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Uma Reflexão sobre “O Pai Severo” da Atualidade

Arte de Zeus – Templo de Olympia (Na mitologia, Zeus é o Deus dos Deuses, Pai de Áries, aquele que se tornou o Deus da Guerra)

Nesse momento de isolamento imposto ou compulsório, será que estamos sendo levados “forçadamente” a abdicar dos nossos sonhos e propósito de alma? Ou será que sequer tomamos consciência deles, substituindo-os por máscaras sociais virtuais?

Será que essa realidade perpetuada também está em sincronia aos movimentos do nosso sistema solar, quando temos Saturno – o chamado “Pai Severo” segundo a astrologia – atuando como regente por décadas à frente? Com suas forças e ciclos vindo nos cobrar: – “O que você tem feito da sua vida? O que você tem feito para exercer o seu propósito? O que você tem feito com as sementes que recebeste da sua alma?” No seu melhor, Saturno ajuda a consolidar esforços, mas no seu pior, restringe-os.  

Nesta noite da alma, compulsória principalmente para quem ainda não atravessou os seus desertos interiores, será que estamos sendo levados a continuar repetindo padrões que insistem em nos limitar através das crenças herdadas em profecias de fim de mundo? Através dos eternos sacrifícios humanos, justificados pela crença de um Deus que vem nos salvar? E junto disso, teremos que abdicar do trabalho interior constante para nos tornarmos um ser humano melhor, como se o apocalipse tivesse sido decretado? 

Você pode comprar essa ideia ou simplesmente continuar seguindo o seu caminho, buscando novas rotas, aproveitando a oportunidade para aprender, aparar as suas arestas e se lapidar, resgatando e curando os seus vazios interiores, adaptando-se e se reiventando à cada passo na jornada.

Aquele que não trabalhou e não trouxe à consciência os padrões e traumas familiares, agora terá ao seu lado um “pai severo”, representado pelo governo do seu Estado, do seu país, pelo “modos-operante” que o paternalismo presente e enraizado quer impor a todos em forma de controle, censura, formas de pensar e agir: “o novo normal”, à semelhança de um pai autoritário que sabe sempre o que é melhor, mesmo para o filho já adulto, capaz de anular o seu progresso.

Você está preparado para abdicar da sua verdadeira autonomia? Deixar de lado a responsabilidade perante a sua vida e baixar a cabeça para dizer “amém” a este pai severo que só deseja que você se mantenha uma criança eternamente dependente?

Arte de Zeus – Templo de Olympia

Você vai se permitir permanecer nesse ciclo vicioso, rememorando os traumas, as dores e sofrimentos, os registros das memórias de outras pandemias, exílios, guerras e batalhas anteriormente vividas? Começando pelas memórias dos traumas e batalhas internas vivenciados com a sua própria família biológica?  

É através desses mecanismos de controle, mantendo-o num ciclo infinito de rememoração da dor, que você é enfraquecido gradualmente, de dentro para fora: táticas de controle utilizadas com maior facilidade através dos canais e dispositivos virtuais que todos temos acesso hoje, e nutridos pelas famosas fake news.

Nesse cenário, temos o exemplo de uma constelação familiar a nível mundial. Então, pergunte-se: “Como estou internamente com a figura do meu pai biológico, tendo sido ele presente ou não em minha vida? Como está essa relação dentro de mim, tendo sido ela boa ou ruim? Tenho situações inacabadas com meu pai, minha mãe, meus familiares, meus relacionamentos afetivos? Tenho empurrado para baixo do tapete meus problemas, minhas dificuldades emocionais?”

Essas respostas darão a você um norte para seguir com o trabalho interior, evitando assim ficar preso nas “teias mentais” do “atual pai severo” de todos nós, sabendo separar o que é seu do que foi herdado e que não lhe serve mais, consequentemente, agindo de forma diferente e criando a realidade onde de fato quer existir.

Portanto, procure ficar atento aos seus pensamentos e emoções, fortaleça-se internamente. Torne-se um observador de si e busque o seu propósito dentro de você, permitindo que a alma aponte o caminho, ao contrário de deuses e deusas desejando a vida eterna em nossas mentes e corações. 

Harmonizando-se internamente, liberando as crenças que não servem mais, reconhecendo os seus traumas e os trabalhando, você será capaz de criar novas relações e se reconciliar consigo e sua família, para que outras relações tornem-se também mais sadias ao seu redor. 

Tome consciência e altere os padrões e crenças limitantes que existem dentro de você e, assim, não estará à mercê deste “pai autoritário” que deseja mantê-lo refém da sua forma de pensar, sentir e agir, prisioneiro nos traumas e afastado da liberdade da sua própria alma para ir em direção ao desconhecido, seguindo o norte da bússola interna que aponta para o real propósito da sua existência. 

Abandone os ditos gurus, os deuses e deusas. Você veio para aprender a ser o seu próprio mestre, a proteger e a nutrir o seu templo interior, auxiliando outros no mesmo caminho que você. Ocupe o posto das “suas sombras” sem dar poder para que outro o faça: é lá onde seus traumas, bloqueios e vazios emocionais residem. Aproprie-se desta parte sua, ela é uma sombra de sua árvore que precisa ser vista e resgatada. Com o tempo, a noite da sua alma terá um céu estrelado capaz de permitir a você ver também na escuridão.

Mesmo que você ainda não tenha a clareza de qual o seu propósito agora, trabalhe constantemente para encontrá-lo, deixe-se guiar pela linguagem da alma, compreendida através dos mergulhos para dentro de si, onde não há mente. Busque por pausas de silêncio constantes. Ao encontrar as respostas à cada passo, elas irão se apresentar para você como aquele “cair de ficha”, e imediatamente você dirá: “como não pude ver isso antes?”. São os insights da alma que vem, de tempos em tempos, como clarões em meio à escuridão. Fique atento a eles. 

Quando alcançamos esta clareza de perceber o que a nossa alma nos mostra e nos fala, somos capazes de ter consciência do nosso lugar na árvore familiar e nos fortalecer através dele, tendo condições, então, de nos descobrirmos, de nos reinventarmos, de nos aprofundarmos em nós mesmos, mergulhando fundo nos nossos oceanos emocionais para encontrarmos o nosso centro, o equilíbrio e a cura – mesmo que venhamos a sair desse centro, saberemos como voltar porque já o conhecemos.

Saberemos desenvolver a entrega, a paciência, a humildade e a coragem para transgredir  uma realidade que nos limita internamente, nos transformando para seguir um caminho onde a alma é o nosso farol, o nosso guia para encontrarmos o nosso lugar: o propósito que desempenhamos em nossa comunidade, sociedade e humanidade.

Do micro para o macro, de dentro para fora, seguimos o mesmo curso das espirais de evolução, da energia da Criação, gerando vida ou morte. Somos livres para lutar e nos nutrir de guerras, nos tornando agentes do caos. Somos livres para buscar a paz interior e proteger a vida, nos tornando agentes de mudança. Por qual espiral você está seguindo?”

Mensagem de Yehuá© & Uma Guardiã da Vida na Noite da Alma

Por Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

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