Artigos, Terapias Integrativas

As 7 Verdades do Bambu: Ensinamentos Sagrados

“Felicidade é o fruto do conhecimento interior.” (Provérbio Budista) 

“Para levar Luz à sua alma é preciso levar Verdade às suas sombras, às suas raízes.”

O bambu, apesar da sua simplicidade, é considerada uma das árvores mais resistentes na natureza. É tão durável quanto o concreto e a sua tração é comparada ao aço. Suas utilidades abastecem inúmeros setores da economia, da arquitetura, da saúde, da música, da sustentabilidade ambiental e da sobrevivência humana, sendo incontáveis as possibilidades do seu uso. Florestas de bambu estão espalhadas pelo Japão, China e outros países, sendo considerado uma planta nobre e sagrada. É símbolo da multiplicação, da generosidade, da persistência, da flexibilidade, da humildade. No Japão e na China acredita-se que seu tronco oco serve de morada aos deuses.

Os monges budistas fabricavam pincéis exclusivamente de bambu, desfiando as fibras das pontas em sinal de respeito pela vida animal. Os bambus sempre serviram para reflexões e possuem simbologias profundas para o crescimento da alma. Os budistas chamam-lhe de “Benção do Buda”. Contam que o Buda, quando pressentiu sua morte, retirou-se para uma floresta de bambus para obter clareza e sabedoria. Para os japoneses, o bambu sinaliza ao homem como alcançar a paz interior.

Todas as tradições ancestrais chinesas e japonesas fornecem ricas lições sobre o bambu, que servem de orientações para uma vida com reflexão. A simbologia chinesa trás várias significações também. Para os que praticam o Tai Chin Chuan, o bambu simboliza ‘Saúde e Longevidade’, não somente a juventude eterna, mas a utilidade da velhice: como realizar caminhos para obter tempo e saúde, cumprindo melhor a trajetória reencarnatória.

Na saúde feminina, por exemplo, utiliza-se o bambu em cosméticos, maquiagens e produtos de beleza sustentáveis, assim como na produção de tecidos impermeáveis para absorventes ecológicos – menos produção de lixo e menos impacto ao meio ambiente. Outra prática utiliza canos de bambu na chamada Bambuterapia, cuja massagem terapêutica pode ser altamente relaxante para os músculos e a mente, como profundamente revigorante para o sistema circulatório e linfátivo.

Já para os Taoístas, os bambus representam a beleza da natureza em festa, a força e a vitalidade. Sempre estão associados à elegância pela graciosidade e pelo porte imponente de seus ramos – atingindo a altura de 24 metros – assim como pela harmonia com que se unem num bambuzal. A natureza festiva de um bambuzal, com o verde vívido e magnífico, refletem a alegria e a paz que almejamos no dia a dia.

O bambu, sendo planta de caule flexível, durante as tempestades tenebrosas eles vergam, eles descem à terra, eles dançam sob as fúrias dos ventos. Depois, voltam a erguerem-se altivos e fortes. Ele verga, mas não é derrubado, servindo de exemplo para aprendermos a encarar as dificuldades.

Na vida, todas essas tradições ancestrais nos ensinam a utilizar a sabedoria da natureza. Nos auxiliam a caminhar mais presentes, mais conscientes para compreendermos o interior da alma. Breves contos taoístas servem como ferramenta para ilustrar esses sábios ensinamentos, passados de geração à geração, cujas simples e profundas lições podemos aplicar em nossa jornada, em nosso crescimento pessoal e espiritual.

1 – Conto Taoísta: Existia uma grande floresta, cheia de árvores grandes de porte largo. Junto delas, ricos bambuzais soberbamente embelezavam a floresta. Num período de grandes tempestade, com raios, trovões, fortes ventos, muitas arvores grandes e medianas acabaram-se no chão, apenas restaram os bambuzais e uma árvore larga de grande porte. Após certo período, até essa árvore não suportou a força dos ventos, e derrotada tombou ao chão. Essa história era passada oralmente como aprendizado, mostrando que a resistência do bambu aos ventos fortíssimos ocorria por causa de sua flexibilidade. E como os chineses sempre buscavam a utilidade nos sinais da natureza, assim os bambus foram utilizados em construções.

2 – Conto Taoísta: Certa vez, um mestre Taoísta olhando um lindo bambuzal ensina a seu discípulo sobre as reflexões e as pontes que poderiam ser feitas com aquela planta, informando que o bambuzal trazia orientações para uma vida de paz no coração, e inicia ensinando as setes lições ou verdades do bambu:

Primeira verdade: o bambu nos ensina que a mais importante verdade é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele único: o princípio da paz, aquele que me chama, que é Deus.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, porque o que ele tem para cima também tem para baixo. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus, na oração que vem da alma, do coração.

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer altivo ele permite que nasça outros a seu lado – como no cooperativismo. Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre juntos uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes, tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos para que, desse modo, se livrem dos predadores.

Quarta verdade: o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita – comunidade – o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

Quinta verdade: o bambu é cheio de nós (e não de eus). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós representam os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós também são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores se soubermos aprender com eles.

Sexta verdade: o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio de Alma.

Sétima verdade: o bambu só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

Seja como o Bambu! Ele verga mas não quebra, porque antes de chegar ao Alto passou muito tempo enraizando! Namastê! ❤

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