Reiki ou Passe: qual a diferença?

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Ao longo de minha trajetória, há mais de dez anos ministrando cursos e vivências de Reiki e seus diferentes Sistemas, tenho observado esta dúvida chegando até mim por inúmeras pessoas: jovens, adultos e idosos. Mesmo com a crescente difusão do Reiki por todo o planeta, percebo a continuidade desta pergunta em minhas experiências em grupos e nos atendimentos já realizados individualmente. Por esta razão, penso ser importante deixar este fato aqui registrado como forma de esclarecimento, principalmente para aqueles que ainda recebem informações distorcidas a respeito, que geralmente são provindas de casas espiritualistas ou espaços de cura onde habitam crenças pré-concebidas, pelo simples fato de ainda não terem evoluído o conhecimento diante da realidade em que vivemos.

Acredito que toda a forma, técnica ou tratamento que envolve cura necessita evoluir e se adaptar de acordo com a realidade vigente, mesmo sendo um conhecimento utilizado há milênios, pois vivemos em outra época, com novas necessidades. Na antiguidade, o Reiki possuía inúmeras variações de acordo com a cultura onde era inserido: Egito, Índia, Japão, Tibete, Hawai (Kaunas), nas tribos indígenas norte americanas, entre outros locais e civilizações. Em outras regiões do planeta, também se desenvolviam processos de cura muito semelhantes e que não eram chamados de Reiki.

Se no passado já havia esta sabedoria, adaptando o conhecimento à realidade, porque na Era da globalização, em que todos os conhecimentos se interrelacionam, se hiperconectam e se complementam para chegarmos com mais eficácia e rapidez ao mesmo objetivo, cumprindo cada um seu papel específico, isso seria diferente? Assim, infelizmente, ainda existem tabus com relação ao Reiki em alguns estabelecimentos, alguns sendo casa espíritas mais conservadoras, onde solicitam que o visitante opte pelo tratamento com Reiki ou o tratamento que a casa oferece. Em outros casos, isso também se estende ao médium passista, não tendo permissão de trabalhar numa casa espírita, por exemplo, e realizar atendimentos de Reiki em suas horas vagas.

Ressalto, porventura, que não há julgamento quanto a esta constatação, nem uma generalização do caso, uma vez que tenho visto, ao mesmo tempo, o Reiki sendo inserido nos tratamentos de casas espíritas, espiritualistas, espaços holísticos, consultórios de terapeutas reikianos, em hospitais, ambulatórios hospitalares e postos de saúde destinados à comunidades locais. Portanto, este esclarecimento é apenas uma prova viva recorrente, cujos relatos chegam através de amigos, conhecidos, pacientes e alunos.

Para tanto, transcrevo abaixo uma explicação recebida através dos mentores espirituais que me acompanham, a qual foi inserida nas apostilas dos cursos de Reiki de níveis iniciais como forma de esclarecimento, também tendo por base o conceito e o processo de transmissão de energia através do canal humano segundo a física quântica:

Muitas pessoas tendem a perguntar: qual a diferença entre o Reiki e o Passe magnético? Diria que não existe diferença no que se refere à fonte de energia, na medida em que ambos, o Reikiano e o médium passista, são apenas canais através dos quais a Energia Vital do Universo flui, tendo por base a intenção de cura e a energia de amor provinda do coração de cada um.

A diferença entre ambos está na metodologia, na técnica de trabalho e no tempo de aplicação. Em alguns cursos de Reiki, menciona-se que o Reikiano não perde energia, o que é fato, e vamos compreender o porquê: mesmo o Reikiano sendo um canal de energia universal, também é natural que ocorra uma pequena parcela de doação da sua própria energia, a qual chamamos de ectoplama, a “eterização” da energia física do ser humano, segundo a física quântica, ou seja, a energia física sublimada em outra frequência energética, uma vez que estamos encarnados em um plano terreno.Portanto, não há perda, mas sim doação.

Isso quer dizer que (…) se a mente atua emitindo uma partícula, esta age ou se combina com algum tipo de partícula ou átomo do Cosmos (fluído universal), podendo resultar em uma energia cósmica positiva ou negativa, dependendo do tipo de interação que ocorreu. Estas energias, combinadas nas doses certas com a nossa do plano físico, produzem uma infinidade de fenômenos. (2003, p.68. HERVÉ, Ivan Vianna et. al.)*

Assim, é desta troca de partículas emitidas pelo mental com o fluído cósmico que resulta a energia cósmica; por esta razão, a energia do Reikiano ou do médium passista não pode estar dissociada deste processo, sendo sempre positiva quando envolve sua intenção de amor. Reiki é amor!

Assim, podemos concluir e refletir que Reiki não é uma prática que exclui o trabalho espiritual propriamente dito, pois mesmo envolvendo a harmonia e o equilíbrio do espírito através de inúmeras técnicas e “simbologias-portais”, não substitui um trabalho realizado por um grupo mediúnico, assim como um tratamento espiritual é complementar de um tratamento alopático. Todas as formas, técnicas e tratamentos de cura podem caminhar juntas quando o objetivo for o mesmo: ame os outros como a si mesmo; faça aos outros o que gostaria que fizessem a você; ame universalmente, pois este é o caminho para o despertar interior e o reencontro com o seu Eu Superior!

Luciane Strähuber – Terapeuta Holística, Master Reiki Universal, Usui, Xamânixo, Kauna, Egípcio e eterna aprendiz, investigadora e cientista da Vida e de si mesma! 😉

Fonte de livro mencionado: Apometria: a conexão entre a ciência e o espiritismo – Ivan Vianna Hervé e Outros (Baseado nos ensinamentos do Dr. Lacerda)

 

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Sobre Wohali Terapias

Educação Terapêutica Integrada

Publicado em 16 de outubro de 2012, em Artigos, Terapias Integrativas. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. LISELOTTE VON BRIXEN MONTZEL

    Desculpe, mas conheço há mais de 20 anos Casas Espíritas que aceitam Homeopatas, profissionais de Reiki e profissionais que utilizam Florais.
    Moro em Porto Alegre/RS. Claro que existem casas espíritas convencionais que não admitem tratamentos que não sejam na linha da religião espírita. Já outras evoluíram nesta parte a bastante tempo.

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    • Olá, Lise!

      Tudo bem?
      Com certeza, estamos vendo de forma crescente a medicina vibracional e integrativa em vários setores de saúde, espaços terapêuticos, centros espíritas e espiritualistas, e é maravilhoso poder ver o processo de crescimento dessas práticas ao longo de décadas!

      Este artigo foi escrito há 4 anos atrás e as considerações descritas nele aconteceram com base em experiência própria, assim como de alunos, colegas e amigos. Tendo consciência que cada experiência é única, certamente haverá pontos de vista diferentes.

      Hoje, podemos agradecer a profusão destes avanços quando acompanhamos projetos lindos sendo executados, onde até em hospitais vemos esta integração: a medicina alopática em comunhão à medicina vibracional, naturalista, holítica e integrada.

      De qualquer forma, agradecemos suas considerações, pois contamos sempre com a contribuição dos internautas para estarmos evoluindo e atualizando o conteúdo deste Blog/ Site, que visa apenas indicar caminhos nesta espiral infinita do conhecimento, do aprendizado e da sabedoria divina, para o despertar de consciência através do autoconhecimento.

      Um grande abraço de Paz e um ótimo final de semana! 😉

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