Um olhar sobre o Caminho do Desapego

árvore_céu magenta

No universo, o que chamamos de buraco negro – uma cavidade com um núcleo denso, repleta de matéria condensada – devido a sua gravidade e inserido no equilíbrio das leis universais, tem a propriedade de atrair para si estrelas que já morreram, enquanto que na sua contrapartida, um buraco branco tem a propriedade de criar, dentro do seu campo de força gravitacional e magnético, matéria, luz e novas estrelas.

Assim como no universo, estes processos são os mesmos para nós humanos. Ao longo de nossa jornada, neste momento de transformação planetária, somos chamados a desapegar, a deixar morrer, a soltar aquilo que já não é mais necessário em nosso processo evolutivo.

Este desapego nos pede entrega total, e por conseguinte, esta entrega nos ensina o ato da não resistência e o exercício da persistência em nosso propósito maior, aquele que norteia e harmoniza nossos passos espirituais na Terra através do caminho do amor, com paciência, humildade, tolerância, resignação, resiliência e gratidão por tudo o que nos ocorre como bênçãos da Criação – acordos esses que nossas almas fizeram antes de encarnar.

Muitos veem este caminho de desapego com grande dificuldade, pois no meio capitalista em que vivemos somos ensinados, desde a infância, a “acumular” coisas: memórias, objetos, bens materiais, relacionamentos, roupas, pessoas, mas não somos ensinados a desapegar quando aquilo precisa partir, morrer para poder renascer de outra forma, em outro momento, em outra jornada existencial.

É disso que se trata este momento de profundo aprendizado para muitos de nós: o desapego com entrega, mantendo ao nosso redor e sintonizados a nós apenas aquilo que nos é necessário, apenas aqueles que vibram, respeitam e nos apóiam em nossas escolhas sem julgamentos, insensibilidade, injúrias, injustiças, tentativas de aprisionamento por culpa ou críticas destrutivas, porque se colocam no nosso lugar e conseguem perceber que este movimento de nossa parte, mesmo que não seja totalmente compreensível para si, simplesmente representa a nossa escolha; e escolhas são escolhas, não existindo certo ou errado neste processo, uma vez que qualquer uma nos levará a um caminho que precisamos experienciar para aprender e integrar algo em nosso Ser.

A morte, neste processo, pode ser considerada um ato da criação – assim como o buraco negro necessita do buraco branco para completar o seu processo evolutivo, e vice-versa, caso contrário, ambos estariam “sobrecarregados magneticamente”: o buraco branco sobrecarregado com estrelas que já morreram, por exemplo, sem conseguir gerar energia magnética para a criação de novas estrelas. A morte faz parte dos ciclos de vida-morte-vida no planeta, o que significa que através dela os ciclos naturais que permeiam esta vida permanecem fluídicos e se processam harmonicamente.

Galáxia_Luz_Buraco negro_

Imagem representativa do processo que envolve um buraco negro atraindo, magneticamente, uma estrela que já morreu.

Para que esse desapego e essa entrega aconteça, assim como no universo, também precisamos nos permitir entrar profundamente para dentro de nós, conhecer nossos buracos negros e buracos brancos, nossas sombras e nossa Luz, conhecer as raízes que formam nossa árvore existencial e essencial, assim como as raízes que formam a árvore ancestral de nossa alma, que envolvem, da mesma maneira, nossos ancestrais e todas as programações, padrões, modelos, crenças e memórias limitantes e inconscientes herdadas e registradas em nosso DNA.

Penso, a partir de minha experiência nesta jornada evolutiva, que temos a responsabilidade de olhar para isso: reconhecer, reprogramar, transmutar, libertar, deixar ir, deixar morrer e, após este processo, reintegrar essa energia em nosso Ser, pois essas raízes ancestrais fazem parte das raízes da nossa árvore existencial.

Quando conseguimos completar este ciclo, enquanto compromisso espiritual de nossas almas, permitimos que as futuras gerações recebam genes melhores e um legado mais sábio para suas existências na Terra. Nos permitimos ficar apenas com aquilo que nos é necessário, com o que nos é salutar e que se sintoniza com nossa essência, nosso poder pessoal, com o que nos realiza como ser humano, nos guiando assim para que possamos expressar tudo o que nossa alma veio criar: a energia da Criação que todo o ser humano possui na sua semente original, na sua existência única no universo.

Através da abertura deste canal de expressão, somos impelidos a celebrar a vida em cada instante da nossa rotina através dos nossos dons e talentos: concretizando e materializando sonhos, novos projetos, filhos e tudo o que permeia os ciclos de energia da geração divina. Este estado de felicidade através dos canais de expressão do nosso Ser, que envolvem todos os nossos sentidos, se assemelham aos golfinhos, irmãos de alma que estão sempre em profundo estado de alegria e gratidão à vida; consciências já muito evoluídas, que trazem profunda sabedoria em seu DNA espiritual e que se encontram aqui para nos auxiliar a evoluir a frequência energética planetária, assim como o mental coletivo através das ondas energéticas de puro amor.

Então, o que você está esperando para desapegar? Se esta tarefa ainda é difícil para você, experimente apenas soltar, se entregar ao que a vida lhe oferece, sem resistências ou julgamentos; experimente silenciar mais, trazer um tempo de quietude para seu dia-a-dia, permitir “desligar” a mente que insiste em tagarelar; experimente começar este processo de libertação olhando para dentro de você, mergulhando profundamente na escuridão das raízes do seu ser e nas suas raízes ancestrais, olhando com carinho para o que você herdou de uma forma “não positiva”, mas que gostaria de modificar, desbloquear e transformar em si.

Se ainda assim não tiver consciência ou for difícil vislumbrar o que existe nessas raízes que precisa ser curado e evoluído, peça auxílio ao universo: peça que ele traga a você os irmãos e irmãs de jornada que poderão auxiliá-lo neste processo, trazendo o apoio e sendo os canais de amor e aprendizado que você precisa. Dessa forma, a expressão em todos os níveis do seu Ser germinará naturalmente, assim como a semente que só sai da terra e cresce em direção ao sol quando está pronta e encontra um meio nutritivo para poder existir, expandir, se fortalecer e, com o tempo, gerar flores e frutos. Assim como o bambu que leva cinco anos enraizando sob a terra para, somente depois deste tempo, começar a nascer em direção ao sol.

Confie no seu processo, na sua intuição, no que você recebe, muitas vezes, através dos seus sonhos ou recados que o universo lhe traz por intermédio da natureza, dos animais, de livros, de filmes e de outras linguagens simbólicas, alegóricas ou metafóricas: esteja atento aos sinais ao seu redor, pois eles sempre nos trazem alguma resposta ou algo que precisamos compreender ao longo da nossa caminhada e que, na maior parte das vezes, só os percebemos porque nos encontramos “fora do tempo humano”, ou seja, dentro do nosso ritmo natural e harmônico, do nosso tempo existencial.

Nesta frequência de entrega, desapego, morte e renascimento, amor e gratidão, recebi este pensamento em meditação e, com muito carinho, honrando tudo o que você representa para a vida e o universo, reescrevo aqui, como profunda reflexão a todos que, neste momento, se sintonizam com essas palavras, apenas para que possam compreender que o tempo é relativo, não linear para nossa alma, e tudo o que realizamos no agora está reverberando no passado-presente-futuro: “O futuro está no passado; o passado está no presente; o presente está no futuro. O poder está em viver o Agora: um momento único e sagrado que nos convida a sermos autênticos e a criarmos algo novo.”

 

 

 

 

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Publicado em 12 de abril de 2016, em Artigos, Mensagens Irmãos das Estrelas. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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