Matérias, Terapias Integrativas

Trauma pode ser transmitido entre gerações: como encontrar caminhos para a cura

memoria-genetica

“A saúde publica precisa urgentemente levar em conta as respostas transgeracionais humanas (….) Acredito que não entenderemos o aumento nas desordens neuropsiquiátricas ou a obesidade, diabetes e as perturbações metabólicas sem esse tipo de abordagem multigeracional”

Uma informação nada nova para quem trabalha o ser humano de forma holística: corpo-mente-espírito, mas não menos pertinente!

Trabalhos dentro do campo das Terapias Holísticas, aliados a técnicas de Gestalt-Terapia e Constelação Familiar – em grupo ou individual – podem trazer respostas profundas, compreensões mais claras e soluções para a origem dos traumas.

Se você se identifica com essa informação, procure um trabalho de Constelação Familiar em sua cidade. Acredito que todos que nos permitimos vivenciar um trabalho como este – aqueles que já viveram esta experiência participando como terapeuta ou como paciente sabem quão profundas são – curamos não apenas a nós mesmos, mas também as gerações futuras, possibilitando que o caminho que seguirão seja mais leve e fluídico, sem “pesos”.  Hoje, este tema está bastante difundido, com a possibilidade de encontrarmos grupos e terapeutas que realizam esse belo ofício também de forma gratuita.

Precisamos, igualmente, de políticas públicas que possibilitem a inserção dessas abordagens terapêuticas, principalmente para aqueles que não podem pagar por uma consulta particular. Que essa informação possa ser disseminada para que novas e viáveis iniciativas também surjam no campo da saúde pública! 😉

Um estudo feito por cientistas americanos aponta que o comportamento humano pode ser afetado por episódios vivenciados por gerações passadas por meio de uma espécie de memória genética. As pesquisas mostraram que um evento traumático pode afetar o DNA no esperma e alterar os cérebros e o comportamento das gerações futuras.

O estudo, publicado na revista científica Nature Neuroscience, indica que camundongos treinados para se esquivar de um determinado tipo de odor passaram essa aversão a seus ‘netos’. Especialistas dizem que os resultados são importantes para as pesquisas sobre fobia e ansiedade. Os animais foram treinados para temer um cheiro similar ao da flor de cerejeira. A equipe, composta por cientistas da Emory University School of Medicine, nos Estados Unidos, averiguou, então, o que estava acontecendo dentro do espermatozóide dos camundongos.

Os cientistas constataram que o trecho do DNA responsável pela sensibilidade à essência da flor de cerejeira estava mais ativo na célula reprodutiva masculina. Tanto a prole dos camundongos quanto os descendentes destes demonstraram hipersensibilidade à flor de laranjeira e se esquivaram dela, mesmo que não tenham passado pela mesma experiência. Os pesquisadores também identificaram mudanças na estrutura dos cérebros desses animais.

As experiências vivenciadas pelos pais, mesmo antes da reprodução, influenciaram fortemente tanto a estrutura quanto a função no sistema nervoso das gerações subsequentes“, concluiu o relatório.

DNA Azul cósmico

ASSUNTOS FAMILIARES

As descobertas oferecem evidência de uma “herança epigenética transgeracional”, ou seja, de que o ambiente pode afetar os genes de um indivíduos, que podem então ser transmitidos a seus herdeiros.

Um dos pesquisadores, Brian Dias, afirmou à BBC que tal característica “pode ser um mecanismo pelo qual os descendentes mostram marcas de seus antecessores”. “Não há dúvida de que o que acontece com o espermatozóide e o óvulo pode afetar as gerações futuras”.

O professor Marcus Pembrey, da Universidade College London, afirmou que as descobertas são “altamente relevantes para as fobias, ansiedade e desordens de estresse pós-traumático” e fornecem “fortes evidências” de que uma forma de memória pode ser transmitida entre gerações.

Diz ele: “A saúde publica precisa urgentemente levar em conta as respostas transgeracionais humanas”. “Acredito que não entenderemos o aumento nas desordens neuropsiquiátricas ou a obesidade, diabetes e as perturbações metabólicas sem esse tipo de abordagem multigeracional”.

 

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