Artigos, Feminino Sagrado, Meditações

Kuan Yin: A Sabedoria Ancestral da Compaixão e da Misericórdia

Na mitologia chinesa, Kuan Yin é conhecida como a Mestra da Compaixão e da Misericórdia. Ela teve uma vida no planeta como todos nós e somente depois de sua morte foi reconhecida dessa forma. No Vietnã, também é conhecida como Quan’Am, no Japão como Kannon, em Bali como Kanin. Ela cobre as planícies alagadas do Oriente, do Egito à China, sendo venerada em todo o mundo por milhões de pessoas que a consideram o símbolo da pureza espiritual.

Contam as histórias que enquanto viveu, Kuan Yin percorreu o mundo e presenciou muita dor, para então comprometer-se em proteger e amparar todos os humanos, até que o último sofrimento esteja sobre nós. Aqui no Brasil, através dos conhecimentos advindos da Grande Fraternidade Branca, é vista como uma mestra que incorporou e personificou a compaixão através da sua própria experiência de vida.

Kuan Yin, cujo nome significa “aquela que ouve os lamentos do mundo” é boddhisatva da Compaixão no budismo chinês. Ela nos deixou um mantra com o qual podemos sintonizar para cultivar a compaixão sempre que necessário, para que através da vibração e frequência energética gerada possamos iniciar um trabalho interno para curar nossas feridas mais profundas e dolorosas e, posteriormente, auxiliar no trabalho dos que vierem até nós buscando o mesmo objetivo.

Todos que sintonizam com sua consciência e trabalham através de sua compaixão – já muito vista por mim como flores de lótus energéticas em trabalhos que realizei, cujas frequências de cores eram diferentes dependendo do tipo de ferida emocional que a pessoa necessitava trabalhar – sabem o quanto sua energia é doce, cálida e sutil, mas também o quanto é profunda. Mesmo tendo alcançado “a iluminação”, a consciência de si, ela optou por permanecer sintonizada ao mundo humano em auxílio.

Para leitores ocidentais, vale lembrar que Bodhisatvas são considerados espíritos perfeitos. Segundo Karl Ludvig Reichelt, na obra Truth and Tradition in Chinese Buddhism: “Eles podem, se quiserem, entrar na plena dignidade búdica, na eterna paz e felicidade, mas eles não o fazem no tempo presente porque, como bodhisatvas, podem mais facilmente buscar aquela parte da criação ainda submetida a peculiares condições incertas e dolorosas das almas no caminho.”

Kuan Yin, um dos cinco bodhisatvas mais conhecidos, pouco a pouco vem se destacando mais que outros bodhisatvas para significar o espírito: o misericordioso e bondoso espírito que acende, em todas as criaturas, o desejo de uma renovação do coração, que protege e ensina sobre os caminhos de dor e tristeza – não de forma a removê-las por nós, mas nos ensinando como podemos aprender com elas e percorrer um caminho que ela conhece porque já o percorreu, até o momento que não precisaremos mais da dor para evoluir, substituindo-a pelo amor.

Nos tempos primitivos, ela era geralmente considerada como aspecto masculino, e ainda se vê em certos mosteiros na China uma enorme figura com barba e expressão viril, mostrando-a como um homem. Nessa forma, era chamada de Filho de Amitabha. Ao longo do tempo, características femininas vão se tornando mais proeminentes na medida em que a concepção de espírito torna-se dominante – o aspecto voltado ao feminino não como gênero, mas enquanto polaridade Ying – e tudo que os chineses podem imaginar de ternura materna e graça feminina foi atribuído a ela, tornando-se a Senhora Compassiva do Oriente.

A data comemorativa atribuída à ela é celebrada em 29 de fevereiro; seu ingresso na Sabedoria Plena é comemorado em 29 de junho; sua morte como passagem ou seu ingresso no Nirvana, por fim, é dado por ocorrido em 29 de setembro. Entre o povo oriental, essas três datas são muitas vezes conhecidas como “aniversários de Kuan Yin”. Todos saem às ruas, os templos e as cidades são decorados para essas festividades populares, como vemos aqui no Brasil relativo à Iemanjá ou Nossa Senhora dos Navegantes.

Bodhisatva Guan Yin foi consagrada universalmente nas diversas correntes budistas como principal figura da devoção. Era Bodhisatva Avalokitesvara, aquela que praticava profundamente o Prajna Paramitta – a sabedoria – até libertar-se de todo sofrimento. Não é vista como uma deusa porque guarda traços humanos. Conta-se, na tradição popular, que ela foi uma princesa na antiga Índia. Era a mais bela e piedosa entre todas; não gostava de vestidos luxuosos, nem de pratos finos feitos com carnes de animais, embora tudo isso lhe fosse oferecido como direito. Alimentava-se de verduras porque não suportava ver animais sendo mortos; vestia-se de panos grossos porque gostava de ser simples, e era a mais piedosa entre as filhas.

Entretanto, quando chegou o momento de casar-se, fugiu do palácio porque queria buscar o seu caminho e se dedicar ao ascetismo, seguir o exemplo de Buda. Ao ser obrigada pelos seus pais a contrair casamento, ajoelhou-se diante do palácio do rei durante dias e noites, sem nada comer, passando frio e tomando vento e chuva, apenas recitando o “Sutra da Grande Compaixão”. Sua fé venceu todas as barreiras. Quando alcançou o Nirvana, não teve desprendimento suficiente para deixar o mundo porque a sua compaixão era tão forte e infinita que lhe deu forças para fazer o maior voto que alguém podia desejar realizar: “enquanto houver almas sofredoras sobre a face da Terra, não abandonarei esse mundo e ajudarei todos a alcançar a libertação”.

Assim, oficialmente foi chamada de a “Grande Misericordiosa e Grande Compassiva Bodhisattva Guan-Shi-Yin” – seu nome aqui, em chinês, significa: “Aquela que vê e que ouve o Mundo.” Segundo essa história, ela atende todos os apelos, por mais desesperadas e “perdidas” que as pessoas possam estar, não importando a religião ou qualquer que seja a crença da pessoa, uma vez que na compreensão budista, todos os homens são de natureza búdica: luz que reflete a si mesmo, pouco importando a que religião pertençam – seres humanos são budas em potencial.

O Sutra do Coração 

Meditar com esse mantra eleva nossa frequência energética e do ambiente, nos trazendo uma paz profunda, a tranquilidade de um lago límpido, podendo no levar para um mergulho profundo para dentro de nós mesmos. Antes de ouví-lo, intencione o que você necessita nesse momento da sua jornada. Faça várias respirações profundas para relaxar o corpo e desacelerar a mente. Feche os olhos e encontre uma posição confortável. Permita-se, entregue-se ao vazio, ao espaço do não-tempo, do não-manifesto. A consciência nos fala através do silêncio. “Sem obstáculos na mente; sem obstáculos o medo desaparece. Para além do pensamento em ilusão, este é o Nirvana.”

Nesse contexto, vejo e sinto a compaixão e a misericórdia como um estado do Ser, um estado que a consciência atinge através da sua própria experiência. Por mais que ouçamos histórias, contos, lendas, ensinamentos e conhecimentos em qualquer cultura, filosofia e religião, o aprendizado só ocorre de fato em nosso íntimo quando o praticamos. É esse o momento em que um conhecimento torna-se sabedoria e, por essa razão, é visto em muitas culturas como “iluminação”: iluminar o que estava inconsciente trazendo-o para a consciência, seja algo que já trazemos pronto na alma e sai do mundo não-manifesto à consciência, seja o que acessamos de forma consciente por meio de uma experiência transcendental neste plano terreno.

Que os ensinamentos e sabedorias de Kuan Yin sejam derramados sobre você como bênçãos de puro amor e compaixão! Permita-se ultrapassar os véus do medo, da dúvida e das ilusões, conheça-se profundamente nas suas luzes e sombras, nas suas feridas e cicatrizes. Permita-se a entrega ao vazio, ao silêncio, e traga à luz, à consciência do seu Ser o essencial para cada passo dado em sua jornada de evolução. Namaste! ❤

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Mensagens YEHUÁ

Vivendo o Aqui e o Agora: A Presença em cada passo

“A cada passo, um movimento. A cada movimento, uma clareza. A cada clareza, uma escolha. Essa é uma das fórmulas de viver o aqui e o agora com presença.

A cada noite que chega, o presente já é passado e o futuro torna-se presente. Passado, presente e futuro coexistem. Somos os criadores do nosso caminho.

Estamos criando o nosso próprio tempo, modificando e reprogramando nossa forma de pensar e de nos mover pelo tempo, descobrindo um novo caminho, um novo ritmo a cada passo.

Nessa condição de clareza e compreensão, somos os Senhores do Tempo: do nosso tempo. Não há um caminho pronto, um destino definido e uma verdade absoluta.

A cada passo estamos construindo algo novo, como se estivéssemos colocando cada pedra que forma uma estrada. Este é um pensamento que vibra na quarta dimensão, alinhando o pensar ao sentir, o mental ao coração.

Estamos cada vez menos associados à terceira dimensão à forma como o tempo e o ritmo são gerenciados e criados – geralmente de forma frenética e ruidosa, onde muitas vezes estamos ‘ausentes’.

Como senhores do nosso tempo, estamos cada vez mais identificados com a ação desenvolvida a cada passo no caminho.

Cada passo com presença é um movimento em direção ao novo, ao desconhecido, à mudança.

Um pequeno passo em direção à mudança é um grande passo em direção ao progresso.”

Mensagem recebida em canalização – ©Yehuá

Artigos, Mensagens Irmãos das Estrelas

Uma Mensagem Pleiadiana: Reconexões Profundas

Amados, nós os saudamos.

Através das eras, a Terra esteve enraizada ao espectro completo da ilusão. Esta ilusão formou uma ancoragem poderosa de restrição e limitação em você e em sua vida. A humanidade tem operado dentro dessas restrições em seu plano da Terra por muito tempo. A maioria de vocês tem vivido numa base muito estreita de realidade em suas vidas dentro dessa ilusão.

A reconfiguração de energia que aconteceu no fim de março tem transformado vocês sistematicamente, criando um processo natural de realinhamento de vocês com a Verdade. Muitos de vocês estão experimentando um período de reajuste profundo em suas consciências, e simultaneamente há a reabertura de um caminho para o seu coração multidimensional. As células do seu corpo estão se realinhando a este novo pulso de força e vida que agora está sendo transmitido através do seu coração. Este pulso está criando um movimento de fluxo estável que está aumentando e é projetado para reabrir gradualmente todos os seus sistemas multidimensionais.

Passo-a-passo, você é realinhado e redefinido para acessar a sua natureza multidimensional. Este pulso pode ser comparado à uma batida de coração, que é contínua e continuará a aumentar em intensidade. Este pulso cria uma ação de Luz Pura sendo manifestada dentro de você e traz a missão de ser o despertador para a sua própria Luz.

O PULSO

A fonte desse pulso surgiu do ponto multidimensional, bem no centro do seu Universo Residente. Ele se alimenta diretamente da consciência coletiva de Deus. A sua Terra está sendo movida, transformada dimensionalmente por essa Luz da Consciência de Deus, que sempre esteve contida nesse pulso de frequência.

O seu planeta está sendo lentamente e energeticamente reposicionado por essa Luz pulsante. A Terra está renascendo, levada para além do seu cenário original – da estrutura de ilusão limitada – para um nível multidimensional mais elevado de realidade da Verdade.

Cada um de vocês está sendo sustentado dentro da Luz de Deus e, simultaneamente, os seus corações estão sendo despertos através da integridade pura do seu aspecto individual dentro dessa Luz de Deus. Este pulso nasceu e foi ativado em março e foi concebido para realinhar-se gradualmente às percepções verdadeiras contidas dentro do Universo. Este processo metamórfico é para capacitar você a responder de forma diferente dentro do seu próprio coração através desta frequência de Verdade Universal.

A frequência deste pulso foi feita para falar com cada um de vocês individualmente através da câmara multidimensional do seu Coração. Esta interação do pulso irá realinhar você com o caminho autêntico do seu Eu Superior, dentro do seu coração. Você retornará àquele aspecto expandido da sua consciência que você sempre foi. Através desse pulso de frequência, a sua jornada de Volta Para Casa poderá acelerar.

Este pulso sempre existiu em todo o nosso Universo Residente (…) A Terra finalmente está operando dentro do mesmo pulso de frequência que o restante do Universo. A ação desse nascimento multidimensional da Terra está criando um novo fluxo, uma aceleração dentro da consciência do Universo.

A MESMA RESSONÂNCIA

O seu planeta Terra sempre foi parte do Universo físico, no entanto, neste momento vocês estão sustentando a mesma ressonância da Consciência Coletiva dentro do Universo. Através dessa elevação da ressonância da Terra, uma porta de entrada para um Reino Superior foi aberta (…).

Esta abertura permitirá que todos os “grupos de força de vida” se expandam para outro foco multidimensional, para dentro da Consciência Coletiva. Nós iremos ancorar uma força de luz expandida dentro da arena do Universo entre nós. Este processo de abertura permitirá que nós sustentemos a expressão expandida, em comunhão à Consciência de Deus entre nós coletivamente. O Universo Residente é capaz de mover-se para outro nível de evolução devido a este “acontecimento” na Terra.

Todos os Grupos de Força de Vida dentro do Universo estão sustentando uma plataforma forte, que dá suporte àqueles de vocês que estão prontos para reunir-se conscientemente à nossa Comunhão Coletiva. Este é o começo de uma grande mudança de consciência para aqueles de vocês que estão dispostos a utilizar suas reconexões multidimensionais naturais através do seu coração. A porta de entrada do seu coração transformou-se para o propósito da sua jornada: a autorrealização através da utilização do seu coração como uma ferramenta multidimensional.

RECONEXÃO RÁPIDA

Cada um de vocês disse “sim” para estar aqui na Terra nesta conjuntura. Esta é a sua hora para a reconexão rápida, a reunião e o despertar no aqui e agora. Nós vemos vocês como se estivessem em um dilema enquanto estão tendo sua experiência humana, conforme fazem malabarismos com a dinâmica de julgamentos, provindos da ilusão do drama da sua mente do ego, que esteve e continua se desenrolando em seu planeta.

Lembre-se: a sua mente do ego não entende nada além da terceira dimensão. A sua mente do ego constantemente interpreta e compreende erradamente o que está à sua frente dentro do drama. O ego não pode acessar com precisão o que está acontecendo dentro da terceira dimensão e além, incluindo a sua relação com os Reinos Superiores pelo seu Eu Superior.

Aqui está o que é imperativo que você avalie plenamente: a sua necessidade de testemunhar toda a ilusão dentro do drama que está acontecendo agora em seu planeta. Este drama tem significado menor dentro dos reinos dimensionais superiores. É importante compreender que quaisquer que sejam os dramas se desenrolando no planeta e em sua vida agora, eles não terão impacto ou consequências dentro dos Reinos Superiores. Não são criadas ondas além da terceira dimensão a partir do drama em seu planeta. O processo transicional sagrado em seu plano da Terra continuará a evoluir, não importando o drama e sua insignificância dentro do cenário maior nos Reinos Superiores.

TOTALMENTE NO CAMINHO

Nossa avaliação do seu Despertar é que vocês estão totalmente no caminho em sua transição evolucionária atual. Nós os testemunhamos em uma luz diferente do que vocês avaliam a si mesmos. Nós vemos o seu brilho sem a interferência da ilusão. Nós vemos as suas reconexões sem a interferência e as percepções equivocadas da sua mente do ego.

O foco em nossa missão agora é o de dar suporte a vocês na ancoragem deste realinhamento com o seu coração que opera em multidimensões. A sua reconexão com o seu coração alinha você naturalmente com seu Eu Superior, além da ilusão, além da mente do ego. Esta ancoragem permite que você se abra para momentos de clareza, permitindo que o seu Eu Superior traga enorme suporte ao seu elemento humano.

O seu eu humano foi imerso na ilusão do drama, o que criou medo, luta e um senso de falta de poder. Esta reconexão com a sua estrutura sagrada é projetada para trazer uma nova experiência de estabilidade ao seu aspecto humano. Pode haver alívio em seu aspecto humano conforme um novo senso de sustentação superior torna-se parte da sua vida diária, vindo das suas reconexões com o seu Eu Superior.

DIMINUIÇÀO DO MEDO

O que você irá experimentar nos momentos de reconexão com o seu Eu Superior será um alívio da luta e uma diminuição do medo sustentado pela mente do ego. Ao abrir-se para experimentar a paz que é parte do seu Eu Superior, tendo clareza mais profunda sobre a sua vida, a sua mente do ego receberá alguma serenidade. A energia desta essência pode liberar tensão e ansiedade da mente do ego. Cada vez que você se abre para o seu coração, para aquele lugar além do drama, você se alinha com uma profundidade da quietude e a sua mente do ego começa a registrar alívio. Isso é acumulativo em você, e o seu aspecto humano começa a sentir-se nutrido e apoiado em cada momento de reconexão.

Há a necessidade de você compreender a sua constituição única e a dinâmica completa que acontece dentro: Você tem o seu aspecto humano e o seu Eu Superior: seu aspecto sagrado. O seu aspecto sagrado está totalmente intacto logo atrás do véu. Até recentemente, você só esteve conectado conscientemente com o seu eu humano, através da mente do ego. Por vidas, você teve encarnações de ter que deixar o seu corpo físico para reconectar-se com o seu Eu Superior. Nesta vida, ao entrar nesta Terceira Fase de Transição da Terra, você é capaz de realinhar-se conscientemente com o seu Eu Superior, enquanto ainda está neste corpo físico.

Você começará a apreciar aspectos da sua multidimensionalidade. Este é um Estado Natural de Ser para você, um aspecto da sua constituição sagrada. Você é, em Verdade, um “ser multidimensional” tendo simultaneamente uma experiência humana nesta vida.

​ALINHE-SE CONSCIENTEMENTE

Quando você se alinha conscientemente com o seu Coração, você está escolhendo mover-se para além da realidade da terceira dimensão. O seu Coração é uma ferramenta multidimensional para ser utilizada em qualquer experiência dentro de um momento escolhido por você. É importante reconhecer e saber que, ao dar este passo de alinhar-se com o seu Coração, a sua mente do ego não é capaz de compreender um aspecto de nenhuma experiência que você tenha fora da ilusão da terceira dimensão.

Então, é essencial perceber antecipadamente que a sua mente do ego não será capaz de identificar nenhuma experiência que você tenha como autêntica. Mesmo enquanto você tem uma experiência com o seu Eu Superior, a sua mente do ego provavelmente tentará negar cada aspecto da sua experiência. Só porque a mente do ego está destruindo a sua experiência no momento da reconexão com o Coração, não quer dizer que você esteja tendo uma experiência menos expandida. Você perceberá que devido à sua multidimensionalidade, você pode ter mais do que uma experiência plena em qualquer momento. Você pode estar escutando o diálogo constante da mente do ego e, ao mesmo tempo, ter a sua experiência plena de Reconexão com o seu Eu Superior.

Uma experiência não elimina a outra, e você pode abrir-se a um entendimento mais profundo do seu eu, da sua multidimensionalidade, e da atividade da sua mente do ego. Isso irá habilitar você a desenvolver uma relação de trabalho entre o seu aspecto humano e o seu Eu Superior. Este conhecimento do Eu dará suporte a você para finalmente ser capaz de ir adiante, além da sabotagem do seu aspecto humano. Criando novos tijolos para uma fundação cada vez mais profunda com o seu Eu Superior (…) Você está pronto agora!

Vamos ao processo simples de reconexão com a sua ferramenta multidimensional do seu coração.

PROCESSO

1. Sempre use a Respiração Consciente para entrar em seu Coração (inspire e expire pela boca).

2. Sempre tenha as palmas das suas mãos abertas sobre o seu peito. Saiba que toda a área do peito é o seu Espaço do Coração.

3. Traga a sua consciência para suas mãos sobre o seu peito, e então use a Respiração Consciente. Respire onde as suas mãos estão fisicamente conectadas com o seu Espaço do Coração. Faça o processo algumas vezes até sentir, perceber ou ver uma conexão mais profunda se abrindo.

4. Agora traga o Som ESTE (pronuncia-se ÉSTEI). Direcione o Som para dentro da abertura do seu Coração. Continue usando o Som enquanto o Coração continuar a abrir-se ativamente para você. Use este Som até que sinta, perceba ou veja toda a abertura dentro do seu Coração.

5. Então pare. Traga a sua consciência para dentro de onde você se encontrar. Pode ser um lugar pouco familiar. Use a Respiração Consciente para dentro do Espaço, e sinta como a sua respiração alinha você mais profundamente dentro do Espaço Multidimensional do seu Coração.

6. Simplesmente abra-se para a experiência do seu Eu, use a respiração e solte. Quanto mais você fizer este processo, mais você irá desenvolver-se dentro do seu Eu Superior. Esta é a sua hora de liberar o seu eu humano.

Celebre a sua humanidade, as suas imperfeições e suas idiossincrasias. Nós lembramos você, mais uma vez, que você veio para ter a sua experiência humana enquanto se realinha conscientemente com a sua natureza sagrada. Esta é a sua missão nesta vida!

A Terceira Fase Transicional apenas começou no planeta Terra, e você pode esperar a ativação de uma série adicional de Reconexões Profundas nos próximos meses.

Nós, os Pleiadianos, somos parte de um Time Universal dando assistência à Terra. Saiba que há muitos Grupos de Força de Vida dando suporte à sua transição neste momento. Os Reinos Espirituais estão tendo papel essencial em sua transição. Você pode invocar qualquer um de nós para dar suporte através do espaço do coração.

Bênçãos, Os Pleiadianos – Por Christine Day

Publicado originalmente em inglês no endereço:

http://www.edgemagazine.net/2018/06/a-pleiadian-message-coming-soon-profound-reconnections/

Tradução para o português no endereço:

http://christineday.wixsite.com/portugues/mensagem-dos-pleiadianos-junho2018

Artigos, Xamanismo

Crises e a Medicina do Pato: O que precisamos aprender sobre Mudança e Adaptabilidade

No Xamanismo, enquanto estudo ancestral dos animais como totens de poder, levando em consideração sua personalidade, seu comportamento, os elementos da natureza a que estão vinculados, seus hábitos e forma de viver na natureza, uma das medicinas que pode nos trazer clareza e aprendizado em meio às crises, sejam elas internas ou externas a nós – levando em consideração a crise dos transportes que acontece aqui no Brasil – é a Medicina do Pato.

No Xamanismo, vê-se os ensinamentos oriundos dos animais como práticas medicinais que podemos aplicar em nossa rotina, em nossas vidas, em nossa forma de pensar, agir e sentir o nosso Ser no meio pessoal e ao interagirmos com outras pessoas, meios e com o planeta. Essas práticas são uma ferramenta auxiliar nos processos de transformação pessoal e no autoconhecimento.

A Medicina do Pato está ligada à proteção maternal, ao conforto e à nutrição de energia – para nutrir-se emocionalmente em primeiro lugar e, assim, poder auxiliar na nutrição emocional de outros no caminho, através do afeto, do carinho, do apoio, do respeito e da flexibilidade e adaptabilidade diante das mudanças.

Esta medicina pode ser evocada através de meditações, onde ancoramos e pedimos permissão para entrar em sintonia ao espírito do animal. Ela nos ensina a equilibrar as emoções com leveza, conforto e graça – a medicina da graça também é representada pelo Cisne, um complemento importante nesta equação para lidarmos com as diversas situações que a vida apresenta da melhor forma possível, sendo gratos por tudo o que nos chega como forma de aprendizado e evolução.

Já na simbologia onírica – incluindo os estudos simbólicos de Carl Jung – o pato pode ser considerado um dos símbolos do Self pela sua capacidade de adaptação e estilo de vida distintos. Essa interpretação tem pertinência porque o pato é capaz de adaptar-se em três meios: na terra, na água e no ar.

Essa função ligada ao Self, portanto, é considerada como sendo transcendental: a capacidade que tem a psique inconsciente de se transformar e de nos levar a uma nova situação que anteriormente nos parecia bloqueada – uma das razões pelas quais uma situação de crise pode gerar uma grande mudança.

O pato, assim, está em casa em todos os domínios da natureza. Numa interpretação pessoal, o fogo sendo o quarto elemento da natureza aqui está implícito, podendo representar a crise em si, que ocorre dentro ou fora de nós.

Complementando o artigo, segue um texto bastante propício para aprofundarmos nossas reflexões acerca das mudanças que já podemos estar desempenhando em meio às crises que se apresentam. Estejamos sintonizados à Medicina do Pato para aprendermos ainda mais sobre como podemos e somos capazes de nos adaptar a qualquer meio. Um pequeno passo em direção à mudança é um grande passo em direção ao progresso. Namastê! ❤

Por Lorena Ventura, Via Clã Sacerdotisas da terra – “Estamos passando por um ‘treinamento de apocalipse’. Sem combustível nos postos, poucas frutas e legumes, quase nada de verduras, faltam itens nos mercados. Parece cena de filme, mas não é.
No futuro, se continuarmos fazendo as coisas da mesma forma, será por falta real de recursos. Falta, aliás, que já existe constantemente para pelo menos um bilhão de pessoas pelo mundo.

Tudo isso me faz ver que nós ainda dependemos MUITO dos combustíveis fósseis. Dependemos MUITO de meios de transporte de longa distância. Dependemos MUITO daquelas coisas que podem até ser úteis atualmente, mas que irão nos destruir no futuro. Que esses dias apocalípticos nos sirvam de inspiração para alterar hábitos e rotinas destrutivas.

Menos carros nas ruas, mais bicicletas. Menos consumo de alimentos que vêm de todos os cantos do mundo, mais produção local.
Mais hortas urbanas nos bairros das grandes (e pequenas) cidades. Mais fontes de energia alternativas. Mais respeito por quem produz e transporta aquilo que necessitamos – independente da distância. Mais pessoas interessadas em promover mudanças em suas vidas pessoais.

Não vai adiantar estocar comida, quando recursos como o petróleo estiverem escassos e causando o caos completo numa sociedade que se sustenta em bases frágeis. Mas adianta aprender a plantar, se organizar e montar uma horta em casa ou no bairro, compostar as sobras de alimentos. Adianta buscar os pequenos agricultores que moram mais próximo de você.

Adianta buscar novas fontes de energia. Adianta aprender a reduzir a necessidade por itens que demandam gasto de energia ou combustíveis fósseis. Adianta aprender sobre veganismo, minimalismo, sustentabilidade, horta urbana, empreendedorismo, viver (mais e melhor) com menos. Adianta mudar. Primeiro sozinho, de dentro para fora. Depois unindo-se a outros que também estão promovendo mudanças nas estruturas da sociedade.

A estrutura primeira de toda civilização é o indivíduo. Mudando o indivíduo, muda-se a sociedade. E pouco a pouco começamos a ver as mudanças individuais reverberando no mundo ao nosso redor. Novas leis, novas iniciativas, novas formas de ver e viver a vida. Junte-se ao novo.

Mas por onde começar? Por onde você quiser. Todo despertar natural começa com apenas uma transformação.
Você quer reduzir a sua produção de lixo? Parar de comer animais? Diminuir o seu vício em consumo? Emagrecer com saúde? Deixar de depender dos mercados e grandes marcas para comer, se cuidar e se vestir? Defender uma causa?
Você escolhe por onde começar.

(…) Estamos vendo o nascer de um novo mundo – e o colapso de um mundo antigo.
Por isso, tome as providências necessárias para acessar cada vez mais a realidade do novo mundo, e depender cada vez menos do velho. É mais fácil e bem mais barato do que você pensa.

Quem continuar a depender do velho mundo, vai acabar junto com ele.
E a paralisação dos caminhoneiros é só um aviso para quem quiser entender as coisas com os olhos da transformação: não coloque a sua vida nas mãos de um sistema falido. Acorde e co-crie um novo sistema: mais justo, limpo e sustentável! 

Leia também: Medicina dos Animais – II ParteA Medicina do Alce: respeitando seu ritmo, proclamando a alegria, honrando seus dons com sabedoriaA Medicina do Golfinho: o guardião do sopro sagrado da vida, o mensageiro dos nossos progressos

Artigos, Constelação Familiar

Vínculos de Destino: A Fonte não precisa perguntar pelo caminho

“Quando em uma família surge um buscador, é porque este encarna o desejo de todo o clã de sair das repetições e do conhecido e ir adiante.”

Com base nas obras de Bert Hellinger, trago mais algumas reflexões sobre temas da Constelação Familiar, um trabalho profundo e importante que não vem para trazer verdades absolutas, mas para trazer à luz aquilo que não estávamos conseguindo perceber através do emaranhamento de fios em que estamos inseridos, dos vínculos familiares e do nosso destino.

Por mais que esses fios pareçam não ter uma ordem, quando temos conhecimento das leis que regem a vida – compreendidas por Hellinger através da sua experiência, formação e trabalho – e trazemos à luz o que estava emaranhado – por exemplo, quando assumimos a responsabilidade, o papel ou o lugar de outro na família – tudo faz sentido, tudo segue um fluxo, tudo tem uma ordem e busca por ela naturalmente, busca por uma compensação para trazer o equilíbrio novamente, assim como um rio corre em direção ao mar.

Nesse contexto, Hellinger entende que as 3 leis que regem a vida são: Ordem, Equilíbrio e Pertencimento.

VÍNCULOS DE DESTINO

Os vínculos de destino mais fortes são os que ligam os filhos a seus pais, os irmãos entre si e os parceiros reciprocamente. (…) O vínculo faz com que os membros mais recentes e mais fracos queiram segurar os mais antigos e mais fortes para que não se vão, ou segui-los quando já partiram.

O vínculo faz também com que aqueles que estão em vantagem queiram assemelhar-se aos que ficaram em desvantagem. Assim, filhos saudáveis querem assemelhar-se a pais doentes, e filhos inocentes a pais culpados. O vínculo faz ainda com que os saudáveis se sintam responsáveis pelos doentes, os inocentes pelos culpados, os felizes pelos infelizes e os vivos pelos mortos.

Assim, aqueles que estão em vantagem também se dispõem a arriscar e sacrificar sua saúde e inocência, sua vida e felicidade pela saúde, a inocência, a vida e a felicidade dos outros. Eles alimentam a esperança de que, renunciando à própria vida e à própria felicidade, poderão assegurar ou salvar a vida e a felicidade de outros nessa comunidade de destinos. Eles julgam que podem recuperar e restabelecer a vida e a felicidade dos outros, mesmo que já tenham sido perdidas.

Portanto: “Tudo que rejeitamos, apodera-se de nós. Tudo que respeitamos, deixa-nos livres. (…) Precisamos ter força para concordar com o que foi, do jeito que foi, senão estaremos desligados de acontecimentos que envolvem uma dor profunda. Essa concordância só é possível quando percebemos isso como algo que está inserido em algo maior, o qual não compreendemos. Temos a necessidade de desviar do terrível como se isso não pudesse existir. Entretanto, é o terrível que, no fim, está na origem de tudo e o sustenta. Apenas aquele que pode concordar com o terrível é totalmente livre”.

Livre é aquele que sabe transformar-se…E só sabe transformar-se quem é capaz de desprender-se e de seguir a própria grande marcha para o desconhecido.”

PADRÕES DE PENSAMENTO E DE DESTINO

Segundo Bert Hellinger: “Rupert Sheldrake descreveu em seus livros as propriedades e o efeito dos campos morfogenéticos, isto é, de campos de força que determinam certas estruturas. Ele me disse que se pode ver, diretamente nas constelações familiares, como os campos morfogenéticos atuam.

Agora, algumas vezes, reflito se as observações que ele faz valem também em outras áreas. Se determinados padrões de pensamento não determinam um grupo e, por isso, dificultam novas compreensões, e se evoluções de comportamento na família também não são padrões que resultam do campo morfogenético dessa família. Se, por exemplo, alguém se suicidou então, algumas vezes, alguém se suicida também na próxima geração. Entretanto, não somente porque ele quer seguir alguém de uma geração anterior, mas porque existe um padrão.

Sheldrake viu que, quando se forma um novo cristal, esse ainda não está pré-estruturado e, quando se forma um cristal do mesmo composto, ele já se estrutura segundo o modelo do anterior. Então, já existe uma memória do cristal anterior. O campo morfogenético tem, portanto, uma memória. Por isso, o próximo cristal se desenvolve, com grande probabilidade, de forma semelhante ao primeiro. Quando isso se repete muitas vezes, então existe um padrão fixo. Assim, talvez também os destinos possam se reproduzir de forma semelhante.

INTERRUPÇÃO DO PADRÃO

Esse movimento deve ser interrompido. O reconhecimento desse movimento e a interrupção exigem muita coragem para o totalmente novo. Quando a interrupção dá certo, isto é uma conquista especial. A interrupção não dá certo simplesmente deixando-se levar pela corrente. Devemos retroceder. Em vez de nadar na corrente, vai-se até a margem, olha-se a corrente até compreender o velho e reconhecer o novo e, então, decide-se o que fazer.

CONSCIÊNCIA DE GRUPO (OU CLÃ)

Existe uma consciência de grupo que influencia todos os membros do sistema familiar. A este pertencem os filhos, os pais, os avós, os irmãos dos pais e aqueles que foram substituídos por outras pessoas que se tornaram membros da família, por exemplo, parceiros anteriores (maridos/mulheres) ou noivos(as) dos pais.

Se qualquer um desses membros do grupo foi tratado injustamente, existirá nesse grupo uma necessidade irresistível de compensação. Isso significa que a injustiça que foi cometida em gerações anteriores será representada e sofrida posteriormente por alguém da família para que a ordem seja restaurada no grupo. É uma espécie de compulsão sistêmica de repetição. Mas essa forma de repetição nunca coloca nada em ordem.

Aqueles que devem assumir o destino de um membro excluído da família são escolhidos e tratados injustamente pela consciência de grupo. São, na verdade, completamente inocentes. Contudo, pode ser que aqueles que se tornaram realmente culpados, porque abandonaram ou excluíram um membro da família, por exemplo, sintam-se bem.

A consciência de grupo não conhece justiça para os descendentes, mas somente para os ascendentes. Obviamente, isso tem a ver com a ordem básica dos sistemas familiares. Ela atende à lei de que aquele que pertenceu uma vez ao sistema tem o mesmo direito de pertinência que todos os outros. Mas, quando alguém é condenado ou expulso, isso significa: “Você tem menos direito de pertencer ao sistema do que eu”. Essa é a injustiça expiada através do emaranhamento, sem que as pessoas afetadas saibam disso.

UM OLHAR PARA O PERTENCIMENTO

Bert Hellinger diz: “Aquele que não é mencionado, que é demonizado, deve sempre receber um lugar. Assim que ele recebe um lugar, o sistema é curado como um todo porque recebeu um lugar. Um excluído é novamente acolhido. Aí, todos os outros podem orientar-se de uma nova maneira.

É nos excluídos que reside grande parte da força necessária para transformar um sistema. Por isso, quando olhamos para o excluídos, passamos a ter uma força especial. Por quê?

1. Porque entramos em sintonia com uma força que não é vista e, portanto, pouco explorada pelos membros do sistema. Esse olhar nos dá uma vantagem como ajudantes.

2. Porque nos inserimos numa Grande Alma que não permite exclusão. Ao olharmos para os excluídos, nos inserimos de forma mais plena no fluxo dessa Grande Alma.

3. Porque ao olhar para os excluídos, ganhamos a confiança dos demais. Na profundidade, somos todos bons e sabemos que somos parte de uma grande família. Quando olhamos para todos, sem distinção, de alguma forma movimentamos a alma do grupo. Um bom líder sabe o efeito que tem essa postura a partir desse olhar inclusivo.

4. É nos excluídos que está o amor que deixou de fluir para os demais membros do grupo. Olhar para os excluídos significa acessar esse amor e permitir que ele flua no grupo, para os demais.

Fonte complementar (Livros de Bert Hellinger): A Fonte não precisa perguntar pelo caminho / Ordens da Ajuda / O reconhecimento das ordens do amor/ Ordens do Amor/ A Simetria Oculta do Amor/ Constelações Familiares. 

Leia também: Constelação Familiar: Encontrando o seu lugar na árvore ancestral da vida / Ensinamentos sobre a mãe: Visões da Constelação Familiar e Terapias Integrativas / Trauma pode ser transmitido entre gerações: como encontrar caminhos para a cura

Artigos, Feminino Sagrado

Santa Sara Kali: Honrando a Ancestralidade Feminina, a Alma Cigana

Neste 24 de maio, comemora-se o Dia de Santa Sara, a padroeira dos ciganos e, no sincretismo católico há uma alusão à Nossa Senhora Aparecida. Mais do que apenas um dia no calendário, a intenção aqui é relembrarmos das nossas raízes ancestrais, da intrínseca conexão com o feminino sagrado que habita em nós porque Sara também é a representação da vida, da maga, da mãe, do útero, do óvulo e tudo que é feminino: os saberes antigos, as medicinas, as magias para o equilíbrio do feminino e todos os seus ciclos,  o fogo sagrado da Vida e a dança da Criação. 

Fazendo jus à energia especial desse dia, honrando os saberes antigos desse povo cujas raízes estão na origem de muitas de nossas árvores ancestrais, uma oração à alma cigana, zingara, gitana e livre que habita em toda mulher. Com amor, alegria e gratidão, dancemos a dança da Vida que sempre convida a celebrá-la! 😉

“Com suas saias rodadas, de ramagens coloridas de vermelho ao amarelo, com suas pulseiras e brincos de ouro, seus Talismãs de meias-luas de prata, seus berloques de marfim de lápis-lazúli, correntes de moedas douradas no pescoço, tranças com fitas, lenços e medalhões, as ciganas caminharam por todo o Sind. Fugiam da expansão dos árabes da Índia. Os homens levavam os ídolos, os cantos védicos, os cães e as cabras. Chegaram ao Punjab, outra parte da Índia. Lá, de Chandigarh fugiram para o Afeganistão. Cansados e famintos, armaram suas tendas, acenderam suas fogueiras nas terras do Afeganistão, mas mal sabiam que lá também não poderiam ficar. No ano seguinte estavam na Armênia, depois por toda a Ásia Menor afora, entrando na Europa pela Grécia.

Hoje, espalhados por quase todo o mundo, estes descendentes dos hindus – agora chamados ciganos – não conhecem estas histórias e suas tradições. Desde a peregrinação no ano 800, lá do velho Sind até agora, esta gente conheceu quase toda a Europa. Lembram- se, em suas conversas à noite, entre canções dolentes, de que seus bisavós falavam dos tempos da Valáquia, da Moldávia e da querida Hungria, onde chegaram em 1417. Até hoje cantam em seus bródios cantigas húngaras. Relembram as terras germânicas onde chegaram em 1418 e das farras nas feiras em Paris lá pelos idos de 1419.

Outros, dando risadas, falam de seus “maiores” que viveram na Catalunha, terra por demais amada pelos zíngaros. Lá vivem milhares deles ainda hoje. Lá cuidam e amam a Santa Virgem de Triana, conhecida como La Gitana. Outros, bebendo sifrit, uma mistura de vinho, ervas e cascas de fruta, falam dos teatros que faziam em Évora, em Portugal, seus tetravôs. Sim, pois em Portugal os ciganos foram muito notados e até eternizados por Gil Vicente na Peça “Farsa dos Ciganos”, quando quatro gitanos conversam em mau castelhano com RI Rei D. João III.

Para o Brasil, eles vieram nos tempos de nossa colonização. Turbulentos para uns, energéticos para outros, suspicazes, alegres, misteriosos, esses descendentes dos hindus do Punjab e de Sind foram até citados nas “Confissões da Bahia” em 1593. Viveram em Pernambuco, em Salvador, no Rio colonial e agora, alguns mais velhos, lembram dos tempos em que residiam no Rio, na Praça Tiradentes, onde liam a sorte e vendiam cavalos.

Agora, vivendo em todas as partes, continuam a venerar seus santos católicos, seus ícones: Sara, cuja igreja em Chartres é a verdadeira Catedral dos Ciganos, a praguejar em calão e a rir sua risada velha como o mundo. Riso que ainda tem muito das peregrinações ao rio Ganges ou à cidade santa de Varanasi, riso matreiro de quem dançou as danças de Orissa, fez procissões em Darjeenlin e em Tripura, de quem peregrinou por Paris nas feiras de compras de cavalos e pelas areias do deserto.

Riso de olhos debochados de quem já viu de tudo e que traz em si o sonho de grandeza, de fortuna, de carroças cheias de ouro e jóias e muito, mas muito da miséria humana: de suas lutas, medos, fantasias e crendices. Riso de caldeireiro, soldador, tocador de baralho, rezador, turbulento; riso que tem em si o segredo de um povo nômade e antigo, mistura de árias e hindus, gregos, catalães, portugueses, riso que só o têm esses filhos do Sol e da Lua, irmãos e filhos do vento, os eternos, sábios e misteriosos ciganos.”

ORAÇÃO À CIGANA 

És uma linda flor que desabrocha ao amanhecer. És um espírito de amor.

És a luz que clareia nossas mentes para que possamos dar um conselho na hora certa.

És o espírito que nos dá força para superarmos os nossos obstáculos e transformar nossos defeitos.

És a estrela brilhante que ilumina nossas noites e nossas vidas neste planeta.

És uma irmã de alma que à noite vigia nossos sonhos, nos inspirando a seguir no caminho retilíneo do nosso propósito divino.

És uma guardiã da Lei Divina que com teu leque e tua adaga da justiça afasta e impede a aproximação de consciências maléficas.

Cigana, com tuas fitas e saias coloridas estas sempre transmitindo a força do arco-íris em meio à nebulosidade, o movimento da roda da vida e do destino.

Sempre que um aflito me invocar que eu possa aprender contigo, transmitindo-lhe a energia da paz, da harmonia, da compaixão e da consolação.

Que ao olhar a chama de uma vela, honrando o fogo sagrado que a ti está vinculado, possa sentir tua presença e o perfume de flores que deixas no ar.

Que ao tocar um cristal, possa sentir tua energia positiva, tua sabedoria e aprender com teus ensinamentos e tuas magias para o Bem de todos.

Que ao sentir o aroma das rosas, possa lembrar que sempre estas nos confortando e procurando nos alertar a seguir o caminho da Lei Divina e do Amor.

Cigana, cobre-nos com teus lenços coloridos, escondendo-nos dos invejosos e mostrando a eles que o caminho não é esse.

Cobre-nos com a luz dourada do verdadeiro ouro, aquele conquistado por meio do trabalho justo, da tarefa digna e do caráter inabalável perante o Bem que fazemos a nós e aos outros. 

Cigana encantada, que nessa exata hora possamos sentir e partilhar da dança da alegria que tu trazes, sentir a felicidade de nos reunirmos à essa família espiritual da qual fazemos parte e que só união, amor, felicidade, prosperidade e sabedoria tem a trazer para o nosso caminho.

Com teu encanto e tuas magias de luz encanta coisas boas e felizes para que os nossos caminhos estejam abertos e nosso destino esteja apenas nas mãos da nossa consciência de Luz.

Desencanta as perturbações que existam nos lares e que sejam a ti confiadas.

Cigana, que possamos aprender com as tuas curas ancestrais e medicinas sagradas, a fim de auxiliar aqueles que estejam doentes do espírito, da alma e da matéria.

Pelo poder do Pai Sol, com a magia da Lua e pelo poder da Mãe Terra, nós te agradecemos sempre e só pedimos aquilo que tivermos merecimento de receber no tempo perfeito, através da linguagem harmoniosa do universo.

Por Santa Sara, a padroeira dos ciganos, e por todos os ancestrais ciganos que viveram nesta Terra honrando seus princípios sagrados, permanecemos nesta corrente de fé para fortalecer-nos a cada noite, a cada dia.

Que Assim Seja! Bendito, abençoado, realizado e agradecido! 

Namaste, Optchá, Gratidão! ❤ 

Fonte complementar do texto introdutório: A Astrologia dos Ciganos e sua Magia

Leia mais: É Hora de voltar para o Templo Interior: O Templo do Coração!

Artigos, Feminino Sagrado

Oração à Grande Mãe Universal

Grande Mãe!

Amada Consciência Planetária!

É teu nome que invoco!

Pelo poder dos quatro elementos: água, ar, terra e fogo

e da quintessência,

peço a graça de ser o Teu espelho

entre os homens, as mulheres e as crianças da Terra.

Que eu veja o mundo com os Teus olhos.

Que eu tenha a iniciativa para guiar meu caminho

pela estrada do Amor e da Luz Divina.

Compartilhar de tua força, poder, sabedoria e proteção.

Amar o meu próximo como a mim mesmo.

Ter clareza para discernir a luz das trevas.

Alcançar com êxito meus desígnios e propósito divino.

Preservar, aprender e crescer com meus relacionamentos.

Respeitar todo ser vivente deste planeta e fora dele.

Semear e alimentar o amor dentro e fora de mim.

Preservar o amor divino e essencial em meu coração, corpo e espírito.

Assumir mil papéis em Teu nome

através do cálice de amor que em mim habita.

Plantar sementes, expandir ideais e sentimentos

de amor e paz em todos os corações.

Sintonizar com Tuas Leis Divinas para estar

em harmonia com tudo aquilo que criar.

Vibrar em ressonância aos fluxos de abundância

e prosperidade do universo.

Manter em meu Ser o poder da magia do amor,

da transmutação, da misericórdia e da compaixão;

O poder de exercer a Presença em tudo que fizer, sentir e pensar,

verdadeira como o amor e intensa como a paixão…

Que eu possa sempre,

com a velocidade e a força da Luz do Grande Sol Central,

com o sublime e intenso magnetismo da Lua,

atravessar as brumas, as sombras, as fronteiras do tempo e do espaço,

para que me seja revelado tudo aquilo que me for permitido

e tudo o que mereço por direito divino.

Pela Mãe Maior deste universo eu caminho…sigo…confio…

E nas Tuas mãos, entrego esta existência à Tua semelhança!

 Que assim seja, que assim se faça e ASSIM É….