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Consciência Negra: Raízes além do tempo e da cor da pele

(Foto: Okoye – Pantera Negra/ Atriz: Danai Gurira)

“Devemos encontrar uma maneira de cuidar uns dos outros, como se fossemos uma só tribo.” – T’Challa, Pantera Negra

Após a estréia do filme Pantera Negra (Black Panther) e o hype eletrizante que se formou ao redor deleeste artigo está finalmente pronto para nascer! Seguindo as pesquisas de Filmes, Séries e Documentários que focam no essencial, o olhar agora vai para um tema socialmente importante: a Consciência Negra, um termo que pode ser substituído com o tempo por Consciência Humana.

Inicio este post fazendo menção ao filme porque é a primeira vez na história do cinema onde a produção, a trilha sonora e o elenco principal são formados, na sua maioria, pela negritude empoderada e, mais importante do que isso, a lembrança de algo que ficou esquecido no tempo: a força, a inteligência e a sabedoria advinda dessas raízes!

Mesmo sendo um filme com alguns clichês que ainda correm nas veias cinematográficas, o que chama a atenção é que, ao contrário da maioria dos filmes sobre o tema, cujos assuntos corriqueiramente tratam da memória da dor, do preconceito, da escravidão, dos abusos, da opressão, da exclusão social – e não que não tenham que ser mencionados ou que sejam menos relevantes – Pantera Negra abre uma janela para a entrada dos raios de sol. Esses raios de luz vem para nos relembrar sobre uma rica semente original que, ao longo da história, recebeu camadas e camadas de dor e sofrimento, onde os próprios detentores desta semente esqueceram-se dela.

(Foto: Nakia – Pantera Negra/ Atriz: Lupita Nyong’o)

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele.” – Marthin Luther King

O filme pode ser um marco social porque nos convida a mudar o ponto de vista, levando nossa atenção para o tanto que ainda precisamos construir em prol de um mundo mais igualitário; para começarmos a plantar novas sementes que resultarão em raízes mais fortes, com novas programações e intenções: o incentivo à inclusão social, o respeito às diferenças, a valorização de quem você é e não do que desejam que você seja, a revolução interior proposta pelas novas gerações para que mudanças maiores aconteçam, a voz ativa do feminino sagrado e o seu empoderamento consciente, a honra à sabedoria provinda dos ancestrais e a necessidade de evoluirmos crenças obsoletas que herdamos, as novas tecnologias e o poder de nações de primeiro mundo usados para auxiliar o desenvolvimento de nações de terceiro mundo. Por essa razão, entre outras considerações, está sendo considerado um filme político.

Ao longo dessa pesquisa, sugiro uma lista de filmes mais atuais, selecionados com relevância nos aspectos histórico, social, político e humanitário, objetivando o contínuo aprofundamento de temas relacionados, muitos ainda desconhecidos por boa parte das pessoas porque acreditam que são “coisas do passado”, quando na verdade o passado ainda habita no presente através do ecos de dor deixados nos túneis do tempo da humanidade.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”

– Nelson Mandela – 

Faça a sua parte e divulgue para os seus amigos, colegas, familiares, conhecidos. Crie grupos de discussão em sua comunidade, nas redes sociais, no seu bairro. Apóie movimentos que incentivem a inclusão social, principalmente no que tange às crianças carentes, como este exemplo belíssimo que foi iniciado com a estréia de Pantera Negra: crianças da periferia de grandes cidades sendo levadas aos cinemas. Nos EUA, a campanha que deu início ao projeto #BlackPantherChallenge já arrecadou US$ 40 mil dólares no GoFundMe para levar crianças carentes do Harlem – maior bairro negro da cidade de Georgia – para assistir o filme. Esses “pequenos grandes” movimentos podem ditar uma profunda mudança social a partir das novas gerações, o nosso futuro: as nossas crianças. Gentileza gera gentileza: é viral!

(Foto: Waris Dirie – Flor do Deserto)

Que possamos, a partir de novas visões, novas crenças, novos pensamentos e ações, contribuir para “reescrever” a nossa história e equalizar tantas diferenças, ainda absurdamente reais, exemplo visto no filme Flor do Deserto, que trata da autobiografia da modelo somali Waris Dirie, circuncisada aos 5 anos e vendida pelos pais para casar aos 13. Waris foge da Somália para os Estados Unidos, onde torna-se uma Top Model mundialmente conhecida, despertando para o real compromisso da sua alma: ser embaixadora da ONU para os casos de mutilação feminina.

A semente original dessas raízes ancestrais e a sabedoria que elas trazem podem não estar no sangue de muitos, mas inegavelmente estão na raiz do nosso DNA, no solo do planeta, na herança ancestral de vidas passadas que tivemos e, muitas vezes, em terras que habitamos no agora, cujas memórias ainda vibram em nosso subconsciente, em nossos sonhos, em nossa alma e coração. Namastê! ❤

FILMES BIOGRÁFICOS/ HISTÓRICOS/ INSPIRADOS EM FATOS REAIS

  • Pantera Negra – (Filme Marvel / 2018)
  • Estrelas Além do Tempo/ “Hidden Figures” (Filme/ Biografia – 2017)
  • Sob a Luz do Luar/ “Moon Light” (Filme – 2016)
  • Raça (Filme/ Biografia – 2016)
  • Raízes/ “Roots” (Minissérie – 2016)
  • Luke Cage (Série/ Netflix – 2016) – Temporada 1 e 2
  • Selma: Uma luta pela igualdade (Filme Histórico – 2015)
  • 12 Anos de Escravidão (Filme/ Biografia/ História – 2014)
  • Mandela: O Caminho para a Liberdade (Filme – 2013)
  • Flor do Deserto (Filme/ Biografia – 2010)
  • Cadillac Records (Filme/ Biografia/ História – 2009)
  • RAY (Filme/ Biografia do Cantor Ray Charles – 2005)
  • Histórias Cruzadas (Filme – 2004)
  • The Green Mile (Filme – 1999)
  • Amistad (Filme Histórico – 1997)
  • Malcom X (Filme/ Biografia – 1993)
  • A Cor Púrpura (Filme/ Clássico do Cinema – 1985)

DOCUMENTÁRIOS

  • Permanecendo em Pé/ “Standing Tall” (Documentário/ Netflix – 2018)
  • A Maçã de Eva (Documentário Netflix/ 2018)
  • Eu Não Sou Seu Negro (Documentário – 2017)
  • What Happened Miss Simone? (Documentário Netflix/ Biografia – 2015)
  • Libertem Angela Davis (Documentário – 2014)
  • Imba Means Sing – (Documentário/ Netflix – 2017) : Conheça as esperanças, os sonhos e os desafios de três crianças de Uganda que viajam o mundo com um coro de crianças africanas. Assista o Trailer:
  • “Maria Prean – a vida está ficando melhor” (Documentário/ 2011 – disponível apenas para comprar, mas com trechos de entrevistas no You Tube – apenas em alemão). Um documentário corajoso sobre uma mulher que não aceita fronteiras aparentemente intransponíveis e dirige-se resoluta ao seu próprio caminho, criando projetos-escola para crianças carentes na África. Assista o Trailer:

Fonte Complementar: FILMOW Rede Social – Listas de Filmes, Séries e Documentários sobre a Consciência Negra

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Artigos, Feminino Sagrado, Sustentabilidade Ambiental, Terapias Integrativas

Tinturas para cabelo 100% naturais – Parte 2

Dedico este artigo ao pessoal que acompanha o Blog e aos que passam por aqui em busca de informação boa e séria! 😉 Tendo em vista este ser um dos assuntos mais acessados e discutidos através de comentários, mensagens e e-mails, sigo complementando e atualizando as informações que publiquei no artigo anterior: Tinturas para Cabelo 100% Naturais Com o aumento da demanda por produtos cada vez mais naturais, orgânicos, livres de transgênicos, testes em animais e quimical free, crescem as opções de produtos no mercado, assim como cresce a procura por cursos online sobre o assunto.

No final deste artigo, sugiro alguns Canais bem interessantes – para quem não tem muito tempo a perder – com receitas caseiras, naturais e à base de ervas, especiarias e tinturas provenientes de extratos vegetais da natureza. Do meu ponto de vista, são bem objetivos, trazendo receitas simples e fáceis de fazer em casa. Entretanto, mesmo se tratando de receitas naturais, sugiro que você converse com um especialista ou busque informação em canais especializados para não danificar os seus cabelos, já que dependendo do caso, não são recomendadas certas misturas. Então, vamos aos esclarecimentos.

RECEITAS CASEIRAS

A dica que deixo aqui é buscar uma receita que esteja de acordo com o seu tipo de cabelo, mas avaliando também a condição em que ele se encontra atualmente – se é seco, normal, oleoso ou misto; se está desidratado, ressecado, quebradiço, com pontas duplas ou queda excessiva; se tem mechas, luzes, alisamentos, tonalizante, tintura química, descolorante, etc. Escolha, assim, a opção de receita para o seu tipo de cabelo + condição de cabelo, lembrando: um tratamento natural/ caseiro requer disciplina e tem resultados gradativos. Pode ser mais permanente no caso da henna em pó – pura ou misturada a algum outro extrato natural – ou da henna em creme. Se o cabelo for comprido demais, a dosagem também é diferente.

TINTURAS EM PÓ

Respondendo os e-mails e comentários recebidos sobre as tinturas em pó: todas as tinturas naturais em que usamos pó – sejam as do mercado ou mesmo os elementos que compramos para fazer em casa – geralmente tem a tendência de ressecar os fios. Com isso, sugiro que junto à mistura seja acrescentada 01 a 02 colheres (sopa) de um óleo vegetal extra virgem de sua preferência – indico o de coco ou de oliva – ou glicerina vegetal em creme (sem parabenos ou petrolatos) – ou ainda a mesma quantidade de uma máscara capilar de sua preferência, a mais natural possível. No caso das misturas contendo limão ou outro elemento mais ácido: mais cautela ainda para quem tem cabelos secos ou ressecados, algum processo químico ou em função de exposição à água do mar, piscina, sol. E no que se refere à canela, não indico para quem tem pele sensível ou rosácea, pois causa alergias, além de ressecar os cabelos.

Outro esclarecimento: no caso da Henna Surya em creme, ela não tem na sua composição apenas a henna como muitos pensam, mas sim uma lista de extratos de plantas que, dependendo da coloração que se deseja, possuem mais ou menos elementos das plantas listadas, são elas: Açaí, Acerola, Achillea, Amla, Aloe Vera, Arnica, Avelã, Babaçu, Camomila, Castanha do Brasil, Guaraná, Jenipapo, Juá e Malva. Como ainda tenho recebido comentários de pessoas que duvidam que seja totalmente natural – e com razão pela quantidade de produtos que não fazem jus ao que está descrito no rótulo – trago minha experiência que confirmou isso.

Há alguns anos atrás, através de um naturopata, bioquímico e cientista que possui um grupo de estudos na Unicamp, tive a confirmação que os testes realizados confirmavam que o produto era natural, sem amônia, sem parabenos e sem metais pesados. Hoje, não saberia dizer se a fórmula foi modificada, a não ser realizando novos testes. Entretanto, uso a henna creme de vez em quando como tratamento para os cabelos e, no meu caso – tendo os cabelos normais – é de fato um ótimo tratamento. Para quem quiser pesquisar mais a respeito da henna, existem tutoriais especiais em Canais do You Tube apenas falando sobre as colorações com Henna. Muitos, inclusive, indicam misturar dois tons para se adquirir o tom desejado e, principalmente, para quem tem mais de 50% de cabelos brancos.

PH DO CABELO X PH SUBSTÂNCIAS NATURAIS: OS BASTIDORES DO PORQUÊ AS RECEITAS NEM SEMPRE FUNCIONAM

Trazendo o olhar para os “bastidores” dessas dicas, trouxe algumas tabelas advindas de sites profissionais para cabeleireiros, que indicam o valor do Ph do cabelo comparado a certos produtos que estão por aí dizendo que fazem milagres, quando na verdade não é o que ocorre na prática – no caso do vinagre e do bicarbonato de sódio, por exemplo. Dependendo do tipo de cabelo e da quantidade usada, passam a ser um grande problema ao invés de uma solução, porque os Ph’s muito alcalinos ou muito altos podem danificar os cabelos. O vinagre e o bicarbonato, por exemplo, podem gerar queda de cabelo se usados na quantidade errada – já ocorreu comigo. No caso do vinagre, o ideal é o de maçã.

O Ph normal do cabelo humano fica em torno de 4,5 a 5,5, ou seja, ligeiramente ácido. Assim se forma o manto ácido, que tem como função impedir a proliferação de fungos e bactérias no couro cabeludo, evitando irritações. Fios com pH neste grau são saudáveis e têm as cutículas fechadas (aderentes e lisas). O pH, ou Potencial de Hidrogênio, é a escala que mede o grau de acidez ou alcalinidade de uma substância, podendo variar de 0 a 14.

Os cosméticos capilares com Ph alcalino são usados para modificar a estrutura externa e interna dos cabelos, abrindo as cutículas a fim de penetrar nos fios. O Ph ácido reforça a fibra capilar, age como adstringentes e neutraliza os tratamentos feitos com cosméticos alcalinos. Ao utilizarmos produtos muito ácidos (pH entre 1 e 2), assim como produtos muito alcalinos (pH acima de 10), os cabelos “incham”, pois as cutículas se abrem e é desta forma que os tratamentos químicos – alisamentos, permanentes e colorações – são mais eficazes.

Na maioria dos shampoos o pH oscila entre 5 e 7, para que o nível de acidez da oleosidade do cabelo em condições normais seja mantida, e isso é importante para impedir a sobrevivência de bactérias no couro cabeludo. O pH da água salgada é alcalino, por isso, cabelos com química devem evitar água do mar. Shampoos com pH entre 4.5 e 5.5 são indicados para pessoas que têm permanente, possuem o cabelo fraco ou tingido.

 

TIPOS DE CABELOS: AGENTES ÁCIDOS E ALCALINOS

O pH do cabelo determina o índice de acidez ou alcalinidade do fio. O fio de cabelo tem carga NEGATIVA, por isso ele retém partículas de carga positiva. O que hidrata naturalmente o fio de cabelo é o SEBO OU ÓLEO DO COURO CABELUDO.

Consequentemente, as dicas aqui são muito bem vindas para compreendermos o processo. Produtos contendo mais ou menos óleo, resultam em:

+ ÓLEO = pH ácido: deixa o cabelo macio, hidratado/ – ÓLEO = pH alcalino: deixa o cabelo seco, poroso. Tudo que retira a oleosidade natural do fio de cabelo é considerado um agente ALCALINO. Tudo que devolve a oleosidade natural é considerado um agente ÁCIDO.

* Agentes ácidos: Hidratações líquidas, produtos que contenham Óleos Vegetais ou Animais ou Umectantes;
* Agentes alcalinos: Escova, Química, Progressiva, Prancha, Secador, Produtos Cosméticos mal elaborados, etc.

Conclusão: Cabelo seco é um cabelo com PH ALCALINO/ * Cabelo oleoso é um cabelo com PH ÁCIDO/ * Cabelo normal é um cabelo com PH ÁCIDO/ * Cabelo danificado é um cabelo com PH ALCALINO/ * Cabelo ressecado é um cabelo com PH ALCALINO.

COSMETOLOGIA NATURAL

Aqueles que desejarem aprofundar o conhecimento podem buscar cursos especificamente para cabeleireiros – há cursos gratuitos e com valores acessíveis na web – mas minha ênfase é para a Cosmetologia Natural, Ecológica e Orgânica, porque esta segunda opção traz bases ótimas para você conhecer mais a fundo sobre bioquímica, produtos que devem ser usados, produtos tóxicos a serem evitados e fórmulas balanceadas de maneira correta para cada tipo de cabelo. Dessa maneira, você tem como saber se uma receita que se diz milagrosa vai mesmo funcionar para o seu tipo de cabelo, estendendo esse conhecimento para tudo o que diz respeito à sua pele, corpo, saúde e meio ambiente.

Um curso muito completo – mais profissionalizante no que se refere a você criar sua própria Linha de Cosméticos – que já disponibiliza alguns vídeos para você ir inteirando-se do assunto, você encontra no site da Cosmetologia do Bem. Mas, para quem quer apenas usar fórmulas em casa e livrar-se das químicas tóxicas, as sugestões propostas também fazem a sua parte. Infelizmente, como não podemos confiar nos órgãos reguladores – Anvisa e Inmetro – que autorizam a utilização de até 6% de chumbo – acetato de chumbo – nas tinturas, a melhor opção mesmo é utilizarmos o que a Mãe Natureza nos traz de melhor! Ficam as dicas com base na minha experiência. Que sejam super úteis para você também! Namastê! ❤

Luciane Strähuber – Educação Terapêutica Integrada

Fontes Complementares: ECabelos: Cabeleireiro Online/ “Cabeleireiro Online PH dos Cabelos”, “Como tratar o cabelo com Henna” e “Cosmetologia Natural e Ecológica” ou “Cosmética Natural e Ecológica/ Orgânica” (Vários Sites e Canais pesquisados com estes temas)

Canais Sugeridos: Pensando ao Contrário; Manual da BelezaCosmetologia do Bem

Artigos, Feminino Sagrado, Terapias Integrativas

Ensinamentos sobre a MÃE: Visões da Constelação Familiar e das Terapias Integrativas

“A maior herança de uma mãe para uma filha é ter se curado como mulher” – Christiane Northrup

Cada filha leva consigo a sua mãe. É um vínculo eterno do qual nunca poderemos nos desligar. Porque, se algo deve ficar claro, é que sempre teremos algo de nossa mãe. Para termos saúde e sermos felizes, cada uma de nós deve conhecer de que maneira nossa mãe – seja a mãe biológica, de criação, uma tia, uma avó ou mesmo outra pessoa que a tenha representado em sua vida – influenciou nossa história e como continua influenciando. Mesmo que tenhamos sido criados por “outras mães”, a mãe biológica é a que, antes de nascermos, ofereceu nossa primeira experiência de carinho e de sustento.

Na Visão da Constelação Familiar, não existe outra mãe capaz de substitui-la, porque os filhos receberam a vida dessa mãe. Por esse motivo, é a melhor e a única possível sob este ponto de vista. A vida vem de longe, o quão longe não sabemos. Ela se perde em algo não reconhecido e desconhecido por nós. Mesmo assim, a vida que flui por essas gerações é sempre a mesma. Não faz diferença como foram os pais, todos são iguais naquilo que receberam e transmitiram. Afinal, todos nascemos de uma mãe. 

Quando a MÃE LIBERA o FILHO, promove empoderamento da força do clã. Quando o FILHO HONRA SEUS PAIS, prospera e a vida flui. Então, o que é essa conexão com a mãe? Como podemos saber se alguém está ou não bem conectado a ela? Segundo Bert Hellinger – criador deste belo, profundo e visceral trabalho chamado de Constelação Familiar – pode-se perceber que esta pessoa está “cheia” quando bem sintonizada com a mãe. Ela tem pouco a exigir e muito a dar. Alegra-se com o que recebe e serve a outros com alegria. É uma fonte de inspiração para os outros. Isso porque a mãe é, antes de mais nada, o modelo básico da revisão do servir a outros. É a mãe quem serve na família, e o faz com desvelo e ternura.

Se aprendemos essa postura básica, então estaremos aptos a servir também outros com alegria, pois todo trabalho representa o serviço a outros. E o sucesso deriva da pressão natural produzida nos demais em retribuir o que damos a eles na forma de nosso servir. Isso representa aquele que tem sucesso, o líder nato: outros fazem de boa vontade aquilo que lhes é pedido, e vice-versa. Assim, um passo fundamental na escalada ao sucesso parte da revisão da relação como nossa mãe – O sucesso em nossa vida tem a cara da mãe! O progresso tem a cara do pai. 

E o que vem a ser tal revisão? Consiste em tomar a mãe em nosso coração tal como ela é: com amor, sem queixas, exigências, temores, recriminações, acusações ou reclamações. Consiste em concordar que ela é também uma mulher comum, imperfeita, e portanto sujeita a erros, e mesmo assim, nossa mãe. Para isso, Hellinger diz: “precisamos primeiro desistir de ser uma pessoa especial e concordarmos em ser uma pessoa comum, pois como pode alguém especial ser filho de pessoas comuns? Ser efetivamente capaz de assumir uma postura de total Gratidão a ela é a base do sucesso. Esse é o primeiro curso da ação, a base de tudo o mais”.

Essa premissa não significa que tenhamos que perder nossa individualidade e liberdade, mas compreendermos que o amor possui uma ordem, citado por Hellinger numa perfeita analogia: As Ordens do Amor. Este fluxo de amor, assim, segue uma ordem dentro da hierarquia familiar, como uma cachoeira e seus vários declives, representada pelas posições que tomamos em nossa família, isto é: os filhos são pequenos perante os pais, que são grandes; os pais são pequenos perante seus pais, que são grandes, e assim por diante. Nessa reflexão, quando saímos do nosso lugar para ocupar o lugar de outro na família, por muitas razões, independente aqui de qualquer julgamento, perdemos força provinda desta cachoeira e deixamos de desempenhar o papel que deveríamos em nossa vida e dentro da família.

Este apanhado de textos e reflexões, enfim, tem o objetivo de trazer nosso olhar para dentro de nós e também para nossas raízes, a fim de nos conhecermos ainda mais na medida que seguimos nossa jornada, uma vez que encontramos de fato a paz interior quando iluminamos nossas raízes e compreendemos o que é nosso e o que é do outro. Só ocupando nosso lugar dentro da hierarquia familiar ganhamos força e podemos seguir adiante, permitindo a formação do nosso Self e de uma nova família.

“Nossas células se dividiram e se desenvolveram ao ritmo das batidas do coração; nossa pele, nosso cabelo, coração, pulmões e ossos foram alimentados pelo sangue – sangue que estava cheio de substâncias neuroquímicas formadas como resposta a seus pensamentos, crenças e emoções. Quando sentia medo, ansiedade, nervosismo, ou se sentia muito aborrecida pela gravidez, nosso corpo se inteirou disso; quando se sentia segura, feliz e satisfeita, também notamos.”  – Christiane Northrup

A RELAÇÃO COM A MÃE – MÃES E FILHOS

Entrevista a Bert Hellinger realizada por Esther Lak, em Novembro de 2005 – Tradução do espanhol por Eva Jacinto

Como podemos ser felizes ou encaminharmo-nos para a felicidade?

A felicidade começa muito precocemente, começa com a mãe e é mantida na relação com ela. O caminho da felicidade interrompe-se quando perdemos o contato com a mãe, também com o pai, é claro, mas este está em segundo lugar. Pode observar-se, às vezes faço-o quando estou a ver televisão: olhamos para os atores ou para os que estão a falar na televisão e então a minha mulher pergunta “que relação tem este com a mãe dele?”. Pode ver-se de imediato: os que estão em conexão com a mãe brilham, têm uma expressão de alegria e são amados pelos outros, isto nota-se facilmente. Quando alguém vem dizer que não se sente feliz, eu pergunto-lhe sobre a sua mãe, pelo relacionamento que tem com ela. Tenho no meu coração a mãe desta pessoa, imediatamente presente com respeito, e como eu a respeito, posso levá-lo até ela e em breve começa também a irradiar, a brilhar. Este é um caminho para a felicidade.

A relação com a mãe é reparável? Para muitos ela é uma relação de conflito.

Os conflitos são necessários. Muitas relações com a mãe estão bloqueadas porque temos ~expetativas em relação a essa pessoa que vão para além do que se pode esperar de um ser humano. Se os pais fossem perfeitos, se a mãe fosse a ideal, não seríamos capazes de viver, não teríamos a força para viver. Somos capazes de viver porque os nossos pais têm falhas. Isso é o que nos introduz na verdadeira vida, ou seja, amamos os nossos pais assim como eles são, exatamente como eles são, e assim tornamo-nos felizes.

Estava a pensar se tudo o que recebemos dos nossos pais, as coisas que nos ferem, por exemplo, se tudo é perdoável?

Um filho que perdoa está ao mesmo tempo a acusar os pais. Está a colocar-se acima deles e assim perde-os, bem como ao seu destino e à sua felicidade. Se posso admitir tudo o que acontece, dizer-lhe sim, o sucedido converte-se numa força; quando o rejeito ou o perdoo, fico frágil, coloco-me acima e ao mesmo tempo permaneço pequeno.

Então, a aceitação não significa colocar-se por debaixo numa situação?

Não é o mesmo que aceitar, estou a dizer-lhe sim, quando aceito sou passivo, quando digo sim sou ativo e ao dizer que sim algo se transforma, enquanto que ao aceitar nada se transforma. Esta é uma diferença muito importante.

Se existisse em mim um brilho, pelo tipo de relacionamento que tenho com a minha mãe, o que aconteceria com a minha mãe em relação a mim?

Ela, como é evidente, está também feliz; sobretudo porque se abre o coração da mãe e o seu amor pode fluir para ti, as duas vão estar felizes. Um homem disse-me certa vez que a mãe dele o odiou quando ele era pequeno. Ela morava muito perto do local onde estávamos a fazer o seminário e então eu disse-lhe “vai visitá-la”. No dia seguinte ele voltou, estava radiante e eu disse-lhe “mas o que é que fizeste?”, “fui visitá-la e disse à minha mãe: eu estou feliz por me teres dado à luz…”, e a mãe brilhava, irradiava e ele também. Tão fácil é a felicidade.

Como nos preparamos então para ser boas mães ou sermos as mães que queremos brilhar nos olhos dos nossos filhos?

Muito simples: amar a nossa própria mãe. Agora você também brilha…

Para fechar esta nota, queria perguntar sobre como fica o lugar do pai, uma vez que falávamos somente do lugar feminino. O pai tem uma demanda, tem protagonismo, ou pelo fato de a mãe ocupar este lugar o seu papel é complementar?

Sim, o pai está em segundo lugar. Mas, hoje em dia, os pais estão muitas vezes excluídos, e o pai que está excluído põe a mãe triste, fá-la infeliz. Para a mãe estar feliz, ela tem que respeitar e amar o pai e isso nem sempre é simples, porque os homens são diferentes, e temos de os amar assim como são – diferentes.

E as crianças precisam do pai, para a felicidade é necessário que elas possam ter o pai. Então, as crianças felizes são aquelas que são olhadas pela mãe e a mãe, através desta criança, ama também o pai; e o pai olha para os filhos e, através deles, ama também a mãe. Essas crianças são crianças felizes.

FALTA DE MÃE – FILHOS ÓRFÃOS OU EXCLUÍDOS

Trazendo um exemplo do trabalho de Constelação Familiar, um marido que trai a esposa – com várias outras mulheres – pode ter a origem deste comportamento na falta ou na ausência da mãe. Realizando a constelação neste exemplo específico – levando em consideração de que cada caso é único – apareceram: três gerações anteriores de homens órfãos de mãe.

Neste caso, como funciona a dinâmica no inconsciente do homem: “Vou encontrar a mãe que partiu precocemente”. Assim, quem procura amantes, procura a mãe. E o que completa a reflexão neste exmeplo: “A mãe continua presente em cada filho.”

LEALDADE AOS PAIS

Libertar-se da lealdade aos pais não significa deixar de amá-los. Libertar-se desta lealdade é tornar-se adulto. “Os filhos, se desejam viver, precisam deixar que seus pais se vão; isto é, os filhos precisam livrar-se do sentimento de culpa quando abandonam a lealdade a seus pais no que tange à ligação infantil com eles, desse modo deixando de corresponder, talvez, a seus desejos e ideias.

Isso é particularmente difícil para os filhos quando os pais projetam carências sobre os filhos, porque os seus próprios pais – avós desses filhos – não estavam ou não estão disponíveis da maneira como desejavam.” (Stephan Hausner)

“Quando os pais resolvem a vida de filhos (adultos) não os estão ajudando, na realidade os estão tornando incapazes.” (Bert Hellinger)

AVÓ MATERNA

Esta senhora é muito importante para você. Por quê? 

Uma vez que é essencial na transferência de informação e programas de genética.

Acontece que, quando ela estava grávida de sua mãe, o feto já tem os ovócitos formados. E esses ovócitos vão deixar os 400 óvulos que terão sua mãe durante sua vida reprodutiva. Um desses óvulos tomará o seu nome – lindo! Portanto, este óvulo carrega informação da sua avó.

Quais as informações que você quer dizer? 

Por tudo o que a avó viveu, sentiu e como ela viveu. Se fosse o momento adequado para ter filhos, se desejasse a gravidez, se ela estava protegida por seu marido, quais foram seus amores, conflitos de identidade, sonhos e projetos de vida. Quais eram também as necessidades biológicas de sua avó durante a gravidez de sua mãe.

Tudo isto e muito mais é a informação que está impressa em todas as células do feto. Então, você também herda da avó informações de quando ela estava grávida de sua mãe.

Você já ouviu falar, por exemplo, que a genética, às vezes, pula uma geração?

Pois é exatamente isso. Do óvulo que foi gerada, você carrega informação da avó materna.

Mas, porque da avó e não do avô? Porque a avó tem o óvulo, enquanto que o avô tem o espermatozóide. Mas, é o óvulo que contém parte da informação genética mitocondrial, que está na membrana da célula.

No caso do avô, as informações mitocondriais estão na cauda do espermatozóide. No momento da fecundação a cauda é deixado de fora. Na mitocôndria é onde está registrada a informação a níveis de programas que se herdam, por essa razão, as informações da avó ficam mais presentes e do avô não.

Para muitos, essa informação é uma grande descoberta. Ao tornar-se consciente da vida da avó percebe-se que muitos dos seus medos eram medos dela. Ao compreender sua vida e honrá-la – da mesma forma que honra a mãe – é possível sentir-se “magicamente” livre de muitas coisas que estariam impedindo você de avançar, como uma energia estagnada que permanecia no caminho e que agora flui.

O LEGADO QUE HERDAMOS DE NOSSA MÃE

Qualquer mulher, seja ou não seja mãe, leva consigo as consequências da relação que teve com sua progenitora. Se ela transmitiu mensagens positivas sobre seu corpo feminino e sobre a maneira como devemos trabalhá-lo e cuidá-lo, seus ensinamentos sempre irão fazer parte de um guia para a saúde física e emocional.

No entanto, a influência de uma mãe também pode ser problemática quando o papel exercido for tóxico, devido a uma atitude negligenciada, ciumenta, chantagista ou controladora. Quando conseguimos compreender os efeitos que a criação teve sobre nós, começamos a compreender a nós mesmas, a nos curarmos e a sermos capazes de assimilar o que pensamos de nosso corpo ou a explorar o que consideramos possível conseguir na vida.

A ATENÇÃO MATERNA

Quase todos nós temos a necessidade de sermos vistos por nossas mães, buscamos sua aprovação. Na origem, esta dependência obedece às questões biológicas, pois precisamos delas para existir durante muitos anos; no entanto, a necessidade de afeto e de aprovação é forjada desde o primeiro minuto, desde que olhamos nossa mãe para sabermos se estamos fazendo algo certo ou se somos merecedores de uma carícia.

Assim como indica Northrup – autora do livro Mães e Filhaso vínculo mãe-filha está estrategicamente desenhado para ser uma das relações mais positivas, compreensivas e íntimas que teremos na vida. No entanto, isso nem sempre acontece assim. Com o passar dos anos, esta necessidade de aprovação pode se tornar patológica, gerando obrigações emocionais que propiciam que nossa mãe tenha o poder sobre nosso bem-estar durante quase toda a nossa vida: “O fato de que nossa mãe nos reconheça e nos aceite é uma sede que temos que saciar, mesmo que haja certo sofrimento do ego para conseguir isso.  Isso supõe uma perda de independência e de liberdade que nos apaga e nos transforma.”

CRESCENDO COMO MULHER E FILHA

“Não podemos escapar desse vínculo, pois seja ou não saudável, sempre estará ali para observar nosso futuro.”
 A decisão de crescer implica limpar as feridas emocionais ou qualquer questão que não tenha sido resolvida na primeira metade de nossa vida. Esta transição não é uma tarefa fácil – podendo levar anos para ser completa enquanto ciclo de desapego, transformação e cura – porque primeiro temos que detectar quais são as partes da relação materna que requerem solução e cicatrização.

Disso depende nosso senso de valor presente e futuro. Isso acontece porque sempre há uma parte de nós que pensa que devemos nos dar em excesso para a nossa família ou para o nosso parceiro para sermos merecedoras de amor.

A maternidade e, inclusive, o amor de mulher continuam sendo sinônimos culturais na mente coletiva. Isso supõe que nossas necessidades sejam sempre renegadas ao cumprimento ou não das dos demais. Como consequência, não nos dedicamos a cultivar nossa posição, sentimentos e mente de mulher, senão a moldá-las ao gosto da sociedade na qual vivemos.

As expectativas do mundo sobre mulheres nessa condição de cobrança e pressão podem ser muito difíceis, talvez semelhante a um verdadeiro veneno que, ao longo da vida, obriga a esquecer nossa individualidade. Estas são as razões que fazem tão necessária a ruptura da cadeia de dor e cicatrização íntegra de nossos vínculos, assim como as lembranças que temos deles. Devemos estar cientes de que estes vínculos se tornaram espirituais há muito tempo e, portanto, cabe a nós fazermos as pazes com eles.”

A MÃE DA MÃE – Por Marcela Feriani

Lindo texto sobre a importância do apoio da Mãe – ou de outra mulher próxima – à “Mãe de primeira viagem”, à mulher que torna-se Mãe.

“Enquanto os olhos do mundo estão no bebê que acaba de nascer, a mãe da mãe enxerga a filha, recém-parida. O papel de avó pode esperar, pois é a sua menina que chora, com os seios a vazar.

A mãe da mãe esfrega roupinhas manchadas de cocô, varre o chão, garante o almoço. Compra pijamas de botão, lava lençóis sujos de leite e sangue. Ela sabe como é duro se tornar mãe.

No silêncio da madrugada, pensa na filha, acordada. Quantas vezes será que foi? Aguentará a manhã com um sorriso? Leva canjica quentinha e seu bolo favorito.

Atarefada, a mãe da mãe sofre em silêncio. Em cada escolha da filha, relembra suas próprias. Diante de nova mãe, novo bebê, muito leite e tanto colo, questiona tudo o que fez, tempos atrás. Tempo que não volta mais.

Se hoje é o que se tem, então hoje é o que é. Olha nos olhos, traz pão e café. Esse é o colo, esse é o leite. Aqui e agora, presente.

A mãe da mãe ajuda a filha a voar. Cuida de tudo o que está às mãos para que ela se reconstrua, descubra sua nova identidade. Ela agora é mãe, mas será sempre filha.

Toda mãe recém-nascida precisa dos cuidados de outra mulher que entenda o quanto esse momento é frágil. A mãe da mãe pode ser uma irmã, sogra, amiga, doula, vizinha, tia, avó, cunhada, conhecida. O fato é que o puerpério necessita de união feminina, dessa compreensão que só outra mãe consegue ter. O pai é um cuidador fundamental, comanda a casa e se desdobra entre mãe e filho, mas é preciso lembrar que ele também acaba de se tornar pai, ainda que pela segunda ou terceira vez.”

Fontes Complementares:

  • Textos e Entrevistas de Bert Hellinger – é considerado um dos maiores filósofos do nosso tempo. Suas descobertas no campo da terapia familiar transformou a vida de milhares de pessoas e continua hoje, mais de 40 anos após sua criação, a encontrar aplicação em diversas outras àreas que envolvem o relacionamento sistêmico.
  • Livros de Bert Hellinger: 1. Constelações Familiares; 2. As Ordens do Amor; 3. Liberados Somos Concluídos; 4. Ordens da Ajuda; 5. No Centro Sentimos Leveza; 6. A Fonte não precisa perguntar pelo caminho
  • Livros Consultados e Recomendados: 1. Mães e Filhas: o vínculo que cura, o vínculo que fere – Dra. Cristiane Northrup; 2. A Sabedoria da Menopausa – Dra. Cristiane Northrup/ 3. Mulheres Visíveis, Mães Invisíveis – Laura Gutman/ 4. A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra – Laura Gutman – (Obra polêmica que requer senso crítico para filtrar o necessário. Sugiro leitura de outras obras como complemento desta, com o intuito de expandir o ponto de vista para tecer opinião própria)
  • Informações de outras fontes sobre Constelações Familiares e Terapias Complementares e Integrativas

Leia tambémConstelação Familiar: Encontrando seu lugar na Árvore Ancestral da Vida

Artigos, Feminino Sagrado, Terapias Integrativas

Autodiagnóstico da Menstruação: Um Mapa sobre Você

Um artigo atemporal, extremamente pertinente, útil e explicativo para aquelas que desejam conhecer melhor seus ciclos, seu corpo, suas emoções. Prestar atenção aos nossos ciclos internos também é uma forma de compreendermos nossos ciclos externos, nosso ser e vida em vários aspectos. Nossa menstruação, do meu ponto de vista, é um mapa sobre nós e sobre como estamos nos relacionando conosco e com o que nos cerca. Pode nos falar sobre nossas emoções – equilibradas ou desarmônicas, iluminadas ou escondidas da consciência, nossas transformações e processos de mudança, nossos pensamentos, nossas raízes, nossos relacionamentos afetivos e familiares, nossa relação com o passado, o presente e o futuro.

As informações descritas aqui não são um fim em si mesmas, já que cada caso requer um olhar especial diante da realidade e do histórico de cada uma. Também não tem a presunção de substituir o acompanhamento médico se necessário. Entretanto, é um ponto de partida para nos observarmos mais, nos compreendermos, nos amarmos, nos percebermos para que possamos retornar ao nosso centro de equilíbrio. Com isso, evitamos o excesso de automedicação alopática para suprimir o que precisamos olhar e reconhecer para ter a capacidade de mudar e evoluir.

O corpo chama, o corpo fala: basta estarmos atentas para ouvi-lo e compreendê-lo. Fica aqui esta dica, com amor e honra aos antigos e milenares conhecimentos do feminino sagrado que nos rege, ensinamentos que nos acompanham por vidas, por Eras; sabedorias registradas em nossa memória e nossas células, que se perpetuaram no tempo e no espaço através de nossas ancestrais porque nelas existem verdades essenciais. Namastê! ❤

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Artigo traduzido livremente do espanhol para o português, por Ana Arruda – Texto original de Sajeeva Hurtado

“Nosso corpo nos fala através da menstruação a cada mês. O que o sangue diz: Autodiagnostica sua menstruação. Em consulta, me surpreendo constantemente quando pergunto à paciente como é a sua menstruação e ela me responde:
– Normal.
– O que é normal? Eu pergunto.
– Meus seios doem muito quando estou no período pré-menstrual, dói muito quando estou menstruada, mas quando tomo um comprimido, passa. E o sangue é escuro.

E assim, uma infinidade de explicações que quero que vocês saibam que não são normais. Para mim, estudar a medicina chinesa foi um antes e depois, sobretudo na minha saúde menstrual e desde então, em toda a minha saúde de forma geral, pois o maravilhoso dessa medicina é que através do sangue podemos ver o funcionamento inteiro dos órgãos. Minha vida mudou de uma “menstruação normal” à uma menstruação saudável. Isso não significa que nunca tenha dores, ou que o meu sangramento nunca pare e se renove. Significa que já não considero essas características como algo normal e sim como uma voz, um sintoma.

Quero dividir abaixo algumas razões das anormalidades e a origem de alguns sintomas, e sobretudo o que fazer no seu dia-a-dia para evitar e corrigir o que vai mal. É importante esclarecer que esse artigo não pretende ser uma opinião médica, já que para isso precisaria de uma consulta, mas pode ser útil enquanto medicina preventiva e corretiva.
Nossa saúde, como a palavra diz, é NOSSA. E é nossa responsabilidade nos cuidar, não apenas buscar curas e prevenir o “ter que curar”.

A menstruação, assim como a ovulação, é uma função fisiológica da mulher e não deveria envolver dor ou mudanças em demais funções, como a digestiva, urinária, etc. Assim como urinar não deve doer e quando dói mostra que algo não vai bem, igualmente ocorre com a menstruação. Porém, nos ensinaram desde a primeira menstruação (inclusive antes!) que a menstruação dói. Não nos preparam para vivê-la, nos prepararam para sofrer com ela e jamais nos ensinaram que poderíamos ter prazer ao menstruar.

O que é uma menstruação fisiologicamente saudável? Entre 50 e 80ml por período, de dois a cinco dias no máximo, sangue vermelho vivo, começando um pouco mais escuro por conta da concentração. O sangue passa de grosso a um pouco mais líquido com o passar dos dias, não tem mau-cheiro, não tem coágulo. O sangramento começa com sangue e não com manchas. Ocorre de forma fluida, não se interrompe e recomeça ao longo do dia, não são três dias manchando a calcinha e depois cessa. Isso varia muito, depende do peso e tamanho da mulher. Pode ser um pouco mais de sangramento ao mês sem ser patológico. Como podemos medir quanto de sangue perdemos? Com o coletor menstrual e, hoje em dia, existem muitos no mercado. Consulte pela internet qual distribuem no seu país.

Agora, bem, na medicina chinesa existem três órgãos principais relacionados com a menstruação:
– O fígado, que é o encarregado de limpar e distribuir o sangue à cada órgão que se relaciona com a menstruação.
– Os rins, que são encarregados pelo desenvolvimento e reprodução do corpo. Contém a nossa memória ancestral, relacionada ao nosso DNA.
– O baço-pâncreas, que é o encarregado de produzir sangue através dos alimentos e de conter a menstruação através da força e tônus das veias e artérias.

Falaremos das desarmonias desses três órgãos, embora, na realidade, todos os órgãos estão envolvidos com a menstruação. O coração, os pulmões, os intestinos, todos tem a ver com a menstruação e nela se refletem o estado de todos, mas esses três são os mais visíveis e fáceis de autodiagnosticar.

*Tabela Adicional ao Artigo – Ensinamentos da Medicina Chinesa

O sangramento e a sua relação com os órgãos

  • Sintomas de frio nos rins: Quando a menstruação começa com manchas tons de café antes do sangramento. Quando dói durante o sangramento e a dor só passa com calor. Quando o sangramento não é vermelho e sim café, e somente durante o dia com atividades e calor se torna vermelho, e a noite volta ao tom café. Quando dura mais de cinco dias e nunca é abundante. Quando durante a ovulação doem os joelhos, os rins e tens mais frio do que o normal. Quando a menstruação provoca diarreia.

O que você pode fazer para isso? Cuidar para não ficar descalça e esfriar muito os pés. O primeiro ponto dos rins se encontra na planta do pé. Se esfriar, entra frio internamente até o útero, não permitindo que o sangue saia. Enfaixar o ventre durante a menstruação com uma faixa vermelha. Também é conveniente incrementar a ingestão de alimentos de natureza quente como o gengibre, a canela e o cravo.

Esses sintomas também podem ser uma manifestação no corpo de um choque emocional ou medo. O medo ativa as glândulas suprarrenais e as faz elevar sua produção e gasto de adrenalina e cortisol. Quando o corpo compreende que o susto passou, que está a salvo, segue gastando as glândulas e essas glândulas se alimentam da energia dos rins, o deixando desnutrido. Certamente, após algum tempo, quando o susto passa é importante contar ao nosso corpo que já passou, que esse acontecimento está no passado e que, agora, no presente estamos a salvo e sobretudo, vivas!

  • Sintomas de fígado intoxicado:
    Quando a menstruação tem uma cor vermelho vinho. Quando é espessa com coágulos grandes e dói antes da expulsão do sangue. Quando há distensão abdominal e a dor piora com o toque e o calor. Quando os seios doem ou ficam inflamados na ovulação ou no período pré-menstrual. Quando há maior irritabilidade no período que antecede a menstruação. Quando o sangue menstrual tem um cheiro ruim. Isso indica que seu fígado está sobrecarregado.

O que pode tê-lo sobrecarregado? A ingestão de hormônios, produtos sintéticos e processados. Café, cigarro, chá verde, erva mate, ingestão de gorduras e sobretudo as emoções. A repressão da expressão emocional e a raiva são as emoções que mais danificam o fígado. Se você se observa com atenção, mesmo que tenha uma menstruação muito saudável, se passa por um período de estresse ou raiva, sua menstruação pode ser como aqui descrita. O que você pode fazer? Reduzir a ingestão desses alimentos e fazer mais exercícios físicos, já que o fígado se estimula através do exercício e move o sangue estancado. Fazer uma dieta de “jejum verde” pelo menos uma vez por mês (acelga, aipo, pepino, alface, couve, espinafre, cacto) no suco, sopa, salada ou como você preferir. E o mais importante, se afastar de situações e pessoas tóxicas.

  • Sintomas do baço-pâncreas deficiente:
    Quando o sangue tem mucos diferente dos coágulos que são pesados e compactos. Quando o sangue parece ter teias de aranha. Comichões e fungos na vagina. Cansaço extremo durante o período da menstruação e ovulação. Inflamação das extremidades e articulações. Hemorragias e hemorróidas durante a ovulação ou menstruação.

O que isso indica? Que a energia do baço-pâncreas está diminuída e consumida e, ao não ter energia suficiente para circular de forma saudável, gera mucosidade e fleumas que são manifestados não somente no útero, mas também nas extremidades e vias respiratórias. Essas mucosidades são as bases do que forma a endometriose entre outras desarmonias do sistema reprodutor. As principais causas para esta desarmonia são a ingestão de açúcar e farinhas refinadas, já que o corpo cria o sangue e o nutre através dos nossos alimentos. Se isto é o que ingerimos, assim se forma o nosso sangue: espesso, pesado e gorduroso. Emocionalmente, o que mais danifica o baço-pâncreas é o excesso de pensamento, as obsessões e o não-uso do corpo. Quando somente usamos a mente, nosso cérebro gasta muito sangue. Sangue que deveria estar no sistema digestivo e muscular para a criação e transporte do sangue no organismo.

O que fazer para isso? Parar a ingestão de lácteos totalmente, incrementar a ingestão de alimentos picantes, cebola e alho, substituir o açúcar por mel e as farinhas refinadas por farinhas integrais e cereais. Tomar pela manhã um copo de água com uma colher de vinagre de maçã – ou ainda suco de 1/2 limão – para alcalinizar o organismo. Emocionalmente: a meditação é o que mantém a mente aquietada. Busque todos os dias um espaço para sair da mente e habitar seu corpo inteiro.

Espero que esse artigo tenha ajudado você! Compartilhe com a suas mulheres, já que é muito importante que as mulheres compreendam nossa menstruação, que fiquemos amiga dela e responsáveis pela nossa saúde. A menstruação é nossa aliada e os sintomas são apenas alarmes para mantermos a saúde.” (Por Sajeeva Hurtado – Especialista em Patologias Femininas pela Medicina Chinesa em Nanjing, China).

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É Hora de Voltar para o Templo Interior: o Templo do Coração!

“Uma mulher cantando, dançando e expressando-se é um dos atos mais divinos que podemos testemunhar enquanto raça humana.”

É hora de relembrarmos! É hora de buscarmos dentro de nós os dons esquecidos e adormecidos nas memórias do tempo, nas raízes da nossa ancestralidade sagrada. É hora de voltarmos para o Templo Interior, não o templo dos deuses, mas o Templo do Coração!

Nosso maior bem é a expressão da nossa essência, da nossa alma, das intenções elevadas que habitam e vibram através do espaço do nosso coração. Cante, dance, expresse o que precisa nascer de dentro do seu ventre! Desembrulhe seus dons de dentro dos seus sonhos! Movimente-se no seu ritmo! Dance a dança da Vida que sempre convida a celebrá-la!

A todas as almas livres e ciganas, aos círculos sagrados das sacerdotisas de ontem e mulheres de hoje, ao Feminino Sagrado em harmonia ao Masculino Sagrado que habitam em nós, dedico estas vibrações de amor, força e união para relembrarmos e despertarmos nosso poder interior; para unirmos nossos dons, nos fortalecendo mutuamente e auxiliarmos outras no caminho a despertarem os seus.

Desperte para o que existe de melhor em você, das suas raízes à sua consciência superior, das suas sombras às suas luzes, dos desertos aos oásis da sua alma! O verdadeiro Poder Interior reside no cálice sagrado do seu ventre sintonizado à flor cósmica do seu coração! Optchá! Namastê! Hari Om! ❤

“Essa dança é uma oração. Uma oração à Terra, às mulheres. Esse é um chamado às mulheres para conhecerem e acreditarem na santidade dos seus corpos, na sacralidade da sua dança e no poder da sua voz. Minha oração é para as mulheres retornarem ao seu Templo Interior.” (Zola Dubnikova)

“Eu sonhei que andava pela terra, até que a alma dos meus pés tornou-se dura como sapatos. A alma de minha alma pode abrir corações e acordar sonhos. Sonhei com uma mulher cigana cujos olhos brilhantes despertam o fogo no ventre. As sombras dançavam à luz do fogo. Os ancestrais descem. Olhos escuros e profundos brilham através das sombras, iluminando a escuridão.

Minha irmã de uma outra Mãe sentou-se ao meu lado e rimos, nos alegrando todos os dias através da força do nosso ventre. Enquanto a fumaça do fogo aumentava, falávamos sobre a os segredos do corpo e nossa linguagem sagrada interior. À noite, nos reuníamos novamente, junto às estrelas, rindo até nossos olhos chorarem e o riso tornar-se silencioso, até que os sons selvagens do deserto à meia-noite permanecessem e nos lembrassem: você é igual a mim; você me vestiu com suas roupas, feitas de terra cintilante e pó de estrelas.

Nós dançávamos e dançávamos ao redor do fogo do deserto até que as estrelas começassem a girar e o céu incendiasse (…) Sim, minha irmã, você precisará olhar dentro dos seus olhos para trazer a morte à Vida, trazer as pessoas de volta à vida; olhe para os que, nos seus olhos, tenham a alma em chamas, cuja dança nos leva aos nossos mais profundos sonhos, cujo som nos relembra que somos livres! Venha! Venha conosco, Seja conosco! Você é Nós!” 

Vídeo-documentário sobre o trabalho de Zola Dubnikova – The Holistic Dance Language & Temple Dance Arts Initiation

Fonte Complementar: http://zoladubnikova.com

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A Voz da Superação, O Chamado da União! Unidas Somos a Voz de muitas!

Seguindo as pesquisas de filmes, documentários e seriados que abordam os diversos temas acerca do universo feminino, não poderia deixar de iniciar este artigo falando do filme do momento, que está enchendo as bilheterias e tendo um imenso hype! Para quem ainda não foi assistir, uma obra maravilhosa e empoderadora que pede “bis”!

Mulher Maravilha traz um roteiro inteligente e crítico, com personalidade e coragem para fazer renascer dentro de nós aquilo que muitos esperavam, o resgate do que temos de mais sagrado para combater qualquer guerra: o Amor! Longe de ser apenas mais um filme de super-heroína, é uma obra que vibra, relembra e resgata o poder do Eu Feminino Sagrado e a máxima: “I Believe in Love”! E isso com uma emoção profunda, que não há como evitar as lágrimas em certas cenas.  

E fazendo jus ao tema, deixo aqui dicas muito especiais de outras obras que estão vindo com tudo desde poucas décadas para cá, escancarando a voz que não quer calar, aquela que foi e que permanece tentando ser abafada, evitada, alienada, escravizada e desvalorizada pela sociedade machista, muitas vezes excludente, preconceituosa e distorcida diante dos reais valores e essência que toda mulher tem dentro de si.

Nosso maior compromisso é proteger, guardar, nutrir e propagar sementes de Vida envoltas em Amor, e ainda ensinar os homens – aqueles que ainda não sabem, não receberam isso de suas famílias ou não tem consciência – de que esses valores também existem no seu interior, na sua essência, porque todos somos yin e yang, feminino e masculino. Aproveite as dicas, viva a experiência e tire de cada uma dessas obras uma lição para sua vida. Namastê! Com amor! ❤  

  • EMBRACE (ABRACE) 2016 – Documentário sensível, emotivo, muito alegre e de grande coragem da protagonista, que expõe a própria vida e a experiência com próprio corpo para nos relembrar da máxima: precisamos nos amar como somos, precisamos amar nossos corpos como templos da alma e não como meros objetos.

  • GLOW (Gorgeous Ladies of Wrestling) 2017 – Seriado divertidíssimo e, ao mesmo tempo, com uma pegada leve e inteligente, ambientada nos anos 80 e baseada em eventos reais. Mostra os desafios de ser mulher numa sociedade machista da época com profundidade emocional, abordando situações que muitas mulheres passam na vida real e que ficam guardados nos bastidores ou nas “suas sombras”.

  • FINDING HOME – 2014: Menciono novamente o Documentário da Rapha House (Projeto Internacional intitulado “Amor, Resgate e Cura”) – uma profunda, emocionante e também difícil jornada de superação contra o tráfico sexual de crianças e jovens em Camboja e outros locais.

  • THE KEEPERS – 2017: Documentário de investigação – desenvolvido em sete partes – envolto na polêmica morte de uma das mais amadas freiras e professora de um Colégio Católico, que teve sua voz calada ao tentar trazer à tona os abusos sexuais sofridos por inúmeras alunas. As investigações do caso levaram à descoberta de segredos da Igreja envolvendo abuso, memórias reprimidas e crimes que aconteceram em uma das cidades mais problemáticas dos Estados Unidos. Ainda assim, o assassinato permanece sem solução. Conta ainda com entrevistas de amigos, parentes, jornalistas, oficiais do Governo e cidadãos de Baltimore determinados a descobrir a verdade.

  • I’AM JANE DOE – 2017 (“Jane Doe” é um termo usado nos países de língua inglesa por pessoas consideradas “desconhecidas”) – Documentário investigativo que acompanha casos verídicos de meninas americanas escravizadas pelo comércio sexual infantil, através de anúncios nos classificados online de um jornal famoso. Casos revoltantes que são um espelho do que acontece no mundo, e muitos deles ainda sem receber a devida justiça pelas falhas das leis humanas.

  • HIDDEN FIGURES (ESTRELAS ALÉM DO TEMPO- 2016): é um filme baseado em história e fatos reais, um drama biográfico baseado no livro homônimo de Margot Lee Shetterly. Conta a história de três mulheres que precisaram lidar com o preconceito arraigado para que conseguissem ascender na hierarquia da NASA, além de provar sua competência dia após dia pelo simples fato de serem mulheres negras. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial, ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial.

  • CAPTAIN MARVEL (CAPITÃ MARVEL) – Estréia prevista para Março/ 2019: Filme de aventura que contará a história de Carol Danvers – Miss Marvel – uma agente da CIA que tem contato com uma raça alienígena e ganha poderes sobre-humanos. Além de um filme de super-heroína, esperamos o que a Marvel sempre traz: profundidade emocional e identificação com o lado humano da personagem.

  • A VESPA (Ant-Man and The Wasp – Estréia prevista para Julho/ 2018): Será a primeira vez que uma heroína será a protagonista de um filme do estúdio Marvel. Filme de aventura. A sinopse ainda permanece sob certo sigilo.

 

Saiba mais: Filmes, Documentários e Séries de Tv que abordam o Feminino Sagrado – Parte 2

Artigos, Feminino Sagrado

Honrando a Essência Materna Universal e Divina!

<<< Créditos da Imagem: Colores Art Studio

Honrando o Sagrado Feminino, a Energia da Criação,

a Essência da Geração e a Consciência Materna Universal que reside em todas nós,

desejamos um abençoado, luminoso, radiante e amoroso Dia das Mães,

ontem, hoje e todos os dias! 😉 ❤

“Grande Mãe!

É teu nome que invoco!

E pelo poder dos cinco elementos: água, ar, terra, fogo e éter,

pela quintessência, peço a graça de ser teu espelho

entre os homens e as mulheres da Terra.

Que eu veja o mundo com os teus olhos.

Que eu tenha a iniciativa

para guiar meu caminho pela estrada da Luz e do Amor.

Compartilhar de tua força, poder, sabedoria e proteção.

Amar o meu próximo como a mim mesmo.

Ter clareza para discernir a luz das trevas.

Alcançar com êxito e amor meus desígnios e propósito divino.

Preservar, aprender e crescer com meus relacionamentos.

Respeitar todo ser vivente na face deste planeta e fora dele.

Plantar e alimentar o amor dentro e fora de mim.

Preservar o amor universal e divino em meu corpo, mente, alma e espírito.

Assumir mil papéis em Teu nome.

Plantar e espargir sementes, expandir ideias

e sentimentos de amor, solidariedade e paz em todos os corações.

Estar conectada a Vós para manter meu equilíbrio em todos os níveis do Ser.

Vibrar em consonância à Lei da abundância e da prosperidade deste universo.

Manter em meu Ser o poder da transmutação, da compaixão, da aceitação,

das verdades essenciais e da sabedoria ancestral de minha alma;

o poder de Ser e Estar presente em tudo,

verdadeira como o amor e intensa como a paixão…

Que eu possa sempre,

com a força da Luz do Grande Sol Central,

com o sublime brilho e o intenso magnetismo da Lua

atravessar as brumas, as sombras, as fronteiras do tempo e do espaço,

para que me seja revelado tudo aquilo que me for permitido.

Pela Mãe Maior deste universo eu caminho…sigo…confio…

E pelas tuas mãos, vivo esta existência!”