Artigos, Saúde Ambiental e Feng Shui, Terapias Integrativas

O Princípio da Precaução e os Efeitos à Saúde: Devemos desligar o Wi-Fi à noite?

Ao que todas as informações e pesquisas científicas indicam: sim, o melhor é desligarmos todos os aparelhos antes de dormir como forma de precaução: wi-fi, celulares, tablets e computadores, evitando-os em nosso quarto de dormir.

Os cientistas chamam a atenção para o princípio da precaução no que se refere às radiações de celulares e de modens/roteadores. Algumas situações na área da educação já estão sendo observadas, como a sua retirada das escolas em alguns países da Europa.

A questão intriga e preocupa especialmente os pais: é conveniente desligar o wi-fi e os celulares quando não vão ser utilizados, para evitar a acumulação de radiações? Segundo o que ouvimos falar de pesquisadores e cientistas na área, ainda não existem evidências suficientes para estabelecer uma relação causa-efeito a longo prazo, relativo à acumulação no organismo, ainda que os indícios não sejam satisfatórios e apresentem muitos sintomas nocivos por exposição às chamadas radiações eletromagnéticas não ionizantes.

Contudo, a maioria dos especialistas entram em consenso para o principio da precaução, recomendando a desconexão noturna do wi-fi e também de celulares, uma vez que já foram confirmados sintomas semelhantes, observados em diferentes casos.

WI-FI NAS ESCOLAS

A França começou a retirar as redes wi-fi das escolas públicas, enquanto a Bélgica proibiu a utilização de celulares para menores de 14 anos. No Reino Unido, existe uma recomendação de que não se use abaixo dessa idade, com a sugestão de que se utilize o sistema viva-voz ou fones auriculares longe da cabeça.

Outros países como Inglaterra e Suécia também iniciaram a retirada do wi-fi das escolas, de museus e alguns lugares públicos, com o objetivo de regular o uso da tecnologia e buscar outros sistemas que permitam desfrutar da web através de conexões elétricas.

Já na Espanha, a Lei de Saúde Pública 33/2011 apela também ao principio da precaução: “Devem-se vigiar os riscos ambientais e os seus efeitos sobre a saúde (…), assim como o impacto potencial sobre ela na exposição a emissões eletromagnéticas”

O Colégio Oficial de Biólogos da Galiza emitiu, em 2013, um comunicado onde solicita a regulação da proximidade de antenas de telefonia móvel e da exposição a redes sem fios (wi-fi). Acrescenta que: “as administrações públicas deveriam proteger os mais pequenos, e seria recomendável que nos centros escolares se proíba o uso dos celulares e dos dispositivos wi-fi, assim como antenas de telemóvel que estão nas proximidades”.

Gráfico mostra os efeitos das radiações de microondas conforme a idade (Fonte: Dr. Om Ghandi, University oh Utha, 1996). Imagens da esquerda para direita: 1. Criança de 5 anos de idade; 2. Criança de 10 anos de idade; 3. Adulto. Em crianças, o efeito da radiação é sempre maior porque ainda estão em desenvolvimento.

Os seus responsáveis advertem: “as radiações eletromagnéticas não ionizantes estão relacionadas com diferentes tipos de doenças, algumas graves como o câncer, fundamentadas em estudos científicos. Causam danos aos seres vivos, existindo provas inequívocas relativas ao seu efeito nocivo”.

Juan Barros, epidemiólogo e médico de Medicina Preventiva resume: “Não é certo dizer que estas radiações sejam inócuas”. Defende a precaução porque sabe que existem efeitos para a saúde como: o rubor ou calores excessivos (mostrado no gráfico abaixo), alterações na melatonina, disrupções hormonais, mudanças no ritmo circadiano, reconhecidos pela OMS – Organização Mundial da Saúde, como também um aumento no risco de câncer encefálico.”

Outros especialistas relativizam essas provas por serem feitas em animais. O grande problema, conforme Barros, é que não temos estudos que permitam estabelecer conclusões a longo prazo. Contudo, os sintomas e doenças relacionadas a esse tipo de tecnologia não podem ser descartados.

Termográfico – Figura 1: cabeça sem exposição à radiação de celulares. Figura 2: cabeça após 15 minutos numa ligação de celular. As áreas amarelas e vermelhas indicam efeitos de aquecimento (o que se chama de rubor). Muitas vezes, esse calor excessivo gerado internamente, dependendo do tempo de exposição, pode não ser compensado pelo corpo, causando danos graves à saúde como: dores de cabeça, insônia, fadiga crônica, irritabilidade, debilidade do aprendizado.

ESTUDOS CIENTÍFICOS

Conforme exposto no artigo científico Wi-Fi is an important threat to human health, publicado em 2018 no periódico referenciado Environmental Research, estudos repetidos mostraram que a exposição ao wi-fi pode causar: (1) Estresse oxidativo | (2) dano espermático / testicular (principalmente em homens que levam o celular no bolso) | (3) efeitos neuropsiquiátricos, incluindo alterações no EEG | (4) apoptose (morte celular) | (5) danos no DNA celular | (6) alterações endócrinas e infertilidade em mulheres | (7) sobrecarga de cálcio | (8) Alzheimer precoce.

Alguns pesquisadores afirmam que o wi-fi não é um problema, entretanto, se levarmos em consideração o fato de que ele é um amplificador, estará amplificando também as ondas de todos os aparelhos conectados a ele dentro da sua casa.

Cada um desses sete efeitos também pode ser causado por exposições a outros campos eletromagnéticos (EMF) de frequência de microondas. A esses dados são acrescentados o fato de que a telefonia celular tem um poder de causar danos ainda maior do que o wi-fi. Por isso, os próprios manuais dos aparelhos celulares recomendam mantê-los sempre afastados do corpo e da cabeça (use o viva-voz e fones de ouvidos).

É claro que não precisamos viver privados do conforto e da rapidez tecnológica que temos hoje. Entretanto, não precisamos cair na falácia do tudo ou nada: ao invés de abandonarmos toda a tecnologia ou não fazermos absolutamente nada a respeito de seus possíveis efeitos colaterais, podemos buscar informação e sermos racionais, reduzindo ao máximo a exposição desnecessária às ondas eletromagnéticas.

COMO PRECAVER-SE

Algumas boas medidas para precaver-se, mantendo a sua saúde e a de sua casa, são:

  • Desligue aparelhos que produzam EMF sempre que esses não estiverem sendo usados. Portanto, desligue seu modem wi-fi durante à noite e seu celular também – evite usar seu celular como despertador.
  • Desligue o roteador quando ninguém estiver usando. Caso o dispositivo encontre-se localizado na cozinha ou no quarto, transfira-o para outro local.
  • Procure usar instalação de rede via cabo, incluindo a de telefone. Ainda que os telefones sem fio sejam mais práticos, sua radiação pode também ter efeitos nocivos.
  • Evite aparelhos móveis e computadores no quarto onde você dorme. Use-os apenas em um determinado período, fazendo intervalos regulares.
  • Desfrute de mais tempo ao ar livre, realize exercícios físicos; Procure ler também um bom livro, jornais e revistas sobre assuntos que você goste, reduzindo o tempo excessivo nos aparelhos digitais.
  • Caso não possa desligar o celular durante o dia, enquanto não estiver usando deixe-o no “modo avião”, desabilitando também a geolocalização e o NFC. Dessa forma, ele estará enviando e recebendo menos ondas.

E por fim, caso não possa desligar o wi-fi, ao menos deixe o roteador o mais longe possível de onde você dorme, pois a distância reduz a exposição. Segundo pesquisas relativo à saúde ambiental e à geobiologia de residências, o ideal é que não haja nenhum aparelho no seu quarto, nem celular, computador ou roteador. Essas ondas eletromagnéticas também eletrificam o ambiente, cujas causas também envolvem insônia, problemas cardíacos, fadiga crônica e dores de cabeça.

Ter um sono tranquilo e regenerador é como colocar gasolina no carro. Preserve a sua saúde e a saúde ambiental da sua casa, fazendo da tecnologia a sua aliada.

Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada e Consultora Integrativa

Fontes complementares: Habitat Saudável.com | Anna Civolani, PhD em Biologia Molecular e Mestre em Biologia Animal (Itália) – informações científicas de ScienceDirect e  Home – PubMed – NCBI. | Wi-Fi em escolas – Perigo Iminente (Eugenio Lopes – Engº Eletrotécnico ISEP Portugal) | Documentário sugerido sobre o tema: “Doenças do Século XXI” (Netflix). Relata casos reais, sintomas e efeitos da poluição eletromagnética em pessoas sensíveis.

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Artigos, Constelação Familiar, Filmes e Vídeos: Constelação Familiar, Terapias Integrativas

Constelação Familiar e Direito Sistêmico: Justiça para todos

O Brasil foi o primeiro país a levar a Constelação Familiar Sistêmica para dentro dos tribunais e estabelecimentos de justiça. Desde 2006, vem sendo aplicada principalmente no que tange ao Direito de Família, mas também na área criminal, cível, bancária, empresarial, entre outras, como uma ferramenta de mediação de conflitos, resultando em soluções mais brandas e equilibradas entre as partes envolvidas.

Nesse artigo, procurei selecionar uma série de vídeos contendo palestras, entrevistas, reportagens, video-aulas e casos práticos de Constelação Familiar Sistêmica, abordando o assunto de forma introdutória, histórica, didática e prática, incluindo algumas dinâmicas dos diferentes e mais recorrentes temas trabalhados pelo judiciário.

Entre os principais temas, encontramos aqueles que mais são trabalhados pelo Direito Sistêmico por profissionais de justiça e advogados: heranças e partilha de bens; drogadição e menores infratores; divórcios e litígios; pensão alimentícia, alienação parental e guarda de filhos; casos de violência na família; relações conflituosas entre pais e filhos (família doente X família saudável); agentes penitenciários, crimes e um caminho para a reabilitação e a reinserção social, entre outras abordagens.

Mesmo cada caso sendo um caso, alguns padrões observados podem ser muito semelhantes em sistemas familiares diferentes. Por essa razão, pode ser que você se identifique com o que vai assistir, tendo sensações e sentimentos que devem ser observados e que poderão incitá-lo a dar o próximo passo para encontrar a resposta que busca por si mesmo ou através do auxílio de um profissional qualificado na área.

Os vídeos com os casos práticos de Constelação Familiar – também relacionados como exemplo – muitas vezes ajudam na compreensão do que ocorre dentro da própria família – e o que acontece geralmente está oculto à primeira vista, diferente do que acreditamos ser a chave para abrir aquela porta que esperamos. O que vemos ou o que achamos que pode ser a pedra no caminho geralmente é a ponta do iceberg.

Dedico essa pesquisa e conteúdo, portanto, aos profissionais que atuam nas áreas do Direito, mas principalmente à cada ser único que representa cada um de nós, a todos os que estão buscando uma clareza e compreensão relativo à sua própria situação familiar, ao seu propósito real dentro da sua jornada de autoconhecimento.

A busca pela compreensão por si já é um passo em direção à vida e à mudança – essa é a compreensão que vai além da racionalização da mente, é aquela “ficha que cai” antes mesmo de passar pelo mental, como um insight que advém da alma. Desejo a você boas reflexões, mergulhos e insights profundos na jornada para dentro das suas raízes! Namaste!

  1. PALESTRAS, ENTREVISTAS E REPORTAGENS: DIREITO SISTÊMICO NO BRASIL
Introdução à Constelação Familiar e o Direito (Sophie Hellinger)
Entrevista com Sophie Hellinger sobre o Direito Sistêmico no Brasil
Entrevista com Sophie Hellinger: O que significa uma Constelação Familiar com bons resultados e soluções? E como a Constelação pode ajudar dependentes químicos e seus familiares? Qual o futuro para os jovens desta Era?
Entrevista com o magistrado Sami Storch, desenvolvedor do Direito Sistêmico (Brasil) – aplicação da filosofia, postura e técnicas das Constelações Familiares, segundo Bert Hellinger, no campo do Direito como ferramenta de reconciliação e paz.
Entrevista com o Juiz Sami Storch, do canal: “Justiça do Trabalho na TV – TRT de Santa Catarina”
Reportagem: A Constelação como Técnica de Mediação no Judiciário
Palestra sobre Constelação e Direito Sistêmico – XIII Congresso Nacional de Defensores Públicos
Palestra na OAB de Campinas (24/5/2019) para membros de diversas Comissões de Direito Sistêmico de OABs de São Paulo e Minas Gerais, Sami Storch toca em pontos fundamentais para a atividade dos advogados sistêmicos.

2. CASOS PRÁTICOS DE CONSTELAÇÃO NA MEDIAÇÃO DE CONFLITOS

Entendendo como a conexão de uma pessoa que está sendo representada em uma Constelação afeta os representantes de si e sua família, mesmo sem terem qualquer conhecimento de sua história.
“Um filho violento: uma guerra interna como resultado da guerra entre pai e mãe. Qual a origem?”
Caso de pai e filha que moram juntos e estão distantes emocionalmente há 35 anos
Caso de abandono afetivo e Alienação Parental
Caso de menor infrator (roubo).
Família Doente X Família Saudável
O Respaldo dos Ancestrais: caso de jovens com problemas mentais graves, internados e abandonados em instituições públicas desde bebês e com histórico familiar difícil.
“O Essencial não pode ser observado. Ele está escondido atrás do que é observado.” (…)
“O antídoto mais forte contra as drogas são os homens” (sobre a força que um adicto precisa trazer dos seus ancestrais homens para sair do vício)
A Arte de Ajudar e um caso de triângulo amoroso
Caso sobre violência doméstica

3. VISÕES SOBRE HERANÇA FAMILIAR E PARTILHA DE BENS

“O histórico da energia do imóvel vai até aquela pessoa que vai conseguir ver o que ficou excluído (…) Importante alinhar-se com os falecidos, aqueles que são os verdadeiros donos.”

4. LEALDADES INVISÍVEIS E AUTOSABOTAGEM

Por Luciane Strähuber – Educadora e Consultora da Terapêutica Integrada

Fontes de Canais do You Tube: 1. Virando a Página – Simone Arrojo | 2. Consciência Sistêmica – Fernando Freitas e Carla Queiroz | 3. Constelação Familiar Sistêmica – René Schubert | 4. Seminários de Bert Hellinger (México) | 5. OAB de São Paulo, OAB de Minas Gerais, OAB da Bahia – Samir Stoch | 6. OAB de Campinas (SP) – Escola do Legislativo de Uberlândia – Frederico Ciongoli | 7. Instituto Koziner – Mário Koziner | 8. Justiça do Trabalho na TV – TRT de Santa Catarina | 9. Repórter Justiça na TV (tvjustica.jus.br)| 10. Balanço Geral Itajaí (Presídio Feminino) | 11. Programa Fantástico – Rede Globo

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Acupunturista: Projeto de Lei no Senado prevê regulamentação da profissão

Mais um projeto de lei relacionado às práticas integrativas e complementares em saúde e/ou às terapias integrativas da medicina oriental está em análise no Senado aguardando aprovação.

Desde 2003, a regulamentação do exercício do profissional de acupuntura vem sendo discutida na Câmara dos Deputados, cuja proposta criada e apresentada pelo Deputado Celso Russomanno – PL nº 1549/2003 – seguiu com algumas divergências.

Em 2017, após anos em debate, o tema voltou a ser discutido com certa polêmica. Os Conselhos profissionais de enfermagem, farmácia, fisioterapia, odontologia, medicina e psicologia se fizeram representar. Para os médicos, a acupuntura já havia sido regulamentada pelo conselho da categoria como especialidade, similar a ortopedia ou cardiologia.

No ramo da odontologia, os cirurgiões-dentistas estão aptos pelos seus conselhos regionais para incluir a prática em seus atendimentos, contudo o apoio à regulamentação também é uma luta antiga desta classe. Já para outras áreas da saúde, as portarias que regulamentam a atividade estão dentro do rol das prática integrativas e complementares em saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto visa regulamentar a profissão no país para profissionais que tenham concluído curso superior em qualquer área de saúde, com pós-graduação ou especialização em acupuntura. Desde essa época, o objetivo foi incentivar e promover formações que preparem o profissional para atuar de forma correta no mercado, evitando os modelos que prometem aprendizado rápido e comprometem a prática.

Na sequência: ventosaterapia (imagens superiores), moxabustão (imagens inferiores). Essas técnicas fazem parte da prática da acupuntura.
Imagem: aplicações de eletroacupuntura

BENEFÍCIOS

A acupuntura é uma técnica milenar que faz parte da Medicina Tradicional Chinesa (MTC). No corpo humano existem locais mais responsivos a estímulos externos, sendo chamados de pontos de acupuntura ou acupontos. A distribuição dos acupontos na superfície do corpo se dá ao longo dos meridianos, vias predeterminadas e baseadas em escritos conceituais da MTC.

Os pontos de acupuntura são estimulados por vários instrumentos inerentes à técnica: agulhas de acupuntura, ventosa, moxa, auriculo, podendo ainda associar estímulos elétricos ou laser. Ao se inserir uma agulha em um acuponto, o organismo libera substâncias antiálgicas, anti-inflamatórias e ansiolíticas, possibilitando um melhor metabolismo, absorção de nutrientes, fluxo de energia e saúde.

Estudos científicos com número representativo de pacientes já foram realizados – no Brasil e no exterior – comprovando a eficácia da acupuntura principalmente nos casos de dor. Atualmente, a acupuntura está integrada a vários tipos de tratamentos de saúde, incluindo crianças, adultos, idosos e também animais.

Dentro da minha experiência e paixão pelas medicinas orientais, tanto ensinando e aplicando alguns de seus princípios quanto recebendo os benefícios das suas práticas como paciente, me recordo de um momento que marcou minha trajetória em contato a esse conhecimento, conteúdo que traz tamanha riqueza, sabedoria e profundidade.

Com apenas alguns meses de curso de estudos básicos em medicina tradicional chinesa, realizado com o Mestre Li Hon Ki (1952 – 2016), famoso e conhecido que foi por suas formações na área e sendo um dos mais respeitados representantes da MTC no Brasil, lembro até hoje de suas palavras, escritas em minhas anotações:

“Na China, levamos em torno de 6 a 8 anos para aprender a base da medicina tradicional chinesa e da acupuntura. Seus resultados e extenso material em evidências científicas é vasto. E eu que já tenho mais de 30 anos de prática, continuo aprendendo.” – Em memória, Mestre Li foi PhD em Medicina Chinesa, membro e consultor da Universidade Chinesa “Xiao Men” no Brasil, atuando como docente pela FACEI (Faculdade Einstein da Bahia) em cursos de extensão Universitária em Acupuntura e Fitoterapia Chinesa por todo país.

VOLTANDO AO DEBATE

Segundo propôs Russomano, a prática da acupuntura é uma terapia multidisciplinar que todos os profissionais de saúde podem aplicar considerando uma formação superior, por isso a proposta. Uma das preocupações foi autorizar a atuação de acupunturistas que tenham curso superior em uma das 14 áreas de saúde, uma vez que há cursos de poucas semanas que ensinam a prática mas não possuem no currículo outras exigências necessárias.

Atualmente no Brasil, o diagnóstico de doenças só pode ser feito por médicos, mas Sohaku Bastoso – presidente da Federação Brasileira das Sociedades de Acupuntura e Práticas Integrativas em Saúde – frisou que a avaliação feita por acupunturistas é de outra natureza. Trata-se de harmonia e equilíbrio de forças; não necessariamente precisa passar pelo diagnóstico de doenças: “O médico tem de fazer diagnóstico, salvar vidas, fazer cirurgias. Já o acupunturista trata o doente, não a doença, e faz outras avaliações”.

Para ele, a acupuntura já é reconhecida como prática no SUS. Houve uma recusa de torná-la exclusiva dos médicos quando a presidente Dilma Roussef vetou artigos da Lei do Ato Médico (Lei 12.842/13). “Além disso, ou seguimos a orientação da Organização Mundial de Saúde, ou seguimos um caminho próprio que não sabemos qual é, porque a OMS recomenda o trabalho multidisciplinar de acupuntura”, disse Sohaku Bastoso.

DA CÂMARA AO SENADO

O mesmo projeto de lei está agora no Senado para análise e aprovação – PL nº 5983/2019. Se você é profissional atuante na área ou trabalha em setor de saúde com a prática, você pode votar em favor da proposta que visa garantir a atuação adequada dos acupunturistas regulamentando a profissão.

Além do profissional estar mais seguro e respaldado por lei, formações superiores realizadas por instituições especializadas trazem ainda mais credibilidade ao serviço, além de maior confiança e eficácia nos tratamentos, beneficiando também os usuários e pacientes.

Ao longo dos anos, surgiram inúmeros cursos de especialização e pós-graduação em acupuntura no Brasil, reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), além da inclusão de cursos de medicina tradicional chinesa e acupuntura nas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde pela OMS. Cada instituição de ensino tende a adotar distintas formas de operação e recomendações para o profissional, uma vez que a acupuntura não é uma exclusividade médica por lei.

Ainda existem os chamados cursos livres, técnicos e de extensão, através dos quais o caráter multidisciplinar também se faz presente, onde é possível exercer a profissão conforme determinações legais para tal qualificação. Importante é avaliar sempre a credibilidade da instituição. Prefira aqueles com maior carga horária e melhor conteúdo, que contenha material didático e programa pedagógico. Prática é essencial.

Já conforme o CBO – Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho, o acupunturista “não-médico” consta em quatro categorias: Acupunturista ou Técnico em Acupuntura, Fisioterapeuta Acupunturista, Farmacêutico Acupunturista e Psicólogo Acupunturista. O CBO, no entanto, não é a regulamentação de uma profissão, mas demonstra por parte do Ministério do Trabalho e do Emprego o reconhecimento da existência destes profissionais. Lembrando que é também uma forte demonstração do costume existente na sociedade.

O judiciário cria jurisprudências levando em conta o costume, da mesma forma quando o legislativo cria leis também os leva em conta (costumes e jurisprudências antecedem as leis). Desta forma, a existência do CBO fortalece a demonstração da vontade do povo. No judiciário, há inúmeros processos que foram julgados com a grande maioria favorecendo a multidisciplinariedade da acupuntura. Desta forma criando jurisprudência favorável, o que beneficia acupunturistas em futuras causas judiciais.

Diante de uma prática milenar maravilhosa, com resultados tão eficazes e duradouros, apoiamos a iniciativa e torcemos para que a profissão seja regulamentada mantendo o caráter multidisciplinar da acupuntura. Namaste!

Por Luciane Strähuber – Consultora e Educadora da Terapêutica Integrada

Fontes e referências: Histórico de tramitação do PL na Câmara dos Deputados | Votação do PL no Senado Federal do Brasil | CBO | https://neamec.com.br/acupuntura-legal/

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Sons que Curam: O Legado do médico que usou a Terapia do Som no tratamento de câncer

Honrando o legado e o belo trabalho do médico integrativo Mitchell Gaynor, e fazendo jus ao poder curativo e harmonizador das tigelas tibetanas e de cristal de quartzo, dedico essa matéria a todas as pessoas que usam o som de um instrumento, de uma música, de uma frequência sonora ou mesmo da sua própria voz como forma de harmonização, de equilíbrio interior e de sentir-se em comunhão com a Vida que pulsa!

Dedico também a todos os profissionais que atuam na área da saúde e que visam a prevenção e o bem estar, trabalhando com dedicação para promover o equilíbrio do ser através das infinitas possibilidades que a terapia do som e a musicoterapia nos trazem, tanto para crianças quanto para adultos e idosos.

Mitchell Gaynor foi um famoso pioneiro no campo da oncologia integrativa por 30 anos. Foi médico, escritor, palestrante e compositor de meditações de cura das que chamou de som original. Ainda deixou um histórico notável nos tratamentos de doenças crônicas, particularmente o câncer, com terapias cientificamente fundamentadas que ampliaram as modalidades tradicionais, incluindo o uso de tigelas tibetanas, gongos, taças de cristal e tambor em seus atendimentos com pacientes crônicos.

Dr. Mitchell Gaynor (1956 – 2015) foi Fundador e Diretor da Gaynor Oncologia Médica e Gaynor Medicina Integrativa, atuando no Centro Strang-Cornell de Prevenção ao Câncer, em Nova York.

Autor de várias obras sobre as possibilidades de cura de doenças crônicas através da terapia do som, em seu último livro: “A Terapia Gênica – plano para tomar o controle de seu destino genético através de dieta e estilo de vida”, forneceu uma abordagem revolucionária para reverter danos genéticos associados ao envelhecimento, ao câncer, à obesidade e ao diabetes, objetivando prevenir a deterioração de futuros genes através de programas específicos, apropriados para quem quer maximizar a longevidade para si, seus filhos e às gerações futuras.

Nas suas inserções com seus pacientes, começou a ver resultados impressionantes de pessoas se harmonizando internamente diante de situações que envolviam muito medo, ansiedade e preocupação. Descobriu nos seus estudos que cantos específicos, como a música clássica, podem alterar as ondas cerebrais para alfa e teta, por exemplo, levando a pessoa para estados de profundo relaxamento. Assim como no sistema imunológico, níveis de imunoglobina no sangue aumentam, afetando positivamente o corpo como um todo a nível celular.

SONS QUE CURAM

Os sons vem sendo utilizados há milênios através de meditações, cerimônias de cura ou cantos ritualísticos, usados com fins de purificação e equilíbrio interior. Eles nos proporcionam uma harmonia que nos conecta além da mente lógica, percorrendo nossas profundezas emocionais e da alma, e despertando o ser para sua própria cura, seja do corpo, da mente, seja das emoções ou mesmo do espírito.

A tigela ou taça de som tibetana é um exemplo de instrumento completo, utilizado para equilibrar o trinômio corpo-emoções-mente, cujo som emitido por ela é usado como meio de promover um relaxamento profundo e regenerador. Sua vibração atua a nível celular, passando pelos tecidos, músculos e líquidos do corpo, chegando nos ossos e provocando um fluxo de energia que percorre todo o corpo, podendo dissolver bloqueios a nível físico, mental, emocional e energético.

Atua no organismo humano harmonizando toda sua estrutura e abrindo passagem para a cura em todos os planos, físico, mental, emocional e espiritual, despertando o poder curativo interior que já reside em nosso corpo e ser. Nesse processo de propagação do som, o corpo é estimulado, atingindo os sistemas linfático, endócrino e imunitário. Além disso, é possível que o estado de consciência meditativa seja acessado por meio da frequência sonora emitida.

O motivo pelo qual as tigelas tibetanas podem ser tão curativas e harmonizadoras vem do fato de que são produzidas manualmente, com diferentes ligas de vários metais, podendo chegar até 14 tipos – os monges já sabem disso há séculos. Como resultado dessa estrutura metálica, torna-se um instrumento com efeitos terapêuticos. São produzidas principalmente no Tibete e Nepal, local de origem, sendo utilizadas pelas suas potencialidades espirituais e terapêuticas.

As tigelas têm tamanhos diferentes e cada uma possui uma vibração particular. Existem no mercado as tigelas decorativas que diferem das tigelas produzidas com fins terapêuticos, uma vez que as primeiras não são capazes de alterar o estado de consciência ou a energia, seja das pessoas presentes ou mesmo do ambiente, tanto de quem escuta quanto de quem as toca. Em tradições antigas indianas e xamânicas, os processos de cura com as tigelas eram utilizados juntos ao trabalho com ervas e mantras.

Sessão de terapia do som: tigelas tibetanas sobre o corpo

Nos processos realizados no ocidente, as tigelas são utilizadas sobre o corpo da pessoa, direcionando a frequência do som sobre os chakras ou pontos de energia que precisam ser trabalhados. A terapia pode estar associada também ao uso de florais e cristais. Podem ser utilizadas também em dinâmicas, cursos e vivências grupais com resultados muito positivos. Os efeitos sonoros e a vibração emitida pelas tigelas ressoam de forma que os efeitos benéficos do tratamento são sentidos de imediato.

As tensões musculares vão se dissolvendo, a respiração vai se equilibrando e se tornando cada vez mais uniforme e calma. Sua utilização é um grande auxiliar nos processos terapêuticos e também em vivências que visam o autoconhecimento e a autocura, principalmente em casos que requerem recuperação do estado de saúde, reorganização do campo eletromagnético derivado de estresse, por exemplo, ou uma necessidade de modificação do padrão mental ou emocional vigente.

Um exemplo disso foi confirmado por Gaynor no seu livro “Sons que Curam” – um dos únicos traduzidos para o Brasil – quando relata as mudanças que começaram a ocorrer em um de seus pacientes ao tocar as bordas das tigelas enquanto entoava mantras: “Comecei a bater na borda das tigelas, uma após outra, ao mesmo tempo em que entoava os mantras monossilábicos. Eu podia sentir que ele estava um tanto apreensivo, fato perfeitamente compreensivo, visto que para ele essa experiência era algo inédito. Depois de um ou dois minutos, porém, ele começou a relaxar.

Sua respiração ficou mais profunda e uniforme, e sua voz ficou mais firme enquanto ele me acompanhava recitando os mantras. O efeito calmante do som, ao reverberar através e em torno dele, era visível na sua fisionomia, que deixou de expressar ansiedade e passou a transmitir a sensação de tranqüilidade e aceitação. Eu também podia ver sua energia se transformando quando ele começou a se recuperar do terrível pesadelo que havia consumido seus dias e noites.”

Sessão de terapia com tigelas tibetanas

ENTREVISTA E HISTÓRICO

A seguir, uma entrevista fascinante com o Dr. Gaynor, autorizada para publicação por Bill Thomsom – conforme site oficial relacionado no final deste artigo. Gaynor usou ativamente a terapia do som em sua prática de oncologia integrativa, deixando um legado para o Ocidente e a prova de que a terapia do som tem atuação benéfica e profunda sobre o corpo, a mente, as emoções e o espírito.

  • Como você descobriu as tigelas tibetanas e sua utilidade na cura?

Gaynor: Bem, eu cuidei de um monge tibetano em 1991. Sou um especialista em câncer e também um hematologista, e eu estava trabalhando com visualizações e meditação com meus pacientes desde meados da década de 1980. Fui solicitado para ver este monge tibetano no centro médico de Cornell para um problema médico de rotina, que era anemia. Mas ele estava sofrendo de uma doença muito grave que estava destruindo seu músculo cardíaco chamado cardiomiopatia. Conversei com ele sobre o que poderíamos fazer para sua anemia e que tipo de diagnóstico faríamos.

Eu sempre converso com meus pacientes em um nível aprofundado sobre o que está acontecendo em suas vidas e notei uma tremenda sensação de tristeza e resignação em seus olhos. Então, pedi a ele para me contar sobre sua vida e ele se lembrou de uma época em que tinha 3 anos de idade, vivendo como um refugiado tibetano na Índia.

Seus pais eram muito pobres e não podiam mais alimentar nem a ele nem seu irmão, então tiveram de levá-los para um orfanato administrado por monges budistas tibetanos. Ele se lembra de ver seus pais se afastarem, estendeu a mão através da cerca e pediu para não saírem, e você poderia realmente sentir seu senso de angústia. Eu não acho que isso foi uma coincidência: que em um nível emocional ele tinha um coração partido e em um nível físico ele estava sofrendo, literalmente, de um coração partido.

Ele saiu do hospital cerca de 2 semanas mais tarde e me deu como presente uma tigela de metal tibetana. Eu nunca tinha ouvido uma antes, nem sabia que elas existiam. Mas, estava tomado pelos tons e sobre-tons, e podia literalmente senti-los passando por cada célula do meu corpo. Eu não podia apenas ouvir com meus ouvidos, mas sentir por todo o meu corpo. Então, imaginei que seria uma coisa excelente para os pacientes que estavam lidando com doenças graves.

Comecei a trabalhar com as tigelas com os meus pacientes e os resultados foram fenomenais. Pessoas que estavam lidando com muito medo e muita preocupação foram capazes de entrar em sua própria harmonia interior. Isso é algo que todos nós temos, mas a maioria de nós não sabe que existe. Essa é uma harmonia profunda dentro de nós que quando aprendemos a viver e criar a partir disso, tudo em nossa vida começa a se transformar.

Vi isso funcionar com problemas conjugais, estresse relacionado ao trabalho ou doença. Tudo começa a parecer completamente diferente. O som nos afeta de muitas maneiras. O som nos afeta a nível fisiológico. O cientista em mim quis entender como as pessoas estavam tendo tais reviravoltas milagrosas em toda a sua perspectiva sobre a vida! As pessoas que viviam no medo todos os dias foram de repente capazes de realmente viver no momento. Foi quando comecei a estudar a forma como o som pode curar e transformar. Eu descobri que cantos gregorianos ou música clássica podem mudar nossas ondas cerebrais para ondas alfa e teta que são muito relaxantes.

O som pode mudar nossa função imune. Depois de cantar ou ouvir certas formas de música, seu nível Interluken-1, um índice de seu sistema imunológico, sobe entre 12,5% e e 15%. Não só isso, cerca de 20 minutos depois de ouvir este tipo de música meditativa, seus níveis de imunoglobina no sangue são significativamente aumentados. Não há nenhuma parte de nosso corpo que não seja afetada. Mesmo o nosso ritmo cardíaco e pressão arterial são reduzidos com certas formas de música. Assim, afeta não apenas nossa alma e nosso espírito, mas nos afeta literalmente em um nível celular e sub-celular.

Dr. Gaynor tocando as taças de cristal de quartzo
  • São as taças de metal as únicas que você costuma usar?

Gaynor: Eu também uso tigelas de cristal de quartzo. Estes são feitos dos mesmos cristais de quartzo que os microchips. Elas podem ser ajustadas a qualquer nota e são incríveis. Quando você toca, elas trazem todos os tipos de tons e harmônicos em sua “própria voz”. Isso também pode ser muito curativo. Acho que é muito importante para nós trazermos de volta alguma sabedoria antiga. Quando eu comecei a olhar para o som e a cura, descobri que cada cultura sobre a Terra tem usado o som, a voz e a música como parte de seus rituais de cura.

Seja os Sufis e seus cantos ou os cantos budistas tibetanos, os mantras usados ​​no Yoga ou os cantos gregorianos cantados nas Vésperas, seja as orações da Cabala judaica (onde eles acreditam que todo som de vogal é um som divino), todos estes, até mesmo os cantos africanos em rituais e as canções nativas americanas que usam tons e sons virtualmente idênticos para provocar um estado meditativo profundo. Portanto, não requer acreditar em qualquer dogma. Esses sons nos afetam em nível fisiológico, espiritual e emocional.

  • Que outros instrumentos tradicionalmente funcionaram bem na cura?

Gaynor: O tambor também pode ser muito eficaz e há uma seção de recursos no meu livro sobre diferentes formas de música. Você realmente tem que encontrar com o que você ressoa. Sempre que você está estressado, você tem hormônios do estresse que são elevados em seu corpo, chamados “cortizol” e ACTH, mediadores de um monte de efeitos negativos do estresse em seu corpo.

Por exemplo, farão com que sua pressão sanguínea suba e deprima seu sistema imunológico. Tem sido descoberto que se as pessoas são autorizadas a ouvir qualquer música de sua escolha durante os procedimentos médicos, isso irá reduzir significativamente a quantidade de hormônios do estresse que estão sendo liberados.

Podemos olhar para nós mesmos como vibração, e assim o tom, a voz e a música nos afetam em todos os níveis. É importante saber que você está exposto à desarmonia todos os dias. Carros buzinando em você em um engarrafamento, uma moto-serra quando você está andando ao longo da rua, ou alguém gritando com você. Mas todas essas coisas podem ser remediadas. Precisamos de tempo para re-afinar nossos corpos, como se fosse um bom instrumento. A maneira de fazer isso é levar 15 ou 20 minutos na parte da manhã e outros poucos minutos, antes de ir dormir à noite, para se concentrar em sua própria harmonia interior.

  • Então, você está dizendo que a ruptura da harmonia nos deixa abertos à doença?

Gaynor: Absolutamente. Na verdade, a doença é uma forma de desarmonia. Acho que é um pouco ingênuo da profissão médica pensar que você pode permitir que as pessoas continuem com estresse e depressão, pessimismo e frustração todos os dias de suas vidas e não acreditar que eventualmente irá se manifestar de alguma forma. Mas, se você quer harmonia em sua vida, harmonia em seu corpo e em seu mundo, você tem que encontrar sua própria harmonia interior. Isso existe em cada um de nós, e quando você aprende a acessá-la, toda a sua vida começa a se transformar milagrosamente. É assim que todos nós estávamos destinados a viver cada dia de nossas vidas.

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte original da entrevista: http://www.delamora.life/sound-therapy/cancer-sound-healing/ – Traduzido por Sat Kriya Kaur.

Livros publicados por Dr. Mitchell Gaynor no Brasil: “Sons que Curam” | Livros publicados fora do Brasil, na Amazon: https://www.amazon.com/Mitchell-L.-Gaynor/e/B001IXNVL8%3Fref=dbs_a_mng_rwt_scns_share | Depois do seu falecimento (2015), este livro foi continuado pelo Dr. Mehmet C. Oz, publicado em 2016: “The Gene Therapy Plan” | CD’s de meditação e músicas que curam: https://www.soundstrue.com/store/mitchell-gaynor-5490.html | Site oficial de Gaynor Integrative Oncology: http://www.gaynorwellness.com/

Artigos, Mensagens YEHUÁ

Sou Mulher-Pássaro, Filha do Vento e Andarilha das Estrelas

“Quando me posiciono na força do meu centro de poder, humilde perante a sabedoria atemporal de minha alma, o impossível torna-se possível e milagres acontecem!

Entrego à minha alma, com prontidão, o leme do barco de minha vida quando a dúvida assola e vem bater à minha porta em noites frias.

Busco a clareza e o discernimento em meio aos questionamentos da incessante mente, descontente e racional frente à simplicidade e à subjetividade da alma. 

E quando o mar de pensamentos acalma, encontro na calmaria a verdade além da verdade, a minha verdade única e essencial. 

Novamente, volto para o meu centro de força, de poder e sabedoria. Permito que a bússola do coração me aponte o norte e o GPS da alma me guie no caminho, na longa espiral da evolução da vida.

Em meio às dúvidas, a inconteste mente ainda exige confirmações. Recorro, então, a um oráculo sempre confiável: a Natureza. Sua linguagem em sincronia plena à linguagem do universo me permite o silêncio interior. 

Entro em sintonia à essa linguagem e fico atenta os sinais que, muitas vezes, são manifestados no mundo material em sincronia ao mundo da consciência, a um mundo não manifesto, mas percebido por outros sentidos do ser.

E voilá: em poucos segundos, gaviões sobrevoam minha cabeça. Deixam um rastro de energia capaz de ser sentido por minha mãos erguidas enquanto sigo acompanhado-os em seu majestoso vôo.

Com as antenas da alma, capto a mensagem clara através do êxtase de um momento eternizado no tempo. A luz dourada como sol ocupa minha mente e inunda meu coração.

À semelhança de um gavião desloco-me de dia, voando alto e mantendo uma visão global do Todo. Num vôo elegante, ao sabor das espirais quentes do vento, aprendo com os olhos que vêem na luz, que sabem encontrar o seu alimento buscando a verdade além da verdade. 

À semelhança da coruja desloco-me à noite, exercitando a percepção dos sentidos e aguçando a visão: a clarividência nata da alma. Num vôo leve, silencioso e preciso, aprendo com os olhos que vêem no escuro, na noite da alma, e sigo em direção às sabedorias esquecidas das estrelas.”

Mensagem de ©Yehuá – Por Luciane Strähuber

Artigos, Feminino Sagrado, Filmes, Vídeos e Documentários: Universo Feminino

A Juíza que mudou a política de igualdade de gênero

Ruth Ginsburg e citação que permeou seu trabalho: “Eu não peço nenhum favor para o sexo feminino, tudo o que peço aos nossos irmãos é que eles tirem os pés do nosso pescoço.” – autoria de Sarah Grimké, 1837.

Dedico esta história de força, persistência, coragem e superação a todas as mulheres como um exemplo inspirador de vida, em especial àquelas que desempenham funções e cargos judiciais e que fazem a diferença. Dedico a todas as mulheres que têm no seu íntimo um forte senso de igualdade, de justiça, de equilíbrio de direitos tanto para mulheres quanto para homens, sentimento este que difere do femismo – o oposto do machismo – e que advém de uma base de respeito, solidariedade e humildade em benefício do todo.

A história à qual me refiro foi pouco divulgada no Brasil, mas virou referência mundial e rendeu um maravilhoso documentário com o nome “A Juíza”. A obra relata a trajetória de Ruth Bader Ginsburg, a primeira mulher a tornar-se juíza, uma Associada de Justiça da Suprema Corte dos Estados Unidos que mudou a lei do país relativo à igualdade de gênero e, não menos, permanece incentivando a mudança de Constituições em outros países.

Ruth foi professora da Faculdade de Direito da Universidade Rutgers e da Faculdade de Direito de Columbia, ensinando processos civis; era uma das poucas mulheres que trabalhavam neste campo na época, tendo conquistado sua posição com muito trabalho, disciplina e o apoio do influente marido.

Ginsburg gastou uma parte considerável de sua carreira jurídica defendendo o avanço da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres, ganhando múltiplas vitórias. Hoje, permanece mais nos bastidores em função dos limites de sua idade, mas muito lúcida e com uma força interior enorme, permanece ensinando sobre o tema em universidades, dando palestras e entrevistas, sendo exemplo para sua filha e neta que seguem o mesmo caminho.

Movimentos atuais e paralelos como #Me Too, #Time’s Up, #Empoderamento, entre outros que correm pelas redes sociais, são consequências de uma longa caminhada, de um terreno fértil e sadio deixado pelo árduo trabalho desta alma feminina, sábia e guerreira que abriu caminho para muitas de nós.

Confere mais adiante dicas de vídeos e documentários relacionados ao tema. Informe-se e divulgue. Namaste! [* DICA: Assista o documentário primeiro para o filme estar contextualizado depois. Os dois valem muito à pena! ]

Mulheres leitoras e seguidoras do Blog: sabendo de casos semelhantes a este – de mulheres que certamente nem sequer apareceram na mídia, mas fazem a diferença – escrevam, sugiram, publiquem e comentem no Blog. Todo conteúdo recebido e sugerido é utilizado com carinho para novos posts e artigos. Nosso trabalho, nossa dedicação e nossa pesquisa em prol do autoconhecimento é para vocês!

Documentário: “Notorious RBG” (2018 – Nos EUA) | “A Juíza” (no Brasil) – Para mais informações, acesse o site oficial: https://www.rbgmovie.com/

2. Filme sobre sua história real: “On The Basis of Sex” (2019) | “Suprema” (no Brasil)

3. Documentário sugerido e relacionado ao tema: “Gloria Alred – Justiça para todas” – disponível na Netflix. Assista o trailer!

Sempre mergulhando de cabeça em casos polêmicos e lutando por mudanças, Gloria Allred é outra mulher guerreira no judiciário. Dedicou mais de 40 anos de sua vida para garantir e proteger os direitos das mulheres, enfrentando traumas pessoais, o escrutínio da mídia e homens poderosos.

Por trás dessa máscara de poder – porque poder só conhece poder, segundo Gloria – há uma pessoa sensível que viveu o mesmo trauma das mulheres pelas quais apóia, auxiliando-as a sairem do papel de vítima, tornarem-se sobreviventes e progredirem em direção à mudança. Super indico este documentário, novamente enfatizando a diferença entre femismo e os movimentos feministas em prol da igualdade de gênero.

4. No Brasil, Palestra do TED-X de São Paulo: “Vocês estão ouvindo a minha voz?“, ministrada pela Promotora de Justiça Maria Gabriela Manssur, cujo trabalho é referência no país.

“Não estamos contra os homens, mas sim à favor dos direitos das mulheres. Toda mulher merece ser respeitada pelas suas escolhas. Lugar de mulher é onde ela quiser.” – Gabriela Manssur

Gabriela Manssur já realizou várias entrevistas na mídia e neste vídeo fala sobre a necessidade de ouvirmos mais de perto e respeitarmos as mulheres, a importância do apoio mútuo entre mulheres, de projetos e leis que contemplem de forma mais efetiva a causa, mas também da importância de olharmos os dois lados da moeda: a vítima e o agressor – ambos precisam de apoio.

Ela é referência no Brasil no trabalho de combate à violência contra a mulher e nos projetos de ressocialização dos homens perpetradores de violência, trabalhando no objetivo de evitar reincidências. É Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, Coordenadora do Núcleo de Combate à Violência contra a Mulher.

É colunista da revista Cláudia e Marie Claire. Criou e mantém um Blog, página no Facebook e Instagram intitulados: “Justiça de Saia“. Além disso, promove corridas de rua para dar visibilidade à causa e angariar recursos e incentivos para projetos às comunidades mais carentes. Vale à pena ver a trajetória dessa presença forte que é Gabriela em cena!

Luciane Strähuber – Educadora e Consultora da Terapêutica Integrada

Artigos, Xamanismo: Sabedorias Ancestrais

A Medicina do Grilo: O Salto de Fé no Escuro

Através da medicina dos animais, mais propriamente estudada pelo xamanismo enquanto simbologia arquetípica, podemos compreender muito a respeito de nós mesmos e dos ciclos de nossas vidas. A Natureza e tudo o que faz parte dos seus inúmeros reinos que considero sagrados, está constantemente nos trazendo sinais, respostas e ensinamentos para nossos próprios questionamentos.

Iniciando 2020, trago o significado da Medicina do Grilo, aquela que nos ensina sobre fé, confiança, entrega, ação e coragem diante dos momentos mais desafiadores de nossa jornada, quando precisamos dar aquele passo que só depende de nós e precisa ser assertivo em direção ao objetivo: o salto de fé.

Isso inclui as provas que a vida e nossa alma nos traz quando precisamos encarar de frente e com racionalidade os nossos medos, dúvidas, inseguranças, padrões ou crenças que nos limitam e nos travam justamente naquele instante em que estamos sendo chamados a dar um salto no escuro, um salto de confiança em direção a algo completamente novo para nós. Isso significa confiar com entrega e coragem de que o que nos aguarda já é conhecido pela nossa alma, sem a interferência do controle da mente.

Essa medicina tem tudo para nos trazer aquele impulso para frente, em direção à qualquer projeto que estejamos iniciando agora ou mesmo nos inspirando para um recomeço, uma ressignificação de trajetória. Ela também nos ensina sobre autoconfiança, auto-estima, autoconhecimento e silêncio interior, a fim de sermos capazes de saber a hora certa de saltar no escuro e encontrar o chão logo adiante.

Use e medite sobre esses ensinamentos para recomeçar, ressignificar e renascer, desaprendendo algo velho para aprender ou começar algo novo! Conecte-se com sua alma e seu coração sem pressa, atento(a) ao chamado interno que traz a clareza e a força para agir. Abra-se para receber o novo, salte com fé e confiança, salte alto e seja certeiro(a)! Namaste!

Complementando essas reflexões, transcrevo a seguir o belo texto da autoria de Flávia Esper de Andrade:

“Ninguém pode dar o primeiro passo por você. O primeiro passo é um dos atos mais profundos e solitários de alguém. Mas, é só no primeiro passo que há a solidão, e ela é profundamente necessária.

É na solidão que conseguimos escutar nossa voz interior, saber a verdade do coração e decidir mudar de vida, ir na direção de um sonho, colocar nossa vocação no mundo. Quando damos o primeiro passo, conectados ao nosso coração e à nossa verdade, quando a força para esse passo vem de um chamado interno, tudo se move para que a estrada surja diante dos nossos pés.

Existe um momento de fé, um momento de saltar sem saber se haverá chão ao pisar. A certeza do chão vem da conexão profunda com o coração e o próprio caminho. O grilo salta no escuro, numa distância muito maior do que pode enxergar, mas está tão conectado à sua verdade de grilo, ao seu instinto, ao impulso de exercer aquilo que é, que salta na certeza do chão. É o chão que surge para o pouso seguro. Esta é a medicina do grilo: o salto de fé, a força da conexão com o que realmente somos.

Se nos movemos na direção de ser quem viemos aqui para ser, sempre haverá caminho para o nosso salto. Se estivermos conectados com ser quem realmente somos, com a nossa natureza e verdade, podemos dar nosso passo com confiança, na fé de que, se estamos no nosso caminho, não existe outra possibilidade: a estrada vai aparecer.

Essa é a fé que move montanhas, é a fé da conexão profunda com a verdade de ser quem você é, inteiramente, exercendo seu papel no todo. Cada um de nós tem uma singularidade. Você é único e eu também. E cada um de nós tem um talento, uma sabedoria, uma medicina, uma vocação. Somos como peças de um grande relógio cósmico que precisa de cada engrenagem funcionando no melhor de si. E todas são necessárias.

A vida trava quando não estamos alinhados com nossa verdadeira grandeza, quando desmerecemos quem somos, não damos valor aos nossos talentos, não estamos expressando nossa singularidade, funcionando no melhor de nós. Se negamos a expressão da nossa verdade profunda, negamos a vida dentro de nós.

Se entramos no caminho de nos tornar quem somos e expressar nossa grandeza no mundo, a vida destrava. O que ela quer de nós é coragem! Já dizia Guimarães Rosa: a coragem é a de ser quem somos e assumir nossa grandeza diante do mundo.”

Luciane Strähuber – Consultora e Educadora da Terapêutica Integrada

Artigos, Terapias Integrativas

2020: O Ano para Transformar com Profundidade e Concretizar com Objetividade

Muitos de nós chegamos ao final de 2019 com uma sensação de exaustão, de cansaço generalizado. Uma parte desse cansaço pode estar ligado aos nossos próprios processos de alinhamento e transformação interior, às nossas mortes e renascimentos, ao resgate das nossas partes saudáveis e à confrontação e liberação das partes que não nos servem mais. A impressão para muitos de nós é que passamos o ano participando de maratonas de triatlo, isso porque muitos tivemos mudanças que abalaram estruturas e nos exigiram sair da zona de conforto.

Além das mudanças nada agradáveis que presenciamos na política mundial – fatos que também geram descrença e desesperança por tentarem desviar o nosso olhar do que importa, de quem somos e do nosso propósito; além dos problemas de isolamento social e de saúde gerados pelas novas tecnologias em mobiles – um dos motivos comprovados de desgaste energético, mental e físico – a outra parte desse cansaço, numa visão mais macro, está ligada ao que ocorre no planeta e aos alinhamentos planetários, afinal não estamos dissociados do Todo.

Portanto, para compreendermos como certos ciclos maiores podem influenciar ciclos menores em nossas vidas, trago o conhecimento da astrologia: uma ferramenta de autoconhecimento que quando bem usada, considerando o mapa natal pessoal, pode nos trazer uma visão mais ampla e nos preparar às transformações que virão, levando em consideração que tudo é fluídico, impermanente e está em constante evolução, assim como nós.

O ano de 2020, além de ser o início de uma nova década, será também um grande marco. Conforme os estudos da astrologia mundial, ele trará consigo profundas transformações, tanto a nível coletivo quanto a nível individual, contribuindo decididamente para o nosso avanço pessoal, moral e espiritual.

As regências para o próximo ano serão determinadas pelo nosso astro rei: o Sol, trazendo mais clareza, iluminação, força de vontade, alegria e busca pelo propósito existencial. O Sol ilumina a nossa personalidade, acentuando qualidades e defeitos, o que torna o período excelente para se arriscar em oportunidades, uma vez que sua energia também nos ajuda a ter mais discernimento para abrir caminhos.

O período reunirá trânsitos astrológicos bastante raros, como a grande conjunção de março que ocorrerá no signo de Capricórnio, além de uma série de eclipses que ocorrerão ao longo do ano. Júpiter, Saturno e Plutão estarão em Capricórnio para todos nós, o que nos pedirá os pés bem firmes e enraizados no chão, incitando a objetividade e a razão nas decisões, a necessidade forte de buscarmos a estabilidade da terra, seja mudando de casa, de carreira, seja abraçando uma mudança interior maior ou mesmo concretizando o propósito divino na matéria.

Isso pode ser particularmente importante, segundo alguns astrólogos, para aquela mudança que estamos aguardando fazer há muito tempo, positivo para quem:

  • Pretende montar uma empresa ou começar um novo negócio;
  • Precisa substituir pai, mãe ou tios em empresa familiar;
  • Planeja casamento, filhos;
  • Estiver terminando a universidade e deseja ingressar no mercado de trabalho, não importa qual for o caminho escolhido;
  • Tiver determinado que 2020 será o ano para sair da casa dos pais ou mudar de residência.
  • Estiver questionando a carreira, podendo preparar-se para uma virada maior, onde a objetividade se tornará crescente em todos os segmentos.

Uma conjunção entre os planetas Júpiter e Saturno também ocorrerá no dia 21 de dezembro de 2020, em Aquário – data que por si só já é considerada um portal de energia pela entrada do Solstício de Verão no Hemisfério Sul, e do Solstício de Inverno no Hemisfério Norte – marcando um grande evento astrológico que só se repete à cada 20 anos, mais ou menos, significando o fim de um ciclo e o início de um novo.

Sol: O Regente do Ano

Na astrologia, o Sol é o astro símbolo da vitalidade, do ego e da identidade, sendo o agente centralizador que arrasta consigo todos os outros astros. Em 2020, ele proverá a energia necessária para que realizemos mudanças importantes em nossas vidas e alcancemos nossas metas pessoais, dando-nos a força, determinação, autoconfiança e entusiasmo necessários à nossa ação como indivíduos. Este também foi o astro regente do ano de 2016, portanto algumas similaridades entre esses anos são esperadas.

Contaremos com maior lucidez e clareza em nossas decisões. Poucas coisas tendem a permanecerem ocultas em um ano que tem o sol como regente, portanto muito poderá ser exposto. E como nossas ações também estarão em maior evidência, recomenda-se portanto que sejam sempre corretas e justas, com um cuidado maior para atitudes egoístas. Será importante uma boa dose de autocrítica para evitar os excessos característicos do Sol na astrologia: egocentrismo, orgulho e autoritarismo.

Através dessa energia impetuosa do Sol, haverá uma inspiração à criatividade, às conquistas e às realizações, mas também o direcionamento da luz sobre aquilo que precisa ser mudado ou revelado – aquilo que ainda estiver obscuro ou desconhecido, precisando vir à superfície.

Plutão em Capricórnio (2008 a 2023): O Arauto das Mudanças

Plutão em trânsito por onde passa implica em grandes mudanças, transformações, crises, reformulação de conceitos, padrões. Capricórnio é um signo ligado à terra, ao trabalho e as estruturas sociais, à ordem estabelecida, à autoridade, à tradição. Sua passagem por este signo tende a trazer lutas de poder com consequências de mudanças estruturais profundas e definitivas em nossa sociedade.

Em 2008, Plutão, o arquétipo do submundo, das grandes transformações e do renascimento entrava no signo de Capricórnio, dando início a uma série de mudanças que chegam ao seu ápice quando os planetas Júpiter, Saturno e Marte se unirem a ele, um a um, em uma grande conjunção que acontecerá até março de 2020, um evento astrológico raro que promete alterar as estruturas do mundo como o conhecemos.

Plutão é um planeta catalisador de mudanças, que geralmente se expressam a partir de crises relacionadas com os temas pertinentes ao signo que atravessa. Quando Plutão entrou em Capricórnio, atingiu em cheio as estruturas de poder, os governos mundiais, os recursos financeiros e até as relações de trabalho.

Trouxe à tona diversas crises políticas, guerras, aumento do terrorismo, retração econômica, convulsões sociais, migrações, autoritarismo político, inflexibilidade e repressão, coisas que sempre inspiram revisões de modelos.

O período também tem alguns marcos importantes, como a crise econômica de 2008, a primavera árabe (que levou a baixo verdadeiras dinastias), a crise migratória, a ascensão e queda do Estado Islâmico, o retorno da extrema direita ao parlamento europeu (e o Brexit, por exemplo), assim como governos mais alinhados à direita no Brasil e em outros locais.

A Grande Conjunção de 2020

A União de Saturno e Plutão

No final de 2017, o segundo planeta a formar essa grande conjunção, Saturno, também ingressou em Capricórnio, o seu signo de domicílio, fortificando a ideia de regularização e ordem.

Saturno é o velho sábio, um tipo de professor (ou disciplinador, um pai severo) e tem a ver com limites, barreiras, medos e fronteiras. Já Plutão lida com o que está oculto, invisível, com tabus, mexendo com tudo o que precisa surgir para que possa ser tratado adequadamente e gerando novos paradigmas. Destrói e remove o que ficou estagnado e não serve mais a um propósito válido.

Em janeiro de 2020, parte da grande conjunção portanto já estará formada com a união de Plutão e Saturno no 22º grau de Capricórnio. Esta é uma combinação que pode gerar uma maior sensação de restrições e limites, embora também possa quebrar esses mesmos conceitos. Tudo depende do restante da configuração celeste e das circunstâncias e paradigmas das épocas em que tais conjunções acontecem.

Tudo isso pode criar um clima de tensão, como se uma aura energética maior estivesse se formando para que algo totalmente renovado surja. Os limites impostos por Saturno poderão se combinar com intensas disputas de poder sugeridas por Plutão, cujas consequências devem ultrapassar vários meses ao encontro desses planetas quando estiverem em grau exato.

Ambos são arquétipos de finalizações, transformações, morte e ressurreição em diversos níveis. Pode-se dizer que esta é uma união de gigantes que causa uma desconfiança em relação à autoridades e governos, mas também um certo medo de assumir o controle das coisas, trazendo à tona temas como sobrevivência e insegurança às pautas de diversos grupos. Ou seja: governo? mudanças? responsabilidades? Deus me livre! mas quem me dera…

Na verdade, há algum tempo já estamos sentindo a influência dessa poderosa conjunção. Se pararmos para refletir, há um incômodo crescente e pequenos pontos de tensão e turbulência espalhados pelo globo, com diversos grupos atentos a temas considerados tabus e com pessoas que são (ou foram) consideradas oprimidas, marginalizadas ou injustiçadas ao longo do tempo por diversos fatores como raça, crença ou orientação sexual.

É como se houvesse algo nos impulsionando a termos um olhar mais atento, uma identificação mais empática com todo tipo de sofrimento ou injustiça, atrelado a um desejo de que tais coisas não aconteçam novamente e sejam transformadas para melhor.

A palavra “desconstrução”, muito utilizada nos dias atuais pode ser considerada um termo cunhado sob a tutela dessa parceria entre Saturno e Plutão, sendo um ótimo exemplo de como essa união de planetas pode abalar ou inverter estruturas e conceitos que antes pareciam normais e, de repente, sofrem um “choque de ordem”.

Entre 2019 e 2020, os períodos onde os efeitos da conjunção entre Saturno e Plutão podem ser mais sentidos são entre Dezembro de 2019 e Fevereiro de 2020, e entre Setembro e Outubro de 2020.

A Chegada de Júpiter

Júpiter, o planeta do crescimento, que expande o que toca, será o terceiro a adentrar nessa grande conjunção, junto com Ceres, um asteróide localizado entre Marte e Júpiter e que na astrologia está ligado à natureza e à fertilidade. A palavra cereal, por exemplo, deriva de Ceres, comemorando a associação da deusa com grãos comestíveis.

Com isso, em março de 2020 forma-se um stellium: a união de vários planetas no mesmo local. Júpiter terá o potencial de amplificar os efeitos dessa grande conjunção, tanto em seu aspecto benéfico como no aspecto desafiador, pois tem condições de aumentar qualquer coisa.

Finalmente, Marte se unirá aos outros três planetas, desencadeando a grande conjunção de 2020 com uma faísca de ignição, acendendo todo o potencial que o encontro propõe para os meses à frente.

Imagem de Kagaya: The Zodiac Capricorn

O Que Podemos Esperar?

Sob tal configuração, somos sempre convidados a testemunhar o quão frágil são certos conceitos, paradigmas e estruturas que parecem certas e intransponíveis. Mesmo que este movimento de alguma forma evidencie alguns colapsos, também ajuda a consolidar uma reconstrução concreta e bem direcionada a partir do que foi colapsado.

Ou seja, apesar do cenário aparentemente tenso, o que provavelmente assistiremos é uma mudança de paradigma na forma de como nos relacionamos com o poder, seja ele político, socioeconômico ou religioso e a fundação de um modelo social diferente, possivelmente mais justo, organizado, mais humano e embasado na realidade, sem ilusões.

Não podemos esquecer também que Urano está em Touro, outro signo de terra, dando suporte a toda essa mudança. O elemento terra definitivamente está em evidência neste início de década e assim ficará por mais algum tempo.

A grande conjunção de 2020, ao revelar de uma forma mais direta os alicerces desgastados sobre os quais repousa nosso atual status quo, poderá conduzir o estabelecimento de uma nova era, cujo início deverá coincidir com o ingresso de Plutão em Aquário no ano de 2023.

Preparando-se para as Transformações

O ano de 2020 será repleto de transformações de ordem coletiva, mas a resposta também se dará em bases individuais. Talvez o caminho para sua resolução seja, afinal, uma mudança que parta de cada um de nós.

Para entender melhor como essas transformações irão afetar você como indivíduo, é importante observar a área do seu mapa astral afetada por elas. Em qual casa encontra-se o signo de Capricórnio em seu mapa? Algo será revisto, reestruturado e transformado nesse setor da sua vida.

O momento pede que nossas ações sejam executadas com integridade, responsabilidade e não menos importante, bastante realismo e embasamento. Mas, pede também que possamos nos deixar transformar, permitindo que a luz penetre nos cantos escuros de nossa alma para que possamos nos reconectar com a natureza e com a nossa consciência divina, deixando ir o que já não nos serve mais.

É importante também entender e assumir que o nosso corpo é o templo do nosso espírito e que devemos cuidar bem dele. Excessos em comportamentos desgastantes e tóxicos como fumar, consumir bebidas alcóolicas em demasia, negligenciar o sono ou quaisquer outros abusos em relação à nossa saúde devem ser corrigidos ou poderão atrair revezes desnecessários de forma mais rápida, que terão a missão de forçar esse entendimento à duras penas.

Lembre-se também de que Saturno e Plutão ficarão retrógrados antes do grande encontro, diminuindo sua intensidade a fim de nos dar a chance de refletir sobre nossas ações e sobre tudo o que está acontecendo para que possamos nos adiantar aos desafios futuros.

Compreendendo o Ciclo de Saturno

De 2017 em dianteSATURNO ocupa o trono, comandando os 36 anos seguintes do ciclo, até o ano de 2052. Todos os finais de ciclo são importantes e são sempre acompanhados de renúncias. Como vimos, nos 36 anos do ciclo anterior, o individualismo aumentou exponencialmente. A palavra “EU” e frases “meus direitos”, “minhas escolhas”, “minhas regras”, “meus desejos”, “meu corpo” ganharam bastante ênfase. O indivíduo foi o centro das atenções. Já perto do final do ciclo, as selfies marcaram seu lugar histórico e simbólico do egocentrismo que foi evocado.

A partir de 2017, a tendência foi que se começasse a pontuar diversos limites. Um movimento basicamente oposto às características simbólicas do Sol na astrologia tendeu a crescer, galgando seu caminho a uma gradativa e forte dissolução do ego e uma forte guinada à direita.

Saturno tem simbologias peculiares. É conhecido como como “Cronos”, “O Senhor do Tempo”, “O Planeta do Karma”, “O Cobrador”, “O Velho Sábio”, “O Grande Maléfico”, “O Eremita”, entre outros. Evoca palavras-chave como restrição, obstáculos, imposição de limites, regras, amadurecimento, colheita, construção, disciplina, aceitação de deveres, sabedoria, respeito, experiência, paciência, rigidez, rigor, severidade, justiça, frieza, dogmatismo…No seu melhor, ajuda a consolidar esforços e no seu pior restringe-os. É o oposto de Júpiter, que significa primariamente, expansão.

A tendência é que o mundo se torne mais sério e mais austero. Pode começar a pairar no ar um espírito limitador, restritivo e controlador perante liberdades dadas sem que se tenha feito concomitantemente o uso da responsabilidade. As questões pessoais tendem a perder a importância e a realidade nua e crua tende a se apresentar. Ajustar as contas, cair na real, reparar os danos, receber o karma e aparar as arestas poderão ser temas bastante recorrentes.

De fato, pode ser um período de muito mais responsabilidades e ajustes, dentre outros atributos relacionados a Saturno. A obrigação de ser feliz a qualquer custo, de ser “o tal”, o “top dos tops”, pode entrar em uma corrente descendente, dando lugar a uma postura mais séria, de maior competência e de menor culto ao ego. Sob a regência de Saturno, para se ter algum destaque, há de se merecer.

O “vale tudo” tende a dar lugar a posturas mais maduras e responsáveis em seus feitos. Provavelmente será um ciclo de mais contenção e menos abundância. Menos superficialidade e mais profundidade. Em detrimento do ciclo anterior, onde a frase “posso tudo o que quero” estava em alta, duas frases que parecem ser mais condizentes com um ciclo saturnino são: “com grandes poderes vem grandes responsabilidades” e “a colheita é boa quando o plantio é bom”.

Talvez durante este ciclo nos deparemos com uma mudança geral nas estruturas vigentes, forçada pelos nossos próprios atrasos ou pelos desvios que tomamos ao longo do tempo. Saturno gosta de ajustes e não tolera irresponsabilidade. Talvez estas mudanças sejam mais sentidas no que tange as leis, política e religião, pois Saturno estará em Sagitário neste início de ciclo e permanecerá durante mais algum tempo até entrar denifitavemente em sua regência, Capricórnio, em dezembro de 2017.

As pessoas provavelmente terão de ser mais maduras e mais responsáveis por seu próprio amadurecimento material e espiritual. Pode pairar no ar um clima de maior seriedade e menos folia. Algumas religiões que pregam um Deus que dá apenas a pessoas que creem nele, possivelmente terão de adaptar sua proposta para mostrar um Deus que dá conforme o empenho pessoal.

Tendo em mente as influências de ambos os astros, o Regente do Ciclo e Regente do Ano, as respostas que busca cabem ao seu poder de observação pessoal mediante seu conhecimento astrológico. É importante que cada pessoa consiga trabalhar o seu conhecimento (e autoconhecimento) para digerir tais informações da melhor maneira possível em sua vida pessoal e social, levando em consideração o próprio mapa natal.

Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte complementar dos dados astrológicos: Astrolink | Astrodestino

Artigos, Mensagens Guardiões da Vida, da Lei e da Justiça Divina, Mensagens YEHUÁ

A Dança entre o Bem e o Mal: O Segredo da Neutralidade

“O Mal não dura para sempre, nem mesmo o Bem: o caminho da impermanência.

O Mal pode atrapalhar o Bem, mas o Bem não cura o Mal: o caminho da equivalência.

O Mal não deseja ser curado, por isso o Bem não tem poder sobre o Mal. O Bem não necessita de cura, ele simplesmente é. Por isso, o Mal também não tem poder sobre o Bem: o caminho da neutralidade.

Em certo momento da jornada, à semelhança dos bambus que envergam ante a tempestade e não quebram, o Mal é obrigado a ceder e retirar-se perante à envergadura respeitosa e humilde do Bem: o sábio que se faz de tolo perante aquele que se considera sábio. 

Mesmo que existam investidas constantes do Mal sobre o Bem, o Bem precisa permanecer firme como o bambu, na neutralidade de sua existência, no crescimento constante para o alto e no enraizamento cada vez mais profundo na terra, sem combater. 

A sabedoria do não combate é a disciplina da diplomacia que leva ao caminho do meio: a paz interior advinda do eterno retorno ao centro de si.

Assim como na natureza, após as tempestades tudo volta ao seu eixo original. Podem haver destroços no caminho, mas o eixo, o caminho do meio, o centro está sempre lá, assim como o Bem e o Mal dentro de cada um.

Para uns, fazer o mal é fazer o bem: o bem apenas para si, resultado do egoísmo e do significado distorcido do amor próprio. 

Para outros, fazer o bem está além de apenas o Bem que é feito para si. O verdadeiro bem, praticado sem distinções e projeções, é aquele que envolve o benefício de todos, mesmo em meio às diferenças e seus maiores desafios. Este Bem está intimamente ligado ao verdadeiro amor.

Fazer o bem é trilhar o caminho do meio, a sabedoria da neutralidade; é desenvolver a diplomacia estratégica em meio aos jogos manipulatórios do mal;

É entregar-se para receber a verdade em conta-gotas, revelada pelo tempo e pela alma; é estar nem muito acima, nem muito abaixo, mas no seu devido lugar: aquele onde você se sente confortável, onde nada nem ninguém é capaz de atingir o seu centro. 

Portanto, não busque pela paz, busque pelo seu centro. Buscar pela paz pode trazer a frustração e o despreparo para lidar com tempos de guerra. 

Buscar pelo seu centro é encontrar esta paz, onde nada tem o poder de interferir, tampouco transformar a paz em guerra. 

É no seu centro que reside o maior Bem que você pode encontrar, o maior Bem que você pode fazer por si e possibilitar para outros.    

O Mal só tem poder sobre o Bem ao dissuadi-lo a sair do seu centro e buscar a paz fora de si. O Bem tem poder sobre o Mal ao dissuadi-lo a sair do seu trono e recomeçar a jornada de busca pelo Bem que habita em si. 

Nessa dança do Bem e do Mal, nos deparamos com a infinita espiral da vida e da evolução, buscamos reconhecer quem somos, dançamos com nossas luzes e nossas sombras até que encontremos o nosso centro.

Aprendemos que o Bem e o Mal são faces diferentes de uma mesma moeda, separados por uma tênue linha limítrofe. Aprendemos que o Mal não precisa ser combatido, mas neutralizado. Se combatido, ganha os holofotes e o poder que deseja. E aprendemos que o Bem não precisa estar numa busca constante pela cura e pela paz, mas pelo seu centro. 

Ao conhecer a neutralidade do caminho do meio, aprendemos a dançar entre o Bem e o Mal com respeito e sabedoria porque conhecemos o nosso centro. Dançamos, enfim, a dança da vida através do portal do coração: o alquimista capaz de equilibrar e forjar o Bem e o Mal numa mesma moeda.”  

Por Luciane Strähuber – Mensagem de ©Yehuá & Uma Guardiã da Vida 

Artigos, Terapias Integrativas

Terapias Integrativas: mais benéficas que remédio

Seguindo as pesquisas sobre os resultados benéficos das terapias integrativas e complementares no tratamento de diversas patologias físicas, emocionais e mentais, desequilíbrios pontuais na saúde e até mesmo doenças crônicas, compartilho mais uma notícia sobre o tema.

Já temos muitas comprovações de que a acupuntura, as massagens terapêuticas, a medicina tradicional chinesa, a medicina ayurveda e a atenção devida ao corpo em diferentes níveis aliviam dores crônicas, consequentemente reduzindo o consumo de medicamentos.

As terapias integrativas e complementares buscam a prevenção e a cura através da resposta do próprio corpo, uma forma de reduzir o consumo de remédios alopáticos, melhorar a qualidade de vida, o bem estar e o equilíbrio interior.

Como sempre é importante lembrar: não é o profissional que cura, é a própria pessoa que faz o movimento em direção à ela. Cada um é único e, por isso, tem o seu próprio tempo de resposta ao tratamento que também deve ser personalizado de acordo com o caso. Segundo a notícia, as terapias complementares podem ser mais benéficas do que remédio. Confira:

“Sentir dor é ruim, ter de conviver com ela pode ser ainda pior. Para acabar com o incômodo, muitas pessoas geralmente recorrem a comprimidos por conta da praticidade. Porém, estudos mostram que a disciplina da mente, junto com outras técnicas não farmacológicas, pode ser uma poderosa ferramenta no tratamento de dores agudas e crônicas.

Quiropraxia – Foto: Bigstock

O melhor tratamento para dor está bem abaixo dos nossos narizes”, disse ao The New York Times o neurocirurgião e especialista em dor James Campbell. Ele sugere que não devemos assumir que a dor representa algo catastrófico que nos manterá longe de viver como queremos. “Se a dor não é uma indicação de que algo está seriamente errado, você pode aprender a viver com ela”, afirma.

Casos de dores e problemas crônicos muitas vezes não possuem cura, mas podem ser aliviadas de forma a podermos conviver sem sofrimento. Com as chamadas terapias complementares e integrativas, é possível controlar e aliviar a dor a fim de ter uma qualidade de vida melhor. Algumas delas são bem conhecidas: acupuntura, massoterapia, dançaterapia e reflexologia, por exemplo.

Esses tratamentos podem atuar em conjunto à medicina tradicional, mas buscam também reduzir o consumo de fármacos e a automedicação. “Cada uma age de uma determinada forma, mas todas têm uma característica comum: pensam na prevenção, no tratamento da pessoa em desequilíbrio”, explica Maria Belén Posso, mestre e doutora em enfermagem e coordenadora do Comitê de Práticas Complementares e Integrativas da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED).

A partir do entendimento da pessoa como um ser completo e cheio de energias, as terapias complementares trabalham com o reequilíbrio da essência energética do corpo. Embora o termo ‘energias’ possa remeter a um campo alternativo e não factual, Maria Belén explica que, sendo formados por átomos, somos carregados de energias positivas e negativas. Estas, quando eliminadas, aliviam a dor.

Reiki e massoterapia com pedras quentes

De acordo com um estudo publicado em 2016 no Journal of the American Medical Association, através da técnica de redução do estresse com base na atenção plena e terapia cognitiva comportamental (TCC), provaram ser mais efetivas do que cuidados tradicionais no tratamento de dor lombar.

Enquanto a atenção plena é voltada para identificar os sinais que o corpo emite (uma dor de cabeça pode ser resultado de tensão dos músculos da face), a TCC ensina a reestruturar a forma como pensamos os problemas. “As práticas integrativas preparam o organismo e a mente das pessoas para mostrar a importância delas mesmas no entorno. É muito mais fácil absorver a energia que te reequilibra com os canais de energia abertos“, diz Maria Belén.

O American College of Physicians, nos Estados Unidos, publicou novas diretrizes para tratar dores nas costas em abril deste ano. Entre as recomendações estão calor superficial, massagens, acupuntura, reabilitação, Tai chi e Yoga.

Uma vez que o consumo constante de medicamentos pode provocar o efeito rebote, em que o próprio remédio causa dor e doses cada vez mais altas são necessárias, as terapias complementares vêm como métodos pouco ou nada invasivos e livres de drogas.

O Ministério da Saúde disponibiliza mais de 19 práticas complementares pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Elas fazem parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) do sistema e são voltadas para cura e prevenção de doenças. Os tratamentos terapêuticos são baseados em conhecimentos tradicionais.

Outra técnica que permite tratar doenças sem medicamentos e de forma pouco invasiva é a microfisioterapia. Por meio de pequenos toques, o especialista avalia o que se chama de ritmo vital dos tecidos, órgãos ou sistemas do corpo. A partir da identificação do problema, o corpo é ‘orientado’ para reconhecer o agressor e se regular sozinho.

O terapeuta Fábio Akiyama trabalha com a técnica e explica que os toques são baseados em um mapa do corpo, a partir do qual se busca identificar o que não está funcionando bem no organismo. Diferente do método tradicional que, por vezes, busca tratar apenas o sintoma, essa terapia procura a causa do problema.

A micro é mais investigativa, vai na causa, que pode ser uma emoção, um trauma mecânico ou uma infecção”, completa Akiyama. A técnica pode ser melhor entendida quando se fala de doenças psicossomáticas, ou seja, causadas por condições psicológicas que não foram verbalizadas.

Por meio de pequenos toques pelo corpo, a microfisioterapia busca a causa do problema, fazendo com que o corpo se regule sozinho. Autocura através do toque.

Segundo o terapeuta, todo transtorno do corpo pode ser tratado a partir do ritmo específico de cada sintoma. “Não vai curar tudo, mas vai ajudar o corpo a reconhecer e ter mais vitalidade para que se regule novamente”, diz.

A microfisioterapia também pode atuar junto com métodos convencionais. Caso a pessoa não tenha o resultado desejado, a técnica ajuda o corpo a ter mais vitalidade para aderir ao tratamento. Pela experiência de Akiyama, os casos com melhores resultados são dores crônicas, doenças autoimunes, dores nas costas, enxaqueca, gastrite e problema no intestino.

Depois da sessão, que pode ser de duas a três com intervalo de 30 dias entre uma e outra, o paciente pode sentir efeitos colaterais. Dor de cabeça ou de barriga podem surgir nas primeiras 72 horas, sendo resultado do processo de autorregulação do corpo. O espaço entre as sessões também é importante para o caminho da autocura.”

Além das terapias citadas, existem outras técnicas que também trabalham com a desobstrução dos pontos energéticos do corpo e o equilíbrio geral, tanto a nível fisico e emocional, quanto mental e espiritual.

Entre elas temos: o Thetahealing, o Jin Shin Jiutsu – uma filosofia e técnica japonesa que se utiliza dos pontos de acupuntura e do que chama de “travas energéticas” – a auriculoterapia, a quiropraxia, as massoterapias orientais como o Shiatsu, o Tui-Ná, a massagem com pindas e pedras quentes, o Reiki quando aliado aos conhecimentos dos meridianos do corpo, da medicina chinesa e da medicina ayurveda, a massagem terapêutica e relaxante, a fisioterapia, entre outros sistemas e práticas que devem incluir, obviamente, o preparo e a experiência pessoal e prática do profissional.

Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte complementar do Artigo: O ESTADO DE S.PAULO – Ludmila Honorato

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Artigos, Constelação Familiar

Onde estão as Moedas? As Chaves do Vínculo entre Pais e Filhos

Foto: Pixabay

A meus pais, ao seus pais e aos pais de seus pais. A todos aqueles que transferiram intactas, até chegar a mim, a chama da vida e as moedas justas para uma vida com alma, alegria e sentido.” – Joan Garriga

Esta é uma história-conto do autor Joan Garriga, um dos escritores citados nos estudos e trabalho junto às Constelações Familiares. Se você está procurando por respostas sobre a fluidez do sucesso, da prosperidade e do progresso em sua vida, em qualquer área que esteja chamando a sua atenção agora, essa história é para você.

O texto de Garriga celebra a vida sem subtrair seu realismo, diferente de uma psicologia positiva artificial. Oferece novas perspectivas para a alma, tanto para os que sofrem ao pensar em seus pais, quanto para os que fazem com gratidão ou estão em processo de aceitação deles como são. Fala a linguagem da reconciliação e da paz, mostrando o poder do amor e o caminho para integrar e superar as feridas que impedem a plenitude da própria vida.

Muitas vezes, passamos procurando fora aquilo que precisamos buscar dentro de nós. Muitas vezes, achamos que podemos tapar “buracos emocionais” com tapetes bonitos, borrifando perfume num ambiente velho e empoeirado. Muitos tendem a querer preencher os seus vazios internos com coisas, pessoas, trabalho, relacionamentos, vícios, enfim, tudo para evitar a dor, evitar olhar para a raiz da verdadeira ferida.

Quando a vida vem e nos torce como um pano depois de lavado pela tempestade, nos chacoalha como se fôssemos colocados no liquidificador ou mesmo nos faz olhar para algo de novo que está logo ali, à nossa frente, mas insistimos em não querer ver – seja por medo, por inconsciência ou por autodefesa – somos obrigados a encarar aquilo que estávamos negando.

A cura geralmente vem em seguida desse movimento: a paz depois da turbulência, mas vamos precisar passar pela tempestade, estar conscientes dos padrões que ainda nos assolam e nos impedem de fluir com mais leveza em tudo. A cura pressupõe integração – levar luz àquilo que estava obscurecido, trazer à consciência o que estava inconsciente. E com isso o novo está ali, bem perto, já nos chamando ao pé do ouvido.

O que nos resta, então? A não resistência à mudança, o movimento mesmo em meio à algo que não podemos mudar – a ação no recolhimento – a entrega com presença e sem subserviência, mas com o fluir de uma folha ao vento, rumo à direção certa: o caminho do nosso coração, o resgate da nossa criança interior.

Mesmo que tenhamos pais difíceis, traumatizados ou problemáticos, ainda assim continuam sendo aqueles que nos trouxeram à vida. Essa é a verdadeira gratidão e a maior herança que podemos receber. O que nos resta é trabalharmos essa imagem interiormente, não importa o tempo que leve, curando a nossa criança interior. Nos compete encontrarmos um ponto de equilíbrio no relacionamento em meio a situação como ela é, dentro dos nossos limites, seja numa convivência próxima, seja mantendo uma distância saudável.

Onde estiverem as suas moedas, estará também a sua criança interior e o fluxo sadio do amor que pode ter se perdido: a cura para as suas feridas. Que essa história possa inspirar, gerar clareza e ajudar você a resgatá-la, uma parte de nós que sempre nos chama quando nos sentimos desconectados da vida, que nos pede por mais honestidade, cuidado e amor. Namaste!

“Em uma noite qualquer, de uma época qualquer, alguém teve um sonho: sonhou que recebia algumas moedas das mãos de seus pais. Não sabemos se eram muitas ou poucas, se eram milhares, centenas, uma dezena ou apenas um par. Também desconhecemos o metal de que eram feitas, se ouro, prata, bronze ou talvez ferro.

Enquanto sonhava que seus pais lhe entregavam as moedas, esse indivíduo teve uma sensação de calor em seu peito. Foi invadido por uma grande alegria. Estava contente, encheu-se de ternura e dormiu serenamente o restante da noite. Onde estão as moedas?

Na manhã seguinte, quando despertou, a sensação de serenidade e satisfação persistia. Então, decidiu caminhar até a casa de seus pais. Quando ali chegou, olhou- lhes nos olhos e disse:

Na noite passada, vocês vieram até mim em sonho e depositaram em minhas mãos algumas moedas. Não me lembro se eram muitas ou poucas. Também não sei de que metal eram feitas, se eram de metal precioso ou não. Não importa, porque me sinto pleno e feliz. E venho lhes dizer: Obrigado, elas são suficientes. São as moedas de que necessito e as que mereço. Assim, eu as tomo com gosto, pois vêm de vocês. Com elas serei capaz de seguir meu próprio caminho.”

Ao ouvir isso, os pais, que como todos os pais se engrandecem por meio do reconhecimento dos filhos, sentiram-se ainda maiores e generosos. Interiormente sentiram que podiam seguir dando a seu filho, porque a capacidade de receber amplia a grandeza e o desejo de dar. Então, disseram: “Você é um bom filho. Pode ficar com todas as moedas, pois pertencem a você. Pode gastá-las como quiser, e não precisa devolvê-las. São seu legado, único e pessoal, são para você.”

Foto: Pixabay

Então o filho também se sentiu grande e pleno. Descobriu-se completo e rico e pôde em paz deixar a casa dos pais. Na medida em que se afastava, andava com firmeza, com os pés firmes sobre o solo. Seu corpo também estava bem situado no solo, e diante de seus olhos um caminho claro e um horizonte promissor se abriam.

Enquanto percorria o caminho da vida, foi encontrando pessoas diferentes, que o acompanhavam durante um trecho, às vezes mais longo, às vezes mais curto. Alguns o acompanharam pela vida toda. Eram sócios, amigos, companheiros, vizinhos, colaboradores e inclusive adversários. Em geral, o caminho se apresentava sereno, agradável, em sintonia com seu espírito e com sua natureza pessoal. E, ainda que não estivesse livre dos pesares naturais impostos pela vida, o sentia como o caminho de sua vida.

De vez em quando, olhava para trás, para seus pais, e relembrava com gratidão as moedas recebidas. E quando observava o transcurso de sua vida ou olhava para seus filhos ou se recordava de tudo que conquistou no âmbito pessoal, familiar, profissional, social ou espiritual, a imagem de seus pais surgia e ele se dava conta de que tudo aquilo fora possível graças ao que havia recebido deles, e que com seu êxito e com suas conquistas os honrava.

Dizia a si mesmo: Não há fertilizante melhor que as próprias origens, e então seu peito voltava a se encher da mesma sensação abrangente que lhe havia preenchido na noite em que sonhou que recebia as moedas.

Outra noite qualquer, de outro tempo qualquer, outra pessoa teve o mesmo sonho, já que, cedo ou tarde, todos chegamos a ter esse mesmo sonho. Vinham seus pais e depositavam algumas moedas em suas mãos. Nesse caso, também não sabemos se eram muitas ou poucas, se eram milhares, centenas, uma dezena ou apenas um par. Não sabemos de que metal eram feitas, se de ouro, prata, bronze, ou ferro…

Ao sonhar que recebia em suas mãos as moedas de seus pais, a pessoa sentiu certo incômodo. Sentiu-se invadida por uma amarga inquietude, por uma sensação de tormento e um dilacerante mal-estar. Dormiu o restante da noite remexendo-se agitado entre os lençóis.

Ao despertar, o indivíduo, ainda agitado, sentiu um incômodo que parecia raiva, mas que também tinha algo de queixa e ressentimento. Sua expressão era de sofrimento e inconformismo. Revoltado e ligeiramente envergonhado, decidiu caminhar até a casa de seus pais. Ao chegar, olhando-os de soslaio disse:

“Na noite passada, vocês vieram a mim em sonho e me entregaram algumas moedas. Não sei se eram muitas ou poucas, também desconheço de que metal eram feitas, se eram de metal precioso ou não. Não importa, porque me sinto vazio, prejudicado, ferido. Venho lhes dizer que suas moedas não são boas nem suficientes. Não são as moedas de que necessito nem as que mereço, nem as que me correspondem. Portanto, não quero e não aceito, ainda que tenham vindo de vocês e que cheguem a mim por meio de vocês. Com elas meu caminho seria muito duro ou muito triste e eu não conseguiria ir longe. Caminharei sem as suas moedas.”

E os pais, que como todos os pais se sentem menores e sofrem quando não têm o reconhecimento dos filhos, retiraram-se diminuídos e tristes para o interior da casa. Com desgosto e angústia, compreenderam que podiam dar ainda menos do que haviam dado àquele filho, porque diante da dificuldade de aceitar e receber, a grandeza e o desejo de dar se fazem pequenos e definham. Fizeram silêncio, contando que, com o passar do tempo e a sabedoria que a vida traz, talvez chegassem a endireitar os rumos falidos do filho.

É estranho o que aconteceu em seguida. Após ter pronunciado aquelas palavras perante os pais, o filho se sentiu impetuosamente forte, mais forte do que nunca. Tratava-se de uma força extraordinária: a força feroz, teimosa e gigante que surge da oposição aos feitos e às pessoas. Não se tratava de uma força genuína, como a que resulta da aceitação dos acontecimentos e está em concordância com as transformações da vida, mas de uma força apaixonada e intensa.

Era o tipo de força que configura a paisagem do sofrimento humano, aquela em que as pessoas tratam de se apoiar quando precisam de coragem e de humildade suficientes para aceitar a realidade tal como ela é, e a nossos pais tal como são. A falsa força que nos concede a oposição das coisas, o ressentimento para com as pessoas e a postura de vítimas diante dos fatos vividos.

Com o tempo, essa pessoa aprendeu que nenhum sofrimento concede direitos, nenhuma postura existencial edificada sobre feridas concede merecimentos e que o único sentido desse sofrimento, que não é dor, é fazer sofrer os demais, já que unicamente a dor genuína desperta a compaixão. Mas, naquele dia, o indivíduo abandonou a casa dos pais dizendo a si mesmo: Nunca mais. Sentia-se forte, mas também vazio e vulnerável. Ainda que desejasse, não conseguia ficar em paz.

Na medida em que se afastava da casa de seus pais, sentiu seus pés se elevarem alguns centímetros do solo e seu corpo, um tanto flutuante, não podia se aperceber de seu peso real. E sentiu algo ainda mais surpreendente: cada vez que abria os olhos, tinha a impressão de que via a mesma coisa, um horizonte fixo e estático.

O indivíduo foi desenvolvendo uma sensibilidade especial. Assim, quando encontrava alguém ao longo do caminho, o contemplava com uma enorme esperança e, inconscientemente, se perguntava: “Será essa a pessoa que tem as moedas que mereço, das quais necessito e que me correspondem, as moedas que não aceitei de meus pais porque eles não souberam me concedê-las de maneira justa e conveniente? Será essa a pessoa que tem o que mereço?

Em certa ocasião, a resposta foi afirmativa, e tudo pareceu fantástico. O indivíduo se apaixonou e sentiu que tudo à sua volta era maravilhoso. E, sem se dar conta, começou a esperar que o outro tivesse e lhe desse aquilo que não aceitara de seus pais.

Contudo, ainda que a esperança de encontrar as moedas lhe resultara a princípio inebriante, quando a paixão acabou se convertendo em uma relação e a relação durou tempo suficiente, o indivíduo descobriu que o outro não tinha o que lhe faltava, ou seja, aquelas moedas que não havia aceitado de seus pais. “Que pena!”, disse. E então se queixou amargamente de sua má sorte, culpando o destino.

Ele se sentiu desenganado, submetido a um tormento emocional que tomou forma de desespero, desgosto, crise, turbulência, enfado, frustração. É que, embora ainda não soubesse, o outro só podia lhe dar aquilo que tinha e aquilo que lhe correspondia por sua posição, ainda que queira lhe dar tudo e o ame plenamente, pois um casal é uma relação entre adultos fundamentada na igualdade de classe, na troca equilibrada e na sexualidade.

Em certo momento de sua vida, esta pessoa teve um filho, e seu desgosto se tornou mais doce e esperançoso, mais moderado. Então, tornou a se perguntar: “Será que este filho tão amado que espero tem as moedas que mereço, das quais necessito e que me correspondem, aquelas que não aceitei de meus pais porque não souberam me dar de maneira justa e conveniente? Será este o ser que tem aquilo que mereço?”

Quando respondeu novamente que sim, foi maravilhoso, formidável, e o indivíduo começou a sentir um vínculo especial com aquele filho, um vínculo assombroso, muito estreito, cheio de expectativas e anseios. De maneira inconsciente, a pessoa estava convencida de que o filho tinha as moedas de que necessitava e não tardaria em lhe dar.

Foto: Pixabay

Mas passou o tempo, e o filho, como a maioria dos filhos, desejou ter vida própria e pôr em prática seus propósitos de vida independentes. Amava a seus pais e desejava fazer o melhor por eles, mas a pressão de ter uma vida própria lhe resultava exigente, imperiosa e avassaladora como a sexualidade.

Assim, o indivíduo um dia compreendeu que tampouco o filho tinha as moedas de que necessitava, que merecia e lhe correspondiam. Sentindo-se mais vazio, mais órfão e desorientado que nunca, entrou em crise. Adoeceu. Estava na fase média da vida e se encontrava de uma forma que nenhum argumento já o sustentava, nenhuma razão o acalmava. Sentiu seu interior se quebrar e gritou: “SOCORRO!”

Havia tanta urgência em seu tom de voz! Seu rosto estava tão desfigurado! Nada o acalmava, nada podia confortá-lo. E o que ele fez? Foi a um terapeuta. O terapeuta prontamente o recebeu. Olhou profunda e pausadamente para o indivíduo e disse: “Eu não tenho as moedas.”

O terapeuta viu nos olhos de seu paciente que ele continuava buscando as moedas no lugar errado e que, no fundo, desejava se equivocar mais uma vez. Ele sabia que as pessoas desejam mudar, mas também que lhes custa dar o braço a torcer, não tanto por dignidade, mas por teimosia e costume.

Mas o terapeuta, que sabia que não tinha as moedas em mãos, pensou: Amo e respeito melhor meus pacientes quando também posso fazer o mesmo com seus pais e com sua realidade tal como é. Ajudo quando sou amigo das moedas que lhes cabem, quaisquer que sejam.

Na realidade, aquele terapeuta já vira muitas pessoas em situações similares e sabia que o paciente, e o menino que segue vivendo em seu interior, continua amando profundamente seus pais e lhes guarda lealdade, ainda que o ardor das feridas e outras causas lhe impeçam de aceitar suas moedas. É que, nas profundezas da alma, ainda que o filho reprove seus pais, também se identifica com eles. E, quando não pode acolhê-los e amá-los, tampouco consegue amar a si mesmo. Por isso, seu enfoque é o amor a tudo e a todos.

Naquela primeira visita, o terapeuta acrescentou: Eu não tenho as moedas, mas sei onde estão e podemos trabalhar juntos para que também você descubra onde estão e como pegá-las”. Então, o terapeuta trabalhou com esse indivíduo e lhe mostrou que durante muitos anos ele tivera um problema de visão, um problema óptico, um problema de perspectiva. Tivera dificuldade para ver claramente. Só isso.

O terapeuta o ajudou a ajustar o foco e a regular seu olhar, a perceber a realidade de outra maneira, a partir de uma perspectiva mais clara, mais centrada e mais aberta aos propósitos da vida. Uma maneira menos dependente dos desejos pessoais do pequeno eu que sempre tenta nos governar.

Um dia, enquanto esperava pelo paciente, o terapeuta pensou que havia chegado o momento de dizer, por fim e claramente, onde estavam as moedas. E, nesse mesmo dia, como que por encanto, o paciente chegou com outra coloração de pele. As feições de seu rosto haviam se suavizado. E disse: “Sei onde estão as moedas. Continuam com meus pais.”

Primeiro soluçou, em seguida chorou abertamente. Depois veio o alívio, a paz e a sensação de calor no peito. Por fim! Então, dirigiu-se novamente, como anos atrás, à casa de seus pais. Quando ali chegou, olhou-lhes nos olhos e disse: “Durante todos estes anos tive um problema de visão, uma perspectiva ilusória. Não via claramente. Sinto muito. Agora posso ver e venho dizer-lhes que aquelas moedas que recebi de vocês em sonho são as melhores moedas possíveis para mim. São suficientes e me correspondem. São as moedas que mereço e são adequadas para que eu possa seguir adiante. Venho lhes agradecer. As aceito com gosto porque vêm de vocês, e com elas posso seguir trilhando meu próprio caminho.”

Então os pais, que como todos os pais se engrandecem pelo reconhecimento dos filhos, voltaram a florescer, e o amor e a generosidade fluíram novamente com facilidade. O filho voltava a ser filho plenamente porque era capaz de aceitá-los. Os pais, sorridentes, o olharam com ternura e responderam: “É um bom filho. Pode ficar com todas as moedas, pois lhe pertencem. Pode gastá-las como quiser e não é preciso devolvê-las. São seu legado, único e pessoal, para você. Pode ter uma vida plena.”

Foto: Nmagazine

Então, o filho também se sentiu grande e pleno. Percebeu- se completo e rico e pôde deixar em paz a casa dos pais. À medida que se afastava, sentiu os pés firmes, pisando intensamente no solo, seu corpo também assentado na terra e os olhos voltados para um caminho claro e um horizonte promissor. Também sentiu algo estranho: perdera a força impetuosa que se alimentava do ressentimento, do vitimismo e do excesso de conformismo, mas agora tinha uma força simples e tranquila, uma força natural.

Percorrendo o caminho que restava de sua vida, encontrou outras pessoas com as quais caminhou lado a lado como acompanhante, durante um trecho, às vezes longo, às vezes curto, outras, para sempre. Sócios, amigos, casais, vizinhos, companheiros, colaboradores, inclusive adversários.

Em geral, seu caminho foi sereno, prazeroso, em sintonia com seu espírito e com sua natureza pessoal. Tampouco esteve isento dos pesares naturais impostos pela vida, mas sentia que aquele sim era o caminho de sua vida. Um dia se aproximou da pessoa pela qual havia se apaixonado, crendo que ela tinha as moedas e disse:

“Durante muito tempo tive um problema de visão, e agora que enxergo claramente lhe digo: Sinto muito, esperei demais dessa relação. Foram demasiadas as minhas expectativas, e sei que isso foi uma carga muito pesada para você e agora a assumo. Tomo consciência e a libero. Assim, o amor que tivemos pode seguir fluindo. Agradeço. Agora tenho minhas próprias moedas.

Em outro momento foi até seu filho e disse: “Você pode aceitar todas as minhas moedas, porque eu sou uma pessoa rica e completa. Agora já peguei as minhas de meus pais.” Então, o filho se tranquilizou, se fez pequeno em respeito a ele e se sentiu livre para seguir seu próprio caminho e aceitar suas próprias moedas.

Ao fim de seu longo caminho, o indivíduo se deteve a repassar a vida vivida, o amado e o sofrido, o construído e o danificado. A tudo e a todos conseguiu dar um bom lugar em sua alma. Acolheu a todos com doçura e pensou: Tudo tem sua hora na vida: a hora de chegar, a hora de perma- necer e de partir. Uma metade da vida é para subir a montanha e gritar aos quatro ventos “Eu existo!” E a outra metade é para o declínio até o vazio, onde tudo é desprender-se, alegrar-se e celebrar. A vida tem seus assuntos e seus ritmos sem deixar de ser o sonho que sonhamos.

Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte: “Onde estão as Moedas? As Chaves do vínculo entre pais e filhos” – Livro de Joan Garriga Bacardi

Artigos, Terapias Integrativas

Desista! O Movimento de Liberar o Velho é a Ação de Receber o Novo!

Compartilho este maravilhoso texto sobre o que chamo de “a escolha dentro de uma escolha”: uma escolha nova que ocupa o vazio da liberação de uma escolha antiga; a liberdade de escolher dizer sim para algo novo, desaprendendo e liberando o velho para aprender e receber o novo!

Dedico a todas as pessoas que se identificarem com essas palavras, que estejam precisando fazer uma mudança importante em sua vida, vivenciar uma transformação interior a partir de um passo em direção ao novo ou que precisem dar um salto de fé no escuro. Dedico em especial às mulheres, incentivando sempre o autocuidado, a autoconfiança e o autoamor!

Desistir não significa excluir ou ser ingrato, mas sim ser grato por toda experiência vivida, deixando ir aquilo que não serve mais. Significa que aquilo que foi vivido, que ficou no passado, ainda assim vibra no tempo e no espaço, faz parte do nosso Eu atemporal e da nossa jornada, serviu de aprendizado e degrau para onde estamos hoje.

Algo que precisa ser liberado pode ser um resquício do nosso “Eu velho”, enquanto algo novo nos espera mais à frente na medida em que nosso “Eu novo” nasce. Confiar na guiança da alma, persistir com fluidez para continuar e coragem para seguir em direção ao desconhecido são lemas nesse caminho. Muitas vezes, esse é um passo em direção a um caminho que não vemos porque é desconhecido pelo ego, mas conhecido pela alma.

Fique atento. Preste atenção aos sinais. Esteja presente quando o chamado para o próximo passo vier. Use as medicinas da natureza que são ausentes de mente. Seja os olhos dos animais que voam alto e dos que se deslocam na noite. Eles nos ensinam a ver longe, ver com mais amplidão – a ampliar a percepção quando em momentos de dificuldade ou turbulência – e a seguir confiantes de que há sempre algo bom reservado para nós, planejado pela nossa própria consciência e espírito.

O movimento de liberar o velho é a ação de receber o novo. Vamos seguindo, um passo de cada vez, com firmeza, coragem e presença. Namaste!

“Desista. Desista, sim. Não se sinta culpada por desistir de pessoas, coisas, padrões ou sonhos que já não cabem em você. Essa busca desenfreada pela persistência a todo custo tem adoecido multidões. Como se persistir nisso fosse, por si só, uma benesse. Não é.

A obstinação cega faz com que nos negligenciemos e às nossas necessidades. Ser obstinada só é positivo quando respeitamos nossas necessidades e valores simultaneamente. Sim, você tem total liberdade para desistir de sonhos que não te representam mais, de pessoas que se mostram tóxicas, de planos que estão drenando suas energias, de formas de vida que antes se mostravam positivas e que hoje não te cabem mais.

Você pode desistir de relacionamentos insatisfatórios, profissões que te adoecem, rotinas que aumentam sua ansiedade. Mapeie sua vida e analise criticamente: do que você precisa desistir para ter uma vida mais leve? (…)

Desista daquilo que passou. Foque em novos planos, novos sonhos, novas pessoas. Muitas vezes, é preciso desistir de coisas e pessoas para não desistir de si mesma. E a única coisa da qual você não pode desistir é de cuidar de si, de prezar por sua saúde física e mental, de ter momentos de descanso e paz. A chegada dos filhos não pode servir como motivo para que você desista de si (…)

Desista de alguma coisa que está drenando sua energia e troque-a por planos, sonhos e rotinas que te permitam se sentir melhor, respirar com mais profundidade e ter mais plenitude.”

Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte complementar: Via “Cientista que virou mãe” – Por Ligia Moreiras