Artigos, Mensagens Guardiãs/ Guardiões da Vida, da Lei e da Justiça Divina, Mensagens YEHUÁ

A Entrega com Presença, a Espera com Prontidão

“No processo de entrega ao longo da jornada, moldados que somos pelos ciclos de morte e renascimento, precisaremos passar por três etapas: a conclusão, a aceitação e o desprendimento. Essa entrega nos exige ao mesmo tempo a totalidade e a presença. Junto dela vem a espera, mas uma espera ativa, que nos coloca em pé e à ordem, sempre prontos para receber algo novo e perceber os próximos passos.

A primeira etapa envolve concluirmos os ajustes e as pendências que planejamos nesta vida, pré-determinadas pelos trilhos da consciência e do destino, ações no recolhimento que nos mantêm no eixo de equilíbrio do ser.

A segunda envolve aceitarmos tudo o que vier para nós no período, tudo o que tivermos que experienciar, seja harmônico ou desarmônico, mas que envolva aprendizado, crescimento, desenvolvimento humano e evolução para nossa alma. Essa aceitação significa nos alegrarmos com a vida todos os dias, sermos gratos pelo que somos e pelo que temos, pela vida que recebemos e por aqui estarmos desempenhando o nosso propósito. E isso não se trata de felicidade, ser feliz aqui é relativo porque a fórmula da felicidade pode ser diferente para cada um. Trata-se de alegrar-se e ser grato, apenas.

A terceira envolve fazermos as pazes com o nosso passado, com tudo aquilo que porventura ficou mal resolvido por nós e dentro de nós, para assim podermos nos desprender dele com amor e compaixão, com o senso de tarefa cumprida perante os que por nós passaram e pelo que vivemos. Nos desprendermos também daquilo que não podemos mudar, do que não nos diz respeito, que não nos pertence, que não está sob a nossa responsabilidade e o nosso controle. Incluem-se os padrões e as crenças limitadoras, as peles e as carapaças antigas, as máscaras sociais e pessoais que já não servem mais para o agora. Significa nos reinventarmos, renascermos de dentro de nós: abraçarmos o nascimento de um novo eu a partir da morte de um antigo, uma velha e inutilizável identidade.

No ínterim desse processo, que está além do tempo humano – muitas vezes fora dele e dentro do tempo da alma – vamos experienciar momentos de desalento e de certa opressão, de silêncio e solitude, com sensação de angústia e lentidão, como se nada estivesse acontecendo. Contudo, basta nessa hora lembrarmos do bambu, do tempo que ele leva enraizando nas profundezas da terra até que se possa ver seus troncos nascendo em direção ao sol – e lá se vão de quatro a cinco anos para o bambu começar a admirar os primeiros raios do astro rei.

Em meio a esta espera preciosa, lembremos que existe uma energia estrutural, uma base que estrutura todo esse processo e que pode ser comparada às raízes de um bambu: a energia da criação. O ato de criar é uma ação que acontece em três tempos simultaneamente. É um ato multidimensional: está no passado, no presente e no futuro, por essa razão está além do tempo humano e ainda assim dentro dele. Um quadro pintado por Da Vinci, por exemplo, foi criado no passado mas permanece sendo lembrado no presente, e seguirá existindo no futuro pelo significado histórico, simbólico e artístico que deixou à humanidade. Afinal, o que foi criado não pode ser desfeito, está registrado nos trilhos do tempo, até mesmo um antigo pergaminho da biblioteca de Alexandria destruído durante a Idade Média.

Quando criamos através da conexão com a alma, colocando amor, alegria e prazer no que fazemos, seja por meio de dons e talentos natos – onde o ato criativo começa a despertar – seja através de uma ação que incentiva a nossa criatividade, nos posicionamos dentro de uma correnteza fluída, forte e multicolorida, representada pelos ciclos universais da criação, uma força que nos convida a seguir e confiar. Através dessa força, nos sintonizamos com as infinitas possibilidades existentes nesse ato criativo, o que nos permite entrar num espaço de paz profunda, de foco e concentração, no aqui e no agora, no fluxo da espera com prontidão. Permitimos, assim, que a mente seja canal e ferramenta para materializar as nossas criações, à semelhança da união das palavras desse texto ou de uma paleta de cores que compõem uma tela, uma arte.

Durante essas etapas, o corpo relaxa, a mente se rende, o espírito acolhe e o emocional se integra como uma gota de água no oceano, e assim seguimos aprendendo e estabilizando. Muitos tem medo e fogem desse processo de entrega e espera porque acreditam que ele é somente morte, vazio e solidão. De fato, eles fazem parte dele: a morte, o vazio e a solitude, mas também a vida, a criação e a plenitude. Essa plenitude é alcançada e sentida pelo próprio ato de criar, que acontece de forma fluída, sem esforço, assim como ligar o ‘piloto automático da alma’.

A entrega com prontidão é viver o agora, é criar e renascer após as inúmeras mortes no caminho, sempre prontos à espera do próximo passo, entregues a tudo o que o universo nos traz porque nos alegramos com a vida. Essa é uma ação no recolhimento, é o ócio criativo, é a felicidade como um estado do ser. Essa entrega total nos liberta, nos fortalece, nos estabiliza para que possamos seguir cada vez mais conscientes, mais leves, criativos e sábios.

Alegrar-se todos dos dias com a vida é uma prática não mental, é um estado, é Ser. Ser além do que é rotulado como felicidade, encontrando o próprio ritmo, aceitando todas as emoções que precisam vir à tona, honrando nossas luzes e sombras, defeitos e qualidades, erros e acertos, porque de tudo isso somos feitos. É uma forma de nos entregarmos à nossa totalidade. Ao final, é olhar para este todo e poder dizer com humildade e simplicidade: ‘Nossa, quanto evolui!’ Esse estado do ser é uma conquista. E isso só conseguimos porque nos entregamos aos desígnios da alma, a um fluxo que não é governado pela mente, ouvindo a intuição e a voz do coração, permitindo que o ego adormeça para que a alma acorde.”

Mensagem de ©YEHUÁ  – Por Luciane Strähuber

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A Visão do Lobo de Libra

“Aos olhos que desejam ver pelos meus olhos,

ofereço a escuridão da minha noite:

a profundidade das minhas raízes,

a profundeza dos meus oceanos

e o vazio do meu silêncio interior

que habita a vastidão do universo.

Só ofereço aquilo que conheço e que posso dar

na medida dos meus limites

com humildade, gratidão e respeito,

nem mais, nem menos.

Não ofereço nenhum caminho

pelo qual já não tenha passado,

cujas trilhas conheço todas, uma a uma,

mesmo quando na escuridão do meu ser.

Sou escuridão, sou profundeza,

Sou vazio e sou silêncio.

Mas também sou luminar, luminescência,

Sou Sol, Lua e Estrela!

Conhece sua Luz aquele que esteve nas suas profundezas.

Conhece sua Estrela aquele que viveu sob a noite da alma.

Um céu estrelado só se revela numa noite escura,

não menos cheia de Luz, sabedoria e significado.

Conhece sua força e coragem aquele que ousa,

que aprofunda-se nos seus oceanos emocionais 

e desce fundo através das suas raízes –

as águas mais frescas e puras

se encontram nas profundezas.

Conhece a luminescência – luz e consciência –

aquele que mergulhou na vastidão do seu silêncio interior,

espaço que nada externo é capaz de preencher,

um vazio cheio de presença e transcendência.

O universo é repleto de ‘vazios cheios’,

preenchidos com matéria, energia, estrelas, vida.

Só pode ser Sol aquele que um dia foi Lua

para conhecer e alegrar-se com o luminar do dia e da noite.

Este é um princípio de equilíbrio,

do feminino e do masculino complementares,

do Yin e do Yang também residente em nós.

À semelhança das profundezas das raízes,

dos oceanos, do silêncio e do universo

somos este tudo no Todo, e o Todo é tudo em nós.

Olhar pelos olhos de outro, portanto,

é ter a coragem de mergulhar no seu âmago,

é calçar os seus sapatos e andar pelos seus pés.

A premissa para não se perder

nas suas e nas trilhas profundas do outro

é tornar-se os olhos do Lobo de Libra:

o mestre dos caminhos da noite da alma.

Aquele que tem a coragem de aprofundar-se em si

para mapear as trilhas dos seus abismos 

terá a visão do Lobo de Libra:

  olhos que aprenderam o equilíbrio da balança

entre o dia e a noite de Brahma,

entre o Kharma e o Dharma.

Você conhece as profundezas do seu ser

para ser os olhos do Lobo de Libra?

Para mudar e expandir sua visão?

Para desejar ser os olhos de outrem?”

©Yehuá e Uma Guardiã da Vida na Noite da Alma

Feminino Sagrado, Mensagens Guardiãs/ Guardiões da Vida, da Lei e da Justiça Divina, Mensagens YEHUÁ

Yemanjá: À Tua Semelhança, Sou Filha das Águas, Sou Filha das Estrelas

“Grande, Sábia e Amorosa Mãe das águas, dos mares, das profundezas dos oceanos,

Sagrada Consciência do Mistério da Geração planetário,

que guarda, nutre e protege a Vida que nos criou,

gratidão pela Tua Luz, Amor, Sabedoria e Força.

À Tua semelhança, sou a força e a impermanência das ondas do mar

que vão e vem quebrando crenças ultrapassadas e construções trevosas,

purificando a desarmonia mental, emocional e espiritual dos meus oceanos internos

e auxiliando na evolução de lugares por onde passar

para que novamente se tornem geradores de vida e amor;

 À Tua semelhança, venho transmutar as energias e frequências dissonantes

despejadas nos Teus Reinos através da Tua Lei e Justiça Divina,

do amor e da compaixão de Tua Elevada Consciência.

À Tua semelhança, relembro e aprendo a estar em comunhão

às consciências divinas que guardam os oceanos e mares,

e com eles faço parte da evolução desta humanidade,

dos filhos e filhas que despertaram a essência divina do seu coração

tornando-o um portal fecundo de amor e vida.

À Tua semelhança, me faço ponte para criar travessias,

e dialogar com outros mundos, dimensões e consciências,

a fim de compreender Tua missão em prol da ascensão e cura planetária,

compartilhando e repassando Teus conhecimentos e avançadas tecnologias

aos irmãos de jornada em sintonia ao projeto maior do Criador.

À Tua semelhança, Grande Mãe de Todos, Amada Yemanjá,

que desde minha vinda a este planeta me abençoa com Tua sabedoria,

cura, diplomacia, amor incondicional, força e fé,

sigo semeando gotas de Luz e ondas de Amor no coração

de todos os irmãos de alma, guardiões da vida e guerreiros da paz.

À semelhança do princípio sagrado e feminino que Te rege

e que habita meu Ser, me dedico dia-a-dia a mergulhar

nas águas profundas dos meus oceanos interiores

e me sintonizo à minha consciência, aos códigos de luz

e à essência divina que como herança recebi,

em eterno aprendizado, evolução e metamorfose.

Quanto mais profundo mergulho, mais ilumino minhas águas

e trago delas a sabedoria e a força que de Ti recebi para progredir,

abrindo minhas asas no tempo da alma e do coração

  e me mantendo firme nos trilhos do meu propósito divino,

em ressonância aos ciclos de morte e renascimento de toda vida na Terra.

À Tua semelhança, sou centelha divina do Grande Criador,

em serviço e comunhão à minha Família Planetária e Cósmica,

às consciências elementais e dévicas, reinos e forças da Mãe Natureza.

À Tua semelhança, sou representante da Verdade e do Amor Universal

e carrego tua estrela cósmica e radiante em minha cabeça e meu coração,

que guia meus passos, meus caminhos, minhas ações,

meus pensamentos e sentimentos como um farol.

Gratidão eterna, Grande Mãe das Águas desta abençoada Terra,

por me abençoar como tua filha de alma, filha das estrelas,

e me destinar o compromisso de levar Luz e Amor onde houver trevas e escuridão,

Mudança e Transformação onde houver estagnação,

Clareza e Verdade onde houver injustiças,

Silêncio e Alento onde houver confusão e palavras que cortam e ferem,

Solidariedade e Respeito onde houver egoísmo

e Paz Interior onde houver conflito.

Que eu seja sempre à semelhança de toda a Tua Bondade,

Generosidade, Sabedoria, Força e Amor!

Que Assim Seja e Assim É!

Salve, Granmamare! Salve Grande Mãe! Odoiá, Iemanjá!”

Mensagem em sintonia à Consciência Universal de Yemanjá ~ ©Yehuá

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As Flores do Deserto

“Existem flores que só nascem em terras selvagens.

Outras nascem somente em terras muito férteis.

Mas existem aquelas que aprendem a nascer em terras áridas,

e que por ali nascerem, as tornam férteis e novamente selvagens.

Essas flores saberão nascer em qualquer lugar, em qualquer terra

onde habitam reinos cuja mão do homem é incapaz de destruir ou controlar,

quanto menos entender o poder de adaptação e reconstrução da Mãe Natureza.

Sua florescência abrirá caminhos férteis, perfumados com amor polinizado,

para que outras possam se instalar e também nascer,

intercambiando saberes antigos e ensinamentos ancestrais

que apenas serão compreendidos por aqueles que tem o coração em flor

e um pé nos reinos elementais da Criação.

Sendo parte que somos do Todo, desta imensa Flor da Vida,

este saber puro, amoroso e elemental também está em nós.

Abra o seu coração para receber este saber na sua profundidade,

pureza e liberdade, e compreenderá a linguagem simbólica

e o ofício sagrado que habita o reino dévico das flores.

Todos somos flor em essência, na sua pureza divina que habita a alma

e a consciência universal da natureza humana e elemental.

Observe que no desabrochar de uma flor, as outras não demoram a acompanhá-la.

Una-se ao desabrochar das flores que ao seu redor nascem.

Sinta esta abertura e esplendor de receber a energia do universo no seu coração

e os caminhos para os próximos passos se revelarão.

Esses são caminhos não compreendidos pela mente, mas pelo coração.

As flores nos ensinam a transcender a matéria,

a quintessenciar o corpo e a transmutar a densidade da mente.   

Aprender com elas é compreender a verdadeira alquimia: a quintessência do Ser.

A liberdade interior reside na capacidade de transcendermos a matéria,

reconhecendo-a nas suas potências e limites, mas não mantendo-se preso à ela. 

Transcender significa enxergar o mundo sob a perspectiva de uma flor,

com infinitas possibilidades, tantas quantas são as pétalas que se abrem dia e noite

em sincronia perfeita ao cosmos e aos ciclos de Vida das Espirais da Criação.” 

Mensagem recebida em conexão ~ ©YEHUÁ

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O Universo, A Alma, O Coração: A Força do Nós

“Quando não temos nada para alcançar,

nada que faça vibrar nosso coração,

retornamos à fase infantil onde só sabíamos receber.

Esse padrão inerte se propaga na fase adulta, criando uma ‘zona de conforto’

até que tenhamos despertado o DNA solar de nosso coração:

aquele que vibra, faz parte e contém o Todo.

Quando somos capazes de relembrar essa força interior

e a coragem que habita nossa alma,

relembramos que o universo sempre conspira em nosso favor.

O universo representa o Nós, o ego o Eu.

Nada pode com a força do Nós, nem mesmo o Eu.

Apenas o Nós pode alcançar o que está na alma.

A alma é o Nós, e o Eu do ego permanece solitário.

Qualquer ação do ego, por essa razão,

não tem poder sobre o Nós, o Universo, a Alma.

Precisamos apenas relembrar essa força que deles foi originada,

que reside no espaço do coração e à serviço da alma.

A mente é a ponte entre ambos: coração e alma.

Quando encontramos o ajuste da mente

para servir a alma através dos desígnios do coração,

então encontramos nossa força interior, a força do Nós!

Saímos da esfera do Eu que só deseja receber,

posicionamos o ego à serviço da alma

e aprendemos a servir com harmonia:

o equilíbrio da balança entre o doar e o receber.

Esta balança nos ensina a verdadeira gratidão.

O estado de gratidão é o que nos liberta de qualquer prisão.”

Mensagem recebida em canalização ~ ©YEHUÁ

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Os Intermediadores do Tempo Humano e do Tempo da Alma

“Após alcançar o verdadeiro vazio e superar a si mesmo, você entra no Tao.” – A Hundred Eyes (Episódio do Seriado Marcopolo)

Os Intermediadores do Tempo Humano e do Tempo da Alma: Uma Transição no Espaço do Self

Esse texto foi escrito e canalizado com base em minhas experiências e transformações interiores, fazendo parte de um projeto de livros que venho criando. Sejam bem vindos todos os que se sintonizarem de coração e alma com os sinceros códigos de luz e amor aqui contidos, impressos em conexão à consciência e aos irmãos de alma através dos quais me sintonizo.

Que essas palavras possam ser como placas na estrada, auxiliando na clareza e no discernimento de um caminho muito sábio, repleto de chaves de verdade, mas bastante estreito e nada fácil de ser compreendido caso não haja entrega, desprendimento e compaixão por si.

A entrega nos processos de transformação interior me ensinou sobre sua necessidade na jornada:  morrer primeiro para renascer depois, desapegar primeiro para preencher depois os espaços vazios  com as criações da alma, desprendendo do passado para ter a clareza dos próximos passos no presente.

Esse é apenas um olhar sob a superfície desse processo, que em verdade é tão profundo que poucas palavras não poderiam descrevê-lo – a profundidade dele depende de quão profundas são as nossas raízes e o quanto estamos dispostos a desapegar. Talvez, a analogia de estar dentro de uma caverna por um longo tempo, apenas com sua própria companhia – a consciência em si – poderia ser um bom começo.

Estejam à vontade para compartilhá-lo, espargindo essas sementes de luz e respeitando suas “terras de origem” – os créditos ao final do texto. Namastê! ❤

Muitos devem estar questionando sobre suas vidas e os porquês de tudo estar sendo transformado, muitas vezes “do zero”.

Aqueles no caminho que não estão mais identificando-se, reconhecendo-se ou reconhecendo sua essência inserida no local e na cidade onde mora, o trabalho que desempenha, a profissão que escolheu, os relacionamentos afetivos através dos quais esteve ligado, certamente está se perguntando: por que aquilo que sempre funcionou agora surge como se não tivesse mais sentido?  Por que existe uma certa intolerância e incompatibilidade com lugares, pessoas, atividades, ações, situações que antes se encaixavam perfeitamente na rotina e que agora são sentidas como vazias de significado?

Muitos não devem estar compreendendo o processo, porque o olhar do observador interno está focando apenas em uma única direção. Então, vamos olhar um pouco mais além, um pouco mais de longe todo esse quadro, nos afastando da ebulição deste vulcão repleto de dúvidas e perguntas do território da mente e sobrevoando nossa vida, assim como a águia sobrevoa extensas regiões a grandes alturas.

Numa explicação mais palpável para o plano da matéria, seria como se estivéssemos dirigindo um carro numa pista de três vias: a via do tempo humano – onde reside a massa de pessoas que vive sua rotina da mesma forma há décadas, sem importar-se com mudanças ou desejá-las; a via do tempo da alma – onde encontram-se os núcleos e grupos de pessoas que já realizaram a transição para uma outra rotina, mais repleta de significado, mais de acordo com os anseios essenciais da alma e fazendo aquilo que amam conscientemente; e a via que intermedia esses dois tempos: a via do tempo de transição: onde estão os núcleos de pessoas que não se identificam mais com o tempo humano ditado pelas limitações de um único sistema.

Essas pessoas já estão realizando alguns dos seus objetivos e projetos essenciais, mas ainda precisam transitar entre o tempo humano e o tempo da alma, seja como compromisso cármico, por compaixão aos seus semelhantes e afins enquanto um impulso natural e energético, seja como compromisso espiritual que tem por base o amor a uma causa, a uma responsabilidade que vai além da sua rotina individual na matéria.

Esse último grupo de pessoas chamamos de intermediadores de mudança ou de transição, uma vez que são eles que estarão auxiliando – por diferentes formas e meios – os que ainda estão no tempo humano a migrarem para o tempo da alma, da mesma forma que um imigrante se desloca para outro país.

Ressalto aqui que essas vias estão sendo explicadas separadamente apenas para a compreensão no plano da matéria, quando na prática estão coexistindo entre si, assim como aqueles que transitam entre elas podem estar intercalando sua transição como seres multidimensionais que são.

Este pode ser um processo lento, a médio e longo prazo, dependendo do quanto somos capazes de soltar, de desapegar do que não nos serve mais. Aqueles, portanto, que ficarem presos a qualquer situação do passado que seja desgastante, viciosa e acomodada, que diga mais respeito ao “ter” do que ao “ser”, presos a pessoas, bens materiais, lugares e coisas obsoletas que já não os levam para lugar nenhum, levarão muito tempo para fazer a migração – talvez até venham a desistir dela.

Estarão tão preocupados em adquirir e conquistar coisas que, em determinado ponto da jornada, acreditarão que sua transformação dependerá das mudanças que realizam perante o que conquistam no plano da matéria, quando na verdade adquirimos maturidade emocional e espiritual através da transformação interior, das mudanças que realizamos em nós.

Para os que se encontram como intermediadores, está longe de ser uma tarefa fácil porque ao mesmo tempo que não se encaixam há tempo nos moldes que a “sociedade de controle” determina – pelo fato de saberem quem são e onde precisam chegar – também necessitam concluir este processo de transição para o tempo da alma, uma vez que a partir de suas experiências, à medida que tornam-se conscientes de cada uma delas e de cada passo dado, ajudarão outros que poderão seguir a mesma “placa” apontada para a travessia desta ponte, encontrando sua própria forma de atravessá-la.

Para ser mais específica, é como se essas pessoas já soubessem que precisam cumprir um certo número de horas no tempo humano para migrarem plenamente para o tempo da alma, a partir da criação de um espaço repleto de significado que é preenchido diariamente com suas experiências.

Essas experiências geralmente deixam códigos que nossa consciência capta, sinais que recebemos do universo assim como cartas do tarot ou placas de trânsito na rodovia. Nossas experiências de vida são um grande tarot que, de tempos em tempos, podem conter respostas e apontar direções para o nosso presente e futuro.

A tarefa como intermediadores pode ser muito frustrante, angustiante até se não confiarem na sua intuição, na voz do seu coração, se não derem um passo de fé, confiando que do outro lado da ponte há algo reservado para si à medida que avançam, que desapegam do que não serve mais para o agora – a semelhança de uma roupa que encolheu depois da lavagem e não serve mais – e seguem aprendendo com as próprias experiências para dar os próximos passos, e um de cada vez para serem sentidos com profundidade.

Importante dizer que é, ao mesmo tempo, um momento de grande desapego, de profunda confiança em si e no universo, e de união de compromissos. Se você é um intermediador e se vê nesse papel, ouse levar adiante os registros de suas experiências para outros que ainda não chegaram onde sua compreensão está.

Quando alcançamos a consciência de que quanto mais nos conhecemos, quanto mais nos sintonizamos à nossa essência, quanto mais estivermos presentes com amor em tudo o que fizermos, pensarmos e sentirmos – nos dando a devida atenção, a pausa necessária e o silêncio quando assim precisarmos, sem nos julgarmos quando não pudermos ou não conseguirmos estar sempre ativos no processo – menos vamos nos encaixar em modelos prontos porque estaremos, na realidade, construindo e reconhecendo o nosso próprio modelo de ser, de viver, de fazer diferente, de criar algo novo, um modelo que surge do processo de ressignificação.

Esse é um processo ligado à recodificação do DNA: um upgrade de nós e de tudo o que está ligado a nós, em várias dimensões e planos existenciais.
Não importa em que fase ou etapa do processo você se encontra. Não importa qual parte da ponte você já trilhou ou se já conquistou a maneira de existir e ser no tempo da alma. Importante é continuar usando suas experiências como ferramentas para auxiliar outros no caminho, e a você em primeiro lugar. Continuar criando espaços no tempo onde a consciência poderá ser manifestada de várias formas.

Aqui, existe profunda importância na criação desses espaços criativos que representam oportunidades para todos, porque o tempo é relativo nesses espaços. Quando dizemos: “Nossa, não vi o tempo passar!” É porque estamos preenchendo o espaço com a nossa presença – a consciência é presente. O tempo é relativo, portanto. Esses são os chamados “saltos no tempo” porque estamos vibrando em mais de uma dimensão ao mesmo tempo.

O que funcionou para você, por conseguinte, pode funcionar para outra pessoa. Uma resposta que auxiliou você a encontrar outras rotas, novas soluções para antigos problemas, certamente poderá ser um gatilho, um sinal, um farol para outros que ainda não conseguiram encontrar e construir a sua ponte nessa transição.

Esta ponte que você está construindo não está apenas na matéria. Ela coexiste nos seus corpos físico, mental e emocional porque estes são veículos que ligam você à matéria, também a outras dimensões.
Por essa razão, esta ponte também está alterando você nos níveis físico, mental e emocional.

Pode ser que você venha a tratar algum problema de saúde que se desenvolveu por algum bloqueio ou trauma que veio à tona e já está em processo de transformação; que você venha a modificar a forma de reagir a certas emoções e a desenvolver uma forma completamente nova de pensar e sentir por outras perspectivas, geradas por emoções mais centradas e menos desarmonizadas. Pode ser ainda que você se sinta com mais foco, mais energia e tranquilidade para realizar escolhas e resolver problemas que antes eram como tempestades num copo d’água. Tudo isso faz parte do processo de transição e só pode ser percebido a cada passo.

Mesmo que você queira ver mais, saber mais, compreender mais – mecanismos do ego para gerar mais segurança – o processo convida a viver e entregar-se no Agora para que, assim, aprenda a desapegar das expectativas do ego e a confiar na alma. Estar no agora significa estarmos “presentes no presente”, não no passado. Quando estiver pronto para compreender, “a ficha cai”!

Assim, com o tempo, serão tantas as vias de acesso que essas pontes também estarão conectadas entre si, formando um grande grupo, uma grande geometria harmônica criada a partir do novo molde individual, um novo modelo criado pela consciência de cada um que está envolvido no processo de despertar de si e do planeta.

Confie e continue criando sua ponte: ela levará você para onde sua alma poderá existir em harmonia com o Todo ao seu redor.

Mensagem recebida em canalização: ©Yehuá & Irmãos das Estrelas

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Os Guerreiros do Coração

“Vocês são a ponta da flecha,

aqueles que direcionam os que se sentem perdidos,

aqueles que relembram as esquecidas trilhas para o Caminho do Coração.

Vocês são aqueles que focalizam as energias para o bem,

para a cura, a paz interior, a coragem, a fé e ao amor.

Vocês são aqueles que abrem o mato à facão,

por isso a tarefa, às vezes, é tão desafiadora.

Vocês são aqueles que empunham a espada ao alto,

apontando à consciência, à lei e a justiça divina em nome do amor.

A vossa espada é o amor universal.

O vosso escudo é a compaixão e os desígnios do coração.

O vosso elmo e armadura são o propósito defendido e regido pela alma imortal.

A vossa bandeira é a paz em benefício de todos os envolvidos.

A força e o poder do vosso cavalo só é pleno, forte e seguro

se puder cavalgar pelos trilhos do coração,

por onde outros como vós: Guerreiros do Coração

e das antigas Tribos da Paz, andam juntos amparando uns aos outros

por um mundo mais justo, solidário, respeitoso e compassivo.

Aguardem o tempo necessário agindo no recolhimento,

mas não se deixem dominar por aqueles que tentam controlá-los.

Sejam como o velho e sábio guerreiro: não apresentem todas as suas flechas.

Lembrem-se do vosso poder interior que nada é capaz de dominar.

Vocês são cavalos selvagens,

esperando o som sagrado do Grande Espírito

que ressoará como a flauta na garganta e o tambor no coração,

para poderem partir às Terras Sagradas

governadas e nutridas pelo amor da Grande Mãe.

Salve Guerreiros do Coração!

Salve Guerreiros da Paz!

Salve Guerreiros do Arco-Íris!

Salve Guerreiros das Flechas Sagradas!”

Mensagem canalizada: ©YEHUÁ & Caboclo Flecha Dourada