Artigos, Orgânicos: Produtos e Alimentação

Cosméticos orgânicos e ecologicamente corretos

organic-cosmetics 

Tendo em vista a positiva demanda de mercado à procura de cosméticos orgânicos e naturais, além das dúvidas e esclarecimentos provindas em meus cursos e atendimentos, acredito ser de grande utilidade o esclarecimento a respeito do assunto, tanto para os consumidores quanto para aqueles que desejam estar à frente da produção de uma nova marca ou estabelecer vínculo com franquias já existentes no Brasil.

Fora do país, a variedade e quantidade de cosméticos orgânicos, além de maior, é mais barata, exemplo que pode se aplicar à África do Sul, Itália, Alemanha e outros países da Europa. Entretanto, percebe-se que o mercado brasileiro vem crescendo a cada ano, tendo em vista as exigências, as necessidades e o despertar de consciência do público consumidor.

Na mesma lógica da alimentação orgânica, os cosméticos orgânicos tem sua produção de forma ecologicamente correta. Isto significa que as empresas produtoras se comprometem a não fazerem testes em animais, não usar espécies de frutas ou flores em extinção, e nenhum componente da fórmula pode ser derivado de petróleo e outras substâncias tóxicas, nem de origem animal, no máximo o mel pode ser utilizado.

Além de proteger o meio ambiente, as vantagens de utilizar os cosméticos orgânicos são de poder usufruir de fórmulas mais suaves e antialérgicas, além de não haver impacto sobre o meio ambiente. Quando certificados por órgãos autorizados, se tem a segurança de que ingredientes sintéticos como corantes e conservantes artificiais ficam de fora das fórmulas.

Entre as pioneiras mundiais como a L’Occitane e Lush, diversas indústrias brasileiras seguem a produção orgânica, como alguns produtos da linha Natura Ekos, Reserva Folio, Folhata,  Magia dos Aromas, Éh Cosméticos, Feito Brasil, Amazônia Natural, Florestas, Cassiopéia, Surya Brasil, Amazon Secrets, Arte dos Aromas, Ikove, Vyvedas e Sejaa, esta última marca própria e lançada recentemente por Gisele Bündchen.

Porém, não basta a empresa se autoproclamar ecologicamente correta para comprovar esta máxima, é necessária uma certificação. No Brasil, o IBD (Instituto Biodinâmico) e o Ecocert são dois órgãos que fiscalizam e certificam os produtos e seus processos de produção. O correto é que se tenha 95% de ingredientes orgânicos, gerando o mínimo impacto ambiental possível. Para receber o certificado, os conceitos que regem são os de pureza, segurança, sustentabilidade, eficácia e respeito aos seres humanos e aos animais. Verifica-se a matéria-prima utilizada e seu armazenamento, as embalagens e  rotulagens dos produtos, as instalações da indústria e o tratamento dado aos resíduos.

Para seguir a risca o processo sustentável, os recipientes e sacolas utilizados devem ser recicláveis e biodegradáveis. Outra prática adotada por algumas fabricantes de cosméticos orgânicos é a de fazer o replantio planejado de tudo que retiram da natureza. Esta prática geralmente vem associada do benefício social e econômico das comunidades envolvidas na produção.

Os cosméticos orgânicos não podem ser confundidos com os cosméticos naturais. A grande diferença está no modo de produção. Os naturais são produzidos da maneira convencional, mas apresentam na sua composição ingredientes extraídos da natureza. Ao menos 5% da matéria-prima precisa ser orgânica.

Para ser considerado natural, é preciso que o cosmético tenha, pelo menos, um ingrediente derivado de uma substância natural. O restante pode ser composto de ingredientes químicos. Os cosméticos naturais são feitos de forma convencional ou artesanal, podendo causar, em algumas pessoas de pele sensível, reações alérgicas por causa de produtos ou substâncias como: glicerina, hena, hera-de-muro, lanolina, manteiga de cacau, óleo de amêndoas, pepino, tília e etc.

A certificação para os cosméticos naturais existe, porém a maioria não possui. Para se obter o certificado de cosmético natural junto ao IBD, por exemplo, basta que apenas 5% da matéria-prima utilizada seja orgânica. Os 95% restantes podem ser compostos por água, matérias-primas naturais não certificadas ou permitidas para formulações naturais. Uma matéria-prima só será classificada como natural se for realmente 100% natural.

Já os cosméticos orgânicos possuem matérias-primas vegetais controladas desde a sua origem, na agricultura orgânica (sem agrotóxicos, sem adubos químicos, com técnicas de manejo que permitem a rotação de culturas, a conservação do solo e etc). É rastreada, inspecionada e auditada por certificadoras independentes.

Para se obter a certificação orgânica, é preciso conter 95% de ingredientes certificados na origem, todo o processo de produção deve ser sustentável, beneficiar todos os envolvidos através da inclusão social, do comércio, do preço justo sem intermediários e das boas práticas  ambientais. Seus fabricantes assumem, publicamente, o compromisso de não fazer testes em animais e tampouco usar espécies de frutas ou flores em extinção.

Os cosméticos orgânicos precisam ter um selo nos rótulos, para garantir ao consumidor que se enquadram de acordo com as normas de certificação. No Brasil, encontramos  as certificadoras IBD (a maior certificadora de matérias-primas orgânicas da América Latina), e o ECOCERT Brasil (uma certificação brasileira com articulação internacional)

Veja alguns diferenciais dos produtos orgânicos certificados:

-Sem conservantes e fragrâncias artificiais;

-Sem parabenos e silicone;

-Sem ingredientes derivados do setor petroquímico ou de origem animal;

-Sem lauril sulfato de sódio e propileno glicol;

-Sem ingredientes transgênicos e irradiados;

-Matéria-prima sem contato com agrotóxicos;

-Contra os testes em animais;

-Comprovação de origem dos ingredientes e garantia da pureza do produto final;

-Mais de 95% dos ingredientes totais utilizados na formulação são de origem natural;

-Mais de 95% dos ingredientes vegetais são certificados orgânicos;

-Aromatização com puro óleo essencial, trazendo o poder da aromaterapia para o cuidado da pele.

A Lei 10.831/2003, que regula a cadeia produtiva e de comercialização de produtos orgânicos no território brasileiro, entrou em vigor a partir de 01 de janeiro de 2011. Porém, nenhuma normativa específica sobre cosméticos orgânicos foi publicada até o momento. A única opção até agora é a certificação.

Procure se informar sobre os rótulos e ingredientes dos produtos, conhecendo os símbolos e os selos ecológicos para garantir sua autenticidade.

selo-IBD selo-ecocert

    Selo IBD     Selo ECOCERT

Novos símbolos embalagens orgânicos

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