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Afinal, o que é felicidade?

Podemos discordar em muitos pontos, mas, com certeza, a minha felicidade não é a mesma que a sua; a sua, por sua vez, não é a mesma de seu marido ou esposa, mãe, pai, filhos…O que me torna feliz não necessariamente vai fazer você feliz, e é aí que reside o conflito: tentarei fazê-lo feliz, do fundo do meu coração, mas com o que acredito que é felicidade, e nesta empreitada é muito provável que esqueça de lhe perguntar o que, de fato, o faz feliz.

Outro desafio é se manter feliz, ou será que isso só acontece comigo? Hoje, estou feliz, neste momento, mas, daqui há um minuto, posso não me sentir assim, o que pode ocorrer, sem motivo algum, alterando este estado de plenitude.

A grande questão é conseguirmos “baixar a guarda” e olharmos ,com calma, para dentro de nós, mais uma vez. Pois então, não é que a resposta está sempre lá?! Somente assim vamos descobrir que o que nos torna realmente felizes não é o que está do lado de fora.

Parece difícil?! E se você parar para perceber que quando passa por um mesmo lugar, várias vezes, ele pode estar diferente? Por exemplo, a entrada de sua casa. Em tese, está igual hoje, amanhã, na semana que vem, mas, nesta semana, houveram dias em que você chegou feliz, triste, alegre, com raiva, e este lugar acabou refletindo o seu interior. Você podia jurar que num destes dias a flor na entrada de sua casa estava mais bela, talvez mais colorida que ontem…Será? Ou foi algo aí dentro que mudou?

Se conseguirmos nos conhecer melhor, logo saberemos detectar quando estivermos com a bateria fraca ou descarregada, quando necessitamos fazer algo para mudar isso. A questão em si não é a bateria, não é o mundo que num dia passou a odiar você, mas a engrenagem. Se pudéssemos colocar um alarme que soasse sempre que estivéssemos entrando “na reserva” seria mais fácil! Entretanto, esse é um cuidado que precisamos ter conosco, o que não significa egoísmo quando você pensa “como estou?”, para depois seguir em frente. Assim, você resolverá suas questões antes de “descarregar” no primeiro que esbarrar, antes de passar por um jardim inteiro de belas flores sem percebê-las.

Quando estamos tristes ou fora de controle, é desesperador escutar: “A felicidade está dentro de você” ou “Ser feliz é muito fácil, muito simples”. O importante é nos conhecermos o suficiente para sabermos que estamos saindo dos trilhos e para que, antes que o trem despenque, possamos voltar à ferrovia sem grande desgaste ou esforço; é nos harmonizarmos antes que o caos tome conta e este sentimento de felicidade pareça algo distante. A felicidade existe…É possível ser feliz! E você sabe o que lhe deixa feliz? Este é um bom começo! Ah…e não se esqueça de ver também o que faz o outro feliz, antes de tentar convencê-lo que o azul é lindo, se ele gosta mesmo é de vermelho.

Ser feliz requer menos esforço do que brigar, xingar e pedir desculpas, fazer algo e depois ter que refazer, quebrar e depois ter que limpar.
Ser feliz emagrece, diminui a ansiedade, e você descobre que um pote de sorvete não é a melhor coisa do mundo!

Ser feliz ajuda você a economizar! Você descobre que pode fazer uma viagem maravilhosa a 20km de sua casa. Descobre que jogar bola e tomar um banho de chuva com as crianças é mil vezes melhor que passar uma tarde no shopping…Mas, se o shopping o faz feliz, eu respeito!

Enfim, permita-se à felicidade, conheça-se, ame-se o suficiente para saber que você pode e merece ser muito feliz!

(Patrícia Pereira, Massoterapeuta Reikiana)

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