantagem: não vão produzir lixo por até um prazo de 3 anos ou mais dependendo de como você os lava – sugiro sabão glicerinado e neutro, sem nenhum componente abrasivo – e de quantas vezes você os utiliza, assim como uma roupa que você cuida para durar por mais tempo. Lembro que um pouquinho de vinagre branco ou bicarbonato de sódio também ajudam na lavagem – no caso de ficarem de molho – e que muito sabão que se diz “de coco”, dependendo da marca, não tem nada de coco, além de possuir componentes abrasivos. Portanto, cautela para quem usa. Leia o rótulo e escolha o mais natural possível, com compostos vegetais e sem “branqueadores”.

No site da KORUI você encontra os representantes e pontos de venda, de acordo com a sua região, e todas as respostas para: formas de uso, como lavar, tipos e tamanhos de acordo com o tipo de fluxo, tempo de troca e outras dúvidas: http://www.korui.com.br/como-usar-o-absorvente-korui/

Para quem é adepta dos coletores menstruais, pode utilizar os dois em caso de vazamentos, substituindo assim os protetores de calcinha convencionais, que também são tão tóxicos quanto os absorventes por conterem petrolatos e a famosa dioxina, uma substância vilã e cancerígena para o nosso corpo, um componente listado como um dos mais tóxicos de todos os produtos químicos ligados ao câncer pela Environmental Protection Agency dos Estados Unidos.

Tanto a Natracare quanto a Korui possuem protetores de calcinha. Você também pode utilizá-los durante a gravidez e períodos não menstruais com aumento de secreção vaginal. A Korui tem formatos menores e com duas opções de tecido: conforto seco ou natural, ambos respiráveis – uma das minhas perguntas antes de comprar. Os modelos são lindos, alguns mais coloridos e outros mais discretos, para todos os gostos.

Essas são as sugestões de acordo com minha experiência. Fica a dica para quem quer experimentar e adentrar numa relação completamente nova com o seu corpo, respeitando seus momentos – se mais introspectivos ou extrovertidos – ouvindo seu corpo e seus ciclos com mais sabedoria, conforto e liberdade. Namastê! ❤

Leia mais: Coletor Menstrual: A Evolução do Absorvente Feminino /

Artigos, Feminino Sagrado, Sustentabilidade Ambiental e Educação, Terapias Integrativas

Tinturas para cabelo 100% naturais – Parte 2

Dedico este artigo ao pessoal que acompanha o Blog e aos que passam por aqui em busca de informação boa e séria! 😉 Tendo em vista este ser um dos assuntos mais acessados e discutidos através de comentários, mensagens e e-mails, sigo complementando e atualizando as informações que publiquei no artigo anterior: Tinturas para Cabelo 100% Naturais Com o aumento da demanda por produtos cada vez mais naturais, orgânicos, livres de transgênicos, testes em animais e quimical free, crescem as opções de produtos no mercado, assim como cresce a procura por cursos online sobre o assunto.

No final deste artigo, sugiro alguns Canais bem interessantes – para quem não tem muito tempo a perder – com receitas caseiras, naturais e à base de ervas, especiarias e tinturas provenientes de extratos vegetais da natureza. Do meu ponto de vista, são bem objetivos, trazendo receitas simples e fáceis de fazer em casa. Entretanto, mesmo se tratando de receitas naturais, sugiro que você converse com um especialista ou busque informação em canais especializados para não danificar os seus cabelos, já que dependendo do caso, não são recomendadas certas misturas. Então, vamos aos esclarecimentos.

RECEITAS CASEIRAS

A dica que deixo aqui é buscar uma receita que esteja de acordo com o seu tipo de cabelo, mas avaliando também a condição em que ele se encontra atualmente – se é seco, normal, oleoso ou misto; se está desidratado, ressecado, quebradiço, com pontas duplas ou queda excessiva; se tem mechas, luzes, alisamentos, tonalizante, tintura química, descolorante, etc. Escolha, assim, a opção de receita para o seu tipo de cabelo + condição de cabelo, lembrando: um tratamento natural/ caseiro requer disciplina e tem resultados gradativos. Pode ser mais permanente no caso da henna em pó – pura ou misturada a algum outro extrato natural – ou da henna em creme. Se o cabelo for comprido demais, a dosagem também é diferente.

TINTURAS EM PÓ

Respondendo os e-mails e comentários recebidos sobre as tinturas em pó: todas as tinturas naturais em que usamos pó – sejam as do mercado ou mesmo os elementos que compramos para fazer em casa – geralmente tem a tendência de ressecar os fios. Com isso, sugiro que junto à mistura seja acrescentada 01 a 02 colheres (sopa) de um óleo vegetal extra virgem de sua preferência – indico o de coco ou de oliva – ou glicerina vegetal em creme (sem parabenos ou petrolatos) – ou ainda a mesma quantidade de uma máscara capilar de sua preferência, a mais natural possível. No caso das misturas contendo limão ou outro elemento mais ácido: mais cautela ainda para quem tem cabelos secos ou ressecados, algum processo químico ou em função de exposição à água do mar, piscina, sol. E no que se refere à canela, não indico para quem tem pele sensível ou rosácea, pois causa alergias, além de ressecar os cabelos.

Outro esclarecimento: no caso da Henna Surya em creme, ela não tem na sua composição apenas a henna como muitos pensam, mas sim uma lista de extratos de plantas que, dependendo da coloração que se deseja, possuem mais ou menos elementos das plantas listadas, são elas: Açaí, Acerola, Achillea, Amla, Aloe Vera, Arnica, Avelã, Babaçu, Camomila, Castanha do Brasil, Guaraná, Jenipapo, Juá e Malva. Como ainda tenho recebido comentários de pessoas que duvidam que seja totalmente natural – e com razão pela quantidade de produtos que não fazem jus ao que está descrito no rótulo – trago minha experiência que confirmou isso.

Há alguns anos atrás, através de um naturopata, bioquímico e cientista que possui um grupo de estudos na Unicamp, tive a confirmação que os testes realizados confirmavam que o produto era natural, sem amônia, sem parabenos e sem metais pesados. Hoje, não saberia dizer se a fórmula foi modificada, a não ser realizando novos testes. Entretanto, uso a henna creme de vez em quando como tratamento para os cabelos e, no meu caso – tendo os cabelos normais – é de fato um ótimo tratamento. Para quem quiser pesquisar mais a respeito da henna, existem tutoriais especiais em Canais do You Tube apenas falando sobre as colorações com Henna. Muitos, inclusive, indicam misturar dois tons para se adquirir o tom desejado e, principalmente, para quem tem mais de 50% de cabelos brancos.

PH DO CABELO X PH SUBSTÂNCIAS NATURAIS: OS BASTIDORES DO PORQUÊ AS RECEITAS NEM SEMPRE FUNCIONAM

Trazendo o olhar para os “bastidores” dessas dicas, trouxe algumas tabelas advindas de sites profissionais para cabeleireiros, que indicam o valor do Ph do cabelo comparado a certos produtos que estão por aí dizendo que fazem milagres, quando na verdade não é o que ocorre na prática – no caso do vinagre e do bicarbonato de sódio, por exemplo. Dependendo do tipo de cabelo e da quantidade usada, passam a ser um grande problema ao invés de uma solução, porque os Ph’s muito alcalinos ou muito altos podem danificar os cabelos. O vinagre e o bicarbonato, por exemplo, podem gerar queda de cabelo se usados na quantidade errada – já ocorreu comigo. No caso do vinagre, o ideal é o de maçã.

O Ph normal do cabelo humano fica em torno de 4,5 a 5,5, ou seja, ligeiramente ácido. Assim se forma o manto ácido, que tem como função impedir a proliferação de fungos e bactérias no couro cabeludo, evitando irritações. Fios com pH neste grau são saudáveis e têm as cutículas fechadas (aderentes e lisas). O pH, ou Potencial de Hidrogênio, é a escala que mede o grau de acidez ou alcalinidade de uma substância, podendo variar de 0 a 14.

Os cosméticos capilares com Ph alcalino são usados para modificar a estrutura externa e interna dos cabelos, abrindo as cutículas a fim de penetrar nos fios. O Ph ácido reforça a fibra capilar, age como adstringentes e neutraliza os tratamentos feitos com cosméticos alcalinos. Ao utilizarmos produtos muito ácidos (pH entre 1 e 2), assim como produtos muito alcalinos (pH acima de 10), os cabelos “incham”, pois as cutículas se abrem e é desta forma que os tratamentos químicos – alisamentos, permanentes e colorações – são mais eficazes.

Na maioria dos shampoos o pH oscila entre 5 e 7, para que o nível de acidez da oleosidade do cabelo em condições normais seja mantida, e isso é importante para impedir a sobrevivência de bactérias no couro cabeludo. O pH da água salgada é alcalino, por isso, cabelos com química devem evitar água do mar. Shampoos com pH entre 4.5 e 5.5 são indicados para pessoas que têm permanente, possuem o cabelo fraco ou tingido.

 

TIPOS DE CABELOS: AGENTES ÁCIDOS E ALCALINOS

O pH do cabelo determina o índice de acidez ou alcalinidade do fio. O fio de cabelo tem carga NEGATIVA, por isso ele retém partículas de carga positiva. O que hidrata naturalmente o fio de cabelo é o SEBO OU ÓLEO DO COURO CABELUDO.

Consequentemente, as dicas aqui são muito bem vindas para compreendermos o processo. Produtos contendo mais ou menos óleo, resultam em:

+ ÓLEO = pH ácido: deixa o cabelo macio, hidratado/ – ÓLEO = pH alcalino: deixa o cabelo seco, poroso. Tudo que retira a oleosidade natural do fio de cabelo é considerado um agente ALCALINO. Tudo que devolve a oleosidade natural é considerado um agente ÁCIDO.

* Agentes ácidos: Hidratações líquidas, produtos que contenham Óleos Vegetais ou Animais ou Umectantes;
* Agentes alcalinos: Escova, Química, Progressiva, Prancha, Secador, Produtos Cosméticos mal elaborados, etc.

Conclusão: Cabelo seco é um cabelo com PH ALCALINO/ * Cabelo oleoso é um cabelo com PH ÁCIDO/ * Cabelo normal é um cabelo com PH ÁCIDO/ * Cabelo danificado é um cabelo com PH ALCALINO/ * Cabelo ressecado é um cabelo com PH ALCALINO.

COSMETOLOGIA NATURAL

Aqueles que desejarem aprofundar o conhecimento podem buscar cursos especificamente para cabeleireiros – há cursos gratuitos e com valores acessíveis na web – mas minha ênfase é para a Cosmetologia Natural, Ecológica e Orgânica, porque esta segunda opção traz bases ótimas para você conhecer mais a fundo sobre bioquímica, produtos que devem ser usados, produtos tóxicos a serem evitados e fórmulas balanceadas de maneira correta para cada tipo de cabelo. Dessa maneira, você tem como saber se uma receita que se diz milagrosa vai mesmo funcionar para o seu tipo de cabelo, estendendo esse conhecimento para tudo o que diz respeito à sua pele, corpo, saúde e meio ambiente.

Um curso muito completo – mais profissionalizante no que se refere a você criar sua própria Linha de Cosméticos – que já disponibiliza alguns vídeos para você ir inteirando-se do assunto, você encontra no site da Cosmetologia do Bem. Mas, para quem quer apenas usar fórmulas em casa e livrar-se das químicas tóxicas, as sugestões propostas também fazem a sua parte. Infelizmente, como não podemos confiar nos órgãos reguladores – Anvisa e Inmetro – que autorizam a utilização de até 6% de chumbo – acetato de chumbo – nas tinturas, a melhor opção mesmo é utilizarmos o que a Mãe Natureza nos traz de melhor! Ficam as dicas com base na minha experiência. Que sejam super úteis para você também! Namastê! ❤

Luciane Strähuber – Educação Terapêutica Integrada

Fontes Complementares: ECabelos: Cabeleireiro Online/ “Cabeleireiro Online PH dos Cabelos”, “Como tratar o cabelo com Henna” e “Cosmetologia Natural e Ecológica” ou “Cosmética Natural e Ecológica/ Orgânica” (Vários Sites e Canais pesquisados com estes temas)

Canais Sugeridos: Pensando ao Contrário; Manual da BelezaCosmetologia do Bem

Artigos, Orgânicos: Produtos e Alimentação, Purificadores Alquímicos, Sustentabilidade Ambiental e Educação, Terapias Integrativas, Xamanismo

Purificadores de Ambientes Kaeté: a força da terra, o perfume da vida!

Baseadas na Alquimia e na terapêutica integrada e holística, incluindo conhecimentos da fitoterapia e fitoenergética, aromaterapia e aromatologia, florais, cristalterapia, cromoterapia e um processo alquímico próprio, surgiram as 7 fórmulas da Linha Floral dos Purificadores de Ambientes KAETÉ, inspiradas para trazer equilíbrio, harmonia, bem estar, relaxamento, criatividade, vitalidade, prosperidade e energia para você e qualquer ambiente!

Os Purificadores da Linha Floral são suaves, sutis, marcantes e possuem composições multi-aromáticas. São elaborados com bases de 7 ervas e substâncias orgânicas, óleos essenciais e aromáticos, contendo fórmulas florais próprias que somam os aspectos individuais de cada putificador, sintonizados a reinos e dimensões da natureza que os complementam. Conheça os Purificadores da Linha Floral aqui!

Já a Linha Xamânica dos Purificadores de Ambientes KAETÉ surgiu com o intuito de guiar você numa jornada interior e conectá-lo ao Espírito ou Consciência Sagrada dos Animais: a Medicina Ancestral dos Animais de Poder honrada e respeitada há milênios pelos Xamãs e povos indígenas da Terra.

Para a criação da fórmula de cada Purificador foi elaborada uma Alquimia própria, sintonizada à cada animal: o Lobo, a Tartaruga, o Puma e a Águia, de acordo com seu habitat natural, seu ponto de força na natureza, sua consciência grupal espiritual, seu elemento alquímico e a direção que o rege na roda sagrada da Vida.

Todos os Purificadores Xamânicos possuem aromas marcantes e exóticos. São elaborados com bases de ervas específicas e substâncias orgânicas, óleos essenciais e fórmulas florais próprias que somam os aspectos regentes de cada animal, sintonizados a reinos e dimensões da natureza que os complementam. Conheça os Purificadores da Linha Xamânica aqui!

Para tornar essa experiência ainda mais profunda, cinestésica e meditativa, foram criadas trilhas sonoras sintonizadas à energia e à consciência de cada animal, compondo este bellíssimo CD que chega até suas mãos com todo amor e dedicação! Clique na imagem e saiba mais.

>> Clique na imagem abaixo e conheça também nossas obras de arte! Escolha e encomende a sua! 😉

Linha Xamânica 0 - Pintura (Todos com moldura)

Inspire-se na Medicina Sagrada, Ancestral e Alquímica destas fórmulas únicas! Permita-se aprofundar numa jornada interior, entregando-se à essa experiência aromática, curativa, meditativa, sonora e musical! Que o espírito e a consciência dos Elementais, dos Devas e dos Animais de Poder guiem sua jornada evolutiva! Boa Viagem pelos caminhos da alma! 😉