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A Individualidade é Essencial

“Você já se perguntou onde reside a diferença entre a individualidade e o individualismo?

Um tema delicado, uma vez que os pontos de vista podem ser divergentes com base nas experiências de vida de cada um.

Entretanto, trazendo o olhar mais apurado para a origem das palavras, vemos que a individualidade está ligada à essência. Ela representa: “a reunião das características que diferenciam uma pessoa ou alguma coisa; o conjunto das qualidades que compõe a originalidade, fazendo com que algo ou alguém seja único.”

Enquanto o individualismo está ligado ao ego, representando: “a tendência de quem pensa somente em si; egoísmo, egocentrismo; a sobreposição do valor e dos direitos do indivíduo em detrimento de um grupo ou sociedade.”

Nesse contexto, temos um terreno interessante para começar a discorrer sobre os porquês disso ainda estar tão confuso na mente de muitos. Diria que mais difícil se torna o diálogo sobre o tema pelos meios virtuais – quando o individualismo se sobrepõe à individualidade – porque os olhos deixam de ser as janelas da alma para dar espaço a uma tela emblemática, configurada com simbologias mentais desprovidas de essência.

Através das janelas da alma, poucas palavras bastam para compreendermos com clareza o que o outro quer dizer. Pelos “olhos virtuais”, muitas palavras são necessárias para chegarmos ao mesmo resultado. Talvez, estejamos esquecendo de como nos comunicarmos e nos relacionarmos pelos “meios analógicos”, cuja presença jamais poderá ser sentida da mesma forma pelos meios virtuais.

Um exemplo para ilustrar a reflexão é a diferença residente entre um livro físico e um livro digital. Com qual deles você gostaria de se relacionar? Com qual deles você desenvolveria maior proximidade, cumplicidade e originalidade? Sim, porque nos relacionamos com todas as coisas. Colocamos nelas nossas intenções, nossos pensamentos e sentimentos, até mesmo nossas memórias ficam ali registradas.

Levando nossa mente agora para viajar pelas páginas de um livro – o primeiro que vier em seu pensamento – nos relacionamos com o aroma e a textura do papel, as cores da capa, uma página marcada, um parágrafo que nos disse exatamente o que precisávamos ouvir, algumas gotas de café que marcaram um acontecimento importante, um objeto guardado em meio às folhas, uma anotação especial de algo que nos marcou.

Então, talvez esteja nos faltando encontrar a harmonia no relacionamento com ambos em tempos como este, cuja promessa encantadora do digital é substituir a essência perfumada do analógico: o contato essencial humano.

Portanto, a individualidade é antagônica ao individualismo. A primeira tem suas bases enraizadas nas verdades essenciais do ser, no auto-amor e no autoconhecimento, no exercício constante da presença: estar presente em tudo o que se fala, faz, pensa e sente, na medida do possível. Estando presente para si conseguimos estar presente para o outro, reconhecendo e respeitando os limites de ambos, separando o que é nosso do que é do outro de forma saudável e harmônica.

Entre ego e essência existe uma grande distância, mas não significa que não possam conviver em equilíbrio. Assim como necessitamos nos adaptar às “janelas virtuais”, necessitamos preservar o essencial que nos convida a interagir pelas janelas da alma.

Reside aqui nosso maior desafio nesse momento de transição: criar núcleos essenciais de “presença” em meio ao individualismo exacerbado. Criar janelas da alma em meio às janelas virtuais, mas lembrar sempre: um templo só ergue-se forte se houver uma distância harmônica entre suas colunas.”

Mensagem recebida em canalização – Yehuá© & Um Guardião da Lei Divina

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