Artigos, Feminino Sagrado, Músicas Essenciais

Seja Raiz: Entregue-se e vitalize! Seja Pássaro: Voe alto e toque a consciência!

Com a belíssima letra e empoderadora melodia de Faun, faço um convite à união do feminino sagrado de toda mulher, apoiado pelo masculino sagrado. Um convite à integração de tudo o que precisa ser expressado e liberado.

À toda mulher que aqui chegar dedico essas palavras, trazendo-as das profundezas de minhas entranhas e raízes ancestrais:

Desça fundo na suas raízes, abrace a escuridão da terra e desapegue do passado. Traga da terra e das suas raízes a força e a coragem para seguir adiante!

Libere a dor, libere as emoções guardadas e entregue às guardiãs da terra e das raízes tudo aquilo que precisa morrer para renascer renovado.

Entregue-se à sabedoria que habita debaixo da terra, conecte-se com ela. Libere-se, esvazie-se. Seja a terra, seja a raiz e encha-se de vitalidade!

Cresça sempre em direção ao sol. Seja os olhos da águia para ver longe, seja mulher-pássaro e siga os raios do sol. Voe alto! Voe alto e toque a sua consciência!

Expresse a sua alma! Celebre a dança da vida! Torne-se leve como as plumas de um pássaro e voe em direção aos seus sonhos! Abra suas asas! Namaste! ❤

“Sobre os urzes, a luz do amanhecer brilha

Aves voam, onde elas vão estar amanhã?

Eu sigo o crepitar das asas nos campos sombrios.

Músicas antigas ressoam na neblina.

Venha e voe conosco.

Deixe o vento te levar para longe deste lugar.

Venha e voe tão alto quanto pode!

Vamos perseguir os céus em nossa dança!

Névoa de seda, tão fria, escovando minha pele.

Cada vez mais, onde devo encontrar o objetivo que anseio?

Eu fecho meus olhos e vejo crescer uma plumagem.

Eu já sinto o vento e abro minhas asas para voar.

Venha e voe conosco.

Deixe o vento te levar longe deste lugar.

Venha e voe tão alto quanto pode!

Vamos perseguir os céus em nossa dança.

Os céus em você: como eu posso conhecê-los, eu posso vê-los?

Em voo, nós dançamos como as estrelas, movendo-se em seus caminhos.

Venha e voe conosco.

Deixe o vento te levar longe deste lugar.

Venha e voe tão alto quanto pode!

Vamos perseguir os céus em nossa dança.”

(FAUN – Federklide | “Plumagem”)

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Artigos, Feminino Sagrado

Uma Homenagem às Mães de todas as espécies!

Honramos e homenageamos as Mães de todas as espécies!

Honramos aquela que nos deu a bênção da Vida,

aquelas que foram mães de múltiplas formas em nossa existência

e também nossas ancestrais que nos permitiram aqui estar, através de nossa mãe.

Trazemos de todas elas e de nossas raízes esta força da Criação,

esta corrente de pura vida, este pulsar de amor,

cumprindo o nosso propósito humano e divino

e ocupando um lugar único na grande família planetária e universal.

Honramos o Sagrado Feminino, o cálice que dentro de cada mulher

guarda a energia da Criação, da Geração e da essência da Vida!

Honramos Gaia e a Consciência Materna que reside em todos nós.

Somos o resultado do amor de todos os nossos ancestrais!

Um brinde à Vida em todas as suas formas, cores, perfumes e amores!

Namaste! ❤

Artigos, Educação e Sustentabilidade, Feminino Sagrado

Ovos de Páscoa: O Verdadeiro Legado das Tradições Ancestrais

Com esse artigo, venho honrar o legado deixado por nossos ancestrais e relembrar a sacralidade das tradições do ovo de páscoa ao longo da história, incentivando uma infância mais livre da necessidade de consumo de chocolate com preços abusivos nessa época.

Ao trazermos a memória dessas tradições à luz, também lembramos da importância de colocarmos nossas intenções de renovação, recomeço e renascimento para um novo ciclo, permitindo nos transformar e nos desprender do que não nos serve mais – colorir e pintar um ovo colocando nossas intenções tem o mesmo poder de um objeto imantado: é arte, é magia, é vida!

O ovo é considerado uma das mais perfeitas formas naturais. Em diferentes culturas simboliza o começo de tudo, o início do universo. Os sacerdotes Druidas escolheram o ovo como símbolo de suas crenças. Outra corrente acredita que o ovo é símbolo pascal inspirado no costume chinês de colorir ovos de pata, para celebrar a vida que dele se origina.

Ovos também eram cozidos e comidos durante os festivais do antigo Egito, Pérsia, Grécia e Roma, além de serem presenteados em homenagem à chegada da florida primavera, depois de um inverno branco no hemisfério norte. Estas culturas tinham o ovo como emblema do universo, a palavra da suprema divindade, o princípio da vida.

Lembrando dos antigos povos pagãos europeus, que nesta época do ano homenageavam Ostara ou Eostre – Deusa da Primavera – que segura ovos em suas mãos e observa um coelho, símbolo de fertilidade. A deusa em si e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Os ovos eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro por representarem essa fertilidade, sendo enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. Eram a representação do ovo cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra.

Muitas são as tradições e crenças, com variações dependendo da cultura. Crianças tchecas, por exemplo, acreditam que uma cotovia as traga presentes na Páscoa; as suíças e as alemãs contam com o galo ou a cegonha. Já no Brasil, a tradição do coelho e dos ovos de páscoa data do início do século XX, trazida pelos imigrantes suíços e alemães. Algumas tradições ainda tem o costume de colocarem dentro dos ovos pintados amendoins e sementes caramelizadas – presente que recebi muitas vezes na infância e que fazia parte das celebrações de meus ancestrais alemães.

O ovo de Páscoa é um emaranhado de combinações de tradições cristãs, judaicas e pagãs. Os ovos pintados e coloridos eram distribuídos entre as pessoas em alguns povos do hemisfério norte para comemorar a passagem do inverno para a primavera. Esse costume antigo encontrou-se com o rito de morte e ressurreição de Jesus Cristo que, por sua vez, aconteceu na Páscoa Judaica (Pessach), outra comemoração com o mesmo sentido de passagem e libertação para um novo ciclo.

Artista Sorábia (Povo Eslavo) pintando ovos

Os ovos passaram a ser feitos de madeira, argila ou com ouro. Até que, com a revolução industrial e o surgimento de uma boa oportunidade de negócios, a indústria do chocolate passou a fabricar ovos. Cada vez mais atraentes, decorados com papéis multicoloridos e recheados com surpresas tentadoras.

Longe dos princípios tradicionais da Páscoa, o chocolate atende a demanda das indústrias, mas não tem ligação direta com os significados milenares das tradições pascais. A comunicação publicitária então investiu na fantasia da fábrica misteriosa do coelhinho, assim como a fábrica misteriosa do bom velhinho, para gerar impulsos de consumo, em especial nas crianças. Hoje, já existem ovos de Páscoa que, vazios de nutrientes, são vendidos cheios de brinquedos, numa incoerente cultura para o significado real dessa época.

Mas, não se desespere, não é preciso acabar com as fantasias infantis, o delicioso sabor do chocolate ou as tradições de doar e receber para celebrar uma Páscoa sem consumismo. Estas são algumas alternativas para fazer uma Páscoa cheia de sentido e respeito, um verdadeiro rito de passagem:

– Faça com as crianças receitas caseiras de chocolate, biscoitos ou bolos, e distribua para seus amigos e familiares;

– Pinte ovos de galinha invocando as tradições originais e ancestrais;

– Use a história da Galinha Ruiva para ilustrar o plantio, colheita e moenda do trigo, e finalize assando um belo pão para compartilhar com a família, como fez Jesus Cristo;

– Prefira comprar ovos de chocolate – caso não consiga resistir à tentação – de produtores locais, doceiras e artesãos. Assim, o dinheiro circula e chega às mãos das pessoas reais, de carne e osso, não apenas aos cofres das grandes corporações.

TINGIMENTO NATURAL

Existem receitas diferentes na internet para o método de pintura. Uma delas sugere que a base da receita de tintura natural seja feita com: 1 colher de sopa de sal + 1 colher de sopa de vinagre + 3 xícaras de água. Misture os ingredientes e acrescente aquele que vai promover a coloração.

Para tingir os ovos é importante que o recipiente com a tintura possibilite a imersão do ovo. Ele precisa ser cozido anteriormente, para não trincar a casca; coloque um pano no fundo da panela e adicione um pouco de vinagre na água.

O tingimento trata-se de uma experiência prazerosa. A cada ovo você obterá um novo resultado. Testando a quantidade do ingrediente utilizado como corante e o tempo de imersão na tintura, você vai percebendo o tom desejado.

Além das tinturas sugeridas na imagem, você também pode optar por aquelas derivadas de ervas e outras plantas para dar uma tonalidade mais forte, incluindo especiarias. Incluem-se: marcela, cúrcuma, mostarda em pó, canela em pó, urucum, espinafre, couve, salsa.

Que possamos, então, relembrar dos costumes, tradições e sabedorias ancestrais não para que fiquemos presos a eles, mas para que através deles saibamos reconhecer também nossas mortes e renascimentos, nossos ciclos de vida-morte-vida, assim como nos antigos ritos de passagem. Namaste!

Fonte complementar: Wikipedia, fontes históricas e informações do perfil “Infância Livre de Consumismo”.

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Artigos, Feminino Sagrado

Mulher-Medicina: Quem És?

QUEM É A MULHER-MEDICINA?

“Toda a “mulher-amor” é uma mulher-medicina.

Mulheres fortes que nutrem o coração 

daqueles que cruzam o seu caminho.

Que buscam construir as suas vidas 

em cima de solo firme e verdadeiro.

Que procuram a paz dentro e fora dos seus corações.

A mulher-medicina é aquela cuja energia é contagiante.

Vibra numa frequência empática, 

curadora, amorosa e sábia.

Transmite confiança e respeito.

Esta mulher sabe que os Deuses e a Deusa

a incumbiram de guardar e zelar

pela “caixa de pandora” que carrega no peito;

dentro dela um oceano de mistério e um dique…

às vezes frágil, sempre prestes a ser derrubado

pelas correntes de outras águas que não as suas.

Desde cedo sabe que veio ao mundo

com a missão de oferecer Amor à Humanidade.

Soube-o no dia em que olhou para o adulto

que cuidaria dela com compaixão.

Traz consigo uma energia transformadora

e uma aura extremamente magnética

que a ajuda a cumprir o seu propósito.

Estas mulheres são belas, são novas e são velhas.

Também têm dores, têm amores e horrores,

e sangram e choram.

O grande desafio da mulher-medicina

é amar-se, parir-se e curar-se.

Para isso, ela terá que colocar o compromisso com sua alma

à frente do compromisso de amor incondicional à Humanidade.

Felizmente, cada vez mais mulheres vão acordando a medicina do seu coração,

e colocam esta energia a serviço delas mesmas,

de Mãe Gaia e de todos os seres que com elas cruzam.

Dentro de todas as mulheres existe a medicina do coração:

Receptiva, nutridora, mas também guerreira,

que se sabe impor, dizer não a atitudes

que não respeitem a sua integridade.

Esta medicina dá-nos força e alento para reconhecer os nossos dons

e foco para atingirmos as nossas metas.”

Dedico este escrito a todas as mulheres-medicina! ❤

Mensagem de Rute Alegria

Artigos, Constelação Familiar, Feminino Sagrado, Livros Essenciais, Terapias Integrativas

Abortos: Incluindo os Excluídos – Visões da Psicanálise e da Constelação Familiar

No trabalho das constelações familiares as crianças abortadas pertencem ao sistema familiar, mesmo que não tenham se desenvolvido plenamente até o nascimento ou que tenham existido por um pequeno período de tempo. Apenas o fato de terem existido na família configura a necessidade de fazerem parte do sistema, e por isso precisam ser incluídas para que haja ordem e equilíbrio.

Nesse sentido, não importa se o aborto foi espontâneo, se foi provocado ou se houve a decisão consciente de fazê-lo. Segundo os preceitos da constelação sistêmica, uma lei natural – a Lei do Pertencimento – não faz julgamento moral. O pertencimento ocorre desde a fecundação e não apenas pelo nascimento, como a maior parte das pessoas pensa.

Levo o olhar um pouco mais adiante, observando também a conexão da alma dessa criança com os pais, que ocorre muitas vezes anos antes do nascimento propriamente dito. Em atendimentos a casais e muitas mulheres que desejaram engravidar, acompanhei casos em que foi preciso trabalhar antes a harmonia da ligação do casal com a alma da criança – algumas delas nem vieram a nascer, mas por terem sido reconhecidas, voltaram para o seu lugar em paz. Após o período necessário de ajuste, de reconhecimento deste ser, foi possível para esses casais se sentirem em harmonia para que uma outra criança viesse depois, seja por meio de gravidez, de adoção ou fecundação in vitro.

Antes de terem consciência da necessidade de incluir a criança excluída – seja em relação a culpas ou compromissos de vidas passadas, seja por abortos advindos das ancestrais que foram escondidos, reprimidos, obrigados ou negados por tabus, crenças, ideologias e padrões da época – esses casais se sentiam “presos” de alguma forma, principalmente no que tange à mulher, com inúmeras tentativas fracassadas de gravidez.

Na constelação, há uma frase que diz: “Uma pessoa está em paz quando todas as pessoas que pertencem à sua família tem um lugar em seu coração.” Essa é aquela paz que mora no silêncio interior, que brota de dentro sem esforço porque ela simplesmente é em nós; é a força, a leveza e a fé que recebemos das nossas entranhas, das nossas raízes para seguir adiante, dar os próximos passos em direção às mudanças e ao progresso. E isso conseguimos quando estamos em nosso lugar na hierarquia familiar.

Essa criança que não nasceu, portanto, só precisa de um lugar na família: o seu lugar, para assim não ser uma “sobrecarga” aos filhos que vierem depois, uma vez que a tendência dos que vem depois é assumir o destino daquele que foi excluído quando esse ato de pertencer não ocorre por parte do casal. Quando a inclusão não acontece, há desequilíbrios no sistema familiar tanto para o casal quanto para os filhos que precedem. Nesse cenário, a ordem do pertencimento dos filhos também será afetada, à semelhança da base estrutural de um prédio, de uma progressão geométrica ou de uma cascata. Em todos esses exemplos, existe uma ordem que possibilita a criação de formas harmônicas.

Outras situações comuns que também estão dentro da lei do pertencimento e que precisam ser consideradas:

Gravidez tubária ou ectópica: quando o óvulo fecundado implanta-se de forma equivocada em outras estruturas que não o útero. A forma mais comum é a gravidez tubária, que ocorre dentro das trompas de Falópio. Em 98% dos casos, o ovo não percorre todo o caminho até o útero e acaba se alojando precocemente na parede de uma das trompas. Nos 2% restantes, a implantação do ovo ocorre em outras estruturas como ovário, colo do útero ou cavidade abdominal;

Gestação anembrionária ou “ovo cego“: quando um óvulo fertilizado se implanta no útero, mas o bebê não se desenvolve. Ao fazer uma ultrassonografia, no primeiro trimestre da gestação, o saco gestacional aparece vazio, sem embrião dentro. É o chamado “ovo cego”, que resulta em um aborto espontâneo;

Pílula do dia seguinte: método de emergência e não-preventivo. Pode ser usado para evitar gravidez após a relação sexual não segura. Apesar de ser interpretada como uma solução prática para evitar a gravidez indesejada, esse recurso é indicado apenas para casos emergenciais e deve ser usado com cuidado, já que traz efeitos colaterais a curto e longo prazo. Conheci mulheres que engravidaram com a pílula do dia seguinte principalmente porque abusaram do seu uso, desregulando assim seus ciclos e período fértil;

Fecundação em vitro com congelamento de embriões. Esses embriões congelados também pertencem.

Observa-se que quando a fecundação acontece, mesmo que não tenha sequência na completude do processo, ela está dentro da lei do pertencimento. Nas constelações familiares olha-se com muito respeito para todos esses casos, sem qualquer tipo de julgamento, cuja base para uma solução possível é dar a essas crianças um lugar no coração. “O amor preenche o que a ordem abarca. O amor é a água, a ordem é o jarro. A ordem ajunta, o amor flui. Ordem e Amor atuam juntos.”

MAMÃE, VOCÊ ME ACEITA COMO EU SOU?

Transcrevo o trecho maravilhoso do livro de Barbara Joose sobre o tema, palavras que representam profundamente a voz dos excluídos, gerando reflexões importantes acerca de como a negação da existência dessas crianças afeta todo o sistema familiar e as futuras gerações:

O tema sobre o qual faço esta reflexão é difícil e polêmico. Coisas de se abrir ao coração para não deixa-lo quebrar…Quando eu entrava, e entro em contato, numa constelação familiar, com as reações dos abortos provocados, uma frase emperrava em minha garganta. Não consegui traduzi-la até poucas semanas atrás: – Mamãe, você me aceita (como eu sou)?

Como na constelação fica evidente que tudo o que foi criado não perde sua existência, aquilo que chamamos de óvulo fecundado (na barriga ou congelado), feto, embrião de uma semana, existe como entidade total para alma familiar e não precisa da legitimidade social para ter este direito, mas para ter seu lugar. Esta frase, então, “mamãe, você me aceita (como eu sou)?” estava na garganta da mãe que aborta, da criança abortada, dos irmãos dela e do pai da criança abortada. Todos perguntam à sua própria mãe se ela concorda com sua existência.

A pergunta neles parece que fica assim:

Mãe que aborta à sua mãe: “Mamãe, você me aceita? Como filha, mulher, esposa, filha do meu pai, mãe dos meus filhos? Dona dos meus atos, etc…?”

Pai da criança abortada à sua mãe: “Mamãe, você me aceita? Como filho, homem, pai, filho do meu pai, etc…?”

Irmãos da(s) criança(s) abortada(s): “Mamãe, você me aceita? Como filho, mesmo tendo tirado outro? O amor que tenho por você, independente do que faz? Como irmão do meu irmão morto? Como teu filho que tem o irmão morto no coração, etc…?”

Criança abortada: “Mamãe, você me aceita? Mesmo que tenha me tirado? Com todo seu sentimento de culpa, eu mereço seu olhar, seu amor, minha inclusão, etc…?”

Esta percepção me levou àquele bolo na garganta, muitas vezes o “globo histérico” – somatização da chamada neurose histérica. Será que nele estão tingidas as cores emocionais e as implicações desta pergunta à mãe? O que este bolo indigesto tem a ver com o movimento interrompido em direção à mãe? Qual a solução? (Um grande soluço).

Fui fazer um pequeníssimo resumo da trajetória da histeria, seus sintomas e hipóteses de sua etiologia por meio de um livro ótimo* – coloco ao final deste texto para quem quiser ler. Minha intenção era entender um pouco desta tão famosa “doença” da alma com suas perturbações emocionais e paixões reprimidas, e relacioná-la com minhas percepções atávicas – se isso existe – dos efeitos do aborto provocado em um sistema familiar.

Nesta sinopse, destaquei a hýstera (útero, matriz), onde todos são gerados; o desejo sexual e de procriação sufocados que se transformam em sintomas físicos ‘pedindo ajuda’ (histeria); a investigação dos sintomas de angústia expandida aos homens, tanto como nas mulheres, causada pela repressão de seus desejos e paixões, e os anseios da alma; a relação corpo-mente recolocada em questão por meio desta “doença”, levando ao conceito de inconsciente pessoal (Freud), extrapolado ao inconsciente coletivo (Jung). Tudo isso desafiando qualquer negação da pluridimensionalidade humana. Ou seja, se a existência é multidimensional, não há só uma forma de abordá-la e uma só linguagem para entendê-la ou se fazer entender.

Quero dizer, assim, todos os anseios reprimidos – sem voz – pediriam legitimidade em sintomas na garganta? No sistema reprodutor? Na tireoide? Nos pulmões? No corpo, como na histeria? Buscariam campos de representação nas relações sexuais, nos encontros de amor? Nas relações pais e filhos? Nosso corpo e relações seriam o campo privilegiado para partes excluídas nossas (e de nossa família) se manifestarem por meio “doenças e curas”? É que a vida e o corpo multidimensional, suas dores e amores, são muito criativos ao se fazer notar quando não sabemos escutá-los.

E esta voz abafada, essas representações e sintomas pertencem a quem? Quem é a “dona” do útero ferido? Do desejo reprimido? Da angústia? Dos anseios da alma? Sou eu que tenho o sintoma ou também pertence a algum ancestral ou à alma familiar? O que se tem visto nos movimentos de alma durante a Constelação é que quando há um aborto provocado, mesmo que ele seja um segredo, o irmão nascido, o pai, a mãe e a criança abortada se sentem em conexão intensa, como se existisse de fato uma criança ali, porque existe. Não estou reafirmando a visão espírita, estou apenas sublinhando o que Hellinger já disse: o que foi criado não desaparece jamais.

“Por que ele/a não pôde vir? Por que foi abortado?” Não é, então, o essencial. O que a garganta fechada de todos os envolvidos quer dizer, sem dizer, é: “Você me aceita? Eu posso existir?”. Este bolo gutural ganha dimensão pujante nas irmãs vivas, que muitas vezes praticam o aborto, seguindo a sina familiar. Por conta disso, pode haver um bloqueio na relação com a mãe, e isso a impede de ir até ela criando um movimento interrompido em direção à mãe.

No caso, o/a filho/a não consegue ir à mãe por não se sentir aceito, mesmo que seja. “Se meu irmão não foi aceito, por que eu seria?” Aqui ele/a pode estar julgando a mãe, ou se identificado com o irmão morto, ou os dois. Esta dificuldade impossibilita que se tome a matriz. Esta situação gera no filho excluído pelo aborto mais um sofrimento: não bastou não vir, seu destino torna outros menos felizes. Por outro lado, a mãe também pode ser dura consigo mesma, e como forma de compensar sua responsabilidade e implicações do seu ato dificulta o caminho do seu filho até ela. Bem, não só o aborto pode endurecer um coração.

Voltando ao assunto, não sei se serei compreendida, mas em última análise e sem julgamentos, nenhum motivo justifica um aborto provocado. Mas os motivos existem, desde emaranhamentos familiares complicadíssimos até ilusões sobre o que se quer da vida. Então, será mesmo que o que levou a mulher a esta ação não a ajudaria a encarar seu filho morto nos olhos, coloca-lo no coração e retomar sua vida para algo bom, sem desejar a antiga inocência, mas com a carga do que fez ou teve que fazer?

Aquilo que te (me) fez abortar, busque! Ao menos assim, pode-se olhar para o/a filho/a morto neste ato dolorosíssimo e cheio de implicações, e saber que ele (o ato) não foi em vão para a mãe, nem para o filho. Dizer que é só um embrião, não ajuda em nada. Discutir quando a vida começa, também não dá conta das implicações do aborto na alma, além de desconsiderar o mundo dos mortos – local onde a existência mantém tudo o que já foi criado, mesmo um “embrião”.

E também desconsidera a mulher, o útero e o feminino, o que esta dimensão de cálice pode revelar além do racionalismo científico e dos dogmas religiosos. Como sou uma mulher e tenho útero, sei que teço meus filhos, obras, visões, deste mundo invisível e insondável. Há práticas xamânicas que se sustentam neste órgão e suas visões, por isso a repressão de sua sabedoria e não só de seus desejos pode sim virar histeria. Histeria coletiva! Não foi por isso que se queimaram as bruxas? Elas sabiam demais!

Que tudo isso não seja incentivo para se abortar, nem um peso maior do que já é para quando “não há escolha”. Que seja um estímulo para buscar o saber também pelo irracional e não só pela razão, para criar um mundo capaz de acolher o mistério, assim como aplaude a luz. Tanto para mãe, quanto para os envolvidos na família onde há aborto provocado, resta, quando chegar a hora – geralmente quando já não se aguenta mais tanta angústia, falta de ar (histeria?) – NÃO interromper ainda mais o movimento em direção à matriz. E ainda tem que se ultrapassar o medo e a raiva gerados por todos os bloqueios no caminho.

Sabe aquela raiva que se tem do/a parceiro/a sem nem saber o por quê? Pode ser a raiva de não ter conseguido chegar à mãe projetada nele/a. Ressalto isso porque, segundo Hellinger, “o movimento interrompido em direção à nossa mãe, bem como suas consequências, reflete-se igualmente em nossas relações de casal”, em nosso caminho profissional e em tantas outras empreitadas. No caso dos relacionamentos amorosos, por exemplo, “em vez de nos aproximar de nosso parceiro ou parceira, nos retiramos e esperamos que o outro venha ao nosso encontro (…)” Ele nos instrui, então, a prestar “atenção para identificar até que ponto o movimento interrompido em direção a nossa mãe se mostra de forma parecida, ou inclusive idêntica, à nossa relação de casal”

Mesmo que a mãe não possa amar como se gostaria por conta da culpa, por problemas ancestrais que a levaram a ser difícil, o/a filho/a deve agora ousar esta aproximação, ao menos interiormente. Mesmo que a mãe já esteja morta, ou tenha que se manter a uma distância saudável dela, tomar a mãe no coração transformaria o bolo na garganta chamado “mamãe, vc me aceita como eu sou?” em sua solução: “SIM, EU CONCORDO COM VOCÊ EXATAMENTE COMO É, MAMÃE! E agora eu a tomo e vou até você, interiormente, ultrapassando toda raiva e medo por tanta rejeição!”

Isso transbordaria para as relações e o mundo. Já não se quereria mais ser o que não se é para agradar ao pai, à mãe, aos professores, ao parceiro/a e aos outros. Já não se reprimiria mais os anseios da alma, seus desejos e as suas paixões para o mundo nos aceitar. Há algo em aceitar a mãe (e o pai) tal como é que faz crescer para além dos limites outrora repressores. Portanto, como diz Hellinger, as três palavras essenciais são: GRATIDÃO (pela vida recebida), SIM (eu concordo com você exatamente como é) e POR FAVOR (palavra mágica que se abre ao coração).

HISTERIA: UM PEQUENO RESUMO

Na Grécia antiga, a histeria que vem de hýstera e se traduz como matriz ou útero, segundo Hipócrates pode ser entendida como sintomas da repressão de um ser vivo dentro do corpo da mulher – o útero – que tem desejos próprios de sexo e procriação. A falta de relações sexuais e de gerar filhos pode levar ao sufocamento e à sensação de angústia, uma vez que o útero se desloca se seus desejos são violentamente frustrados, pressionando outros órgãos que afetam a respiração.

Na Idade Média, a histérica se transformou em “um ser possuído”, objeto, então, de competência jurídica e religiosa. Basicamente, tratava-se do comportamento das bruxas e da bruxaria e de seu julgamento” (Ramos, 2008:23). Na Renascença, que rompeu com a Idade Média buscando inspiração na Grécia antiga, a retomada da histeria é pelo viés da sua renaturalização, como sintomas de repressões que o vaso feminino possa sofrer, ou da cura médica (Ramos, 2008: 22-25).

No século XIX, o médico francês Pierre Briquet publica um livro intitulado “Tratado clínico terapêutico da histeria” e tem como pressuposto a histeria como sintomas da perturbação emocional da disfunção do cérebro. Relaciona estes sintomas também aos homens (Ramos, 2008: 24). O útero foi para as cucuias e o cérebro começou a receber todos os créditos e descréditos da existência emocional humana. Mas, os homens ganham algum status emocional – e isto é sempre bom!

O neurologista Jean-Martin Charcot, seguidor de Briquet, se atém ao aparecimento desta doença por conta das vivências de fortes emoções e da predisposição. Por meio da hipnose, produziu um tipo de “histeria de laboratório” e, por conta dela surgiam doenças físicas como dores musculares, paralisias, as contrações, as anestesias, transtornos alimentares, redução do campo visual, entre outras.

Com isso ele reafirma a ideia de Pinel sobre doenças mentais que estariam ligadas à “alma”, à dimensão psicológica ou das paixões. Em suas pesquisas enfatiza, também, a histeria masculina. Parecido com a neurastenia (astenia – fraqueza; neuro – cérebro) estudada pelo neurologista George Beard, com seus sintomas de angústia, depressão, fraqueza muscular (Ramos, 2008: 27-28).

Tanto Charcot como Briquet não viam relação da histeria com o desejo erótico. Já para outros estudiosos da época, os sintomas histéricos tinham relação com violação sexual, a exposição às cenas impressionantes desta temática e à insatisfação sexual como os antigos gregos pressupunham (Ramos, 2008: 29).

Diz-se que, graças à histeria e aos estudos sobre a obra de Charcot, Freud inaugura a psicanálise. Ele chama de conversão somática a transformação de elementos psicológicos em sintomas físicos por processos misteriosos. Este mistério retoma a questão corpo-mente (Ramos, 2008: 31) e um novo objeto de estudos ganha destaque – o inconsciente pessoal.

Com Jung, por fim, o inconsciente pessoal se abre ao coletivo, às caudas ancestrais e à riqueza cultural. Com o inconsciente coletivo aparecendo em sonhos, nos mitos, nos eventos sincrônicos da vida, é revelado o campo onde se alojam os tesouros e dragões da nossa história milenar.

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fontes complementares – Livros: Mamãe Você me ama?” – Barbara M. Joose / “Meditações de Bert Hellinger”; “As Ordens do Amor”; “A Fonte não precisa perguntar pelo caminho” Ambos de Bert Hellinger / *Histeria e psicanálise depois de Freud” (UNICAMP) – Gustavo A. Ramos.

Leia mais em: Vínculos do Destino: A Fonte não precisa perguntar pelo caminho / Encontrando Seu Lugar na Árvore Ancestral da Vida

Artigos, Feminino Sagrado, Matérias, Terapias Integrativas

Banhos Energéticos: Reorganizando a Geometria Sagrada do seu Ser

Os Banhos Energéticos, Harmonizadores ou Fortalecedores são práticas milenares, usadas como tratamento e cura em diferentes culturas e tradições. Sua história é tão antiga quanto as sacerdotisas, as curandeiras, as benzedeiras, as raizeiras, as xamãs. Nesse cenário também temos como personagens aquelas ancestrais nossas que já receberam das gerações passadas os sábios saberes: aqueles que não aprendemos nos livros, aqueles que recebemos de nossas mães, avós, bisavós, e elas daquelas antes delas, repassados como conhecimentos “dos antigos” – como dizia uma de minhas avós.

Também são aqueles passados como aprendizados, dons e talentos necessários à sobrevivência – como é o caso dos descendentes de imigrantes que se instalaram aqui no Brasil,  por exemplo – ou ainda acessados por nós através da intuição, da prática do autoconhecimento, de meditações e insights, de jornadas e transformações interiores, uma vez que tudo isso está gravado em nosso DNA.

Com o advento da modernidade, o universo cada vez maior de poluição em vários níveis e a radiação eletromagnética, fomos perdendo a conexão com essa fonte sagrada e disponível para nós a qualquer hora, em qualquer tempo. Fomos até mesmo esquecendo que ela existe, que está bem dentro de nós, esperando para ser reconhecida no silêncio e na quietude da nossa consciência.

Ao mesmo tempo, algumas de nós vieram para honrar este legado, relembrar e passar adiante as sementes de sabedoria que em nós foram plantadas – que assim como pelas nossas ancestrais, por nós também foram fertilizadas em outras existências. Somos parte de uma árvore de sabedoria ancestral que merece ser honrada e protegida, cujas sementes temos o dever e a responsabilidade de evoluir às futuras gerações.

Por meio de minhas experiências pessoais, estudos alquímicos e científicos, trabalhos de campo com a prescrição de diferentes banhos e suas formas de uso para alunos, pacientes, amigos e conhecidos, os resultados se mostram sempre produtivos, positivos e eficazes. Certamente, podem não trazer a cura de um desequilíbrio se este possui raízes mais profundas, uma vez que os banhos são complementos para tratamentos de saúde, além do que nada nem ninguém cura outrem. Somos responsáveis e co-criadores de nossa existência, de nossa saúde e de nossos desequilíbrios. Contudo, eles podem se mostrar grandes aliados. Geralmente, trazem alívios em momentos de estresse, clareiam aquilo que estava nublado, energizam o que estava desvitalizado, descarregam o que estava eletrificado, libertam o que estava aprisionado.

Nada disso é mágica nem esoterismo, é ciência, bioquímica, alquimia e magia que a sagrada natureza nos deixou como presente: o equilíbrio para todas as desarmonias do ser humano. Intrínseco ao uso das ervas, flores, raízes, sementes, folhas, óleos essenciais e outras aplicações, esconde-se uma geometria perfeita, harmônica, sábia e nutridora, invisível aos olhos físicos mas capaz de nos reordenar, reorganizando assim a geometria do nosso corpo físico, mental, emocional e dos corpos mais sutis. Como resultado desse conhecimento milenar, vimos o surgimento de muitos sistemas de florais, da fitoterapia e fitoenergética, da homeopatia, da aromaterapia, do escalda-pés, dos banhos de imersão – hidroterapia, entre outras práticas correlacionadas, capazes de nos restabelecer as forças vitais, o equilíbrio do emocional, da mente e do espírito.

Através de receitas práticas e simples, sugiro abaixo alguns banhos que podem fazer a diferença em diversos casos. Nas situações em que o desequilíbrio energético e psicossomático for mais profundo, lembremos do princípio de que energia densa se tira com elementos densos – a cura do semelhante pelo semelhante – ou seja, para descarregar o corpo depois de uma jornada estressante não basta somente um banho com ervas ou flores, por exemplo. É preciso antes retirar do campo eletromagnético a energia densa e elétrica para, depois, harmonizá-lo e alinhá-lo novamente. Então, um banho de sal grosso antes pode ser bem vindo; um escalda-pés com ervas específicas, raízes ou argila, assim como um banho que envolva o elemento terra – a argila ou a borra de café esfregada levemente na pele.

> Leia mais sobre: Escalda-Pés: Uma Prática Milenar, Terapêutica e Restauradora

Sem dúvida, as formas naturais de descarregar e recarregar nosso ser são mais eficazes quando em contato direto à natureza. Exemplos vivos disso são as pessoas que tem acesso aos banhos de mar ou que podem desfrutar de banhos de rios, cachoeiras, lagos e lagoas. Sempre é interessante observar como esses ambientes nos acalmam e recarregam nossas baterias. Qualquer contato com águas e ecossistemas limpos e saudáveis tem a capacidade de nos reestruturar em vários níveis, incluindo sempre a nossa ajuda e comprometimento. Mas, para os que moram em cidades grandes e não tem este acesso, essas dicas podem ser muito úteis.

Alguns banhos aqui foram apreendidos por meio de experiências próprias, ensinamentos de irmãos de jornada; alguns por minha alma através de conexões conscienciais e outros em sintonia a meus ancestrais mais distantes. Assim, desejo que essas combinações alquímicas sagradas ajudem você a relembrar onde se encontra essa fonte tão sábia de vida dentro de você. E quando no silêncio da noite ou nos momentos em que a alma chama, as obras antigas provindas de sua sabedoria ancestral – que podem se apresentar como livros grossos, de folhas envelhecidas e nomes desconhecidos, exalando aromas dos mais exóticos – se apresentem para você, à semelhança da surpresa de adentrar numa imensa biblioteca, jamais antes imaginada e totalmente ao seu dispor. Namaste!

1.BANHOS ENERGÉTICOS E VITAIS

* BANHO DE CAFÉ (Borra)

Este banho tem muitas propriedades. Além de ser um maravilhoso esfoliante natural para a pele do corpo, mantém uma camada hidratante que não necessitará de hidratação intensa após o seu uso. Isso porque o café possui óleos vegetais em sua composição, além de óleos essenciais e minerais que complementam o processo.

Em âmbito energético, é ótimo para nos conectar à força da terra, retirar as células mortas que também representam aspectos antigos acumulados no registro da pele – representada pelo emocional, trazer vitalidade e levantar o ânimo. Pode ser um auxiliar para nos devolver aquela energia depois de um dia cheio de compromissos ou para começar uma rotina diária.

Ingrediente: borra do café passado (sem adoçar)

Preparo:

  1. Após passar aquele cafezinho gostoso, seja apenas para você ou para os que convivem no seu ambiente, não jogue a borra do café fora. Retire-a do filtro e coloque num recipiente de vidro ou louça bem fechado na geladeira. Você pode guardá-la para usar depois – de preferência no mesmo dia – ou usá-la logo após ter passado o café.
  2. Depois do seu banho normal de higiene, sintonize com a força da terra que o café representa, coloque nelas suas intenções para o que necessita naquele momento.
  3. Pegue pequenas porções e vá passando no corpo, massageando com delicadeza e mentalizando a força e a vitalidade da terra sobre você. Procure realizar o processo de esfoliação primeiro. Depois que todo o corpo for massageado, retorne para debaixo do chuveiro e retire aos poucos.
  4. O ideal é não utilizar nada na pele depois deste banho, permitindo que a frequência energética do café permaneça agindo na aura.
  5. Para quem tem pele sensível, a massagem deve ser bem sutil, evitando o rosto.

> Importante: Este banho só terá as propriedades energéticas mencionadas se for realizado com a borra do café passado. Não é válido para café solúvel de qualquer marca, pois estes tendem a perder muito das suas propriedades naturais em função do processo extremamente acidificante de produção.

Se houver possibilidade de comprar o café moído na hora ou moer as sementes em casa, melhor ainda. Dependendo da torra, muitos cafés em pó comprados prontos nem sempre conseguem preservar todas as suas propriedades. Assim, prefira os cafés chamados “tradicionais” ou orgânicos, cujo processo de torra é menos intenso.

> Banho ideal para ser feito no período do dia, por ser muito estimulante e poder interferir no sono.

> Atenção: Para quem tem alergia à cafeína, evitar o uso desse banho. Para os hipertensos, procurar não deixar a borra muito tempo em contato com o corpo, uma vez que a cafeína penetra na pele e chega à corrente sanguínea da mesma maneira.

* BANHO DE ERVA-MATE (Folhas ou erva em pó)

Outra forma de utilização da erva-mate que muitos talvez não conheçam, mas que faço uso com ótimos resultados, são os banhos com essa erva para revitalizar o corpo, alinhar a mente e energizar a aura.

Ingrediente: 4 a 5 colheres (sopa) de erva-mate orgânica – fina ou grossa.

Preparo:

  1. Da mesma forma que você prepararia um chá, dissolva em 1 copo de água quente 4 a 5 colheres (sopa) de erva-mate moída. Misture bem, deixe descansar um pouco para o excesso de borra ficar no fundo do recipiente.
  2. Coe e coloque em um recipiente com mais ou menos meio litro d’água morna, que pode ser a própria água do chuveiro.
  3. Opcional: Acrescente 2 gotas de óleo essencial de lavanda, se quiser, misturando também ervas de sua preferência para auxiliar no processo de limpeza energética, como alecrim, sálvia, arruda, manjericão, entre outras que desejar.
  4. Derrame um pouco deste preparado no centro da cabeça e em todo o corpo, lentamente. Após, retire o excesso do corpo, secando sem esfregar para que as ervas e os óleos penetrem na pele.
  5. Procure usar toalhas escuras ou coloridas, tendo em vista que os elementos usados naturalmente mancharão tecidos mais claros.
  6. Banho ideal para ser feito mais no período do dia, por ser estimulante.
  7. Se o seu objetivo for um banho mais calmante, pode ferver a erva para que evapore a teína – alcalóide semelhante à cafeína. Alguns pacotes de erva-mate são vendidos já com o acréscimo de ervas calmantes como camomila, melissa, erva cidreira, entre outras, que podem ser usadas como complemento para este banho mais calmante.
  8. Se preferir banhos mais estimulantes, evite ferver a erva. Você pode optar pelos pacotes de erva-mate vendidos com chá verde, por exemplo, outra erva estimulante e altamente vitalizante.

> Leia o artigo completo sobre a história, a tradição e as formas de uso dessa erva sagrada: O Poder Ancestral de Cura da Erva-Mate

2. BANHOS DE LIMPEZA, DESCARREGO E FORTALECEDORES

* BANHO DE 7 ERVAS

Os banhos de 7 Ervas podem ter combinações de plantas variadas de acordo com o que a pessoa necessita, entretanto algumas ervas são a base para que este tipo de banho tenha a função de descarregar e revitalizar.

Ingredientes – 1 punhado pequeno de cada uma dessas ervas: arruda, guiné, alecrim, sálvia, alfazema, eucalipto e espada de São Jorge picada. Podem ser usadas outras ervas como: Levante, comigo-ninguém-pode, folhas de pitanga, folhas de onda do mar, lavanda, cravo, entre outras.

Preparo:

  1. Você deve fazer um preparado com 1 punhado de 7 das ervas relacionadas para 1/2 litro d’água.
  2. Coloque as ervas em água e ao iniciar fervura, desligue. Deixe descansar em infusão, até esfriar.
  3. Coe as ervas, mentalizando e decretando tudo o que necessita que este banho trabalhe.
  4. Derrame este preparado contornando todo o corpo, sobre toda a cabeça e também no seu centro – purificando os chacras coronário, o chacra coordenador, localizado na porção de traz da cabeça, assim como a nuca e a região externa dos ouvidos. A limpeza dos ouvidos tem o objetivo de trazer a clareza de pensamento e afastar a confusão mental.
  5. Dar preferência para realizá-lo à noite, antes de dormir, preservando assim a energia das plantas por mais tempo na aura.

Observação: Antes do banho de ervas, você pode realizar um banho com sal grosso marinho (1 colher sopa) diluídos em 1/2 litro de água. Isso recomendo para quando a pessoa está muito elétrica ou “carregada”. Nesse caso, o ideal é que o banho de sal não seja colocado na cabeça ou realizado sozinho, uma vez que o sal é formado por pequenos cristais chamados de piezoelétricos, ou seja, condutores elétricos.

Essa capacidade natural, portanto, os torna semelhantes a um pára-raios, atraindo tanto as energias qualificadas quanto as não qualificadas. Por essa razão, após o banho de sal ou bicarbonato, faça um banho de ervas para selar e alinhar o seu campo de energia. Outra possibilidade é utilizar o sal marinho no corpo como esfoliante, nesse caso podendo ser o mais fino. A preferência pelo sal marinho e não os refinados é porque ele tem preservados seus minerais, além de conter menos sódio. 

Existem outros tipos de sais medicinais no mercado, como o sal rosa ou sal do Himalaia, que hoje é fácil de encontrar, e o sal negro de origem indiana – usado na medicina ayurvédica com uma combinação de sal e ervas específicas. Nesses casos, pelas suas estruturas moleculares e bioquímicas serem diferentes, seus cristais não atuam da mesma forma que o sal marinho. Você também pode preparar o seu sal de banho, se quiser, reunindo a ele elementos, ervas, especiarias e óleos essenciais para complementar.

Importante: Muitos me perguntam: – Mas, porque não se pode colocar o sal grosso marinho na cabeça se tomamos banhos de mar? A diferença que existe aqui é que o banho de sal grosso contém apenas os cristais de sal, enquanto que o banho de mar contém sal, minerais, algas, oligoelementos, substâncias de origem vegetal, mineral e marinha cuja geometria é tão perfeita que chega a ser em torno de 95% semelhante à composição do nosso plasma sangüíneo – um verdadeiro plasma marinho.

Para saber mais sobre a atuação da água do mar em nosso organismo, vide pesquisas e experimentos do biólogo, fisiologista e naturalista René Quinton (1866-1925) – francês, contemporâneo de Darwin e de Tesla, precursor da Teoria dos Oligoelementos que é usada hoje pela medicina ortomolecular, curou-se de uma tuberculose ao viver numa cidade litorânea. Passou a estudar e pesquisar a água do mar por anos, auxiliando na cura de muitas doenças, percebendo através de suas teorias que guardamos em nosso organismo e células uma relação profunda com a água do mar, sendo ela e seus derivados marinhos capazes de nos reestruturar as energias e o equilíbrio.

* BANHO DE VINAGRE

Nesse tipo de banho, recomendo utilizar os vinagres derivados da uva. O vinagre branco deve ser usado para homens – sendo este mais ácido – e o vinagre tinto para mulheres, sendo este segundo mais propício para a frequência feminina.

O vinagre de maçã ou de arroz, nesse caso, possuem frequências mais sutis por serem menos ácidos. Podem ser usados para o caso de trazer uma assepsia do campo áurico quando a pessoa deseja apenas tirar um cansaço de um dia agitado.

Já no caso dos vinagres à base de uva, pela sua acidez são mais potentes para limpar o campo eletromagnético de energias “mais acidificantes”, principalmente no nível mais mental. Caso você tenha acesso a vinagres com Ph ainda mais ácido que os de uva – as porcentagens de Ph estão relacionadas na embalagem – como alguns derivados de frutas cítricas, também podem ser utilizados para este fim. Quanto mais cítrica for a fruta, mais ácidos serão os vinagres.

Ingrediente: 1 a 2 colheres (sopa) de vinagre para 1/2 litro de água.

Preparo: 

  1. Misturar o vinagre na água morna, podendo ser a do chuveiro, e derramar ao redor de todo corpo, incluindo a cabeça.
  2. Após, retire o excesso do corpo e já tenha preparado outro banho dos que menciono abaixo para selar e alinhar sua aura.

> Importante: Com exceção do banho de 7 ervas, os demais aqui relacionados requerem outro banho após o seu uso, com o objetivo de selar e fortalecer o campo magnético. Face a isso, você pode fazer um banho de mel, flores, ervas ou acrescentar algumas gotas de óleo essencial de lavanda ou outros mais calmantes de sua preferência. Lembrando que os óleos essenciais de flores naturalmente possuem as frequências vibracionais mais elevadas.

Observação: Tendo em vista as diferentes crenças e religiões, se você preferir não usar o vinagre na cabeça, o mesmo banho que você usará para selar o campo eletromagnético pode ser feito logo após.

Entretanto, para que a limpeza mental de fato aconteça, sugiro utilizar alguma erva seca como defumação antes do banho de selamento: a sálvia oficcinalis (a que encontramos como chá ou tempero em folhas) ou a sálvia branca, por exemplo. Pode ser feito um banho apenas com esta erva também.

Esta é uma erva maravilhosa para nos alinhar e purificar as dissonâncias em níveis mentais, assim como emocionais e espirituais. Ela é capaz de nos “deseletrificar” do excesso de radiação eletromagnética em vários níveis.

Nesse caso, você pode usar as próprias folhas para defumação – o que é ideal. Pode usar também um incenso de carvão ou pó de bambu que contenha a erva e óleos essenciais. Incensos que sejam confeccionados com resinas artificiais e sintéticas não terão o mesmo efeito. Sugiro marcas como Inca, Fênix, entre outros artesanais de sua confiança.

3. BANHOS HARMONIZADORES E ALINHADORES

* BANHO DE ROSAS

Os banhos com pétalas de rosas podem ser utilizados para diversos fins. A rosa em si possui uma vibração energética muito elevada. No que se refere à produção do seu óleo essencial, está no topo das flores de maior vibração energética, não sendo à toa ser chamada de “A Rainha das Flores”. Em casos gerais, podemos utilizar as pétalas de tons mais claros – brancas, lilases, cor-de-rosa clara, salmão – para banhos mais calmantes. Já as de tons vermelhos, magentas, alaranjados e amarelas marcantes para banhos mais fortificantes e energizantes.

Ingredientes: 1 punhado cheio de pétalas de rosas (secas ou in natura)

Preparo: 

  1. Colocar as pétalas em água. Ao levantar fervura, desligar. Deixar em infusão por 1h, até esfriar.
  2. Você pode coar as pétalas ou não. No chuveiro, este banho pode ser usado da cabeça aos pés, sem restrição.
  3. Caso tenha banheira e preferir ficar em imersão, não é necessário fervê-las. Você pode utilizar uma quantidade maior de pétalas e colocá-las diretamente dentro de água morna. Pode ainda acrescentar óleos essenciais se quiser, dependendo do seu intento, seja para acalmar, equilibrar ou vitalizar.
  4. Fique em imersão o tempo necessário para que as pétalas soltem seus aromas e óleos na água, penetrando na pele e atuando na aura.
  5. Pode ser realizado em qualquer período do dia ou da noite.

> Dica: Se você quiser, pode fazer preparados alcoólicos ou hidroalcoólicos com as pétalas de rosas – isso se aplica também ao de 7 ervas –  deixando-as em infusão em álcool de cereais ou em álcool comum. Esses preparados duram por anos e você também pode usá-los para banhos em porções menores, sempre que precisar. Falarei mais a respeito desse tipo de receita em outro artigo.

* BANHO DE MEL (PURO), COM PERFUME OU ÓLEOS ESSENCIAIS

O Mel por si só já é um elemento alquímico completo. Além de ser uma fonte rica em nutrientes e conhecido pelas suas propriedades medicinais, sua frequência vibracional é alta. Um banho de mel sozinho é capaz de nos alinhar como um todo, uma vez que possui uma geometria harmônica difícil de ser corrompida, tanto que pode ser usado como conservante em conjunto a ervas e especiarias, em especial na produção de xaropes e tônicos. Nesse contexto, o mel faz jus à comunicação perfeita do reino das abelhas, assim como tudo o que é produzido por elas – pólen, própolis, geléia real.

Ingrediente: 1 colher (sopa) de mel para 1/2 litro ou mais de água

Preparo:

  1. Misture a colher de mel em água fria ou morna até dissolver.
  2. Você pode utilizar este banho sozinho, com o objetivo de alinhar e reorganizar o seu campo áurico como um todo.
  3. Se desejar fazer um banho mais atraente, para trazer mais vitalidade e ânimo, você pode acrescentar algumas borrifadas de um perfume que você use e goste.
  4. Derramar o preparado da cabeça aos pés. Pode ser usado tanto de dia quanto à noite.

Observação: De outra forma, para um banho mais energético você também pode misturar elementos de tons rosados-magenta, avermelhados, alaranjados ou terrosos como: canela, açafrão, curry, urucum, calêndula, hibiscos, rosas ou flores vermelhas, entre outros; ou ainda acrescentar 2 gotas de algum óleo essencial cujas propriedades são vitalizantes: patchouly, ylang-ylang, cravo, canela, pitanga, pimenta rosa, entre outros.

Importante mencionar que um banho contendo raízes – no caso do açafrão, do curry, do gengibre amarelo ou branco (raiz do Lírio do Brejo), do ginseng, do bambu, entre outras raízes de plantas – da mesma forma pode ser usado para nos “enraizar” naqueles dias em que nos sentimos fora do eixo ou precisando de mais foco. Pode também auxiliar a retirar do nosso campo emocional padrões e formas-pensamento enraizadas. Nesse último caso, é necessário realizar um tratamento mais prolongado e consciente, uma vez que não desapegamos de padrões e crenças de forma rápida. Você pode fazer uso desse recurso através do escalda-pés – vide link do artigo relacionado na introdução dessa matéria.

> Saiba mais sobre Receitas Caseiras com Óleos Essenciais

* BANHO CALMANTE

Ingredientes: camomila, erva-cidreira ou capim-cidró, melissa, manjericão, folhas de maracujá, flor de jasmim ou flor de laranjeira ou cascas de laranja doce. Você pode optar por 2 gotas do óleo essencial de laranja doce e/ou os óleos derivados das ervas e flores em questão.

O foco aqui é a camomila, por ter inúmeras atuações para a harmoniza da saúde em vários níveis. É uma flor abençoada e coringa. Contudo, a marcela ou macela, tão conhecida por nós, também é uma flor especial com várias atuações, podendo ser tanto calmante quanto uma excelente purificadora e alinhadora do mental.

Preparo:

  1. Colocar em 1 litro de água um pequeno punhado das ervas mencionadas. Se não tiver todas elas, use as que tiver.
  2. Colocá-las em infusão em água morna. Deixar descansar por 30 minutos a 1 hora.
  3. Após seu banho normal de higiene, derrame este preparado contornando todo o corpo, da cabeça aos pés.
  4. As flores, folhas e cascas podem ser coadas, se quiser, para deixar menos resíduos na toalha.
  5. Banho ideal para ser realizado à noite, antes de dormir. Auxiliar nos casos de ansiedade, estresse e nervosismo.

* BANHO DE HARMONIZAÇÃO GERAL

Esse banho foi recebido como aprendizado através dos ensinamentos de pretos-velhos. Deve ser realizado em 3 etapas. Já o ensinei em vários cursos e os resultados são maravilhosos. O ideal aqui é que você o faça por 3 dias seguidos, quando precisar de um alinhamento mais profundo e para ter uma atuação mais prolongada no campo áurico. Pelo fato da união destas três etapas serem formadas pelos cinco elementos da natureza – cachaça adoçada (fogo e terra); água do mar (água, minerais e elementos vegetais); flores (ar e éter) – é um banho completo para harmonizar e alinhar corpo, mente, emocional e espírito.

1º. Banho de cachaça

2º. Banho de água do mar

3º. Banho de flores (amarelas, brancas e vermelhas)

Ingredientes:

* 3 golfadas de cachaça adoçada: O açúcar aqui é bem importante, porque o álcool (elemento fogo) é combinado com a cana-de-açúcar (elemento terra), uma alquimia que tem tanto o objetivo de descarregar energias mais densas quanto de nos enraizar.

* 1 copo (em torno 300ml) de água do mar.

* 4 flores amarelas, 3 flores brancas e 1 flor vermelha (Qualquer espécie de flor). Se forem rosas, separar as pétalas. As cores nesse caso contribuem para o alinhamento dos corpos físico, mental, emocional. Por serem também o elemento éter, alinham da mesma forma o espírito.

* Junto à água das flores pode ser acrescentada 1 colher (chá ou sopa) de mel puro.

Preparo:

  1. Coloque as flores em um recipiente com água e reserve. Deixe descansar por mais ou menos 30 minutos a 1 hora, para que as essências naturais e frequência energética das flores magnetize a água. Acrescente água do chuveiro para o banho, se necessário.
  2. Em uma jarra para suco (vidro ou plástico) separe a cachaça na quantidade mencionada. Misture-a com um pouco de água do chuveiro para banhar-se.
  3. Em um copo separe também a água do mar. Misture-a com 1/2 litro de água do chuveiro para banhar-se.
  4. Consagre todos os ingredientes, elementos e flores com intenções amorosas, harmoniosas e positivas, ancorando as Consciências espirituais de sua devoção. Com respeito e gratidão a todos os elementares, consciências elementais, dévidas, minerais, cristalinas e vegetais das substâncias utilizadas, peça à Mãe Natureza que eles possam retornar aos seus reinos e dimensões sem qualquer prejuízo.

Sequência de banhos:

* 1º o banho de cachaça adoçada: do pescoço até os pés. / * 2º o banho de água do mar: da cabeça até os pés./ * 3º o banho de flores: da cabeça aos pés, derramando as pétalas por todo o corpo.

Observações:

* Não enxaguar o corpo entre um banho e outro; * Reunir as pétalas do chão em gratidão e colocar num jardim, canteiro verde ou recipiente com lixo orgânico, pedindo à Mãe Natureza que transmute todas as energias dissonantes em Luz e Amor; * Seque o corpo sem muita fricção, permitindo que as substâncias penetrem na pele e permaneçam na aura; * Se sentir sono após o banho, descanse e medite. Isso significa que está ocorrendo um alinhamento energético; * Banho ideal para ser realizado antes de dormir. É provável que você sinta necessidade de descansar e silenciar.

Por fim, todos os banhos aqui sugeridos devem ser realizados após o seu banho normal de higiene, cujo preparado em geral é utilizado primeiro na cabeça, depois contornando todo o corpo e, por último até os pés. Aqueles que possuem o uso de folhas, ervas e flores podem ser coados antes. As plantas podem ser tanto secas quanto naturais. Ao finalizar o banho, procure descartar os elementos na natureza, num jardim, num vaso de plantas, numa compostagem ou mesmo no seu lixo orgânico, agradecendo à mãe natureza e suas consciências puras e sagradas para que retornem aos seus reinos preservando suas energias.

Use também a sua intuição, sintonizando e criando um banho de acordo com o que você precisa. Certamente, ter um guia de ervas, conhecimentos alquímicos e aromaterápicos para saber quais as melhores combinações sempre é bom, mas caso não tenha apenas lembre que existe uma sabedoria interior e ancestral que vai guiar você para que retorne ao seu centro. Os banhos relacionados são apenas alguns exemplos, mas as combinações e possibilidades são infindáveis.

Desejo a você belas experiências, muitas bênçãos de vida e vibrações elevadas de paz, amor, gratidão e alegria!

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Saiba mais: Conheça os Banhos Energéticos da Kaeté Alquimia e acesse as diversas Formas de Uso 

Artigos, Feminino Sagrado

A Canção da Criança: Resgatando seu Som Original

Um texto lindo e atemporal que transcrevo para que possamos nos recordar do nosso som original, da frequência única que cada um  irradia e multiplica, como uma assinatura celestial universal, cuja vibração vem da alma desde antes de existirmos neste planeta – e existindo ressoa em sintonia ao som primordial da Mãe Terra.

Mesmo que não façamos desse costume um hábito, mesmo que não seja perpetuado desta forma nas culturas da maior parte das sociedades, que possamos honrar essa sabedoria ancestral de forma a resgatar nosso som sagrado. O universo conspira em favor, cria portas de acesso, de experiência e de oportunidades se assim desejarmos e estivermos abertos para ouvir com o coração. Namaste!

“Quando uma mulher de uma certa tribo na África sabe que está grávida, ela se isola na selva com outras mulheres e, juntas, rezam e meditam até que lhes venha a canção da criança. Sabem que cada alma tem sua própria vibração e que expressa sua particularidade, unicidade e propósito. As mulheres cantam a canção e a cantam em voz alta. Logo retornam à tribo e ensinam a canção a todos as pessoas. Quando a criança nasce, a comunidade se junta e canta sua canção.

Quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe canta sua canção. Quando inicia a vida adulta, o povo se junta novamente e canta sua canção. Quando chega o momento de seu casamento, ela escuta sua canção. Finalmente, quando chega a hora da sua alma ir para um outro mundo, a família e os amigos se aproximam de sua cama e, assim como no seu nascimento, cantam sua canção para acompanhá-la na sua transição.

Nesta tribo da África há uma outra ocasião na qual o povo canta a canção. Se em algum momento durante sua vida a pessoa comete um crime ou um ato social agressivo, se leva a pessoa até o centro do povoado, todos formam um círculo ao seu redor e cantam sua canção.

A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é um castigo, mas sim o amor e a recordação de sua verdadeira identidade. Quando reconhecemos nossa própria canção, já não teremos desejos nem necessidade de fazer nada que possa prejudicar os outros.

Teus amigos conhecem a tua canção e a cantam quando a esquecer. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou pelas escuras imagens que mostras aos demais. Eles recordam a tua beleza quando te sentes feio; tua totalidade quando estás partido; tua inocência quando te sentes culpado, e teu propósito quando estiveres confuso.

Não necessito uma garantia assinada para saber que o sangue de minhas veias é da terra e sopra em minha alma como o vento, refresca meu coração como a chuva e limpa minha mente como a fumaça do fogo sagrado.”

Texto de Tolba Phanem: mulher, poetisa, africana, defensora dos direitos civis das mulheres africanas.

Filme/ Animação relacionado ao tema: Kirikou – Os Homens e as Mulheres; Kirikou 2 e os Animais Selvagens – Leia mais em: Desenhos Animados da Nova Era: Ressignificando Condicionamentos

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