Artigos, Mensagens YEHUÁ

A Medicina das Raízes: A Estabilidade vem de dentro

“Num terreno instável, como se manter estável?

A parte mais estável de um terreno instável são a raízes. 

Quanto mais profundas forem as raízes para dentro de si, mais estável será sua presença e energia em qualquer terreno para onde você estiver destinado a estar.

Quanto mais profundo nos trabalhamos, aprendendo a reconhecer e harmonizar nossas emoções e pensamentos, mais seguimos enraizando e curando aspectos nossos desta e de outras existências.

Seguimos separando o que serve para nossa caminhada evolutiva do que não serve, reconhecendo aquilo que é nosso daquilo que é do outro. Vamos resolvendo pendências do passado gravadas na memória das nossas raízes, tendo mais clareza das responsabilidades e compromissos de nossa alma, e nos percebendo cada vez mais estáveis na roda da vida.

Essa profundidade requer que identifiquemos nossos limites, para que não nos aprofundemos demais em terrenos que não nos pertencem e não nos dizem respeito, mantendo o foco apenas naquilo que nos compete.

Vamos adiante, aprofundando até onde é nosso compromisso, cuja compreensão vem passo-a-passo, entendendo o suficiente para trabalharmos no momento, no agora.

Nesse fluxo, somos atraídos para lugares e terras instáveis geralmente porque assim também estamos e nos sentimos internamente. Pela lei do semelhante que atrai o semelhante, muitas vezes é através de um terreno instável que nos é dada a oportunidade de nos libertamos da instabilidade que habita em nós.

Somos obrigados a ver a verdade nua e crua nesse tipo de território, que constantemente nos relembra aquilo que ainda precisamos trabalhar, pelo tempo que for necessário, até o momento que como as raízes seremos.

Através dessa jornada de verdade e enraizamento, é possível liberarmos e nos libertarmos de instabilidades emocionais e mentais, derivadas de traumas, limitações, crenças e padrões distorcidos sobre nós e nossa vida, sobre a forma de vermos e nos relacionarmos com aqueles que amamos e com o mundo a nossa volta. 

Aprendemos que já não precisamos guardar nossas limitações e defeitos em caixinhas e gavetas fechadas, que não necessitamos pintá-los como algo que não são porque não os tememos mais, perante o nosso ou o olhar do outro. Aprofundamos, crescemos e nos tornamos mais fortes através deles.

Aprendemos que o que importa é o sentimento de pertencer. Damos um espaço no nosso coração a tudo o que precisa ser reconhecido e liberado, para nos reconciliarmos com nossas emoções: seja uma alegria genuína, seja uma raiva reprimida. Assim vamos nos reconciliando conosco. 

Já não nos preocupamos – a pré-ocupação da mente – porque aprendemos a reconhecer e perceber emoções e pensamentos como um termômetro, ao invés de algo a ser temido, negado, reprimido ou ignorado nos recantos esquecidos de nós. 

Passamos a usar esse termômetro para nos harmonizarmos toda vez que a temperatura subir além do normal. Então, voltamos novamente às raízes, onde a temperatura é amena, onde a linguagem falada só pode ser sentida e onde a energia é vital.  

Enraizando profundamente somos capazes de nos tornarmos estáveis, encontrando por nós mesmos essa zona de estabilidade e dignidade, indicada na prática pelo resultado dos nossos pensamentos e emoções na rotina, a cada passo, a cada vez que ligamos o nosso observador interior. 

A essa altura, somos capazes de nos tornarmos estáveis em qualquer terreno instável, porque mapeamos e aprendemos a transformar a instabilidade em estabilidade, o desequilíbrio em equilíbrio – à semelhança com que a terra é capaz de transformar morte em adubo para a vida. 

Enquanto houverem tempestades na superfície, nossas raízes permanecem intactas dentro da terra, inabaláveis e sãs para sustentar as mudanças que ocorrem na mente e no emocional. 

Toda vez que houver o caos dos pensamentos ou das emoções, podemos voltar às raízes do nosso Ser, um porto seguro, nos regenerando e nos vitalizando sempre que preciso for, até que a tempestade interior passe com os ventos da autotransformação, da autorreconciliação e do auto-amor. Até que os raios de sol venham nos visitar novamente, trazendo a clareza e o entendimento para mais um passo com consciência na jornada.

Nossa existência, assim como a respiração que pulsa em toda vida dentro e fora de nós, é feita de momentos de retração e expansão, de mortes e renascimentos, de dias de tempestade e dias de sol. É essa respiração divina, de vida, que contém o mistério da criação. Ele habita em nós e nos impulsiona a evoluirmos constantemente.

Um dia, todos passamos pelo caminho das raízes, para aprendermos com a sua medicina ancestral e o seu vasto reino. Com elas, aprendemos a ouvir este pulsar vital dentro de nós, para enraizarmos também. Em dias tempestuosos, uma árvore com raízes profundas será mais forte.”

Mensagem de ©Yehuá e uma Anciã das Chaves Ancestrais

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

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As Limitações do Ego: A Forja da Alma

“As limitações que a vida, o destino e a nossa própria alma nos trazem são ferramentas para nos ensinar sobre as nossas próprias limitações: aquelas que herdamos através de gerações passadas, aquelas que nos impomos e que são compulsórias – como forma de aprendizado e forja da personalidade, do caráter e do espírito – e aquelas que de fato podem nos manter prisioneiros de condições, padrões e crenças.

Essas últimas, conseguimos compreender e transcender quando tivermos clareza e consciência das duas primeiras. Isso porque todas estão interconectadas, ligadas por fios além do tempo.

Para acessa-las conscientemente, precisaremos aprender a nos deslocar além do tempo humano, com o intuito de saber como elas atuam em nós, no corpo físico, no mental e no emocional. Da mesma forma, como elas são capazes de afetar também o nosso espírito.

Estar além do tempo humano não significa fora dele, mas sim além, no tempo da alma: um momentum que envolve a nossa entrega não mental; a entrega onde nada pode perturbar, onde há o silêncio, o breu da noite e a paz que precede o amanhecer – a clareza que advém com a consciência.

Para o ego, essa entrega poderá parecer uma grande limitação e aprisionamento, já que para ele precisamos estar sempre ocupados – a mente exige a ocupação constante – quando na verdade os diálogos no tempo da alma acontecem no silêncio, num espaço onde não há ocupações ou pré-ocupações.

Para conhecermos as nossas limitações e sermos capazes de modificá-las, transformá-las em algo útil para a nossa jornada de crescimento, não basta usarmos de teoria, de práticas meramente mentais, com frases e comandos prontos.

Se assim fazemos, atuando apenas desta forma e por esse meio, permanecemos na superfície do ser, no mental dito ainda inferior. Ir além desse mental inferior é ir além do tempo humano, é alcançar o silêncio que reside no mental superior e, portanto, a entrega.

Essa jornada de encontro com a entrega total pode ser longa. Vamos precisar nos trabalhar muito, aprendendo a burlar camadas e camadas de pensamentos e ocupações da mente inferior. Mas, como tudo requer treino, aqui não seria diferente. Junto desse treinamento interior vem o plantio das sementes de paciência, de humildade, de fé e compaixão para conosco. 

Quando essa etapa da entrega total é alcançada, jamais poderá ser esquecida, à semelhança de quando aprendemos a andar de bicicleta sem o apoio das rodinhas. Nosso corpo e nossas células terão registrado esse aprendizado e, com ele, aprenderemos a encontrar novas formas de diálogo no tempo da alma.

Automaticamente, abriremos nossa visão para enxergarmos, de forma diferente, novas possibilidades no tempo humano, antes não vistas pelas limitações impostas pela vida, compulsórias pelo destino ou determinadas pela alma.”

Mensagem de ©Yehuá & Uma Guardiã da Vida – Por Luciane Strähuber

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O Exercício da Entrega, O Desapego do Controle

“Ao desenvolvermos o exercício da entrega, desapegamos do controle, do que não é de nossa responsabilidade, daquilo que não nos compete. O controle pressupõe medo – uma das suas interfaces – e ambos seguem lado a lado.

Quando controlamos ou desejamos controlar a nossa ou a vida de outrem, em verdade estamos fugindo e negando os nossos próprios medos.

Quando na ação controladora, desviamos do nosso próprio caminho, do nosso propósito, muitas vezes impedindo a nós mesmos e ao outro de viver a sua experiência como ela deveria ser, responsabilizando-se pelo que é seu, comprometendo-se consigo.

Impedimos a nós e ao outro de obter a lição que necessita e, com isso, a evolução e o crescimento de ambos é prejudicado na espiral dos acontecimentos da vida. Quando, ainda assim, o desejo de controle for incontrolável, ainda existirá a escolha perante a encruzilhada.

A partir de um exercício diário, um decreto interno, um voto de honra e comprometimento para comigo, escolho desapegar.

Desapego do controle para ser capaz de identificar, compreender e trabalhar medos conscientes ou profundamente soterrados pelo inconsciente.

Desprendo-me do que não compete a mim resolver, seguir, envolver e controlar.

Solto as expectativas, as ideologias, as verdades absolutas, as certezas que escravizam, as crenças e os padrões do passado. Mesmo que ainda não tenha total consciência deles, minha escolha consciente é soltá-los, permitindo a criação de um novo espaço para um novo Eu nascer.

Sigo adiante, um passo de cada vez, aprendendo a caminhar com mais leveza e presença à medida que libero o que não me pertence, o que não serve mais para estar dentro da minha mochila de ferramentas essenciais.

As únicas rédeas que mantenho em minhas mãos, a única roda que mantenho girando, o único mastro que mantenho governando e regendo o navio de minhas experiências é o de minha vida, de minha jornada.

Sou a autoridade em meu mundo que é auto-sustentada e sigo confiando, aberta para receber tudo o que a vida, a morte e o universo me trazem como presentes, bênçãos e aprendizado. 

As rédeas desse cavalo selvagem são minha força e poder interior; as rodas dessa carroça que giram e seguem por caminhos essenciais são o movimento harmônico do Ser em cada ação; o mastro desse navio é o olhar sempre no horizonte, sintonizado ao norte de minha bússola interior: o coração em paz!   

Mesmo que hajam ondas desafiadoras, aprendo sobre o desafio dentro dos desafios, aprendo a tornar o desafio harmonioso.”

©YEHUÁ & Uma Cigana Guardiã da Vida Por Luciane Strähuber

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A Entrega com Presença, a Espera com Prontidão

“No processo de entrega ao longo da jornada, moldados que somos pelos ciclos de morte e renascimento, precisaremos passar por três etapas: a conclusão, a aceitação e o desprendimento. Essa entrega nos exige ao mesmo tempo a totalidade e a presença. Junto dela vem a espera, mas uma espera ativa, que nos coloca em pé e à ordem, sempre prontos para receber algo novo e perceber os próximos passos.

A primeira etapa envolve concluirmos os ajustes e as pendências que planejamos nesta vida, pré-determinadas pelos trilhos da consciência e do destino, ações no recolhimento que nos mantêm no eixo de equilíbrio do ser.

A segunda envolve aceitarmos tudo o que vier para nós no período, tudo o que tivermos que experienciar, seja harmônico ou desarmônico, mas que envolva aprendizado, crescimento, desenvolvimento humano e evolução para nossa alma. Essa aceitação significa nos alegrarmos com a vida todos os dias, sermos gratos pelo que somos e pelo que temos, pela vida que recebemos e por aqui estarmos desempenhando o nosso propósito. E isso não se trata de felicidade, ser feliz aqui é relativo porque a fórmula da felicidade pode ser diferente para cada um. Trata-se de alegrar-se e ser grato, apenas.

A terceira envolve fazermos as pazes com o nosso passado, com tudo aquilo que porventura ficou mal resolvido por nós e dentro de nós, para assim podermos nos desprender dele com amor e compaixão, com o senso de tarefa cumprida perante os que por nós passaram e pelo que vivemos. Nos desprendermos também daquilo que não podemos mudar, do que não nos diz respeito, que não nos pertence, que não está sob a nossa responsabilidade e o nosso controle. Incluem-se os padrões e as crenças limitadoras, as peles e as carapaças antigas, as máscaras sociais e pessoais que já não servem mais para o agora. Significa nos reinventarmos, renascermos de dentro de nós: abraçarmos o nascimento de um novo eu a partir da morte de um antigo, uma velha e inutilizável identidade.

No ínterim desse processo, que está além do tempo humano – muitas vezes fora dele e dentro do tempo da alma – vamos experienciar momentos de desalento e de certa opressão, de silêncio e solitude, com sensação de angústia e lentidão, como se nada estivesse acontecendo. Contudo, basta nessa hora lembrarmos do bambu, do tempo que ele leva enraizando nas profundezas da terra até que se possa ver seus troncos nascendo em direção ao sol – e lá se vão de quatro a cinco anos para o bambu começar a admirar os primeiros raios do astro rei.

Em meio a esta espera preciosa, lembremos que existe uma energia estrutural, uma base que estrutura todo esse processo e que pode ser comparada às raízes de um bambu: a energia da criação. O ato de criar é uma ação que acontece em três tempos simultaneamente. É um ato multidimensional: está no passado, no presente e no futuro, por essa razão está além do tempo humano e ainda assim dentro dele. Um quadro pintado por Da Vinci, por exemplo, foi criado no passado mas permanece sendo lembrado no presente, e seguirá existindo no futuro pelo significado histórico, simbólico e artístico que deixou à humanidade. Afinal, o que foi criado não pode ser desfeito, está registrado nos trilhos do tempo, até mesmo um antigo pergaminho da biblioteca de Alexandria destruído durante a Idade Média.

Quando criamos através da conexão com a alma, colocando amor, alegria e prazer no que fazemos, seja por meio de dons e talentos natos – onde o ato criativo começa a despertar – seja através de uma ação que incentiva a nossa criatividade, nos posicionamos dentro de uma correnteza fluída, forte e multicolorida, representada pelos ciclos universais da criação, uma força que nos convida a seguir e confiar. Através dessa força, nos sintonizamos com as infinitas possibilidades existentes nesse ato criativo, o que nos permite entrar num espaço de paz profunda, de foco e concentração, no aqui e no agora, no fluxo da espera com prontidão. Permitimos, assim, que a mente seja canal e ferramenta para materializar as nossas criações, à semelhança da união das palavras desse texto ou de uma paleta de cores que compõem uma tela, uma arte.

Durante essas etapas, o corpo relaxa, a mente se rende, o espírito acolhe e o emocional se integra como uma gota de água no oceano, e assim seguimos aprendendo e estabilizando. Muitos tem medo e fogem desse processo de entrega e espera porque acreditam que ele é somente morte, vazio e solidão. De fato, eles fazem parte dele: a morte, o vazio e a solitude, mas também a vida, a criação e a plenitude. Essa plenitude é alcançada e sentida pelo próprio ato de criar, que acontece de forma fluída, sem esforço, assim como ligar o ‘piloto automático da alma’.

A entrega com prontidão é viver o agora, é criar e renascer após as inúmeras mortes no caminho, sempre prontos à espera do próximo passo, entregues a tudo o que o universo nos traz porque nos alegramos com a vida. Essa é uma ação no recolhimento, é o ócio criativo, é a felicidade como um estado do ser. Essa entrega total nos liberta, nos fortalece, nos estabiliza para que possamos seguir cada vez mais conscientes, mais leves, criativos e sábios.

Alegrar-se todos dos dias com a vida é uma prática não mental, é um estado, é Ser. Ser além do que é rotulado como felicidade, encontrando o próprio ritmo, aceitando todas as emoções que precisam vir à tona, honrando nossas luzes e sombras, defeitos e qualidades, erros e acertos, porque de tudo isso somos feitos. É uma forma de nos entregarmos à nossa totalidade. Ao final, é olhar para este todo e poder dizer com humildade e simplicidade: ‘Nossa, quanto evolui!’ Esse estado do ser é uma conquista. E isso só conseguimos porque nos entregamos aos desígnios da alma, a um fluxo que não é governado pela mente, ouvindo a intuição e a voz do coração, permitindo que o ego adormeça para que a alma acorde.”

Mensagem de ©YEHUÁ  – Por Luciane Strähuber

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A Visão do Lobo de Libra

“Aos olhos que desejam ver pelos meus olhos,

ofereço a escuridão da minha noite:

a profundidade das minhas raízes,

a profundeza dos meus oceanos

e o vazio do meu silêncio interior

que habita a vastidão do universo.

Só ofereço aquilo que conheço e que posso dar

na medida dos meus limites

com humildade, gratidão e respeito,

nem mais, nem menos.

Não ofereço nenhum caminho

pelo qual já não tenha passado,

cujas trilhas conheço todas, uma a uma,

mesmo quando na escuridão do meu ser.

Sou escuridão, sou profundeza,

Sou vazio e sou silêncio.

Mas também sou luminar, luminescência,

Sou Sol, Lua e Estrela!

Conhece sua Luz aquele que esteve nas suas profundezas.

Conhece sua Estrela aquele que viveu sob a noite da alma.

Um céu estrelado só se revela numa noite escura,

não menos cheia de Luz, sabedoria e significado.

Conhece sua força e coragem aquele que ousa,

que aprofunda-se nos seus oceanos emocionais 

e desce fundo através das suas raízes –

as águas mais frescas e puras

se encontram nas profundezas.

Conhece a luminescência – luz e consciência –

aquele que mergulhou na vastidão do seu silêncio interior,

espaço que nada externo é capaz de preencher,

um vazio cheio de presença e transcendência.

O universo é repleto de ‘vazios cheios’,

preenchidos com matéria, energia, estrelas, vida.

Só pode ser Sol aquele que um dia foi Lua

para conhecer e alegrar-se com o luminar do dia e da noite.

Este é um princípio de equilíbrio,

do feminino e do masculino complementares,

do Yin e do Yang também residente em nós.

À semelhança das profundezas das raízes,

dos oceanos, do silêncio e do universo

somos este tudo no Todo, e o Todo é tudo em nós.

Olhar pelos olhos de outro, portanto,

é ter a coragem de mergulhar no seu âmago,

é calçar os seus sapatos e andar pelos seus pés.

A premissa para não se perder

nas suas e nas trilhas profundas do outro

é tornar-se os olhos do Lobo de Libra:

o mestre dos caminhos da noite da alma.

Aquele que tem a coragem de aprofundar-se em si

para mapear as trilhas dos seus abismos 

terá a visão do Lobo de Libra:

  olhos que aprenderam o equilíbrio da balança

entre o dia e a noite de Brahma,

entre o Kharma e o Dharma.

Você conhece as profundezas do seu ser

para ser os olhos do Lobo de Libra?

Para mudar e expandir sua visão?

Para desejar ser os olhos de outrem?”

©Yehuá e Uma Guardiã da Vida na Noite da Alma

Feminino Sagrado, Mensagens Guardiões da Vida, da Lei e da Justiça Divina, Mensagens YEHUÁ

Yemanjá: À Tua Semelhança, Sou Filha das Águas, Sou Filha das Estrelas

“Grande, Sábia e Amorosa Mãe das águas, dos mares, das profundezas dos oceanos,

Sagrada Consciência do Mistério da Geração planetário,

que guarda, nutre e protege a Vida que nos criou,

gratidão pela Tua Luz, Amor, Sabedoria e Força.

À Tua semelhança, sou a força e a impermanência das ondas do mar

que vão e vem quebrando crenças ultrapassadas e construções trevosas,

purificando a desarmonia mental, emocional e espiritual dos meus oceanos internos

e auxiliando na evolução de lugares por onde passar

para que novamente se tornem geradores de vida e amor;

 À Tua semelhança, venho transmutar as energias e frequências dissonantes

despejadas nos Teus Reinos através da Tua Lei e Justiça Divina,

do amor e da compaixão de Tua Elevada Consciência.

À Tua semelhança, relembro e aprendo a estar em comunhão

às consciências divinas que guardam os oceanos e mares,

e com eles faço parte da evolução desta humanidade,

dos filhos e filhas que despertaram a essência divina do seu coração

tornando-o um portal fecundo de amor e vida.

À Tua semelhança, me faço ponte para criar travessias,

e dialogar com outros mundos, dimensões e consciências,

a fim de compreender Tua missão em prol da ascensão e cura planetária,

compartilhando e repassando Teus conhecimentos e avançadas tecnologias

aos irmãos de jornada em sintonia ao projeto maior do Criador.

À Tua semelhança, Grande Mãe de Todos, Amada Yemanjá,

que desde minha vinda a este planeta me abençoa com Tua sabedoria,

cura, diplomacia, amor incondicional, força e fé,

sigo semeando gotas de Luz e ondas de Amor no coração

de todos os irmãos de alma, guardiões da vida e guerreiros da paz.

À semelhança do princípio sagrado e feminino que Te rege

e que habita meu Ser, me dedico dia-a-dia a mergulhar

nas águas profundas dos meus oceanos interiores

e me sintonizo à minha consciência, aos códigos de luz

e à essência divina que como herança recebi,

em eterno aprendizado, evolução e metamorfose.

Quanto mais profundo mergulho, mais ilumino minhas águas

e trago delas a sabedoria e a força que de Ti recebi para progredir,

abrindo minhas asas no tempo da alma e do coração

  e me mantendo firme nos trilhos do meu propósito divino,

em ressonância aos ciclos de morte e renascimento de toda vida na Terra.

À Tua semelhança, sou centelha divina do Grande Criador,

em serviço e comunhão à minha Família Planetária e Cósmica,

às consciências elementais e dévicas, reinos e forças da Mãe Natureza.

À Tua semelhança, sou representante da Verdade e do Amor Universal

e carrego tua estrela cósmica e radiante em minha cabeça e meu coração,

que guia meus passos, meus caminhos, minhas ações,

meus pensamentos e sentimentos como um farol.

Gratidão eterna, Grande Mãe das Águas desta abençoada Terra,

por me abençoar como tua filha de alma, filha das estrelas,

e me destinar o compromisso de levar Luz e Amor onde houver trevas e escuridão,

Mudança e Transformação onde houver estagnação,

Clareza e Verdade onde houver injustiças,

Silêncio e Alento onde houver confusão e palavras que cortam e ferem,

Solidariedade e Respeito onde houver egoísmo

e Paz Interior onde houver conflito.

Que eu seja sempre à semelhança de toda a Tua Bondade,

Generosidade, Sabedoria, Força e Amor!

Que Assim Seja e Assim É!

Salve, Granmamare! Salve Grande Mãe! Odoiá, Iemanjá!”

Mensagem em sintonia à Consciência Universal de Yemanjá ~ ©Yehuá

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As Flores do Deserto

“Existem flores que só nascem em terras selvagens.

Outras nascem somente em terras muito férteis.

Mas existem aquelas que aprendem a nascer em terras áridas,

e que por ali nascerem, as tornam férteis e novamente selvagens.

Essas flores saberão nascer em qualquer lugar, em qualquer terra

onde habitam reinos cuja mão do homem é incapaz de destruir ou controlar,

quanto menos entender o poder de adaptação e reconstrução da Mãe Natureza.

Sua florescência abrirá caminhos férteis, perfumados com amor polinizado,

para que outras possam se instalar e também nascer,

intercambiando saberes antigos e ensinamentos ancestrais

que apenas serão compreendidos por aqueles que tem o coração em flor

e um pé nos reinos elementais da Criação.

Sendo parte que somos do Todo, desta imensa Flor da Vida,

este saber puro, amoroso e elemental também está em nós.

Abra o seu coração para receber este saber na sua profundidade,

pureza e liberdade, e compreenderá a linguagem simbólica

e o ofício sagrado que habita o reino dévico das flores.

Todos somos flor em essência, na sua pureza divina que habita a alma

e a consciência universal da natureza humana e elemental.

Observe que no desabrochar de uma flor, as outras não demoram a acompanhá-la.

Una-se ao desabrochar das flores que ao seu redor nascem.

Sinta esta abertura e esplendor de receber a energia do universo no seu coração

e os caminhos para os próximos passos se revelarão.

Esses são caminhos não compreendidos pela mente, mas pelo coração.

As flores nos ensinam a transcender a matéria,

a quintessenciar o corpo e a transmutar a densidade da mente.   

Aprender com elas é compreender a verdadeira alquimia: a quintessência do Ser.

A liberdade interior reside na capacidade de transcendermos a matéria,

reconhecendo-a nas suas potências e limites, mas não mantendo-se preso à ela. 

Transcender significa enxergar o mundo sob a perspectiva de uma flor,

com infinitas possibilidades, tantas quantas são as pétalas que se abrem dia e noite

em sincronia perfeita ao cosmos e aos ciclos de Vida das Espirais da Criação.” 

Mensagem recebida em conexão ~ ©YEHUÁ